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SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA

SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA - Acredite, é surpreendente: saúde não se compra na farmácia! Isso mesmo! Descubra neste livro as causas espirituais das doenças, a influência do passado nas enfermidades, a origem psicossomática das moléstias e ainda os pequenos descuidos que geram grandes problemas de saúde – explicações e sugestões práticas para prevenir o sofrimento e garantir uma vida verdadeiramente saudável! E mais: conheça os efeitos negativos dos desejos e frustrações, da busca da felicidade em outras pessoas, das fixações mentais, da alimentação compulsiva, da vida sedentária, das crises existenciais e de outros fatores causadores de doenças e perturbações. Experiente médico da família, sempre sugerindo soluções, Américo Canhoto aponta na direção da saúde do corpo e da alma. Leitura fácil, derruba mitos e preconceitos, um guia excelente para quem deseja viver mais e muito melhor. "Saúde ou doença, a escolha é sua" (São Paulo: Petit Editora) 

 

O carnaval segundo...

AMÉRICO CANHOTO

Cada um de nós...
Dia desses, sei lá se estava acordado ou dormindo, já nem me lembro mais - de repente, não sei se, fruto de uma simples idéia que ficou como lembrança, ou se realmente vi e conversei com seres de outro mundo; mas, uma idéia ficou martelando na minha cabeça: pesquise, converse, entreviste e analise o assunto carnaval como se fosse você um dos protagonistas. No lugar deles, de cada um dos entrevistados o que faria? O que diria? Como é o carnaval segundo cada um de nós?
Assim dizem e se justificam os:
Carnavalescos - Quem vive do carnaval diria que, esse evento, é uma oportunidade extraordinária de expressar a arte popular, os anseios de um povo sofrido e mal tratado - de aparecer na mídia para tentar mudar alguma coisa. Uma oficina incrível para desenvolver ainda mais nossa já reconhecida criatividade. Fonte de renda para milhares de excluídos do sistema econômico. Orgulho nacional. O show da vida. Para milhares, a razão maior do existir e, coisas do gênero... Temos que mostrar ao mundo e exportar nossa alegria e, o nosso “sex-apeal” que todos desejam pagar para ter. Um espetáculo. Para os figurantes, é uma oportunidade de ser admirado, cobiçado como objeto do desejo (o que importa?), invejado até, para alguns é a chance de “aparecer” na mídia, para outros é a oportunidade de continuar em destaque, mesmo que seja sob a ótica do bacanal em que se tornou a comemoração do carnaval.
Seguindo em ordem mais ou menos alfabética. Continuamos colhendo a opinião de alguns dos interessados e protagonistas desse “espetáculo mundial”.
Aborteiros - Pós embalos e folia, mesmo com tanta tecnologia de “sexo seguro” – março e abril, são o meses em que a procura pelo aborto aumenta.
Assaltantes - No caso de uma pessoa que vive da arte de surrupiar os bens do próximo, certamente se for esperto, planejará tirar a “barriga da miséria” nesta fase de vacilo espiritual, onde todos estão “eufóricos” e descuidados; com certeza usará sua “criatividade” para fazer a festa. Para quem vive disso, todos os tipos de crime são válidos, depende de cada região, da “necessidade” e da ganância – nessa época, é melhor ir trabalhar no Rio ou no Nordeste mesmo que a concorrência local seja forte e perigosa – o risco inerente á profissão é alto, mas pode valer a pena. Melhor assaltar “gringos xaropes” do que velhinhas na saída do banco ou nas esquinas, conversa o bandido com seus botões usando sua lógica particular.
Comerciantes - Para quem está envolvido em fabricar miçangas e bugigangas, comerciar bebidas, comidas, sexo e diversão, esta é uma das épocas mais aguardadas do ano. Lucros gordos. Contas bancárias mais obesas.
Donos de bares, botequins e motéis - Sob o clima de beber até cair e, de se preparar para a folia “enchendo a cara” para se “soltar”, para liberar as neuras e as frustrações; para essa turma, esta é uma época de festança nos lucro (pode triplicar os preços que ninguém liga). Para os donos de motéis é certeza de lotação contínua, pode dobrar os preços que o movimento não cai (de leve, pode colocar drogas e “viagra” no cardápio que ninguém se liga).
Economistas - O carnaval embora movimente parte expressiva da economia do “país”, pouco reflete na elevação do PIB, pois mais recicla a grana interna (prestação de serviços) do que gera divisas. Alguns de destaque - em off - sinalizam que vale a pena exportar os “frutos do desejo sexual” que a ginga e os rebolados provocam e, que movimentam mais muito mais do que o turismo nesta época do ano. Afinal para esses “prestadores de serviços” fazer a mesma coisa lá fora recebendo em dólares ou euros é muito mais lucrativo do que se continuarem aqui.
Espíritas - Na “semana do carnaval” alguns Centros não funcionam ou funcionam a meia boca: faltam tarefeiros e escasseiam assistidos. Retiros para vibrar pelo “país” e pelo “planeta” só depois da quarta de cinzas, o momento é de relaxar, descansar? Mesmo sem cair na gandaia (algumas espiadinhas pela TV) o relax é preciso até no vigia e ora. Será? Mas de que forma os trabalhadores desencarnados vêem esse relax nas tarefas? Alguém já perguntou?
