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As crianças índigo estão chegando. Preparadas na espiritualidade,
são diferentes e estão nascendo por toda parte.
Questionadoras, percebem as verdadeiras intenções e as
fraquezas dos adultos e os enfrentam de igual para igual,
sem temer rejeições. No livro “Crianças índigo” –
best-seller nos Estados Unidos, lançado no Brasil pela
Butterfly Editora – pais, educadores, médicos e psicólogos
encontram pistas para identificar e entender melhor as
crianças índigo – os futuros líderes de um mundo em
transformação, os quais precisamos, desde já, entender e
apoiar incondicionalmente, educando-as de acordo com suas
percepções, potencialidades e necessidades. O lançamento no Brasil do livro “Crianças índigo” (São
Paulo: Butterfly Editora) abre espaço para um amplo debate
sobre essa nova geração que apresenta características
comportamentais bem diferenciadas dos padrões vigentes.
Revelando atributos que estudiosos e pesquisadores das áreas
de educação e saúde empenham-se em analisar, o fenômeno das
crianças índigo é uma realidade que a Doutrina Espírita
ajuda a entender. Tudo parece indicar que os índigos são os
herdeiros de um mundo novo, previsto nas profecias de várias
religiões. Assim chamadas pela irradiação azulada de sua
aura, as “crianças índigo” – também conhecidas por “azuis”,
“estelares”, “crianças do milênio”, “de luz” – não são seres
de outro planeta nem criaturas superdotadas. São, na
verdade, espíritos que reencarnam nesse momento de
transição, predispostos ao bem e preparados na
espiritualidade para construir um mundo melhor. Possuidoras
de percepções que as tornam mais sensíveis às influências
hostis do meio ambiente, encontram dificuldades para
conviver com aqueles que as cercam, os quais resistem em
aceitá-las como são: autênticas, diretas, corajosas e
determinadas. Sentindo-se ameaçada em seus antigos valores –
aos quais os índigos não se submetem sem resistência – a
sociedade rejeita essas criaturas que fogem dos seus padrões
de “normalidade”. Em muitos casos, esse caráter indomável é
debelado com o uso de drogas e métodos coercitivos que
causam, por vezes, dificuldades ainda maiores e levam a
internações.
Terra em transição
– Mundo de expiação e provas, onde o mal ainda predomina, a
Terra é um planeta que está sofrendo grandes transformações
– espirituais, políticas, sociais, econômicas e naturais.
Depois de cumprir mais uma etapa na escala planetária, o
orbe terreno prepara-se para avançar para a condição de
mundo de regeneração, do qual o mal será definitivamente
banido. Se os homens progridem moralmente, o mundo também
avança materialmente pois o progresso é uma das leis de
Deus. Na questão 1019 de “O Livro dos Espíritos” (São Paulo:
Petit Editora), de Allan Kardec, confirma-se que esse avanço
não se restringe ao planeta na sua condição material, mas se
estende ao plano espiritual que o envolve e a todos os seres
que o habitam, encarnados e desencarnados, racionais e
irracionais:
A transformação da humanidade foi anunciada e é chegado o tempo em
que todos os homens amantes do progresso se apresentam e se
apressam, porque essa transformação se fará pela encarnação
dos Espíritos melhores, que formarão sobre a Terra uma nova
ordem. Então, os espíritos maus, que a morte vai retirando a
cada dia, e aqueles que tentam deter a marcha das coisas
serão excluídos da Terra porque estariam deslocados entre os
homens de bem dos quais perturbam a felicidade.
Essa transição planetária já deu margem a muitas especulações ao
longo dos séculos. Imaginada por alguns como uma dramática
intervenção de Deus – semelhante ao dilúvio bíblico, à
lendária destruição da Atlântida e de Sodoma e Gomorra –, na
verdade não será assim que essa metamorfose irá ocorrer,
segundo revela o 18o capítulo de “A Gênese” (Rio
de Janeiro: Federação Espírita Brasileira), de Allan Kardec:
A Terra, no dizer dos espíritos, não terá de transformar-se por
meio de um cataclismo que aniquile de súbito uma geração. A
atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do
mesmo modo, sem que haja mudança alguma na ordem natural das
coisas. Tudo, pois, se processará exteriormente, como sói
acontecer, com a única, mas capital diferença de que uma
parte dos espíritos que encarnavam na Terra aí não mais
tornarão a encarnar. Em cada criança que nascer, em vez de
um espírito atrasado e inclinado ao mal, que antes nele
encarnaria, virá um espírito mais adiantado e propenso ao
bem.
