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Os números são
estarrecedores. Pelas estatísticas são duzentos
milhões de usuários de drogas ilícitas na população
mundial. Como sabemos que a maioria dos casos são
desconhecidos pelas autoridades, podemos multiplicar
diversas vezes o número divulgado.
Para orientar a população sobre as conseqüências do
uso de drogas lícitas - como o álcool e o tabaco - e
ilícitas para o corpo físico e o espírito, o
Centro de Educação e Orientação Espírita (CEOE)
Jésus Gonçalves (1), do Rio de Janeiro (RJ),
promoveu um seminário no dia 31 de maio - “Dia
Mundial Sem Tabaco”. O expositor convidado foi o
professor Luiz Carlos Formiga, colaborador do
Jornal dos Espíritos.
Formiga enfatizou a importância do período infantil
na formação da escala de valores ético-morais do
espírito reencarnado. A responsabilidade dos pais
foi lembrada, assim como o inestimável valor dos
voluntários da casa espírita que auxiliam na
educação espírita infantil. Segundo o professor, a
prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) oferece tratamento
gratuito contra o tabagismo em 76 unidades da
Secretaria Municipal de Saúde. Os telefones estão no
site
www.saude.rio.rj.gov.br. Informações adicionais
podem ser obtidas pelo Tele-Saúde (21) 2273-0846.
O expositor e escritor comparou a educação realizada
pelos pais como "uma verdadeira imunização da mente
infantil contra os diversos apelos mundanos, que
estão ligados ao princípio do prazer. Este trabalho
é medicina preventiva, ao contrário da desobsessão
(semelhante a soroterapia), onde a doença já foi
instalada".
Cabe lembrar que na lei 11.343/2006 vamos encontrar
que quem “adquirir, guardar, tiver em depósito,
transportar ou trouxer consigo, para uso pessoal,
drogas sem autorização ou em desacordo com a
determinação legal ou regulamentar será submetido às
penas de advertência sobre os efeitos das drogas;
prestação de serviços à comunidade e medida
educativa de comparecimento a programa ou curso
educativo”. Não há reclusão ou detenção. Estamos
diante de um doente (2).
O Supremo Tribunal Federal decidiu que não implicou
em abolitio criminis o delito de posse de drogas
para consumo pessoal. A conduta continua sendo
crime, mas ocorreu uma despenalização. Isto porque o
objeto jurídico principal da proteção penal nesse
crime é a saúde pública. Vamos olhar com a ótica das
questões de "O Livro dos Espíritos" de números 582 e
583. O adquirir, guardar, ter em depósito,
transportar ou trouxer consigo, para uso pessoal
drogas, socialmente aceitas, é negligência e mau
exemplo (questão 583). Os pais, tios, avós, etc,
podem ser comparados aos “portadores assintomáticos”
das doenças infecciosas. Esta comparação já havia
sido feita no artigo “Vacinação desafio de
urgência”, publicado no Reformador (Rio de Janeiro:
Federação Espírita Brasileira), hoje disponível no
Panorama Espírita (3).
Ainda segundo o expositor, a casa espírita pode e
deve realizar um bom trabalho, mas é necessário
treinamento, um curso de atendimento fraterno, com
enfoque em prevenção às drogas. Psicólogos espíritas
são muito importantes nessa hora. Um grama de
prevenção vale mais do que uma tonelada de cura. O
expositor é um dos autores do livro "As drogas e
suas conseqüências", da Editora Fonte Viva, Belo
Horizonte (MG) (4).
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