Funcionários públicos e privados - Para os “públicos”, como ninguém é de ferro: cair na gandaia e coçar, é só começar. Para os de primeiro escalão, férias de dezembro a março; depois do “natal” vem o carnaval e o Brasil só começa a pegar no batente, meio que no “tranco” um tempo depois da quarta-feira de cinzas. E daí? Para os privados, te cuida mané, curte o teu “pacote de férias” sem deixar de pensar no trabalho, pois deixou de “produzir lucros”: porta da casa, serventia da rua...
Homossexuais - É hora de “soltar a franga” sem culpa sem remorso dos “cacarejos” e dos “barracos”, pois, quem sabe, no futuro ainda “pinta alguma coisa grande”.
Trabalhadores da indústria farmacêutica - É o momento de colocar na praça muito mais produto para vômitos, enxaqueca, anticoncepcionais, camisinhas, pílulas do dia seguinte, etc. Depois que transformaram o carnaval numa espécie de bacanal, uma das minas de ouro da época são os “viagras” da vida.
Policiais - Rezar durante o ano inteiro pode ajudar a ficar “bem posicionado” nesta época do ano, nas delegacias certas...
Políticos - Aparecer muito, mas de forma discreta (isso, pode parecer um contra senso, mas não no meio da política) é o sonho de todo político no carnaval. Alguns, ás vezes, até aproveitam essa época de consciência anestesiada, para “mandar ver” decretos e posições impopulares (Mas o que é ser impopular?).
População (povão) - Extravasar as frustrações, viajar, descansar, cair na folia, divertir-se, meditar (alguns fazem isso). Cada pessoa ou grupo tem o seu conjunto de interesses e de justificativas para suas atitudes e comportamento nesta época do ano. Respeitem-se cada uma delas.
Produtores de bebidas alcoólicas - Em curto espaço de tempo, das festas de fim de ano ao carnaval, os produtores de bebidas lucram para o ano inteiro. Toda comemoração e festividades ainda sempre terminam de maneira geral em comida e bebida e no caso do carnaval até pode acabar em sexo. Durante o carnaval grande parte das pessoas é movida a álcool, a drogas ou a estimulantes.
Puritanos - Muitas pessoas são inimigas ferrenhas desta festividade pagã ainda comandada pelo deus baco (bacanal – bacana); porém poucas delas dedicam-se nesta época a vigiar mais e a orar mais ainda (meditação). Já os puritanos fariseus costumam ser muito mais críticos do que construtivos.
Religiosos – Para os “cristãos” essa festa, não tem sentido nem ao menos comemorativo, a mesma coisa para os religiosos orientais. Para quem se preocupa com ascensão espiritual essa comemoração não tem significado algum além da satisfação das necessidades de “prazer” dos participantes.
Rufiões - cafetões – Nesta época de muito trabalho, é preciso investir no visual da mercadoria e vigiar muito o patrimônio, para não ser passado para trás. Para esses trabalhadores do carnaval nada de exageros em bebida ou droga para ficarem espertos e ligados para evitarem o prejuízo.
Televisão – Para as emissoras de TV é o grande evento do ano. Procura-se mostrar aquilo que o povo gosta – o conteúdo e a ética, embora não sejam desprezados não tem tanta importância quanto atingir as buscas e os desejos do povão.
Telespectadores – Carnaval é sinônimo de escola de samba? - Muitos procuram a beleza plástica dos enredos das “escolas”; outros, fixam-se na libido das “peladas e dos pelados” na sensualidade do rebolado e das gingas; alguns, curtem as músicas - cada qual tem lá suas preferências á mostra ou enrustidas...
Trabalhadores de P.S. – Trabalhar em “excesso” quando todos se “divertem”, é como que um “kharma” inaceitável. Para o profissional de saúde que não conseguiu se safar da escala de plantão nesta época de folia, atender aos “foliões” que aparecerem acidentados, bêbados, esfaqueados, surrados e coisas do gênero, não deixa de ser um exercício de extremo amor á profissão; pois atendê-los ao menos com paciência é uma tarefa que exige o que a maioria de nós, ainda não tem para oferecer, portanto, crie juízo e fuja de P.S. nesta época do ano como o diabo foge da cruz.
Traficantes – Quem conseguir estocar todo tipo de “droga” que anestesie a consciência dos foliões nesta época do ano pode tirar férias o resto (caso não seja muito guloso). Para tirar essas “criaturas foliãs” do sério qualquer coisa serve.
Turismo – Esse é o momento da hora. Quem não se preparar para ele, vai “dançar no preju”. Esquisito é que, alguns malucos estejam programando atividades cada vez mais lucrativas de retiros anti-carnaval: cursos eventos, meditação, etc. Os investidores mais espertos apostam nas duas tendências, pois quem sabe qual delas vai dominar? Quem sabe?
Turma do oba oba – “Velhas crianças” que não querem assumir nenhuma responsabilidade. Essa turma que compõe milênio após milênio o bloco mais antigo do carnaval da vida do Universo:  “O bloco da maria vai com as outras”; será transferido para outra passarela cujo nome ainda deixa dúvidas: X–15 - Chupão – Aero L - ...
E aí, amigão, leitor, o que vais fazer no carnaval?
O que o carnaval representa para ti?
Qual é a tua programação para essa época?
Qual é a do teu  centro espírita?
Para onde vais?
Quem manda em tua vida?
Estás submetido aos desejos de quem?
Em qual situação das que foram apresentadas te encaixas?
Estamos abertos a sugestões.
Até para o próximo bate papo.
Muito juízo e muita paz
Américo Canhoto

