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Porque (não) resistir ao tema e as “crianças índigo”?
Desejo compartilhar algumas reflexões a respeito de um tema tão
atual quanto urgente neste início do século 21: a chegada massiva ao
nosso planeta Terra, de seres humanos diferentes. Eles representam a
evolução da espécie humana e têm sido identificados na literatura e
na mídia, como crianças e adultos índigo.
Eu como psicóloga, escritora e estudiosa do assunto, sinto-me no
dever de tornar públicas tais reflexões e esclarecimentos devido a
novidade e ao caráter impactante do mesmo. Este tema tem causado
polêmica e principalmente, tem dado margem a informações distorcidas
e equivocadas, as quais acabam por gerar confusão e prestam um
desserviço a comunidade em geral.
Atualmente, é possível encontrar críticas acirradas e atitudes
exasperadas por parte de pessoas e de setores de nossa sociedade,
que demonstram grande resistência em relação ao assunto índigos. E,
nos perguntamos, por quê tanta resistência? E, em alguns casos,
tanta agressividade quando se trata deste tema? Muitas razões podem
ser levantadas, algumas fundamentadas em crenças e raízes culturais
tais como a religião, outras ligadas ao desconhecimento e a
informações distorcidas como já foi mencionando. Existem ainda
razões calcadas no preconceito e as razões de ordem, digamos,
científica. Entre todas estas razões, existe uma que se encontra por
detrás de todas elas e na qual acreditamos fortemente, trata-se do
medo. O medo, esta emoção tão primária, esse instinto ligado a auto-preservação e a sobrevivência, que assume diferentes graus e
formas de manifestação, está na origem de tanta agitação e
exacerbação em torno do tema.
Para tratar de tal assunto, tendo em vista a relevância que de fato
ele tem para todos nós, do ponto de vista evolutivo, convido o
leitor a vestir neste momento, as vestes do cientista e a encarnar o
espírito científico verdadeiro. Trata-se daquele espírito, e da
atitude deste decorrente, que se abre permanentemente ao
desconhecido e que não exige ver para crer mas sim, crê e por isso
torna-se cada vez mais, capaz de ver mais, de empreender em
busca de respostas, de se recriar permanentemente, de nascer e
renascer dia após dia, de caminhar no escuro. Atitude que só é
possível quando se está consciente de que é próprio da ciência a impermanência, a transformação contínua. O verdadeiro cientista é
aquele que busca a expansão da consciência como condição essencial
para exercer seu ofício de forma ética. Ele não se aferra a nenhuma
crença, idéia ou resultado e nunca conclui alguma coisa. O cientista
caminha sempre em busca de respostas mais satisfatórias e mais
próximas para dar conta dos fenômenos do mundo físico e também do
mundo metafísico. Caso o cientista se agarre a alguma idéia, crença
ou resultado ele estará assumindo um estado de cegueira parcial ou
mesmo absoluta e abrindo mão de sua condição de cientista. Estará
fugindo de assumir o alto grau de responsabilidade envolvido nesta
função. Inúmeros cientistas estão em acordo que as teorias
científicas possuem tal qual os icebergs, uma enorme zona imersa,
que não é científica, mas que é indispensável para o desenvolvimento
da ciência. Sendo esta justamente a zona cega da ciência que crê que
a teoria reflete o real. Conforme bem ressalta Edgar Morin, o
próprio da cientificidade não é refletir o real, mas traduzi-lo em
teorias mutáveis e refutáveis. Ao mesmo tempo em que as teorias
científicas dão forma, ordem e organização aos dados verificados nos
quais se baseiam, novos meios de observação ou de experimentação ou
um novo olhar, fazem surgir dados desconhecidos, invisíveis. A
partir daí as teorias deixam de ser adequadas e se não for possível
alargá-las, é necessário inventar outras novas, salienta Morin, em
seu livro “Ciência com consciência”. Concordamos com ele quando
afirma e ao mesmo tempo constata que a evolução do conhecimento
científico não é unicamente de crescimento e de extensão do saber. É
também de transformações, de rupturas, de passagem de uma teoria
para outra. As teorias científicas são mortais, e são mortais por
serem científicas, de acordo com a visão de Popper. Ora, o tempo do
conhecimento científico como algo certo, absoluto e capaz de fazer
predições concretas e oferecer certezas já caducou, se esgotou
juntamente com a visão ou paradigma que lhe deu origem, ou seja, a
visão mecanicista. Dito isso, podemos prosseguir propondo que se
reflita sobre o que mais nos atemoriza nesta existência terrena,
numa escala de prioridades? Arrisco como resposta que seja a morte.