É justamente nessa categoria, de “espíritos mais adiantados
e propensos ao bem”, que se enquadram as “crianças índigo”,
que não se deixam levar pelo autoritarismo dos pais e
educadores, questionando valores ultrapassados,
enfrentando-os de igual para igual. Revelam, desde cedo,
sabedoria e docilidade inatas e, por outro lado,
dificuldades muito próprias de sua condição evolutiva. Essa
questão também é abordada no mesmo capítulo de “A Gênese”:
A época atual é de transição; confundem-se os elementos das duas
gerações. Colocados no ponto intermédio, assistimos à
partida de uma e à chegada da outra, já se assinalando cada
uma, no mundo, pelos caracteres que lhes são peculiares. Têm
idéias e pontos de vista opostos as duas gerações que se
sucedem. Pela natureza das disposições morais, porém
sobretudo pelas disposições intuitivas e inatas, torna-se fácil distinguir a qual das duas
pertence cada indivíduo. Cabendo-lhe fundar a era do
progresso moral, a nova geração se distingue por
inteligência e razão geralmente precoces, juntas ao
sentimento inato do bem e a crenças espiritualistas, o que
constitui sinal indubitável de certo grau de adiantamento
anterior. Não se comporá de espíritos eminentemente
superiores, mas dos que, já tendo progredido, se acham
predispostos a assimilar todas as idéias progressistas e
aptos a secundar o movimento de regeneração. Algumas pistas ajudam a entender quem são essas
criaturas, esvaziando teorias que atribuem a esses
espíritos, os herdeiros de um mundo novo, origens
excepcionais – o que não encontra fundamento no Espiritismo,
ainda segundo “A Gênese”:
Sejam os que componham a nova geração Espíritos melhores, ou
Espíritos antigos que se melhoraram, o resultado é o mesmo.
Desde que trazem disposições melhores, há sempre uma
renovação. Assim, segundo suas disposições naturais os
Espíritos formam duas categorias: de um lado, os
retardatários, que partem; de outro, os progressistas, que
chegam.
As previsões de “A Gênese” confirmam-se ao longo do livro “Crianças
índigo”, de Lee Carroll e Jan Tober, quanto ao nascimento
dessas crianças, que aumentam em número a cada dia;
mencionam o período que a humanidade atravessa; referem-se
às percepções dos índigos e sua conduta; esclarecem sobre
sua missão e atributos e ainda explicam a conduta dessas
criaturas.
Quem é índigo?
– Segundo a National Foundation for Gifted and Creative
Children (Fundação Nacional de Crianças com Habilidades
Especiais), citada por Doreen Virtue – psicóloga e
escritora, com vários livros publicados, fundadora e
diretora do Hospital Psiquiátrico da Mulher de Cumberlad,
Estados Unidos – a criança índigo demonstra sensibilidade
extrema; tem excesso de energia; entedia-se com facilidade e
parece ter dificuldades de concentração; necessita da
presença de adultos emocionalmente estáveis e seguros ao seu
redor; resiste a qualquer tipo de autoridade que não seja
exercida de maneira democrática; tem métodos próprios de
aprendizado, especialmente no que se refere a leitura e
matemática; frustra-se facilmente quando suas idéias não
podem ser colocadas em prática por falta de recursos ou de
compreensão por parte das pessoas; aprende pela própria
experiência, recusando-se a seguir metodologia repetitiva ou
passiva; dispersa-se facilmente, a não ser que esteja
envolvido em alguma tarefa que lhe desperte grande
interesse; é muito emotivo e teme a perda ou a morte das
pessoas que ama; traumatiza-se com seus erros e pode
desenvolver bloqueios permanentes de aprendizado. Para
Doreen, “creio que se trata de uma descrição bastante
precisa das crianças índigo”. A esses indicadores,
acrescenta uma observação que considera de grande
importância, um alerta: “Essas crianças podem se retrair
quando se sentem ameaçadas ou rejeitadas e acabam
sacrificando sua criatividade para serem aceitas”.
