Crianças índigo: seminário lotou livraria em SP
- Contando com a presença de Ercilia
Zilli, presidente da Associação Brasileira dos
Psicólogos Espíritas, foi realizado em São Paulo
o 1° Seminário de Educação e Orientação ao
Índigo, que atraiu mais de 300 pessoas para a
Companhia de Leitura, livraria localizada na
Avenida Doutor Vieira de Carvalho, próxima da
Secretaria de Educação.
Por iniciativa da Butterfly Editora, realizou-se
em São Paulo, na manhã do último dia 15 de
novembro, o 1° Seminário de Educação e
Orientação ao Índigo organizado pelo Grupo
Espírita Geam e promovido pelo site
www.jornaldosespiritos.com Apoiado pela
revista espírita Além da Vida, o evento que
reuniu mais de 300 pessoas e avançou pela tarde
do feriado, teve por objetivo abrir espaço para
debater a natureza das crianças índigo, cujo
comportamento a psicologia ainda não classificou
e que estão nascendo por toda parte. Na pauta do
seminário, além da análise das características e
atitudes do índigo diante da família e da
sociedade, destacou-se também a necessidade de
uma nova educação, debatida a partir do livro
“Educando crianças índigo” (São Paulo: Butterfly
Editora) de Egidio Vecchio. Na parte final do
encontro, pais, professores e profissionais da
área da saúde tiveram a oportunidade de levar
suas dúvidas aos palestrantes, dos quais
receberam esclarecimentos que reproduzimos a
seguir.
Ercilia Zilli: “Mundo de regeneração”
Presidente da Associação Brasileira de
Psicólogos Espíritas (Abrape), Ercília Zilli é
mestre em Ciências da Religião. Apresenta os
programas “Novos Rumos” e “Abrindo a Bíblia” da
Rádio Boa Nova de Guarulhos (SP), é autora do
livro “O Espírito em terapia, hereditariedade,
destino e fé” e escreve para jornais, revistas e
sites espíritas. Ercília Zilli abriu o 1°
Seminário de Educação e Orientação ao Índigo com
a palestra “Mundo de regeneração”: “Se você faz
parte do grupo de pais que receberam a
incumbência de acolherem esses espíritos que
renovarão o planeta, coragem, pois você também é
especial!”. No decorrer de sua exposição, sua
mensagem foi bastante clara no sentido de que
todos temos condições de evoluir. A escolha é
individual. Mas é preciso mudar rapidamente
porque estamos numa fase de transição e quem não
evoluir moralmente deixará de reencarnar na
Terra. No final da reunião, Ercília respondeu às
seguintes perguntas:
Tenho um filho, atualmente com 20 anos. Ao
ler o livro “Crianças índigo” fiquei com a
impressão de que ele é um. Apesar de seu
comportamento ser tachado de anti-social. Hoje
ele encontra-se preso no Rio Grande do Sul, por
furto e tráfico de drogas. Quando era criança
teve muita dificuldade de se adaptar à escola,
principalmente por problemas de comportamento.
Fez acompanhamento psicológico por mais de cinco
anos, mas quando entrou na adolescência não
conseguiu mais continuar. O que mais me chama
atenção em sua personalidade é a capacidade que
ele tem em fazer amizade e cativar as pessoas.
Eu dizia sempre que se ele gostasse de estudar,
seria um bom diplomata, político ou advogado.
Vim aqui na esperança de encontrar uma forma de
ajudá-lo. Já freqüento uma casa espírita há
vários anos, o que tem me ajudado a não me
sentir tão culpada pelo comportamento dele.
M. F. Ferreira, São Paulo – SP.
Em primeiro lugar, obrigada pela confiança.
Embora o nome “índigo” seja relativamente novo,
o conceito é antigo e até previsto em várias
obras espíritas. Um índigo é “reconhecido”.
Assim, não posso afirmar que o seu filho é ou
não um dos espíritos assim qualificados
atualmente. No entanto, pelo que você descreve,
é portador de muita sensibilidade.
Lamentavelmente, não conseguiu conquistar
equilíbrio suficiente para se manter distante
das drogas e se relacionar com pessoas de uma
área de suporte emocional e espiritual. Entendo
que, na condição de mãe, você se preocupe, mas
não se sinta culpada. Você o colocou para fazer
terapia e, se não houve uma conduta mais
abrangente no sentido espiritual de compreensão
do caso dele, foi feito o que era possível. Ele
ainda é muito jovem e poderá se encaminhar na
vida e você pode colaborar com sua presença, com
o envio de livros portadores de mensagens de
esperança e de conhecimentos que sejam úteis na
reconstrução do seu caminho. Incentive-o a usar
sua habilidade de relacionar-se, mantendo-se
longe de “alianças” que poderão ser cobradas
quando sair da prisão.
Como mãe de duas crianças com diagnóstico de
DDA e TDAH e espírita, percebo que a maior
dificuldade destas crianças é que elas têm uma
mediunidade aflorada. Na escola e em alguns
ambientes, não dá para explicar isto. Como lidar
com esta situação para não ser vista como uma
perturbada? F. M., São Paulo – SP.
Mesmo que suas crianças tenham a mediunidade
aflorada, não é indicado que a utilizem da mesma
forma que os adultos. A percepção se manifesta
de maneira natural e espontânea, mas a
mediunidade, mesmo em adultos, requer prontidão,
conhecimento e treinamento. Entender isso
ajudará muito e não acredito que seja necessário
comentar esse tema na escola ou com pessoas que
o desconheçam. Se quiser, suas crianças poderão
freqüentar a escola de moral cristã em centros
espíritas, onde receberão os fundamentos de uma
educação espiritual. Se as crianças precisarem
poderão fazer os tratamentos espirituais, tão
importantes para aqueles que têm algum distúrbio
de atenção ou mesmo de hiperatividade.
Devemos dizer a uma criança índigo que ela é
índigo? F. M., São Paulo – SP.
No meu entendimento, não. Quando percebemos que
uma criança tem características especiais de
personalidade, uma sensibilidade muito grande e
outras que encontramos nos índigos é suficiente
dizer que sabemos que ela é boa, que terá que
exercer a compreensão diante de pessoas que não
a entendem, que acreditamos no seu potencial.