O medo de morrer é provavelmente o medo mais intenso e que assume
maiores proporções no imaginário e também no dia a dia de cada ser
humano minimamente consciente. A morte que pode significar num
primeiro olhar a morte física mesmo e deve ser considerada também e
principalmente, a morte simbólica na medida em que perdemos nossos
referenciais dados por nossas certezas, nossas verdades absolutas
baseadas em nossas crenças mais do que em valores, propriamente
ditos. Quando falamos de evolução humana, está implícito um processo
de incontáveis mortes e renascimentos. Nós morremos muitas vezes em
vida, justamente para dar espaço a mais vida em nós, seja do ponto
de vista de nosso corpo físico, de nossa fisiologia ou seja do ponto
de vista de nossa mente e de nosso espírito. Somos seres mutantes da
mesma forma que a ciência é algo em permanente construção, criação e
recriação. E, da mesma forma isso ocorre no mundo natural, em nosso
planeta e no cosmos. Pois bem, quando falamos que as crianças e
novas gerações que estão vindo modificadas em seu DNA, com
características físicas, psicológicas e espirituais diferentes, mais
evoluídas estão chegando em um número cada vez mais expressivo com a
missão de promover, de provocar a transformação e a evolução da
sociedade humana, é compreensível que todo esse potencial de
mudança, cause um frio na espinha de muita gente, porque o ser humano
não gosta de mudar. O ser humano detesta conviver com a idéia de
mudança constante mesmo que sua inteligência lhe diga que essa é sua
realidade mais evidente, mesmo que a ciência criada por ele próprio,
lhe apresente cada vez mais provas contundentes desta sua natureza
mutante. A mudança é sempre vivenciada com muita dor e simplesmente
a sua antecipação por meio de notícias e de fatos como a chegada das
gerações índigo, é motivo de reações fortes e até radicais
orquestradas mais pela parte biológica ou animal que constitui o ser
humano, do que por sua porção psicosocioespiritual. O medo é uma
emoção primitiva e de baixa vibração que foi, digamos, instalada em
nós desde pequenos, geração após geração, visando o controle de
nosso comportamento, não tenhamos dúvida a respeito disso. Essa
emoção está na base de todos os sistemas de poder que se utilizam do
controle e da manipulação. Quanto menos evoluída uma população, mais
medrosa, mais sujeita a se assustar com o desconhecido e a temer
aquilo que não se encaixa em seus modelos mentais. Por modelos
mentais podemos entender, de forma simplificada, como sendo as
lentes que dirigem nossa percepção acerca daquilo que chamamos
realidade. Essas lentes são formadas por conjuntos de crenças e de
pressupostos básicos inconscientes que por serem inconscientes são
justamente tão poderosos. O contrario dessa posição portanto, é a
consciência em expansão que nos dá amplitude e flexibilidade de
percepção que por sua vez nos permite acessar cada vez mais elevados
níveis de realidade. O filme “Somos nós” ilustra perfeitamente o que
estamos afirmando aqui.
