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Índigos: herdeiros da Terra?

Os “índigos” são os progressistas a que se refere “A Gênese”

AFONSO MOREIRA JR.

As crianças índigo estão chegando. Preparadas na espiritualidade, são diferentes e estão nascendo por toda parte. Questionadoras, percebem as verdadeiras intenções e as fraquezas dos adultos e os enfrentam de igual para igual, sem temer rejeições. No livro “Crianças índigo” – best-seller nos Estados Unidos, lançado no Brasil pela Butterfly Editora – pais, educadores, médicos e psicólogos encontram pistas para identificar e entender melhor as crianças índigo – os futuros líderes de um mundo em transformação, os quais precisamos, desde já, entender e apoiar incondicionalmente, educando-as de acordo com suas percepções, potencialidades e necessidades.
O lançamento no Brasil do livro “Crianças índigo” (São Paulo: Butterfly Editora) abre espaço para um amplo debate sobre essa nova geração que apresenta características comportamentais bem diferenciadas dos padrões vigentes. Revelando atributos que estudiosos e pesquisadores das áreas de educação e saúde empenham-se em analisar, o fenômeno das crianças índigo é uma realidade que a Doutrina Espírita ajuda a entender. Tudo parece indicar que os índigos são os herdeiros de um mundo novo, previsto nas profecias de várias religiões. Assim chamadas pela irradiação azulada de sua aura, as “crianças índigo” – também conhecidas por “azuis”, “estelares”, “crianças do milênio”, “de luz” – não são seres de outro planeta nem criaturas superdotadas. São, na verdade, espíritos que reencarnam nesse momento de transição, predispostos ao bem e preparados na espiritualidade para construir um mundo melhor. Possuidoras de percepções que as tornam mais sensíveis às influências hostis do meio ambiente, encontram dificuldades para conviver com aqueles que as cercam, os quais resistem em aceitá-las como são: autênticas, diretas, corajosas e determinadas. Sentindo-se ameaçada em seus antigos valores – aos quais os índigos não se submetem sem resistência  – a sociedade rejeita essas criaturas que fogem dos seus padrões de “normalidade”. Em muitos casos, esse caráter indomável é debelado com o uso de drogas e métodos coercitivos que causam, por vezes, dificuldades ainda maiores e levam a internações.
Terra em transição – Mundo de expiação e provas, onde o mal ainda predomina, a Terra é um planeta que está sofrendo grandes transformações – espirituais, políticas, sociais, econômicas e naturais. Depois de cumprir mais uma etapa na escala planetária, o orbe terreno prepara-se para avançar para a condição de mundo de regeneração, do qual o mal será definitivamente banido. Se os homens progridem moralmente, o mundo também avança materialmente pois o progresso é uma das leis de Deus. Na questão 1019 de “O Livro dos Espíritos” (São Paulo: Petit Editora), de Allan Kardec, confirma-se que esse avanço não se restringe ao planeta na sua condição material, mas se estende ao plano espiritual que o envolve e a todos os seres que o habitam, encarnados e desencarnados, racionais e irracionais:
A transformação da humanidade foi anunciada e é chegado o tempo em que todos os homens amantes do progresso se apresentam e se apressam, porque essa transformação se fará pela encarnação dos Espíritos melhores, que formarão sobre a Terra uma nova ordem. Então, os espíritos maus, que a morte vai retirando a cada dia, e aqueles que tentam deter a marcha das coisas serão excluídos da Terra porque estariam deslocados entre os homens de bem dos quais perturbam a felicidade.