Mais do que rotulá-la de índigo, é importante
que seja fortalecida para exercer seu papel no
mundo de regeneração. Para isso, um lar
equilibrado, o diálogo, explicações claras e
verdadeiras devem fazer parte do relacionamento
com uma criança índigo.
Segundo uma amiga, todos nós temos um pouco
de Caim. O que você diria com relação a
evitarmos a violenta manifestação de Caim contra
Abel? I. A., São Paulo – SP.
Concordo com sua amiga. Ainda estamos num mundo
de predominância “cainita”, tentando a transição
para o mundo de regeneração, que podemos chamar
de “moiseita”. Ser Abel, a vítima, que não tem
uma boa percepção das emoções humanas e não sabe
se posicionar, não é uma boa saída. O modelo
simbólico de Moisés, que propõe a justiça em
todos os sentidos, me parece a forma mais
adequada, visto que ainda não temos evolução
suficiente para nos colocarmos plenamente no
modelo de Jesus, baseado no amor e no perdão.
Moisés, o legislador, coloca regras, se ampara
na lei, coloca limites começando por ele próprio
e tem percepção suficiente para estabelecer
relacionamentos justos.
Tenho tido muita dificuldade em conciliar
trabalho e família, tenho muita vontade de ficar
em casa para criar minhas filhas, de 11, 10 e 9
anos e elas me cobram muito isso, mas ficar em
casa nos traria muita dificuldade financeira,
mais do que já temos, pois meu marido ganha
pouco. O que fazer? Triciana, sua ouvinte na
Rádio Boa Nova, São Paulo – SP.
Quando uma situação não tem a solução que
desejamos, é sinal que temos que aprender alguma
coisa num outro formato. Compartilhar mais os
deveres domésticos e as tarefas do dia-a-dia com
o marido, além de colocar qualidade na relação
com as filhas. Diálogo, carinho, manifestação de
interesse pelo que fazem e contam, buscar
compartilhar a vida com as crianças da forma
possível. Às vezes, um telefonema, uma conversa,
um momento para escutar o que dizem, fazem um
bem enorme para ambas as partes. Lembre-se que
você trabalha tanto para ajudar no orçamento
doméstico, como para ter realização e aprender
coisas importantes para o crescimento pessoal e
para compartilhar com a família. As crianças só
se sentem abandonadas quando os pais não
participam de suas vidas. Quando entendem o que
fazem, costumam manifestar orgulho diante do
sucesso que os pais têm em suas atividades. Não
podemos confundir, no entanto, que o trabalho
seja só para o sustento da família ou para
comprar “presentes” para os filhos. A finalidade
do trabalho é muito mais profunda se a
analisarmos espiritualmente.
A cor da aura demonstra um estado de
espírito. É claro que os índigos têm mais
propensão à cor índigo, mas também sofrem
alterações. A ação pedagógica pode proporcionar
a outras crianças vibrarem na sintonia do
índigo? A. L., Curitiba – PR.
Como sabemos, embora tenha uma cor predominante,
a aura modifica-se conforme o estado mental da
pessoa. A cor índigo foi observada por uma
sensitiva, portanto, uma médium, em crianças
que, posteriormente, foram chamadas “índigo”.
Acredito que a pedagogia adequada, que leva em
conta os verdadeiros objetivos da educação,
possa facilitar o equilíbrio e a manifestação
dos conteúdos divinos que habitam em todos os
espíritos. Lembremo-nos da definição de educação
para Pestalozzi: “desenvolvimento harmônico de
todas as faculdades do indivíduo”. O mais
importante não é vibrar numa “faixa índigo” –
será que existe? –, mas numa faixa de equilíbrio
e que facilite o afloramento e desenvolvimento
dessas faculdades a que Pestalozzi se refere. Já
vimos que, mesmo com todo o potencial que
trazem, as crianças índigo nem sempre são
bem-sucedidas. A educação é de extrema
importância, mas precisa passar por uma
reformulação muito grande que permita aos
índigos ou não-índigos a expressão de todos os
talentos, da sensibilidade, da verdade e do
amor, que existem em todos os filhos de Deus.
Gostaria de conhecer sua opinião sobre os
livros “Nunca mais Ritalina” e “Nunca mais TDA/H”,
de Ann Block e “Por que a Ritalina não é uma
solução”. M.C., São Paulo – SP.
Sem fazer uma análise dos livros referidos,
precisamos entender qual é a necessidade de uma
criança quando manifesta um quadro de
sofrimento. Não gosto dos “nunca mais”, “sempre”
etc. É de extrema importância um bom diagnóstico
e uma prescrição correta, o que implica numa
orientação aos pais, à escola, à sociedade e,
por vezes, numa medicação. Diante disso, qual o
objetivo do remédio, por quanto tempo deverá ser
tomado e qual a expectativa que se tem da sua
ação? Remédio não é por gostar, por modismos ou
por solicitação de pais que não sabem lidar com
seus filhos: ou é uma necessidade e precisa ser
utilizado, ou não está em discussão. Muitas
pessoas, tomam remédio para o funcionamento
adequado do coração e ninguém diz “nunca mais”;
outras, usam medicamentos para diabetes ou
pressão alta: podemos dizer “parem”, “não é
solução”? Não podemos ser preconceituosos quando
o assunto são os remédios utilizados em
psiquiatria e neurologia e isso inclui a
Ritalina.
Valdeniza Sire Savino: “Educando crianças
índigo”
Psicóloga clínica licenciada em Pedagogia,
palestrante e diretora da área de assistência
psicológica do Grupo Espírita Geam (SP),
Valdeniza Sire Savino prefaciou o livro
“Educando crianças índigo” de Egidio Vecchio,
com o qual colaborou a convite do autor e que
foi o tema de sua palestra no 1° Seminário de
Educação e Orientação ao Índigo. Detalhou em sua
palestra não apenas as características dos
índigos, mas também a forma de educá-los visando
ao maior aproveitamento de suas potencialidades:
“São seres que vêm nos lembrar de informações
morais que já sabemos, mas não queremos colocar
em prática”. Para Valdeniza, “os índigos são
moralmente mais evoluídos, têm um grande senso
de justiça e amor à natureza. Eles ajudam as
pessoas mais necessitadas, como os deficientes,
por exemplo, sem achar que estão praticando boas
ações”. As perguntas que transcrevemos a seguir
foram a ela dirigidas durante o evento:
É do meu conhecimento que nos Estados Unidos
há um trabalho grande sobre as crianças índigo.