Evolução espiritual
– Ainda segundo Doreen Virtue, “especialistas em metafísica
afirmam que as novas crianças que estão nascendo têm maior
consciência espiritual. Isso não significa que todos os
índigos se tornarão grandes mestres ou guias espirituais,
mas simplesmente que são diferentes de nós quando nascemos.
Mas, se isso é verdade, qual o motivo dessa mudança? Segundo
esses especialistas e fontes espirituais, essas crianças
eram muito esperadas e representam a prova da evolução
humana em relação à energia velha das gerações
anteriores. São almas antigas que vieram para trazer paz e
esperança ao planeta, começando por seu lar. Preocupam-se
mais com sua família do que as crianças em geral e
demonstram ter sabedoria além do normal. Nascem com
instintos humanitários e os demonstram desde pequenos. Sabem
quem são e que representam um passo adiante na evolução
(...). Muitos historiadores espirituais e religiosos que
acompanham de perto esse fenômeno planetário acreditam que
ele seja a realização de muitas profecias. É uma mudança
na humanidade que vai muito além da simples transição para o
novo milênio”. Essa “mudança” a que se refere Doreen é
mencionada no capítulo final de “A Gênese”, uma visão
realista e ao mesmo tempo poética que assinala a dramática
transição que estamos vivendo – desastres ecológicos,
desencarnações coletivas, epidemias:
Opera-se presentemente um desses movimentos gerais, destinados a
realizar uma remodelação da Humanidade. A multiplicidade das
causas de destruição constitui sinal característico dos
tempos, visto que elas apressarão a eclosão dos novos
germens. São as folhas que caem no outono e às quais sucedem
outras folhas cheias de vida, porquanto a Humanidade tem
suas estações, como os indivíduos têm suas várias idades. As
folhas mortas da Humanidade caem batidas pelas rajadas e
pelos golpes de vento, porém, para renascerem mais vivazes
sob o mesmo sopro de vida, que não se extingue, mas se
purifica.
Depoimentos
– “Minha filha nasceu em 1988. Aos dois anos já se
comunicava perfeitamente. Um dia, quando tinha três anos e
estava no playground, aproximou-se de algumas meninas
mais velhas, que riram dela por considerá-la pequena demais
para brincar com elas. Mas não se abalou. Veio falar comigo
e me informou de maneira muito séria: Mãe, elas não têm
idéia de quem eu sou!”. Esse depoimento, de Linda Etheridge,
revela a precocidade dessas crianças, a mesma observada no
caso seguinte, descrito por Sunny Greenberg, avó de um
índigo: “Matthew, sete anos, encaixa-se perfeitamente na
descrição de uma criança índigo. Depois que me visitou no
Natal do ano passado, enviei a ele uma mensagem pela pessoa
com quem me trato, que é intuitiva, a senhora Bobbi Harris.
Ele não apenas descreveu as luzes se movendo acima dele
no escuro, mas também disse que sentiu como se uma onda de
eletricidade estivesse passando por seu cérebro duas vezes.
Matthew já falou de sua vontade de voltar para Deus e até de
cremação”. Ryan Malusky, hoje com mais de 26 anos, foi uma
criança índigo que sofreu muito e hoje reivindica mudanças
sociais: “O sistema de ensino precisa ser urgentemente
reestruturado. É absurdo ver um ser humano em
desenvolvimento ser tratado como alguém sem valor ou como
marginal. Os professores precisam ser pessoas mais
equilibradas e ter um treinamento melhor. Muitos deles
descarregam nas crianças todo o resultado do seu
desequilíbrio. O mesmo ocorre em hospitais psiquiátricos. Os
pacientes deveriam ter liberdade para se conectar com o
mundo e não ser tratados apenas com medicamentos e isolados
dos outros. Os índigos têm ferramentas diferentes para lidar
com a vida. Enquanto uma criança comum tem pás para cavar,
os índigos têm tratores e escavadeiras. Conseguem cavar mais
rápido, mas também muito fundo e sua queda pode ser grande.