Essa transição planetária já deu margem a muitas especulações ao longo dos séculos. Imaginada por alguns como uma dramática intervenção de Deus –  semelhante ao dilúvio bíblico, à lendária destruição da Atlântida e de Sodoma e Gomorra –, na verdade  não será assim que essa metamorfose irá ocorrer, segundo revela o  18o capítulo de “A Gênese” (Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira), de Allan Kardec:
A Terra, no dizer dos espíritos, não terá de transformar-se por meio de um cataclismo que aniquile de súbito uma geração. A atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que haja mudança alguma na ordem natural das coisas. Tudo, pois, se processará exteriormente, como sói acontecer, com a única, mas capital diferença de que uma parte dos espíritos que encarnavam na Terra aí não mais tornarão a encarnar. Em cada criança que nascer, em vez de um espírito atrasado e inclinado ao mal, que antes nele encarnaria, virá um espírito mais adiantado e propenso ao bem. É justamente nessa categoria, de “espíritos mais adiantados e propensos ao bem”, que se enquadram as “crianças índigo”, que não se deixam levar pelo autoritarismo dos pais e educadores, questionando valores ultrapassados, enfrentando-os de igual para igual. Revelam, desde cedo, sabedoria e docilidade inatas e, por outro lado, dificuldades muito próprias de sua condição evolutiva. Essa questão também é abordada no mesmo capítulo de “A Gênese”:
A época atual é de transição; confundem-se os elementos das duas gerações. Colocados no ponto intermédio, assistimos à partida de uma e à chegada da outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelos caracteres que lhes são peculiares. Têm idéias e pontos de vista opostos as duas gerações que se sucedem. Pela natureza das disposições morais, porém sobretudo pelas disposições intuitivas e inatas, torna-se fácil distinguir a qual das duas pertence cada indivíduo. Cabendo-lhe fundar a era do progresso moral, a nova geração se distingue por inteligência e razão geralmente precoces, juntas ao sentimento inato do bem e a crenças espiritualistas, o que constitui sinal indubitável de certo grau de adiantamento anterior. Não se comporá de espíritos eminentemente superiores, mas dos que, já tendo progredido, se acham predispostos a assimilar todas as idéias progressistas e aptos a secundar o movimento de regeneração.
Algumas pistas ajudam a entender quem são essas criaturas, esvaziando teorias que atribuem a esses espíritos, os herdeiros de um mundo novo, origens excepcionais – o que não encontra fundamento no Espiritismo, ainda segundo “A Gênese”:
Sejam os que componham a nova geração Espíritos melhores, ou Espíritos antigos que se melhoraram, o resultado é o mesmo. Desde que trazem disposições melhores, há sempre uma renovação. Assim, segundo suas disposições naturais os Espíritos formam duas categorias: de um lado, os retardatários, que partem; de outro, os progressistas, que chegam.
As previsões de “A Gênese” confirmam-se ao longo do livro “Crianças índigo”, de Lee Carroll e Jan Tober, quanto ao nascimento dessas crianças, que aumentam em número a cada dia; mencionam o período que a humanidade atravessa; referem-se às percepções dos índigos e sua conduta; esclarecem sobre sua missão e atributos e ainda explicam a conduta dessas criaturas.
Quem é índigo? – Segundo a National Foundation for Gifted and Creative Children (Fundação Nacional de Crianças com Habilidades Especiais), citada por Doreen Virtue – psicóloga e escritora, com vários livros publicados, fundadora e diretora do Hospital Psiquiátrico da Mulher de Cumberlad, Estados Unidos – a criança índigo demonstra sensibilidade extrema; tem excesso de energia; entedia-se com facilidade e parece ter dificuldades de concentração; necessita da presença de adultos emocionalmente estáveis e seguros ao seu redor; resiste a qualquer tipo de autoridade que não seja exercida de maneira democrática; tem métodos próprios de aprendizado, especialmente no que se refere a leitura e matemática; frustra-se facilmente quando suas idéias não podem ser colocadas em prática por falta de recursos ou de compreensão por parte das pessoas; aprende pela própria experiência, recusando-se a seguir metodologia repetitiva ou passiva; dispersa-se facilmente, a não ser que esteja envolvido em alguma tarefa que lhe desperte grande interesse; é muito emotivo e teme a perda ou a morte das pessoas que ama; traumatiza-se com seus erros e pode desenvolver bloqueios permanentes de aprendizado. Para Doreen, “creio que se trata de uma descrição bastante precisa das crianças índigo”. A esses indicadores, acrescenta uma observação que considera de grande importância, um alerta: “Essas crianças podem se retrair quando se sentem ameaçadas ou rejeitadas e acabam sacrificando sua criatividade para serem aceitas”.