Gostaria de saber se existe um método científico
naquele país para concluir se uma criança é
índigo ou não. C. M., São Paulo – SP.
No livro “Crianças Índigo” dos norte-americanos
Lee Carroll e Jan Tober (São Paulo: Editora
Butterfly), a metodologia recomendada para
concluirmos se uma criança é índigo ou não é a
observação do seu padrão de comportamento. A
premissa para tanto é clara: “uma criança índigo
é aquela que apresenta um conjunto de
características psicológicas incomuns e um
padrão de comportamento ainda não classificado
pela ciência”. A metodologia científica ainda
está sendo estudada e desenvolvida tendo como
ponto de partida as avaliações usuais: testes de
QI, testes de personalidade, avaliações
projetivas de personalidade, testes de memória
etc. Além disso, recorremos também à
espiritualidade – apesar de ser considerada um
recurso não-científico – por intermédio da qual
obtivemos resultados inegáveis. A denominação
“criança índigo”, por exemplo, originou-se da
pesquisa da Nancy Ann Tape, parapsicóloga
norte-americana reconhecida pelo seu trabalho.
No Brasil, o doutor Egídio Vecchio, autor do
livro “Educando crianças índigo” (São Paulo:
Butterfly Editora), também recorreu à
espiritualidade, com o objetivo de ampliar a
disponibilidade de recursos para reconhecer e
ajudar os índigos.
Se a criança índigo é tão impopular, tão
rejeitada, como ela pode ser o fator de
modificação da humanidade? R. M., São Paulo
– SP.
Por ser o fator de modificação da humanidade é
que a criança índigo torna-se impopular e
rejeitada: não aceitamos tão facilmente as
modificações, sejam elas quais forem... Isso
acontece devido às características diferenciadas
que elas apresentam, por não corresponderem aos
padrões com os quais as pessoas estão
normalmente habituadas a conviver. São
mal-interpretadas e rotuladas de rebeldes,
insubmissas, revoltadas, quando na realidade, na
maioria das vezes, estão apenas buscando se
fazer ouvir e entender porque de outro modo não
se fizeram entender.
Por que não se comenta nos livros e nas
palestras sobre os adultos índigos? M. C.,
São Paulo – SP.
Essa pergunta é muito oportuna. Se as pesquisas
dizem que os índigos estão nascendo há algumas
décadas, onde estão os índigos adultos? Faz-se
necessário também direcionar o nosso debate
nessa direção. Quantos adultos índigo estão
enfrentando dificuldades as mais diversas e até
dramáticas em função de sua condição
diferenciada? Estou certa de que, muitos deles,
a partir de agora, ao tomarem conhecimento do
nosso trabalho, se sentirão mais à vontade para
apresentar-se, buscando informação para superar
suas dificuldades. Estou bem certa de que essas
criaturas – a partir deste movimento de
esclarecimento do qual o 1o Seminário de
Educação e Orientação ao Índigo foi um
catalisador – irão despertar e entender sua
natureza, juntando-se a outras para buscar uma
vida melhor e a realização de suas expectativas.
O primeiro passo será descobrir que não são
doentes, nem anormais, apenas diferentes das
demais pessoas. O segundo passo, adequarem-se à
sua realidade. Nessa fase, a psicologia e a
espiritualidade, conjugadas, muito poderão
ajudar essas pessoas. Quando me refiro à
espiritualidade, volto minha atenção para o
centro espírita, onde exerço, voluntariamente,
um trabalho terapêutico de apoio voltado para a
necessidade dessas pessoas, crianças ou adultos.
Os resultados – conjugando-se a psicologia e o
Espiritismo – são muito animadores. É
interessante notar que o adulto índigo
apresenta, em geral, uma grande disposição para
se ajudar. Precisa apenas de um apoio dirigido,
que o impulsione na direção de sua vocação,
depois, é claro, da conscientização de sua
condição. Estamos dando os primeiros passos
nessa direção, ainda é um trabalho experimental.
Dentro de alguns anos será possível mensurar,
com boa margem de acerto, os resultados desse
trabalho clínico.
Qual o aspecto que podemos destacar entre uma
criança índigo de uma que tem Transtorno
Obsessivo Compulsivo? G.M.C.C.L., São Paulo
– SP.
O portador do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)
manifesta pensamentos obsessivos ou atos
compulsivos recorrentes. Esses pensamentos
obsessivos são idéias, imagens ou impulsos que
surgem na mente do indivíduo repetidamente, de
forma estereotipada. São, na maioria das vezes,
angustiantes e a pessoa usualmente tenta, sem
sucesso, resistir a eles, rejeitá-los. Que fique
bem claro: os índigos não apresentam o TOC. Não
são doentes mentais e tampouco inadaptados
psicológica ou socialmente. No centro espírita,
conjugando-se a assistência espiritual à
psicológica, obtivemos bons resultados em muitos
casos, o que não podemos deixar de registrar.
Entenda que o centro espírita não limita seu
atendimento àqueles que professam a doutrina de
Allan Kardec. Muito pelo contrário, nada se
pergunta sobre o credo religioso daquele que
procura assistência espiritual para suas
dificuldades. No meu trabalho clínico, em meu
consultório, não dispenso meu aprendizado
espírita da questão, mas só faço essa colocação
se o paciente der abertura para tanto.
Gostaria de saber se há diferença entre
índigos e cristais. As crianças cristais são
mais evoluídas do que os índigos? R. C. R.,
São Paulo – SP.