Se não tiverem equilíbrio, não encontram escadas para subir,
ou seja, acabam usando seus dons contra si mesmos”. Lee
Carroll dá o seu próprio testemunho: “Os índigos
adolescentes são muito especiais! Cada vez que me encontro
ou que passo algum tempo com um desses índigos fico
pensando: Eu não era assim quando tinha 15 anos. Acabo de
ter uma conversa com um adulto muito experiente em um corpo
de adolescente! Não é à toa que são considerados
estranhos. O mundo jamais viu uma coisa desse tipo e entendo
que a maioria das pessoas não compreenda. Mas são as pessoas
de que mais gosto neste mundo: uma estranha combinação de
adolescentes desajeitados e antigos sábios. É algo assim que
só se acredita vendo”.
Terapia espírita – Valdeniza Sire Salvino, psicóloga clínica licenciada em
pedagogia, expositora espírita e diretora de ensino e
psicologia do Centro Espírita Elo de Amor e também da
assistência psicológica do Grupo Espírita Geam, ambos
localizados na Zona Norte da cidade de São Paulo, convive
com crianças e adolescentes que apresentam sinais dessa nova
geração: “Na minha prática profissional, na psicologia e na
pedagogia, tenho a oportunidade de atender casos de crianças
e jovens que seguramente posso classificar como índigos.
Entre eles, gostaria de citar o caso de M. C., hoje com 18
anos, um indigo conceitual, segundo classificação que
consta do livro Crianças índigo. Desde os seus oito
anos, acompanhei a dificuldade dos familiares de M. C., que
são de classe média, e das autoridades escolares que não
compreendiam a maneira de ser dessa criança. Inteligente mas
manifestando dificuldades de aprendizagem, era mais
interessado em coisas do que em pessoas. Em sala de
aula parecia estar alienado, mas, quando solicitado, era
capaz de repetir tudo o que a professora havia dito.
Inquieto e muito curioso, foi diagnosticado como portador do
Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
Outro caso é o do adolescente C. A., 17 anos, cuja mãe é
professora e que vivia em pânico diante do comportamento do
filho, completamente fora dos padrões. Índigo humanista,
corresponde exatamente à descrição desse tipo: extremamente
sociável, conversa com todos, é muito simpático, tem opinião
própria e discute com os professores e até com os diretores
da escola que freqüenta quando deseja entender alguma coisa.
Quer ser advogado para defender a justiça, que entende deva
ser mantida pela autoridade moral e não pela força do poder.
Ele é quem decide quando deve vir à terapia, geralmente por
causa de algum problema que esteja enfrentando. Quando o
considera solucionado, despede-se e só retorna ao
consultório quando entende que assim é necessário. Outros
casos semelhantes a esses confirmaram, para mim, que os
índigos são os agentes de transformação que vão modificar a
sociedade. Eles nos obrigam a repensar nossas atitudes,
nossas posturas diante da família, da sociedade. Não são nem
entendidos e nem respeitados porque o modelo atual, tanto
pedagógico quanto médico, social e familiar não está apto a
compreendê-los”.
Espiritismo
– No Espiritismo a psicóloga aponta a presença dos índigos:
“A encarnação desses espíritos foi prevista há tempos pela
Doutrina Espírita, nos oferecendo um vastíssimo campo de
estudos. Surge agora para o esclarecimento de pais,
educadores, médicos e familiares o livro Crianças índigo,
contendo material elucidativo, que contribui para o
entendimento dessa dinâmica psicológica, espiritual e
comportamental. Suas conclusões não são definitivas, como
afirmam seus autores, mas apenas o começo de um trabalho a
ser desenvolvido. Quer queiramos ou não, precisamos ampliar
nossa visão nesse sentido e, com alegria, percebermos que os
novos tempos realmente estão chegando. Vamos pesquisar,
atuar com essas crianças conhecendo-as melhor, aprendendo
com elas, permitindo que manifestem suas potencialidades e
direcionando-as para o bem. Para isso, contamos com a
pedagogia e a terapia espírita e também com a pedagogia
Waldorf, criada por Rudolf Steiner, que respeita o ser em
sua integridade física, psíquica e espiritual”.