Evolução espiritual – Ainda segundo Doreen Virtue, “especialistas em metafísica afirmam que as novas crianças que estão nascendo têm maior consciência espiritual. Isso não significa que todos os índigos se tornarão grandes mestres ou guias espirituais, mas simplesmente que são diferentes de nós quando nascemos. Mas, se isso é verdade, qual o motivo dessa mudança? Segundo esses especialistas e fontes espirituais, essas crianças eram muito esperadas e representam a prova da evolução humana em relação à energia velha das gerações anteriores. São almas antigas que vieram para trazer paz e esperança ao planeta, começando por seu lar. Preocupam-se mais com sua família do que as crianças em geral e demonstram ter sabedoria além do normal. Nascem com instintos humanitários e os demonstram desde pequenos. Sabem quem são e que representam um passo adiante na evolução (...). Muitos historiadores espirituais e religiosos que acompanham de perto esse fenômeno planetário acreditam que ele seja a realização de muitas profecias. É uma mudança na humanidade que vai muito além da simples transição para o novo milênio”. Essa “mudança” a que se refere Doreen é mencionada no capítulo final de “A Gênese”, uma visão realista e ao mesmo tempo poética que assinala a dramática transição que estamos vivendo – desastres ecológicos, desencarnações coletivas, epidemias:
Opera-se presentemente um desses movimentos gerais, destinados a realizar uma remodelação da Humanidade. A multiplicidade das causas de destruição constitui sinal característico dos tempos, visto que elas apressarão a eclosão dos novos germens. São as folhas que caem no outono e às quais sucedem outras folhas cheias de vida, porquanto a Humanidade tem suas estações, como os indivíduos têm suas várias idades. As folhas mortas da Humanidade caem batidas pelas rajadas e pelos golpes de vento, porém, para renascerem mais vivazes sob o mesmo sopro de vida, que não se extingue, mas se purifica.
Depoimentos – “Minha filha nasceu em 1988. Aos dois anos já se comunicava perfeitamente. Um dia, quando tinha três anos e estava no playground, aproximou-se de algumas meninas mais velhas, que riram dela por considerá-la pequena demais para brincar com elas. Mas não se abalou. Veio falar comigo e me informou de maneira muito séria: Mãe, elas não têm idéia de quem eu sou!”. Esse depoimento, de Linda Etheridge, revela a precocidade dessas crianças, a mesma observada no caso seguinte, descrito por Sunny Greenberg, avó de um índigo: “Matthew, sete anos, encaixa-se perfeitamente na descrição de uma criança índigo. Depois que me visitou no Natal do ano passado, enviei a ele uma mensagem pela pessoa  com quem me trato, que é intuitiva, a senhora Bobbi Harris. Ele não apenas descreveu as luzes se movendo acima dele no escuro, mas também disse que sentiu como se uma onda de eletricidade estivesse passando por seu cérebro duas vezes. Matthew já falou de sua vontade de voltar para Deus e até de cremação”. Ryan Malusky, hoje com mais de 26 anos, foi uma criança índigo que sofreu muito e hoje reivindica mudanças sociais: “O sistema de ensino precisa ser urgentemente reestruturado. É absurdo ver um ser humano em desenvolvimento ser tratado como alguém sem valor ou como marginal. Os professores precisam ser pessoas mais equilibradas e ter um treinamento melhor. Muitos deles descarregam nas crianças todo o resultado do seu desequilíbrio. O mesmo ocorre em hospitais psiquiátricos. Os pacientes deveriam ter liberdade para se conectar com o mundo e não ser tratados apenas com medicamentos e isolados dos outros. Os índigos têm ferramentas diferentes para lidar com a vida. Enquanto uma criança comum tem pás para cavar, os índigos têm tratores e escavadeiras. Conseguem cavar mais rápido, mas também muito fundo e sua queda pode ser grande. Se não tiverem equilíbrio, não encontram escadas para subir, ou seja, acabam usando seus dons contra si mesmos”. Lee Carroll dá o seu próprio testemunho: “Os índigos adolescentes são muito especiais! Cada vez que me encontro ou que passo algum tempo com um desses índigos  fico pensando: Eu não era assim quando tinha 15 anos. Acabo de ter uma conversa com um adulto muito experiente em um corpo de adolescente! Não é à toa que são considerados estranhos. O mundo jamais viu uma coisa desse tipo e entendo que a maioria das pessoas não compreenda. Mas são as pessoas de que mais gosto neste mundo: uma estranha combinação de adolescentes desajeitados e antigos sábios. É algo assim que só se acredita vendo”.