Estou certa de uma coisa: ainda há muito que
descobrir, o que aprender. Acredito que o mais
importante é a capacidade desses espíritos para
o exercício do bem. São, em potencial, hábeis
facilitadores para ajudar a humanidade a
evoluir. Nesse momento de transição,
necessitamos de toda ajuda possível para
empreender o que já recomendava Tales de Mileto
na Grécia Antiga: conhecermos a nós mesmos.
Nossa pesquisa e estudos são focalizados no
índigo. O número de criaturas que estão nascendo
nessa condição é muito grande, e é neles que
precisamos concentrar nossos esforços.
Qual o tipo físico de uma criança índigo?
D. A., Porto Alegre – RS.
De acordo com a classificação dos tipos de
índigos referenciada no livro “Crianças Índigo”
(São Paulo: Butterfly Editora) por Lee Carroll e
Jan Tober, os humanistas são muito sociáveis e
simpáticos, os conceituais são normalmente
crianças de porte atlético, os artísticos
costumam ser de menor estatura e os
interdimensionais são fisicamente mais
desenvolvidos que os outros índigos. Acredito
que mais importante que o aspecto físico da
criança índigo é sua personalidade, as
características do seu comportamento. Esse é o
foco do meu trabalho.
Existe alguma característica física que
indique um índigo? Minha filha tem as duas
orelhas pontudas e já me disseram que é uma
característica de uma criança do terceiro
milênio. Existe algum estudo a respeito? S.
C., São Paulo – SP.
De acordo com as pesquisas disponíveis até o
momento, não consta nenhum estudo que assinale
características físicas semelhantes às de sua
filha como próprias de um índigo. O mais
importante é analisar o comportamento dela. Uma
pré-avaliação poderá ser obtida a partir da
utilização de alguns questionários que constam
do livro “Educando crianças índigo” (São Paulo:
Butterfly Editora), do doutor Egidio Vecchio. Se
possível, recorra, com esse material em mãos, a
um psicólogo de sua confiança, o que irá
garantir a isenção da observação e resultados
mais conclusivos. Esse é um procedimento seguro,
que recomendo a todos. O material disponível no
livro do doutor Egídio é muito bom, e, utilizado
por um profissional competente, em parceria com
os pais da criança, é de grande valia em todos
os casos. Esse é o caminho certo, racional, para
identificarmos os índigos. Recomendo evitar
recorrer a místicos, oráculos de quaisquer
espécies, que, na maioria das vezes, revelam-se
complicadores e não os facilitadores que muitos
idealizam...
Como conscientizar as pedagogas sobre a
realidade das crianças índigo? Elas não vão
considerar isso um modismo? Uma desculpa? Como
conversar com as autoridades escolares? L.
F., São Paulo – SP.
Acredito que o descrédito em relação à própria
existência dos índigos deva-se à falta de
informação. Um dos objetivos do 1o Seminário de
Educação e Orientação ao Índigo foi exatamente
esse, levar informações conclusivas aos pais e
às autoridades escolares, referenciando estudos
que estão sendo desenvolvidos. É nossa
expectativa que, a partir deste evento cujo
sucesso superou todas nossas previsões, o tema
seja debatido sem prevenções ou preconceitos
pelos educadores. Estou pessoalmente disposta a
comparecer a debates em escolas ou instituições
que promovam esse diálogo aberto, desde que seja
permitida a participação do público por
intermédio de perguntas pertinentes ao encontro.
Faço questão dessa parte, porque a questão
índigo não é uma tese concluída, é um tema ainda
em debate. Nas reuniões, costumo colher
informações, depoimentos e amostragens de grande
utilidade para o meu estudo clínico, que
pretendo reunir num livro de natureza prática e
conclusiva. Procuro analisar tudo o que está
acontecendo que envolva os índigos, confirmar
sua veracidade e – dependendo da importância do
caso – aprofundar-me no seu estudo.
Como educadora, pois trabalho em uma escola,
percebo o equívoco da análise dos educadores
achando que o índigo é um mal-educado. Como
ajudar meu quadro docente a dinamizar o
atendimento ao índigo, tornando o assunto vital
no contexto escolar, se não tenho acesso a
informações científicas e pedagógicas que tenham
comprovação oficial? H. F., São Paulo – SP.
Leia “Crianças índigo” de Lee Carroll e Jan
Tober e, principalmente, “Educando Crianças
Índigo”, livro no qual o doutor Egidio Vecchio
sugere estratégias pedagógicas resultantes de um
trabalho de vários anos de pesquisa e aplicação.
Entendo que a partir daí você e o seu quadro
docente possam desenvolver um trabalho bem
direcionado aos índigos, discutindo as técnicas,
promovendo grupos de estudos, avaliando e
adaptando o que é sugerido para a realidade que
estão vivenciando. É assim que ocorrerá a
“comprovação científica” à qual você se refere:
a partir dos resultados obtidos, dessa pesquisa
que deve ser qualitativa e quantitativa. Se for
necessário, posso contribuir com uma palestra
genérica sobre o tema, abrindo espaço para as
discussões iniciais. Nesse caso, se for do seu
interesse, peço que me consulte com
antecedência, para conciliarmos nossas agendas.
Sueli Rizzutti: “Hiperatividade e o
comportamento índigo”
Sueli Rizzutti é neurologista da Escola
Paulista de Medicina e foi convidada pelos
coordenadores do 1° Seminário de Educação e
Orientação ao Índigo a apresentar o tema
“Hiperatividade e o comportamento índigo”.
Segundo afirmou, “a falta de atenção, a grande
agitação e o jeito desajeitado – responsável por
pequenos desastres – trazem problemas de
relacionamento às crianças portadoras de TDAH,
que não devem ser confundidas com os índigos.
Elas acabam sendo isoladas inclusive pelos
próprios amigos, fato que diminui sua
auto-estima. De 5% a 8% das crianças hoje em
idade escolar apresentam esse problema”.
Respondendo perguntas dos participantes do
evento, aprofundou-se em suas considerações:
Não entendi como diferenciar uma criança
índigo de uma com TDAH. A criança índigo têm
características do portador de TDA/H? Quais?