Pesquisas
– Há oito anos a jornalista e escritora Diana Lima, mãe de
três filhos, colaboradora do Centro Espírita Geraldo
Ferreira, da cidade de Santo André (Bairro de Vila
Assunção), Estado de São Paulo, pesquisa o comportamento das
crianças índigo. Seu trabalho, que confirmou, na prática,
muitas das informações do livro de Lee Carroll e Jan Tober,
iniciou-se a partir da necessidade de entender melhor seus
próprios filhos. “Quando bebês, os índigos são grandes e de
olhos penetrantes. São crianças capazes de sentir as emoções
das pessoas, e os problemas familiares, mal resolvidos,
podem afetá-las em razão de sua sensibilidade. Sofrem quando
são identificadas como portadoras de Transtorno do Déficit
de Atenção (TDA) ou Transtorno do Déficit de Atenção com
Hiperatividade (TDAH). Geralmente, nesses casos,
recomendam-se medicamentos inadequados que anulam suas
potencialidades. Essas crianças e jovens se entediam com
rituais e métodos de ensino repetitivos, mecânicos. Costumam
ausentar-se perante essas situações, viajando
nas salas de aula. Durante o período da adolescência essas
crianças exigem muita atenção. Quando se sentem
incompreendidas, mal amadas ou segregadas, reagem
isolando-se, o que é um desvio perigoso que leva na direção
do alcoolismo e das drogas. O diálogo aberto e constante
entre pais e filhos índigos e ainda a atenção redobrada para
com eles evitam muitos e desnecessários sofrimentos”.
Disciplina
– Segundo as pesquisas da jornalista Diana Lima, é de grande
importância “jamais repreender essas crianças diante de
outras pessoas, conversando com elas em particular. Fazê-las
participar das decisões familiares que as envolvem, por
exemplo, é outra atitude de grande eficácia para
harmonizá-las. Eventuais promessas devem ser cumpridas
porque elas contam com isso. Quando não for possível
realizá-las, devemos nos justificar, esclarecendo os motivos
que nos impedem de cumpri-las”. Atividades como a prática de
esportes, aulas de artes plásticas, dança, “ajudam-nas a
preencher seu tempo e gastar suas energias”. A exemplo de
todas as crianças, também precisam ser direcionadas por pais
e educadores, que, segundo suas constatações “devem impor
limites bem claros, delimitando deveres, obrigações e
regalias”. As pesquisas da jornalista apontaram uma série de
características que distinguem essas crianças: são
contestadoras dos nossos hábitos e procedimentos familiares,
quando neles não encontram lógica ou justificativa;
apresentam inteligência social e espiritual acima da média;
recusam-se a ser manipuladas ou mesmo coagidas a agir de
determinada forma; geralmente são sinceras, honestas e
leais, independente das normas sociais vigentes; seu
sentimento de justiça é muito arraigado e reagem com energia
quando sentem esses princípios contrariados; revelam, desde
cedo, uma curiosidade e interesse por aprender fora do
comum; incorporam características comportamentais masculinas
e femininas, o que, na idade adulta, as faz entender a
sexualidade sem preconceitos”. Um dos temas favoritos de
suas palestras, as crianças índigo representam, para a
jornalista “a comprovação de que estamos muito perto de um
mundo melhor, o que é uma grande consolação”.
Características
– Para o doutor Egídio Vecchio, autor dos livros
“Índigos, as crianças da nova era” e “Índigos, fantasias e
segredos”, presidente da Escola Brasileira de Reiki e do
Instituto Portal do Índigo, sediados em Porto Alegre, Estado
do Rio Grande do Sul, onde reside, “existem cerca de 135
características próprias que distinguem os índigos”. Algumas
se destacam, segundo Egidio: os índigos não apresentam
tendências destrutivas; são alegres, pulam, brincam, cantam
com freqüência; argumentam com facilidade; são amigos fiéis,
conservam as amizades; perturbados, perdem a calma mas
recuperam-se rapidamente em um terço do tempo de recuperação
de crianças patológicas, com distúrbio de hiperatividade,
por exemplo. Bem orientados, desenvolvem excelente controle
emocional; quando desejam alguma coisa em especial, insistem
nela até o cansaço; expressam a gratidão com facilidade, que
se espelha em seu olhar; são pacíficos; defensores da
justiça, comprometem-se, por vezes, na defesa dos outros;
são leais, expondo-se em favor dos colegas; não participam
de brincadeiras agressivas dirigidas a professores ou
colegas; aprendem rápido e se entendiam nas salas de aula,
onde não conseguem se manter em silêncio; sofrem demais
quando seus pais ou professores discutem, brigam ou passam
por dificuldades: nessas horas difíceis o índigo se converte
em um maravilhoso conselheiro e parceiro. Sentem que são
diferentes dos outros; nem sempre aceitam os rituais
impostos pela sociedade; absorvem informações e
conhecimentos como verdadeiras esponjas; sentem-se, por
vezes, como estranhos entre nós; não se submetem a ouvir
passivamente aos sermões: ou se fecham ou se irritam e pedem
para que parem de falar; cobram tudo aquilo que é prometido
a eles, não desistem facilmente; bem-humorados, são
irreverentes até consigo mesmos, sem faltar com o respeito;
não aceitam instruções ou ordens descabidas e dizem com
freqüência aos adultos: “vocês são estranhos”. Entre eles e
as estrelas existe um elo misterioso: desde a infância são
atraídos por elas.