Terapia espírita – Valdeniza Sire Salvino, psicóloga clínica licenciada em pedagogia, expositora espírita e diretora de ensino e psicologia do Centro Espírita Elo de Amor e também da assistência psicológica do Grupo Espírita Geam, ambos localizados na Zona Norte da cidade de São Paulo, convive com crianças e adolescentes que apresentam sinais dessa nova geração: “Na minha prática profissional, na psicologia e na pedagogia, tenho a oportunidade de atender casos de crianças e jovens que seguramente posso classificar como índigos.  Entre eles, gostaria de citar o caso de M. C., hoje com 18 anos, um indigo conceitual, segundo classificação que consta do livro Crianças índigo. Desde os seus oito anos, acompanhei a dificuldade dos familiares de M. C., que são de classe média, e das autoridades escolares que não compreendiam a maneira de ser dessa criança. Inteligente mas manifestando dificuldades de aprendizagem, era mais interessado em coisas do que em pessoas. Em sala de aula parecia estar alienado, mas, quando solicitado, era capaz de repetir tudo o que a professora havia dito. Inquieto e muito curioso, foi diagnosticado como portador do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Outro caso é o do adolescente C. A., 17 anos, cuja mãe é professora e que vivia em pânico diante do comportamento do filho, completamente fora dos padrões. Índigo humanista, corresponde exatamente à descrição desse tipo: extremamente sociável, conversa com todos, é muito simpático, tem opinião própria e discute com os professores e até com os diretores da escola que freqüenta quando deseja entender alguma coisa. Quer ser advogado para defender a justiça, que entende deva ser mantida pela autoridade moral e não pela força do poder. Ele é quem decide quando deve vir à terapia, geralmente por causa de algum problema que esteja enfrentando. Quando o considera solucionado, despede-se e só retorna ao consultório quando entende que assim é necessário. Outros casos semelhantes a esses confirmaram, para mim, que os índigos são os agentes de transformação que vão modificar a sociedade. Eles nos obrigam a repensar nossas atitudes, nossas posturas diante da família, da sociedade. Não são nem entendidos e nem respeitados porque o modelo atual, tanto pedagógico quanto médico, social e familiar não está apto a compreendê-los”.
Espiritismo – No Espiritismo a psicóloga aponta a presença dos índigos: “A encarnação desses espíritos foi prevista há tempos pela Doutrina Espírita, nos oferecendo um vastíssimo campo de estudos. Surge agora para o esclarecimento de pais, educadores, médicos e familiares o livro Crianças índigo, contendo material elucidativo, que contribui para o entendimento dessa dinâmica psicológica, espiritual e comportamental. Suas conclusões não são definitivas, como afirmam seus autores, mas apenas o começo de um trabalho a ser desenvolvido. Quer queiramos ou não, precisamos ampliar nossa visão nesse sentido e, com alegria, percebermos que os novos tempos realmente estão chegando. Vamos pesquisar, atuar com essas crianças conhecendo-as melhor, aprendendo com elas, permitindo que manifestem suas potencialidades e direcionando-as para o bem. Para isso, contamos com a pedagogia e a terapia espírita e também com a  pedagogia Waldorf, criada por Rudolf Steiner, que respeita o ser  em sua integridade física, psíquica e espiritual”.
Pesquisas – Há oito anos a jornalista e escritora Diana Lima, mãe de três filhos, colaboradora do Centro Espírita Geraldo Ferreira, da cidade de Santo André (Bairro de Vila Assunção), Estado de São Paulo, pesquisa o comportamento das crianças índigo. Seu trabalho, que confirmou, na prática, muitas das informações do livro de Lee Carroll e Jan Tober, iniciou-se a partir da necessidade de entender melhor seus próprios filhos. “Quando bebês, os índigos são grandes e de olhos penetrantes. São crianças capazes de sentir as emoções das pessoas, e os problemas familiares, mal resolvidos, podem afetá-las em razão de sua sensibilidade. Sofrem quando são identificadas como portadoras de Transtorno do Déficit de Atenção (TDA) ou Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Geralmente, nesses casos, recomendam-se medicamentos inadequados que anulam suas potencialidades. Essas crianças e jovens se entediam com rituais e métodos de ensino repetitivos, mecânicos. Costumam ausentar-se perante essas situações, viajando nas salas de aula. Durante o período da adolescência essas crianças exigem muita atenção. Quando se sentem incompreendidas, mal amadas ou segregadas, reagem isolando-se, o que é um desvio perigoso que leva na direção do alcoolismo e das drogas. O diálogo aberto e constante entre pais e filhos índigos e ainda a atenção redobrada para com eles evitam muitos e desnecessários sofrimentos”.