S. R. L., São Paulo – SP.
Para identificar uma criança e diagnosticá-la
como portadora de TDAH é necessário que
apresente – por mais de seis meses – seis ou
mais sintomas de hiperatividade. Esses sintomas,
via de regra, são: freqüentemente agitar as mãos
ou os pés e remexer-se quando sentada; na sala
de aula, abandonar a carteira sempre que se
espera que permaneça sentada; correr ou escalar
em demasia em situações impróprias. Sente
dificuldade para brincar ou envolver-se
silenciosamente em atividades de lazer; está
freqüentemente “a mil por hora”, ou age
freqüentemente como se estivesse “a todo vapor”
e fala em demasia. Além disso, o portador de
TDAH apresenta – por mais de seis meses – seis
ou mais sintomas de desatenção: freqüentemente
não presta atenção a detalhes ou comete erros
por omissão em atividades escolares, de trabalho
ou outras quaisquer; sente dificuldade para
manter a atenção voltada a tarefas específicas
ou atividades lúdicas; parece não ouvir quando é
chamado; não segue instruções e não termina seus
deveres escolares, tarefas domésticas ou
profissionais (não por discordar destas ou
manifestar oposição ou mesmo pela incapacidade
de compreender instruções); tem dificuldade para
organizar tarefas e atividades; com freqüência
evita ou demonstra ojeriza ou reluta em
envolver-se em tarefas que exijam esforço mental
constante, como, por exemplo, tarefas escolares
ou deveres de casa. Com freqüência perde objetos
necessários para executar suas tarefas ou
atividades, como, por exemplo, brinquedos,
lápis, livros e outros materiais. É facilmente
distraído por estímulos alheios à tarefa em que
está envolvido; apresenta esquecimento em meio
às tarefas e também sintomas de impulsividade.
Dá respostas precipitadas antes mesmo que as
perguntas sejam formuladas. Tem dificuldade para
aguardar sua vez, interrompe ou se intromete em
conversas e brincadeiras. Além de considerar
esses sintomas e manifestações, é necessário um
exame neurológico para diagnosticar o TDAH.
Quanto aos índigos, o doutor Egídio Vecchio – no
seu livro “Educando crianças índigo” – relaciona
134 características, das quais citarei apenas
algumas para facilitar a comparação com os
portadores de TDAH: aprendem rápido e depois se
entediam durante as aulas (esse comportamento
pode ser confundido com hiperatividade, uma vez
que a criança pode andar pela sala, conversar
etc.); respondem bem a uma boa motivação;
procuram soluções, respostas claras e objetivas;
revelam tendência para prestar atenção em várias
coisas e são capazes de solucionar vários
problemas simultaneamente; ao mesmo tempo
prestam atenção ao todo e aos detalhes. Nem
todos os índigos têm inteligência de gênios, mas
estão sempre entre aqueles que mais se destacam.
Absorvem informações com extraordinária rapidez
e também são rápidos para avaliar situações.
Acredito que, a partir dessas informações, seja
possível a você verificar as diferenças que
existem entre os índigos e os TDAH. O que ocorre
é que o padrão de comportamento exibido pode
assemelhar-se porque o índigo é inquieto, às
vezes até chamado de hiperativo, mas não no
contexto do transtorno.
Existe diferença entre o índigo e o
hiperativo? Quais são essas diferenças? M.
A., São Paulo – SP.
Sim, como já vimos na resposta anterior. Vamos
analisar essas diferenças. Primeiramente podem
ser notadas nos padrões de comportamento
exibidos pelos hiperativos: envolvem
dificuldades de atenção, hiperatividade e
impulsividade, sendo responsáveis por um
desempenho acadêmico na maioria das vezes abaixo
do esperado e não necessariamente por algum
problema de aprendizagem propriamente dito. Por
isso, as repetições podem ser freqüentes. Os
índigos também têm dificuldades para se adaptar
ao sistema educacional. Por isso, é necessário e
importante diferenciar entre dificuldades em se
adaptar ao sistema educacional e impossibilidade
de aprendizagem. Isso vale tanto para o TDAH
como para o índigo. Os índigos são muito ativos,
curiosos, questionadores e quando bem motivados
respondem bem àquilo que se propõe que executem.
Citei aqui principalmente a escola por ser o
local onde mais se percebem as diferenças entre
o TDAH e o índigo, mas essas diferenças abrangem
todos os ambientes. Os índigos – ao contrário do
TDAH – necessitam de momentos a sós para pensar,
vivem perguntando “por que”, querem resolver
seus problemas por si mesmos, apreciam os
desafios. A partir dessas premissas, resta
observar e avaliar, mesmo porque existem
comportamentos que se assemelham, mas cujos
resultados são diferentes. Por exemplo, ambos
podem parecer que estão prestando atenção a
alguma coisa. Quando perguntados, o TDAH não
conseguirá reproduzir o que foi dito. O índigo
será capaz de detalhar o que observou.
Na adolescência, como reagem os índigos e os
superativos? M. A., São Paulo – SP.
As crianças e adolescentes portadores de TDAH
tendem a ser mais rejeitados pelos seus colegas.
Seu rendimento escolar – abaixo da média –
contribui muito para o seu mal-estar. Quando
entram no período da adolescência, são mais
vulneráveis ao álcool e às drogas ilícitas. Seu
comportamento é um tanto irresponsável, em parte
motivado pela sua impulsividade.
Os índigos – por apresentarem dificuldades de
adaptação – também necessitam de compreensão e
orientação para que se aceitem. Assim
conseguirão manter – na adolescência –
características positivas em relação à
auto-estima e visão da vida, pois são
especialistas em evitar sofrimentos. Caso isso
não aconteça – apoio para seu crescimento
pessoal – estarão sujeitos à depressão, ao
isolamento e a outros desvios de comportamento,
como o uso de drogas.
No dia-a-dia, tanto em casa como no
atendimento médico e de enfermagem, como
diferenciar uma criança hiperativa de uma
criança índigo? M. C. M., São Paulo – SP.