Orar e vigiar no carnaval

AMÉRICO CANHOTO

“Vigia e ora” orientou Jesus.
Diversas podem ser as formas de abordarmos essa necessidade real e não apenas a parte ético-moral e religiosa. Façamos um breve ensaio sobre o balanço energético ou o quantum energético gerado pelo campo mental – emocional das pessoas durante as festividades do carnaval (aliás bem antes, muito antes; já nos preparativos). Para facilitar o raciocínio, imaginemos que o pensar – sentir – agir em concordância com as leis de amor crie um campo magnético positivo, e que, a direção que se dê a esse campo durante o carnaval seja negativo. Cada um de nós tem um quantum de balanço energético pessoal, diário e durante a existência, que pode ser positivo ou negativo como resultante dessa polaridade. A grande maioria de nós apresenta um saldo quântico muito negativo. Há os que, nunca oram e que raramente praticam a caridade e o bem senão a si próprios. Há os que, oram com regularidade durante alguns minutos por dia, voltam-se ás vezes para o interesse do próximo, até dão esmolas, mas no restante do tempo estão apenas voltados para as suas necessidades materiais de sucesso e de prazer. Outros poucos, vivem em estado de vigilância e de oração mais constante e efetivo e costumam colocar as necessidades do coletivo acima das suas. O nosso somado ao das outras pessoas resulta num quantum coletivo positivo ou negativo. A espiritualidade superior desta e de outras moradas da Casa do Pai tem nos avisado sistematicamente, em todos os lugares e através de medianeiros diversos, que o balanço do quantum energético está perigosamente negativo e, que as conseqüências disso podem materializar-se em graves desastres afetando a vida no planeta como um todo. Resumindo os avisos, o plano A da cúpula decisória da espiritualidade maior é observar para respeitar na íntegra nosso livre arbítrio. O plano B é realizar pequenas intervenções como ajudar a evitar desastres como terremotos, tsunamis, guerra nuclear. O plano C é uma intervenção em larga escala. Neste final dos tempos as transformações são inevitáveis (até mesmo geográficas), mas tudo tem seu momento adequado, porém nosso comportamento coletivo pode apressar os processos de reciclagem do planeta como um todo, preparando terreno para a nova fase de regeneração que se inicia. O problema desse adiantamento gerado pelo balanço quântico extremamente negativo é que criaturas inocentes: animais, vegetais e minerais sofrerão, o que agrava nossos débitos coletivos com a justiça natural. Vale lembrar que nós antigos espíritos – mesmo que estejamos nos primeiros meses ou anos desta existência não somos criaturas inocentes, pois usamos e abusamos do livre arbítrio há muito, muito tempo.
Lógico que durante o carnaval o saldo negativo aumente de forma importante; tão fortemente que muitas foram as notícias dadas em comunicações a esse respeito pela espiritualidade amiga; o perigo que isso representa acaba gerando intensa movimentação do plano espiritual para tentar minorar o problema, mas até quando e até onde vai a paciência Divina – lei de causa e efeito – posta em ação?. O que as pessoas que estão servindo ao Cristo podem fazer? Muito, além de alertar os descuidados que se iniciam na prática do Evangelho, aproveitar para fazer um retiro espiritual e orar muito, vibrar muito criando um balanço pessoal positivo para que somados os esforços de todos, encarnados e desencarnados, tudo caminhe segundo os planos dos Engenheiros Siderais. Claro que o momento é de alegria. Porém é preciso rever nossos conceitos sobre alegria, euforia, prazer... O momento é de muita gravidade. Provavelmente a maior parte das pessoas continue com o mesmo comportamento dos anos anteriores; então aguardemos os noticiários sobre o que vai acontecer nos locais onde o saldo quântico e mais intensamente negativo nesta época do ano. Mudar isso depende de nós, os iniciados na prática do Evangelho, o Mestre foi bem claro: “A quem muito for dado muito mais será pedido...”. Assumamos nossas responsabilidades perante o Planeta.
Muita Paz e oração.

Depois do carnaval...
Escreva para nós, estamos aflitos para saber:
Quem ganha e quem perde? O que? Quem?
Quem ganhou e que perdeu o que?
O País voltou a funcionar?
O que aprendeu ou deixou de aprender?
Que atividades seu centro espírita promoveu neste carnaval?
Onde passou o carnaval? Envie fotos, o que fez de bom ou nada fez?
Fiquem na paz.
Américo Canhoto

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Américo Marques Canhoto - Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito.


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