Disciplina – Segundo as pesquisas da jornalista Diana Lima, é de grande importância “jamais repreender essas crianças diante de outras pessoas, conversando com elas em particular. Fazê-las participar das decisões familiares que as envolvem, por exemplo, é outra atitude de grande eficácia para harmonizá-las. Eventuais promessas devem ser cumpridas porque elas contam com isso. Quando não for possível realizá-las, devemos nos justificar, esclarecendo os motivos que nos impedem de cumpri-las”. Atividades como a prática de esportes, aulas de artes plásticas, dança, “ajudam-nas a preencher seu tempo e gastar suas energias”. A exemplo de todas as crianças, também precisam ser direcionadas por pais e educadores, que, segundo suas constatações “devem impor limites bem claros, delimitando deveres, obrigações e regalias”. As pesquisas da jornalista apontaram uma série de características que distinguem essas crianças: são contestadoras dos nossos hábitos e procedimentos familiares, quando neles não encontram lógica ou justificativa; apresentam inteligência social e espiritual acima da média; recusam-se a ser manipuladas ou mesmo coagidas a agir de determinada forma; geralmente são sinceras, honestas e leais, independente das normas sociais vigentes; seu sentimento de justiça é muito arraigado e reagem com energia quando sentem esses princípios contrariados; revelam, desde cedo, uma curiosidade e interesse por aprender fora do comum; incorporam características comportamentais masculinas e femininas,  o que, na idade adulta, as faz entender a sexualidade sem preconceitos”. Um dos temas favoritos de suas palestras, as crianças índigo representam, para a jornalista “a comprovação de que estamos muito perto de um mundo melhor, o que é uma grande consolação”.
Características – Para o doutor Egídio Vecchio, autor dos livros “Índigos, as crianças da nova era” e “Índigos, fantasias e segredos”, presidente da Escola Brasileira de Reiki e do Instituto Portal do Índigo, sediados em Porto Alegre, Estado do Rio Grande do Sul, onde reside, “existem cerca de 135 características próprias que distinguem os índigos”. Algumas se destacam, segundo Egidio: os índigos não apresentam tendências destrutivas; são alegres, pulam, brincam, cantam com freqüência; argumentam com facilidade; são amigos fiéis, conservam as amizades; perturbados, perdem a calma mas recuperam-se rapidamente em um terço do tempo de recuperação de crianças patológicas, com distúrbio de hiperatividade, por exemplo.  Bem orientados, desenvolvem excelente controle emocional; quando desejam alguma coisa em especial, insistem nela até o cansaço; expressam a gratidão com facilidade, que se espelha em seu olhar; são pacíficos; defensores da justiça, comprometem-se, por vezes, na defesa dos outros; são leais, expondo-se em favor dos colegas; não participam de brincadeiras agressivas dirigidas a professores ou colegas; aprendem rápido e se entendiam nas salas de aula, onde não conseguem se manter em silêncio; sofrem demais quando seus pais ou professores discutem, brigam ou passam por dificuldades: nessas horas difíceis o índigo se converte em um maravilhoso conselheiro e parceiro. Sentem que são diferentes dos outros; nem sempre aceitam os rituais impostos pela sociedade; absorvem informações e conhecimentos como verdadeiras esponjas; sentem-se, por vezes, como estranhos entre nós; não se submetem a ouvir passivamente aos sermões: ou se fecham ou se irritam e pedem para que parem de falar; cobram tudo aquilo que é prometido a eles, não desistem facilmente; bem-humorados, são irreverentes até consigo mesmos, sem faltar com o respeito; não aceitam instruções ou ordens descabidas e dizem com freqüência aos adultos: “vocês são estranhos”. Entre eles e as estrelas existe um elo misterioso: desde a infância são atraídos por elas.