Como já vimos nas respostas anteriores, são
muitas as diferenças entre um e outro. Uma
dessas diferenças, fácil de ser identificada, é
que o índigo está ligado a tudo o que está
acontecendo, mesmo que aparentemente possa
parecer o contrário. É capaz de reproduzir o que
viu ou ouviu quando solicitado. O TDAH, embora
pareça estar atento aos acontecimentos, não é
capaz de reproduzir esse desempenho.
Américo Canhoto: “A saúde da criança”
Palestrante do 1° Seminário de Educação e
Orientação ao Índigo, Américo Canhoto é médico
de família, palestrante requisitado, e autor do
livro “Doença ou saúde: a escolha é sua” e
“Chegando à casa espírita” (São Paulo: Petit
Editora). Participou do evento com a palestra “A
saúde da criança” e falou sobre as alterações
que têm acometido a infância. Por causa do
estilo de vida, várias doenças de adultos estão
surgindo já na idade infantil: “Vi uma criança
de 8 anos tendo enfarte e outras, de 10 a 12
anos, sofrendo de pressão alta e Síndrome do
Pânico. A saída para reduzir esses problemas é
reeducar o adulto para que ele leve uma vida
mais equilibrada, tanto mental quanto
emocionalmente”. Américo Canhoto respondeu as
seguintes perguntas:
Meu filho tem três anos e meio. Tem muitas
características índigo, mas simplesmente não
fala ou não quer falar. A demora na fala é
também uma característica dos índigos? A. S.
M. V., São Paulo – SP.
Ao contrário, os índigos costumam ser precoces
até na fala. A recusa da criança em falar pode
sinalizar problemas na vida em família. Caso não
seja portador de nenhuma síndrome neurológica,
recomendo buscar com urgência ajuda na esfera da
psicologia, não apenas para ele, mas para o
grupo familiar. Nesse caso, se ele precisar de
atendimento, certamente logo terá alta. Aqueles
que, provavelmente, ficarão em tratamento por um
bom tempo serão os seus familiares...
Uma pessoa com disfunção da tireóide, com
peso acima do que deveria, com gula excessiva
por doce, que na teoria conhece o contexto
somático, pode ter a compulsão por motivos
familiares ainda inconscientes? H. F., São
Paulo – SP.
A disfunção da tireóide, especialmente a do tipo
auto-imune, é problema cada vez mais comum,
principalmente entre as pessoas do sexo
feminino. Dentre os vários fatores causadores
estão dietas e distúrbios da afetividade. A
tireóide é uma glândula muito sensível à baixa
auto-estima. Os modelos de padrão de sucesso e
de beleza da sociedade cada vez mais competitiva
levam especialmente as meninas – com excesso de
peso – a agredirem a glândula. Deve ficar claro
que a disfunção da tireóide não é a causa
primária da obesidade. É apenas um dos seus
efeitos, que realimenta o processo, retarda o
metabolismo e reforça o processo de engorda. O
corpo fala de várias maneiras, tentando
avisar-nos de que mudanças urgentes devem ser
feitas. A quem se interessar por essa questão,
recomendo o meu livro “Saúde ou doença: a
escolha é sua”, que foi recentemente publicado
pela Petit Editora. A respeito da influência da
família – tanto na compulsão por doces quanto no
excessivo ganho de peso – vale a pena registrar
alguns comentários a respeito. No meu livro há
um capítulo inteiro sobre o tema. Se
simplesmente herdássemos de nossos antepassados
as tendências, compulsões e comportamentos que
levam à obesidade, isso seria uma absurda
injustiça do Criador. Mas, perguntamo-nos, se em
nossa família todo mundo é obeso, estou
condenado a sê-lo? Quase com certeza, a resposta
é afirmativa. Por quê? A resposta está na
influência que a família exerce. A criança vai
copiar modelos em todos os sentidos: na forma de
adoecer, de reagir e de comportar-se. As dietas
são repassadas geração a geração. Exceto no caso
dos índigos: eles, até certo ponto, resistem
mais às conseqüências das dietas, pois sabem
quem são e o que vieram fazer na Terra, o que a
maioria das pessoas nem sequer desconfia... A
compulsão por doces, além de ser nossa tendência
– viciar-nos em qualquer coisa que esteja à mão
–, recebe ainda uma forte influência da família.
Quando a mãe, que é “viciada” no açúcar, prepara
o leite ou um suco para seu filho tomar na
mamadeira, ela não o serve para a criança, mas
para si mesma... Ela experimenta antes o que vai
servir. Se não estiver do seu agrado, ao gosto
do seu paladar, supõe que o bebê não vai gostar
e então acrescenta açúcar... Não devemos, no
entanto, acusar a família, a mãe ou a babá pelo
nosso excesso de peso. Mesmo que a mãe tenha
sido uma pessoa tão ocupada a ponto de delegar a
tarefa de alimentar os filhos a uma pessoa que
desconhece a responsabilidade dessa tarefa,
mesmo assim ela deve ser perdoada. O mais
importante, se isso por acaso aconteceu conosco,
é evitar repetir o mesmo erro com nossos filhos,
sobrinhos, netos...
Se o excesso de informação causa prejuízos ao
cérebro – distrações, falta de concentração – as
crianças índigo têm alguma defesa contra a
internet, o vídeogame etc ? S.L. – São Paulo
– SP.
Os índigos não nascem vacinados contra as
maluquices dos adultos. Hoje, a chance de um
índigo desencarnar mais cedo do que qualquer
outra criatura não é grande, é enorme! O índigo
necessita ainda mais do que as outras crianças
de vitaminas que alimentam e fortalecem o
espírito: amor, disciplina e a coerência dos
adultos. Por coerência, entendemos que os
adultos devem praticar aquilo que exigem das
crianças e dos jovens.
Qual a abordagem que deve ser feita na escola
sobre as crianças índigo, junto aos professores,
cuja formação acadêmica é de vinte anos atrás?
S.G. – São Paulo – São Paulo – SP.
