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Síndrome do Pânico |
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De acordo com a
Classificação de Transtornos Mentais e de Comporta-mento da
CID-10 (Descrições clínicas e diretrizes diagnósticas):
Transtorno de pânico (ansiedade paroxística episódica).
Os aspectos essenciais são ataques recorrentes de ansiedade
grave (pânico), os quais não estão restritos a qualquer situação
ou conjunto de circunstâncias em particular e que são, portanto,
imprevisíveis. Assim como em outros transtornos de ansiedade, os
sintomas dominantes variam de pessoa para pessoa, porém início
súbito de palpitações, dor no peito, sensações de choque,
tontura e sentimentos de irrealidade (despersonalização ou
desrealização que é a sensação de que o ambiente está estranho,
não familiar) são comuns. Quase invariavelmente há também um
medo secundário de morrer, perder o controle ou ficar louco. Os
ataques individuais usualmente duram apenas minutos, ainda que
às vezes sejam mais prolongados; sua freqüência e o curso do
transtorno são, ambos, muito variáveis. Um indivíduo em um
ataque de pânico freqüentemente experimenta um crescendo de medo
e sintomas autonômicos, o qual resulta em uma saída, usualmente
apressada, de onde quer que ele esteja. Se isso ocorre numa
situação específica, tal como em um ônibus, metrô ou em uma
multidão, o paciente pode subseqüentemente evitar aquela
situação. De modo similar, ataques de pânico constantes e
imprevisíveis produzem medo de ficar sozinho ou ir a lugares
públicos. Um ataque de pânico com freqüência é seguido por um
medo persistente de ter outro ataque.
Para um diagnóstico definitivo, vários ataques graves de
ansiedade autonômica devem ter ocorrido num período de cerca de
um mês:
em circunstâncias onde não há perigo objetivo;
sem estarem confinados a situações conhecidas ou previsíveis e
com relativa liberdade de sintomas ansiosos entre os ataques
(ainda que ansiedade antecipatória seja comum).
Segundo a psiquiatria, não existe uma causa evidentemente
originária para este transtorno. Alguns pesquisadores sugerem o
fator genético com alta carga de preponderância e, o excesso de
serotonina no Sistema Nervoso Central.
Joanna deÂngelis, através da psicografia de Divaldo Pereira
Franco, na obra “Amor, imbatível amor”, nos diz que existe uma
série de fatores predisponentes:
“Entre os primeiros se destacam os fatores que se
responsabilizam pela fragilidade psíquica e pela ansiedade de
separação. Tais fatores genéticos facultam o desencadear da
predisposição biológica para a instalação do distúrbio do
pânico. Por outro lado, os conflitos infantis, geradores de
insegurança e ansiedade, facultam o campo hábil para a
instalação do pânico quando se dá qualquer ocorrência direta, ou
indireta, que se responsabiliza pelo desencadeamento da crise”.
Continua: “O distúrbio do pânico encontra-se enraizado no ser
que desconsiderou as Soberanas Leis e se reencarna com
predisposição fisiológica, imprimindo nos gens a necessidade da
reparação dos delitos transatos que permaneceram sem justa
retificação, porque desconhecidos da Justiça humana, jamais
porém da divina e da própria consciência do infrator. Por isso
mesmo, o portador de distúrbio do pânico não transfere por
hereditariedade necessariamente a predisposição aos seus
descendentes, podendo, ele próprio não ter antecessor nos
familiares com essa disfunção explícita”.
Através desse esclarecimento, lembramos que na estrutura de
energia do Perispírito (laço que une o Espírito ao corpo físico,
constituído de matéria hiperfísica), se localizam os distúrbios
nervosos, que se transferem para o campo biológico e que
procedem dos compromissos negativos das reencarnações passadas,
por tratar-se de um organismo vivo e pulsante, sendo
constituído por trilhões de corpos unicelulares rarefeitos,
muito sensíveis que imprimem nas suas intrincadas peças as
atividades morais do Espírito, assinalando-os nos órgãos
correspondentes.
É necessário, para o tratamento desse transtorno o atendimento
multidisciplinar:
- Médico (psiquiátrico), pois como foi possível observar, o
paciente apresenta uma disfunção fisiológica, uma vez que o
Perispírito ativou um desequilíbrio nos componentes químicos do
cérebro, e através da medicação, serão administradas substâncias
químicas, restabelecendo-lhe o equilíbrio fisiológico.
- Psicológico, que trará ao indivíduo, através das diversas
abordagens terapêuticas, o conhecimento de si mesmo, a análise e
resolução das situações traumáticas ocorridas, assim como dos
diversos fatores internos e externos desencadeantes dos
desequilíbrios emocionais. Conjugando-se a Psicologia aos
ensinamentos e esclarecimentos da Doutrina Espírita,
complementa-se de maneira ideal o entendimento do Ser Humano
como uma totalidade em todos os seus aspectos: social,
biológico, psicológico e espiritual, conscientizando-se,
enquanto Ser Eterno de ser ele mesmo o artífice da sua
caminhada.
- Assistência espiritual, que assume fundamental importância,
pois traz como objetivos primordiais, as técnicas (por ex:
entrevista, palestras evangélico-doutrinárias e fluidoterapia),
que se desenvolvem para atender as pessoas, que buscam nas casas
espíritas o alívio e a cura para os males que vivenciam em
determinados momentos da vida.
Espero ser esta pequena contribuição esclarecedora quanto à
necessidade dos tratamentos associados no quadro do transtorno
do pânico, depressão, estresse, assim como tantos outros.

Leia outro artigo sobre o tema:
A escola em pânico
1ª e 2ª parte, do doutor Américo Canhoto
Pânico à luz do Espiritismo, do doutor
Américo Canhoto
Por que o medo
de sair de casa?,
do doutor Joel Rennó
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Fibe
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VALDENIZA SIRE SAVINO, psicóloga clínica licenciada em
pedagogia, expositora espírita e diretora de ensino e
psicologia do Centro Espírita Elos de Amor e também da
assistência psicológica do Grupo Espírita Geam, ambos
localizados na Zona Norte da cidade de São Paulo.
Contato:
valdenizasavino@terra.com.br, Rua Força Pública, 22
(Santana), São Paulo/SP CEP 02012-80, telefone (11)
6221-0198.
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