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"A empresa
sorriso" (São Paulo: Butterfly Editora), de Floriano Serra. |
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Deus trabalha em sua empresa? |
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Que padrão de
relacionamento, que critérios de decisão e de promoção, que
nível de motivação, que qualidade de vida pode-se esperar de uma
cultura organizacional na qual não se cultiva a bondade, a
solidariedade, a fraternidade, o respeito e o amor ao próximo,
sentimentos básicos da espiritualidade?
Em muitas empresas, existem indivíduos que não acreditam em Deus
ou porque são ateus ou porque trabalham tanto pra ficarem ricos
que não têm tempo de pensar nessas coisas... E eles mal imaginam
que devem a esse Deus ignorado o privilégio do livre arbítrio –
ou seja, o direito que lhes dá até a opção de descrer d’Ele.
Começo a achar que esses indivíduos tendem a se tornar exceção
em muito pouco tempo. A cada dia que passa, ouço e leio
entrevistas de grandes empresários de sucesso, famosos
cientistas, artistas, governantes, líderes políticos,
esportistas vencedores e trabalhadores simples atestando a
crença n’Ele.
Para ficarmos apenas no campo corporativo, percebo que,
atualmente, muitas organizações começam seu dia de trabalho
reunindo seus empregados para, juntos, fazerem alguma forma de
oração, pedindo sabedoria e justiça nas decisões e harmonia nas
relações.
Por essas considerações, fico feliz quando tomo conhecimento de
depoimentos importantes, como o do biólogo americano Francis
Collins, um dos cientistas mais notáveis da atualidade. Diretor
do Projeto Genoma, Collins foi um dos responsáveis pelo
mapeamento do DNA humano, em 2001 e não esconde de ninguém que,
apesar do seu comprometimento com a ciência, não abre mão da fé
religiosa, razão pela qual é muito criticado no meio
científico.
Para reagir à ironia dos seus colegas cientistas, Collins lançou
recentemente nos Estados Unidos o livro “The Language of God” (A
Linguagem de Deus), no qual, em 300 páginas, narra como aos 27
anos deixou de ser ateu e como, ao converter-se ao cristianismo,
passou a enfrentar sérias dificuldades no seio da comunidade
acadêmica.
No seu livro e nas entrevistas, Collins defende aquilo que cada
vez mais se torna óbvio: ciência e religião não são
incompatíveis, mas sim complementares. Segundo ele, a ciência
deve permanecer em silêncio nos assuntos espirituais porque
estes transcendem a ela. Ele lança um questionamento: “Passo à
beira de um rio, vejo uma pessoa se afogando e decido ajudá-la,
mesmo pondo em risco minha própria vida. De onde vem esse
impulso, nunca explicado pela teoria da evolução?”.
Lembro que em São Paulo, há poucas semanas, um rapaz se jogou no
rio Tietê para salvar uma criança que ele nem conhecia. Também
recentemente, em Nova York, outro homem se jogou nos trilhos do
metrô para salvar um outro, que também não conhecia. De onde vem
esse impulso de incrível compaixão e solidariedade senão da
parte divina do ser humano, originada na crença num Deus de
bondade?
Em alguns empresas, em nome de paradigmas e valores no meu
entender equivocados e até ultrapassados, cria-se uma barreira
às condutas e manifestações espirituais, transformando o
ambiente de trabalho numa atividade exclusivamente física, como
se os profissionais fossem constituídos apenas de matéria
física. Nessas empresas, é tabu falar-se em Deus.
Posso estar enganado, mas essa postura insensível certamente se
reflete no modelo de gestão ali adotado pelos dirigentes e
certamente recomendado aos líderes. Uma pena... Que padrão de
relacionamento, que critérios de decisão e de promoção, que
nível de motivação, que qualidade de vida pode-se esperar de uma
cultura organizacional na qual não se cultiva a bondade, a
solidariedade, a fraternidade, o respeito e o amor ao próximo,
sentimentos básicos da espiritualidade?
Jamais podemos esquecer que, em qualquer empresa, o mesmo poder
que pode demitir é o mesmo que pode promover. O mesmo poder que
pode realizar sonhos é o mesmo que pode provocar pesadelos. O
mesmo que pode criar alegria e união na equipe é o mesmo que
pode gerar medo, tristeza e inimizades.
Certamente, a escolha de como usar o poder que lhe é concedido,
é do Líder, conforme a Visão, a Missão e os Valores da empresa a
que serve. Basta usar o mesmo livre arbítrio já citado. Mas,
atenção: a inspiração para essa escolha, se não estiver embasada
e iluminada pela crença em Deus, certamente correrá o risco de
apontar para o caminho da tirania, do egoísmo e da
insensibilidade.
Por essas e outras, até mesmo pela sobrevivência da organização,
convém que Deus trabalhe na sua empresa – como, graças a Deus
(desculpem o trocadilho...), trabalha na minha.
Com certeza Ele nunca será visto nem tocado pelos “colegas”. Não
importa. Importante é que os “colegas” sejam tocados por Ele, em
cada passo das suas atividades diárias. 
Ler outro artigo de Floriano
Serra:
A missão de todos
nós...
De que é feito o
coração do líder?...
Deus trabalha em
sua empresa?...
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COMENTÁRIOS SOBRE O ARTIGO:
DEUS TRABALHA EM
SUA EMPRESA? A matéria é muito interessante, pois trata
de algo que geralmente não é visto no dia-a-dia da
empresa, mas que se pensarmos em algo maior isso está
embutido em cada ser e nos resultados daquilo que
fazemos. Com "Ele" tudo é possível. Se você percebe que
cada atitude sua - seja com o trabalho que está
desenvolvendo, seja com o próximo - é importante e que
faz parte do todo, não só apenas da empresa, realmente
somos capazes de mudar o mundo. Seja isso através de um
bom dia, numa conversa com uma pessoa, em uma reunião,
etc... e isso vai muito além da ciência, do trabalho e
de qualquer outra coisa... isso vem "Dele", que está
sempre conosco. Se você procura atitudes melhores, terá
ajuda. Isso abrirá seu caminho... Alexandre Ribeiro de
Sá, São Paulo - SP
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Floriano
Serra
é
psicólogo,
autor dos livros
“A
Empresa sorriso”
e "A
Terceira Inteligência" (São Paulo: Editora Butterfly). É diretor de
RH e Qualidade de Vida da APSEN Farmacêutica, eleita em 2006, pelo terceiro
ano consecutivo "uma das Melhores Empresas para Trabalhar" e
"uma das Melhores Empresas para a Mulher Trabalhar" (revista
Exame, Fia e Época - Great place to work), e a segunda "Melhor
Empresa para Estagiar" (CIEE/ABRH/IBOPE).
É um dos 25 autores
brasileiros incluídos no livro “Gigantes da Motivação” (Editora
Landscape). |
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