Diversidade – O elenco da diversidade dos índigos, segundo o doutor Egídio, vai mais adiante, de acordo com o resultado de suas pesquisas. Por outro lado, o clínico procura desfazer alguns mitos, que, segundo faz questão de afirmar, “não são compatíveis com as crianças índigo”. Alguns desses mitos: atribuir a eles a condição de “salvadores da humanidade”; mesmo que apresentem inteligências bem desenvolvidas, não são “superdotados”; acreditar que são isentos de medo, culpa e sofrimento; imaginar que sabem todas as coisas, quando “por causa de sua inexperiência, podem errar”; afirmar que “podem ver a aura das pessoas”, quando sua condição de índigos não os torna, necessariamente, videntes. “À medida que o meu trabalho com os índigos foi se desenvolvendo, tive ocasião de comprovar que existem no mundo muitos deles já adultos e até idosos, que foram tomando consciência de sua identidade, aos quais chamamos de Humanos Tipo D, índigos evoluídos”. Espiritualista, Egidio está certo de que essas criaturas “constituem a expressão do mais alto grau de elevação da raça humana, por causa de milhões de anos de evolução genética, vista essa como um todo”. Afirma o estudioso que “as crianças índigo chegam com um duplo potencial humano: elas podem desenvolver rápida e assombrosamente seu potencial psicológico (se entendermos por tal o potencial mental, emocional e instintivo) e vivenciar, ao mesmo tempo, o potencial espiritual a partir de um incomum senso de justiça”. Dedicado à psicologia clínica, o doutor Egidio Vecchio atende crianças e adolescentes índigos, bem como orienta pais e professores no Portal do Índigo em Porto Alegre, no sentido de ajudá-los a conviver melhor com seus filhos e alunos, de modo que possam desenvolver, sem dificuldade, suas potencialidades tão especiais.
Os “índigos” são os progressistas a que se refere “A Gênese”. O livro “Obras Póstumas” (Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira), de Allan Kardec, também nos leva à mesma conclusão:
Para que na Terra sejam felizes os homens, preciso se faz que somente a povoem Espíritos bons, encarnados e desencarnados, que unicamente ao bem aspirem. Como já chegou esse tempo, uma grande emigração neste momento se opera entre os que a habitam. Os que praticam o mal pelo mal, alheios ao sentimento do bem, dela se verão excluídos, porque lhe acarretariam novamente perturbações e confusões que constituiriam obstáculo ao progresso. Irão expiar o seu endurecimento em mundos inferiores, aos quais levarão os conhecimentos que adquiriram, tendo por missão fazê-los adiantar-se. Substitui-los-ão na Terra Espíritos melhores que farão reinem entre si a justiça, a paz, a fraternidade.
Se as crianças índigo são esses espíritos melhores, só nos resta estender a elas todos os recursos ao nosso alcance – materiais, intelectuais e espirituais. Essa é a nossa contribuição para que a “Nova Jerusalém”, anunciada por João no  livro “Apocalipse” se instale, definitivamente, sobre a Terra.

SERVIÇO
Associação Brasileira dos Psicólogos Espíritas (ABRAPE): aabrape@terra.com.br. Butterfly Editora: www.flyed.com.br, flyed@flyed.com.br. Doreen Virtue: Hay House Publicity, P.O. Box 5100, Carlsbad, CA 92018-5100, www.angeltherapy.com. Diana Lima:  diana.doml@gmail.com. Egídio Vechio: Av. Montenegro,192 (Petrópolis) Porto Alegre/RS, CEP 90.460-160. Ercília Zilli: aabrape@terra.com.br. Valdeniza Sire Salvino: valdenizasavino@terra.com.br, Rua Força Pública, 22 (Santana), São Paulo/SP  CEP 02012-080.

Relação de artigos de Afonso Moreira Jr...

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AFONSO MOREIRA JR. é expositor e colaborador na "Federação Espírita do Estado de São Paulo", diretor responsável pelo "Grupo Espírita Geam", Rua Força Pública, 24 (Santana), São Paulo, SP. Telefone (11) 6221-1464, autor de obras paradidáticas e editor do Jornal dos Espíritos, e-mail afonsomoreirajr@jornaldosespiritos.com


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