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Mooca
- Bairro de
São Paulo (SP) onde nasceu e vive até hoje o
escritor Humberto Pazian.
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"Meditação, um caminho para a felicidade" (São Paulo: Petit
Editora), de Humberto Pazian.
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A meditação
leva à felicidade |
AFONSO MOREIRA JR. (PARA A REVISTA ALÉM DA VIDA)
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Humberto Pazian: “A meditação é um caminho que leva
à felicidade”
Por Afonso Moreira Jr.
Colaboração: Dirce Yukie Yamamoto e Adriana Maria
Claudio.
Humberto Pazian – autor dos livros “Meditação” e
“Para viver bem...”, lançamentos da Petit Editora –
compartilha, nesta entrevista, o aprendizado de uma
vida, recordando a época em que, ainda na juventude,
conheceu o Espiritismo.
Para o médium, escritor, palestrante e dirigente
espírita Humberto Pazian, melhorar sempre deve ser o
objetivo de todo aquele que trabalha na casa
espírita, principalmente os que emprestam suas
percepções mediúnicas aos trabalhos de assistência
espiritual que beneficiam, a cada dia, um número
maior de pessoas. Para o escritor, meditar contribui
para esse aperfeiçoamento pessoal: “Se entendermos
que uma perfeita interação entre corpo, mente e alma
nos fará atingir a verdadeira felicidade e
reconhecermos na meditação um caminho para
alcançá-la, só nos será necessário determinação para
criar um pequeno espaço espiritual, uma pequena
porta, para que adentre em nós a Grande Luz”.
Paulistano, nasceu em 18 de setembro de 1957 no
bairro da Mooca, onde ainda reside com a esposa e a
filha e do qual não pretende mudar-se. À frente da
Fraternidade Francisco de Assis, instituição
espírita dedicada à assistência espiritual e social,
localizada na Vila Industrial, bairro da cidade de
São Paulo, Pazian também é o apresentador e produtor
do programa “Vivência Espírita”, transmitido pelo
rádio e pela televisão. Bom ouvinte, o escritor não
esconde sua alegria quando está mais perto de seus
leitores por ocasião de palestras, cursos e sessões
de autógrafos. Guarda com carinho os comentários e
as sugestões que recebe e também se preocupa em
responder as cartas e mensagens que recebe por
e-mail, ampliando o número de amigos que tem por
todo o Brasil.
Quando foi que o Espiritismo passou a fazer parte
de sua vida?
Quando tinha dez anos de idade, em 1967, minha
irmã emprestou-me “O Evangelho Segundo o
Espiritismo”, de Allan Kardec. Esse livro abençoado
mexeu muito com minha cabeça na época, criando um
laço firme que permanece até os dias de hoje.
Um dos seus primeiros trabalhos voluntários no
Espiritismo foi integrar-se a um grupo que visitava
hansenianos. O que o motivou a participar desse
grupo?
Meus primeiros trabalhos foram arrecadar prendas
para bazares beneficentes e roupas e alimentos para
famílias carentes. Só mais tarde, com vinte anos,
participei de um grupo fraterno, comandado pela
saudosa Maria Fernandes, que visitava irmãos
atacados pela hanseníase e pela doença conhecida
como fogo selvagem. As visitas ao hospital Padre
Bento em Guarulhos, São Paulo, eram realizadas todos
os finais de semana. Nessa época, ganhamos muitos
amigos, hoje, na sua maioria, desencarnados.
Você ainda mora no bairro onde nasceu. A Mooca
ainda guarda suas tradições?
Gosto de brincar dizendo que a Mooca é o centro
do universo, um lugar abençoado, um verdadeiro
paraíso. As antigas e tradicionais casas espíritas
do bairro estão em plena atividade. Além delas,
muitas outras foram fundadas na região, o que,
felizmente, tem acontecido por toda cidade.
Fale sobre suas primeiras experiências
espirituais, os cursos que freqüentou, os livros que
o ajudaram a compreender melhor a mediunidade.
Como já disse, comecei muito cedo a
interessar-me pelo estudo da doutrina. Li “O
Evangelho Segundo o Espiritismo” com dez anos e, ao
participar de uma reunião mediúnica, fui aconselhado
a dar um tempo aos estudos e aguardar a idade de
catorze anos para reiniciá-los. Não gostei, mas
acatei o pedido e ao completar a idade, como
trabalhava numa farmácia e tinha momentos que ficava
sozinho e tranqüilo li muitos livros espíritas, as
Obras Básicas de Allan Kardec, “O desconhecido e
seus problemas psíquicos” de Camille Flammarion, os
romances épicos de Emmanuel e as obras de André
Luiz, psicografadas por Francisco Cândido Xavier,
tudo isso graças à biblioteca do Centro Espírita
Irmã Luiza, que eu freqüentava nessa época.
No seu entender, qual deve ser a primeira
preocupação do médium?
Deve ser a de melhorar sempre. Essa deve ser a
maior preocupação de todos nós. Quando cairmos, seja
qual for o motivo dessa queda, devemos nos levantar,
nos recompor, e seguir em frente, confiando na
bondade divina.
Qual é sua formação acadêmica?
Sou formado em economia pela Universidade São
Judas Tadeu, mas na verdade queria ser médico,
cheguei até a passar na primeira fase do vestibular.
Não pude prosseguir por causa do custo do curso que
naquela época, estava além das minhas
possibilidades.
Quando foi que iniciou seus estudos sobre a
acupuntura? O que o levou a pesquisar e
especializar-se nessa medicina alternativa?
Embora cursando economia, eu lia e estudava
sobre medicina alternativa, assuntos ligados à saúde
e ao bem-estar. Fazia parte da Ordem Rosacruz, a
Amorc, e esses estudos muito me incentivaram nessa
área. Em relação à acupuntura, identifiquei-me com a
medicina tradicional chinesa há cerca de dez anos.