Depois que eu entendi o recado do mestre Jesus,
apaixonei-me pela educação. Não a educação que é
simplesmente a informação dos bancos escolares,
mas a educação do espírito. Dessa forma, passei
até a preconizar que a doença é apenas a falta
de educação... Observei, engajado em vários
projetos educacionais, que boa parte dos
professores – formados de acordo com conceitos
vigentes há vinte anos – sempre estiveram aptos
a lidar com os índigos. Grande parte deles
saiu-se bem e hoje estão por aí, dando a cara
para bater, famosos ou não, tentando romper as
algemas do preconceito. Isso porque eles
entenderam a mensagem de Jesus: instruir e
educar com amor! Esses professores sempre
estiveram espalhados por aí. Vale uma sugestão:
observar as tendências, para agregar com maior
facilidade à visão de mundo dos veteranos e dos
novos professores o conceito de “inclusão como
direito”. O que foi que Jesus pregou além da
inclusão de todos – estropiados, doentes,
possessos, marginalizados – no reino de Deus?
Quem hoje é mais marginalizado na escola? Os
deficientes de qualquer tipo? Não... É o índigo,
que perturba, que afronta a mediocridade que
encontra pela frente, venha ela de onde vier...
Espalhe por sua escola, mesmo que seja no
anonimato, os caracteres das crianças índigos.
Depois, marque uma reunião para discutir o
assunto com aqueles que se interessarem.
Desperte o interesse e depois esclareça os
colegas baseada em fatos, estudos e observações
disponíveis. Indique o livro “Educando crianças
índigo” de Egídio Vecchio.
A utilização de adoçante, refrigerantes
“light” ou “diet” é maléfica para a criança?
L.B., São Paulo – SP.
Sim, o consumo deles é maléfico, sejam quais
forem. Não se trata simplesmente do prejuízo
orgânico causado pelo uso continuado de
substâncias cancerígenas, tornando a criança uma
vítima dos desvios de comportamento cognitivo
dos adultos. Trata-se da evolução ético-moral da
criança. Tentar subverter a Lei de Causa e
Efeito – que nos devolve aquilo que lançamos,
seja para o bem ou para o mal – e afirmar que
“só um pouquinho não faz mal”, recomendar “beba
com moderação”, “fume cigarros de baixos teores”
etc. De nada vale... Como também não é válido
consumir alimentos “diet” e “light”. “Amar ao
próximo como a si mesmo” é o ensinamento de
Jesus. Estamos realmente amando nossos
familiares adotando esse tipo de produtos que
tantos danos causam à saúde da criança?
Todo açúcar é ruim, até o mascavo? E o
melado? E a frutose e o mel? L.F., São Paulo
– SP.
Adoçar a alimentação amarga a vida, lembre-se
sempre disso. É um desvio da natureza. Mesmo o
açúcar originado de um cultivo natural ou
orgânico – livre de agrotóxicos etc. – torna-se
maléfico quando é refinado. Quanto ao açúcar que
se origina do plantio onde são utilizados
herbicidas e inseticidas, já está contaminado,
mesmo antes de ser refinado... O uso de frutose
e mel depende da necessidade, se for para
adoçar, para subverter o sabor dos alimentos é
inútil, dispensável. É preciso aprender a
aceitar o alimento com seu sabor original. As
crianças índigo ficam indignadas diante dos
adultos viciados no sabor doce, que depois de
alimentar-se com bolo ou sorvete passam mal do
fígado ou do estômago e sempre tomam chá de
boldo ou de carqueja para curar-se... Para eles,
isso é coisa de doidinhos.
Como deve ser a alimentação das crianças
índigo? R. A., São Paulo – SP.
Essa é uma boa pergunta. Deve ser um pouco
diferente ou igual à dos outros? Muito
diferente? De que forma? Como obrigar a criança
índigo a alimentar-se de forma diferenciada de
sua família? A resposta é tão simples que
mereceu da nossa parte um estudo detalhado que
em breve lançaremos a público. É preciso meditar
sobre o que dissemos anteriormente, nesta
entrevista, sobre alimentação. No meu livro
“Saúde ou doença: a escolha é sua” procuro
explicar como e por que as crianças adoecem,
referindo-me à alimentação. Recomendo sua
leitura. A questão é muito abrangente e merece
nossa melhor atenção.
Célia Ribeiro Esteves: “Aprendendo e
construindo com as crianças índigo”
“Aprendendo e construindo com as crianças
índigo” foi o tema da palestra de Célia Ribeiro
Esteves, apresentada no 1° Seminário de Educação
e Orientação ao Índigo. Colaboradora do Centro
Espírita Nosso Lar, Célia é pedagoga e atua há
30 anos na área de educação popular: “Os jovens,
em geral, querem atividades mais dinâmicas. O
professor precisa se adaptar a essa nova
necessidade da profissão. As crianças não devem
ser rotuladas e sim ter suas características
respeitadas por todos os que estão ao seu
redor”. Célia também respondeu às perguntas dos
participantes do evento:
Como os professores podem ajudar
objetivamente as crianças índigo?
É preciso que os professores busquem a
atualização de métodos, formas de abordagem e
isto não só para o índigo, mas também para todos
os alunos. Quando o orientador usa dinâmicas de
grupo, recursos audiovisuais, dramatização etc;
permite que o aluno busque descobrir a matéria
que está em foco, assimilá-la melhor e recriar
formas de exposição. Utilizando o amadurecimento
racional, ele passa a entender o porquê daquela
matéria e sua praticidade.
Os índigos necessitam de um sistema
educacional próprio? M. C. A., São Paulo –
SP.
Todo o processo educacional precisa evoluir,
mudar e oferecer aos alunos as melhores formas
de conquistar o saber. Não é preciso ter um
sistema educacional próprio, porque senão
estaríamos segregando o índigo e impedindo que
tenha oportunidade de conviver na diversidade e
realizar sua missão. Temos, sim, que ter um
olhar diferente e usarmos uma metodologia
“premiada” com atividades, dinâmicas, recursos
que possibilitem o melhor crescimento desses
seres tão especiais, bem como nos valermos da
“Pedagogia de Valores” proposta pelo doutor
Egidio no seu livro “Educando crianças índigo”.
É preciso buscar entender o que a criança índigo
nos mostra, nos sinaliza e então pesquisarmos as
melhores formas de orientá-lo. Com certeza,
todos buscamos o melhor caminho.