A
ciência moderna ligou-se à ideologia burguesa e capitalista e a sua
vontade de dominar o mundo e controlar o meio ambiente. Nisto, ela
foi perfeitamente eficaz permitindo a burguesia dominar econômica,
política, colonial e militarmente o planeta. Como afirma Gerard Fourez, filósofo, matemático e doutor em física. Durante séculos
sentiu-se a eficácia desse método e os seus sucessos serviram de
base a ideologias do progresso. Até hoje a população se beneficia de
um bem estar econômico com o qual não poderiam sonhar há muitos anos
atrás. Entretanto, também somos obrigados a constatar que a ciência
não é de modo algum eficaz para resolver as grandes questões éticas
e sociopolíticas da humanidade, mais do que isso muitos atribuem a
ela um papel no estabelecimento das desigualdades e injustiças
mundiais. Deparamos assim mais uma vez com os limites da visão e dos
ditos avanços técnico-científicos. Mas, além do medo do desconhecido
que implica ter que olhar para dentro de si mesmo e rever valores,
estilo de vida, buscando por um sentido mais profundo e duradouro,
perene para a existência para o conjunto de nossos atos em vida,
encontramos um outro medo terrível daqueles que constituem a
sociedade burguesa e capitalista dominante. Trata-se do medo de
perder o poder e controle sobre seus dominados. O que implicaria
perder certezas de ordem econômica e financeira. Perder dinheiro,
muito dinheiro em decorrência de perder o controle de muitas, de
milhares de mentes dominadas guiando corpos dóceis, como disse
Foucalt, é algo tremendamente assustador para muita gente, para
muitos grupos de interesses e categorias profissionais.
Afinal, fala-se que os índigos, rótulo que não desejamos que se
transforme em uma máscara ou pior num estigma para essas novas
gerações, estão vindo diferentes por exemplo, no sentido de não
reconhecerem o medo e portanto não serem passíveis de intimidação ou
de controle. Grande perigo, percebem? Perigo de uma revolução dirão
alguns mais afoitos.Como iremos dominar seres que não sentem medo?!
Como vamos fazer com que continuem acreditando nos valores que temos
lhe imposto durante tantos anos por meio da propaganda, da mídia, de
nosso sistema educacional, nossos dogmas e religiões, de nosso
sistema de saúde - que se baseia mais na valorização das doenças e
que trata sempre partindo do princípio de que medicar é preciso,
pactuando com o poderio absurdo da indústria farmacêutica?!
O
medo transforma-se em pânico e o pânico gera atitudes visivelmente
transtornadas e desesperadas. Não é a toa que estamos assistindo a
uma verdadeira epidemia de crianças, jovens e agora de adultos
rotulados de DDA (distúrbio de déficit de atenção) e de DDAH
(distúrbio de déficit de atenção com hiperatividade), de
bipolaridade, de crianças problemas. Na verdade, os rótulos são
tentativas da ciência de fragmentar, catalogar e assim poder
controlar por meio da supressão dos sintomas. Nem estamos falando de
cura. É evidente aqui, que faço uma ressalva importante para a
necessidade de que profissionais competentes avaliem e façam um
diagnóstico diferencial. Mas, por enquanto ainda é pequeno o número
de profissionais, médicos, psicólogos, pedagogos que se dispuseram a
encarar um estudo mais atento e profundo, sem preconceitos, a este
tema tão desafiador. É compreensível, a atitude de desprezo pelo
tema ou de crítica acirrada e agressiva é pertinente a um
determinado estágio de nossa história evolutiva e se repete a cada
ciclo no exato momento onde estamos prestes a dar um salto quântico
e passarmos para um patamar mais elevado de consciência.
Nossa história está repleta de temas que foram tabu durante muito
tempo e que depois foram necessariamente assimilados por toda a
sociedade, uma vez que diante da natureza e da força de suas
manifestações teremos que nos curvar em um dado momento. Seres mais
evoluídos estão chegando em número cada vez maior, eles são seres
imbuídos de um nível de consciência mais expandido, de uma
espiritualidade mais acentuada, de dons e talentos mais
desenvolvidos, são amorosos, inquietos por natureza, são rompedores
de sistemas, vieram para isso, questionar, romper padrões
estabelecidos, perguntar o porquê de tudo, olhar bem no fundo dos
olhos e dizer com absoluta sinceridade, a verdade, simplesmente a
verdade que eles captam com todos os seus sentidos bem ativados. Eles são
altamente intuitivos e telepáticos, têm uma profunda noção de que
vieram cumprir uma missão importante aqui, mas não suportam ser
controlados, dominados, detestam receber ordens, não aceitam o não
sem argumentação inteligente, sábia e razoável. Eles têm boa índole,
são carinhosos, muito inteligentes intelectualmente e
espiritualmente. São muito, muito sensíveis, espiritualistas,
respeitando todas as crenças e religiões.