Isso aconteceu a partir da leitura de um livro que
ganhei de um amigo. Desde então participei de vários
cursos e hoje atendo meus pacientes com muita
satisfação em dois locais: no meu consultório na
Mooca e no Instituto Evoluir, no bairro do Tatuapé.
Qual é a história dessa casa de luz, a
Fraternidade Francisco de Assis, da qual você faz
parte?
Seria muita pretensão dizer que Francisco de Assis,
um espírito de tamanha luz, é o nosso mentor direto,
mas acreditamos que seus emissários atuam na direção
espiritual de nosso trabalho. A casa foi fundada há
cerca de catorze anos e hoje conta com dois núcleos
de atividades onde também disponibilizamos, por
intermédio do Projeto Solidariedade, sacolinhas de
alimentos a outras instituições que necessitem dessa
doação. Abrimos para a comunidade aulas gratuitas de
Ving Tsun, Lian Gong e Ioga – visando o equilíbrio
do espírito, mente e corpo –, aulas de piano,
violão, flauta doce e canto.
Além dessas atividades, a Fraternidade Francisco de
Assis é responsável por “Vivência Espírita”, um
programa de TV que também ganhou uma versão para o
rádio e espaço na Internet.
Procuramos seguir sempre a orientação dos mentores
espirituais. Quando fazemos nossa parte, tudo se
ajeita.
Além das aulas e palestras que ministra
regularmente, você também colabora na área de
assistência espiritual?
Quando nos colocamos por inteiro num trabalho de
assistência e intercâmbio espiritual, todas as
nossas percepções são utilizadas nesse intento,
seja na avaliação do campo áurico, na psicofonia, na
psicografia, no trabalho de cura ou em outra forma
que se faça necessária.
Qual foi seu primeiro livro? Quem o incentivou a
escrever?
O primeiro livro foi sobre o aborto, no qual
procurei não julgar muito menos condenar quem o
praticou: minha intenção foi orientar, de maneira
bem simples. O incentivo veio por parte do Adriano,
um amigo nosso que é da área livreira, e também de
outras pessoas próximas que acreditaram nesse
projeto, além do amoroso incentivo dos amigos
espirituais.
Uma nova edição do seu livro “Meditação” foi
publicada recentemente pela Petit Editora. Onde
adquiriu tantos conhecimentos?
Tenho um profundo interesse e amor por essa
prática e desde cedo procuro estudar e praticar a
meditação. Meditar é estar com Deus e ainda tenho
muito, mas muito mesmo, o que aprender.
“Meditação” é um livro de grande utilidade para
todas as pessoas que procuram a serenidade, mas
interessa, em especial, aos médiuns e colaboradores
dos centros espíritas. Essa não é uma prática que
deveria fazer parte dos cursos espíritas?
Na Fraternidade Francisco de Assis, nossa casa
espírita, incentivamos o estudo e prática da
meditação para melhorar a concentração, assim nos
preparamos para o trabalho mediúnico. Acho que, no
devido tempo, essa prática será incorporada aos
demais grupos espíritas.
Seu livro “Para viver bem...” também ganhou nova
edição na Petit Editora. Qual é a missão de livros
de bolso como este?
Foi um dos momentos mais belos de minha vida
trazer essas mensagens. Foram dois dias de meditação
e preparação num retiro. Num dia ele foi escrito por
inspiração. Leio sempre, abrindo-o ao acaso,
procurando refletir sobre seus conceitos para tentar
viver um pouco mais em harmonia e tranqüilidade.
Fale sobre seus outros livros.
Até agora foram nove, e seguiram momentos
especiais de minha vida, cada um trazendo lembranças
que julgo um pouco extensas para comentar neste
momento. Por ordem, os livros foram: “O aborto
segundo o espiritismo”, “A doação de órgãos por uma
visão espírita”, “Evangelho no lar – prática e
vivência espírita”, “Prosperidade em 42 dias”, “Do
suicídio a vida”, “O fim do mundo por uma visão
espírita” e “Vivendo uma história de amor”.
Além de tantas ocupações, você também é o editor
e um dos principais colaboradores do jornal
“Harmonia”. Sobra tempo para a família?
Sim, sobra tempo. Minha esposa Marisa e a minha
filha Daniela são espíritas, compreendem o meu
trabalho e sabem que fazem parte da sustentação que
necessito para realizar minhas tarefas.
De um modo geral, as pessoas estão buscando
vivenciar o seu lado espiritual. Essa busca provocou
uma corrida à literatura com temática espírita. Na
sua opinião, essa tendência vai continuar?
Sim, acredito que, de uma forma mais criteriosa,
essa procura continuará. Lembro apenas àquele que
desejar conhecer melhor o Espiritismo que procure
começar suas leituras pelas Obras Básicas de Allan
Kardec: “O Livro dos Espíritos”, “O Livro dos
Médiuns”, “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, “O
Céu e o Inferno” e “A Gênese”.
Os interessados em participar de seus cursos e de
suas palestras onde poderão obter informações?
As palestras são anunciadas no site
www.fraternidadeassis.com.br. Sobre o curso de
reflexão e a prática de meditação, que apresento
mensalmente em nosso espaço na Mooca, é só ligar
para (11) 6591-9876.
Finalizando, sua mensagem aos leitores.
Todos nós estamos caminhando pela vida no mesmo
planeta, na mesma casa. Fazemos parte de uma mesma
família espiritual e isso há muitos séculos. Agora
estamos vivendo um momento muito especial, o de
transição de mundo de expiações para um planeta de
regeneração. Para entendermos melhor esse momento,
busquemos a luz, sigamos a Jesus. Desejo paz a
todos. 
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