Os modelos educacionais, tão criticados, não
são um ponto de partida para a reconstrução da
educação? V. L., São Paulo – SP.
Aprendi com um sociólogo que não podemos deixar
para trás as experiências e conquistas da
humanidade. E realmente seria irresponsabilidade
nossa sair por aí atirando pedras ou negando
tudo aquilo que se conquistou. Os modelos
educacionais servem sim de ponto de partida. O
que temos que fazer é analisar o panorama
educacional, quem são nossos alunos, em qual
contexto estão inseridos, e vislumbrarmos a
melhor forma de atendê-los, de ajudá-los. Temos
que ter claro que eles nos oferecem pistas. É
uma questão de mexer com tudo e com todos os que
estão envolvidos.
Como orientar os pais das crianças índigo?
Como eles devem agir quanto à educação escolar,
como devem dialogar com os professores? M.
C. M., São Paulo – SP.
Muitas das reuniões das quais participei e ainda
participo, são encontros em que desfilaram
apenas informes e normas da rotina
administrativa da escola, do aproveitamento de
notas auferidas pelos alunos. Pouco se discutiu
ou se mencionou nessas ocasiões sobre o processo
de aprendizado. Quando se discute um determinado
conteúdo, método, assimilação, dificuldades e
progressos, temos em ação um grupo de pais que
passa a reforçar, pelo entendimento, o trabalho
da escola. Acredito que é preciso criar grupos
de estudos ou ciclos de palestras, entrevistas,
onde o corpo docente possa desenvolver uma ação
conjunta com os pais. Como deve ser o diálogo
entre pais e professores? Devemos falar do que
está se passando, das novas descobertas, das
características de seus filhos, da necessidade
de diagnosticarmos suas necessidades, bem como
indicar bibliografias e pesquisas, oferecendo um
leque de opções para que todos possam se
inteirar. Lembre-se: estamos dando os primeiros
passos em relação aos índigos e precisamos nos
fortalecer para ajudar estes seres tão especiais
a viver em sua plenitude.
Depoimentos
Para Janice Ana Jatczak, educadora, “o
seminário foi extremamente proveitoso. Os
palestrantes apresentaram fatos concretos que
realmente ajudam a entender melhor o assunto”.
Anselmo Gomes Silva, analista de suporte, disse
que “o evento foi importante porque ampliou o
conhecimento dessa nova era que se consolida no
planeta”. Marenice de Moura Oliveira, professora
e expositora da Federação Espírita do Estado de
São Paulo confirmou as considerações dos
palestrantes: “Observei que os fatos citados
realmente acontecem no cotidiano. Na escola, os
alunos desafiam os professores; em casa, os
filhos cobram a melhoria de todos os adultos que
estão ao seu redor. Sou portadora de TDAH e
aprofundei alguns conhecimentos. Senti falta de
informações sobre os adultos índigo, pois
gostaria de saber como é a vida deles e como
devem se comportar para se adaptar ao mundo”.
Marcelo Luiz Dias, economista, destacou que
“cada um dos palestrantes nos apresentou um lado
importante dessas crianças que estão nascendo e
que sofrem, na maioria das vezes, a
incompreensão de pais e professores”. Para a
jornalista Diana Lima, “o evento superou as
expectativas, situou as pessoas nessa nova era
que se apresenta”. Flávio Machado, editor e
diretor da Butterfly Editora, afirmou que “o
evento transcorreu bem e pretendemos criar
outros para atrair ainda mais pessoas”. Carmen
Llaguno, também diretora e editora da Butterfly,
concluiu que o seminário “superou as
expectativas porque as pessoas que compareceram
receberam muito bem as informações. Gostaria de
destacar a ligação e a unidade entre os temas
explorados”.
Ainda em São Paulo, uma nova edição do seminário
será apresentada no dia 29 de janeiro,
segunda-feira – dia mundialmente consagrado ao
índigo – na instituição Pax Fraternidade
Internacional, localizada no bairro de Santana,
Zona Norte da cidade de São Paulo. Iniciativa da
União das Sociedades Espíritas (USE), o evento
também será realizado em Santo André (SP), no
próximo dia 27 de maio, domingo, na Sociedade
Espírita José Domingues Bueno, integrando o 9°
Encontro da Família, promovido pela entidade. Se
a existência das crianças índigo é ainda um tema
polêmico, visto com reservas pela maioria das
pessoas, é inevitável concluir que – depois da
realização do 1° Seminário de Educação e
Orientação ao Índigo – a questão ganhou uma nova
abordagem, embasada na pedagogia, na psicologia
e na medicina. Essa visão crítica – desvinculada
de misticismos e dogmas religiosos –, mais
próxima da realidade, explica o sucesso do
encontro, que falou à razão e à sensibilidade
daqueles que dele tiveram a oportunidade de
participar.
SERVIÇO
Seminário de Educação e Orientação ao Índigo
Informações e inscrições:
Tel.: (11) 6221-1464 (de 2a. a 6a feira das 14
às 18h)
seminario.indigos@terra.com.br
Américo Canhoto
americocanhoto@yahoo.com.br
Associação Brasileira dos Psicólogos
Espíritas (Abrape)
aabrape@abrape.org.br
Butterfly Editora
flyed@flyed.com.br
www.flyed.com.br
Célia Ribeiro Esteves
cre.tropecei@gmail.com
Companhia de Leitura
Av. Doutor Vieira de Carvalho, 160
São Paulo – SP
Tel.: (11) 3361-6151
ciadeleitura@ciadeleitura.com.br
Ercilia Zilli
aabrape@abrape.org.br
Grupo Espírita Geam
Rua
Força Pública, 24 (Santana)
São Paulo – SP, CEP 02012-080
grupoespiritageam@terra.com.br
Jornal dos Espíritos
www.jornaldosespiritos.com
Revista Espírita Além da Vida
revistaalemdavida@yahoo.com.br
Sueli Rizzutti
surizzutti@ig.com.br
União das Sociedades Espíritas (USE)
use-sto@uol.com.br
Valdeniza Sire Savino
valdenizasavino@terra.com.br
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