Diversidade
– O elenco da diversidade dos índigos, segundo o doutor
Egídio, vai mais adiante, de acordo com o resultado de suas
pesquisas. Por outro lado, o clínico procura desfazer alguns
mitos, que, segundo faz questão de afirmar, “não são
compatíveis com as crianças índigo”. Alguns desses mitos:
atribuir a eles a condição de “salvadores da humanidade”;
mesmo que apresentem inteligências bem desenvolvidas, não
são “superdotados”; acreditar que são isentos de medo, culpa
e sofrimento; imaginar que sabem todas as coisas, quando
“por causa de sua inexperiência, podem errar”; afirmar que
“podem ver a aura das pessoas”, quando sua condição de
índigos não os torna, necessariamente, videntes. “À medida
que o meu trabalho com os índigos foi se desenvolvendo, tive
ocasião de comprovar que existem no mundo muitos deles já
adultos e até idosos, que foram tomando consciência de sua
identidade, aos quais chamamos de Humanos Tipo D, índigos
evoluídos”. Espiritualista, Egidio está certo de que essas
criaturas “constituem a expressão do mais alto grau de
elevação da raça humana, por causa de milhões de anos de
evolução genética, vista essa como um todo”. Afirma o
estudioso que “as crianças índigo chegam com um duplo
potencial humano: elas podem desenvolver rápida e
assombrosamente seu potencial psicológico (se entendermos
por tal o potencial mental, emocional e instintivo) e
vivenciar, ao mesmo tempo, o potencial espiritual a partir
de um incomum senso de justiça”. Dedicado à psicologia
clínica, o doutor Egidio Vecchio atende crianças e
adolescentes índigos, bem como orienta pais e professores no
Portal do Índigo em Porto Alegre, no sentido de ajudá-los a
conviver melhor com seus filhos e alunos, de modo que possam
desenvolver, sem dificuldade, suas potencialidades tão
especiais.
Os “índigos” são os progressistas a que se refere “A
Gênese”. O livro “Obras Póstumas” (Rio de Janeiro: Federação
Espírita Brasileira), de Allan Kardec, também nos leva à
mesma conclusão:
Para que na Terra sejam felizes os homens, preciso se faz que
somente a povoem Espíritos bons, encarnados e desencarnados,
que unicamente ao bem aspirem. Como já chegou esse tempo,
uma grande emigração neste momento se opera entre os que a
habitam. Os que praticam o mal pelo mal, alheios ao
sentimento do bem, dela se verão excluídos, porque lhe
acarretariam novamente perturbações e confusões que
constituiriam obstáculo ao progresso. Irão expiar o seu
endurecimento em mundos inferiores, aos quais levarão os
conhecimentos que adquiriram, tendo por missão fazê-los
adiantar-se. Substitui-los-ão na Terra Espíritos melhores
que farão reinem entre si a justiça, a paz, a fraternidade.
Se as crianças índigo são esses espíritos melhores, só nos resta
estender a elas todos os recursos ao nosso alcance –
materiais, intelectuais e espirituais. Essa é a nossa
contribuição para que a “Nova Jerusalém”, anunciada por João
no livro “Apocalipse” se instale, definitivamente, sobre a
Terra.
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