Muita confusão tem sido feita com diferentes distúrbios e déficits,
o que é lamentável, pois tratar os índigos equivocadamente com
remédios como a Ritalina (metilfenidato) e anti-depressivos, pode
simplesmente matar seus maiores dons, afetando todos o seu campo
energético, inibindo e atrofiando certos potenciais, sufocando sua
criatividade, vale dizer sua alma e domesticando seus sentidos e seu
corpo. Temos uma imensa responsabilidade diante destas novas
gerações que precisam fundamentalmente que sejamos todos cientistas
de uma nova época, com espíritos aberto seja como pais, como
educadores ou como governantes no sentido de nos dedicarmos a
conhecer e pesquisar mais e mais sobre o tema visando produzir de
fato conhecimento e sabedoria que possa ser aplicada para receber
adequadamente essas gerações, apoiar e facilitar seu desenvolvimento
e favorecer a manifestação dos potenciais maravilhosos que nos
trazem. Temos muito que aprender com eles. Eles não são seres
melhores ou superiores a ninguém, também não são erros da natureza,
são apenas diferentes. E suas características diferentes têm uma
razão de ser: cumprir uma missão específica, romper padrões, rever
valores e crenças caducos e impeditivos de uma evolução e ativar a
mudança necessária para criarmos um mundo mais justo, amoroso e
pacífico.
Se esta é a missão como poderiam vir seres com características que
não estas que estamos vendo? Já ouvi comentários de pessoas que
soaram quase como um alerta para mim: olhe bem, existem índigos que
vem com aparência de índigos, mas que não são índigos! Bem, então eu
respondo, sim isso é perfeitamente possível, uma vez que todos nós
fazemos parte de um processo evolutivo bem dinâmico e rico, devemos
portanto estarmos atentos e abertos a identificar estas diferenças e
a lidarmos com elas. Porém eu também aproveito para enfatizar que
estes seres referidos têm algumas características semelhantes aos
índigos e não são índigos, então que fique claro: eles não são
índigos! São seres humanos que possuem diferenças bem
significativas, passíveis de identificação pelos que estudam o tema
e se dedicam a pesquisa com seriedade, com espírito científico
verdadeiro e, portanto, de forma ética acima de tudo.
Por que
estamos em meio a uma etapa crítica de nossa evolução é que tantas
pessoas resistem ao novo, pois já estão sendo sacudidas por
suficientes mudanças e exigências, e não conseguem assimilar mais
novidades. Estas pessoas e grupos já guardam suficientes marcas de
sofrimentos, de dores em sua trajetória. Por isso estão
traumatizadas pelo fantasma do medo e querem afastar tudo que sugira
abalar algumas poucas certezas que ainda lhes restam.
Mas, é pelo mesmo motivo que uma outra parcela cada vez mais numerosa da
população da Terra, ao mesmo tempo que reconhece a eficácia e a
performance da ciência se recusa a reduzir a ela sua visão de
mundo.
Ricardo Semler, um adulto índigo, ou se quisermos, apenas um adulto
representante destas novas gerações de consciência expandida, tem
mostrado de forma ímpar ao mundo, a que vieram estas gerações. Ele
afirma o seguinte, em seu livro “Você está louco”: a vida que já
vivi me levou a constatar que as respostas-padrão servem à
manutenção da ordem existente. Servem para criar a sensação de
controle, de ordem, de disciplina. São como as senhas, como o ato de
fazer crianças decorarem tabelas periódicas e outras informações que
nunca usarão. E são esses mecanismos antropológicos de conservação
que impedem a mudança acelerada da sociedade.
Provavelmente uma boa coisa, já que as pessoas lidam mal com o
excesso de novidades. A velocidade de assimilação não se compara com
a do avanço da tecnologia. E esse descompasso gera o mal estar –
lembra um ditado árabe que a alma viaja a camelo. Ou seja, não
adianta correr com a tecnologia, os humanos demoram mesmo para
acompanhar.
Vivemos em um mundo predominantemente de terceira dimensão onde
prevalece a polaridade bem e mal, certo e errado, dia e noite,
claro e escuro... Estamos evoluindo para a quarta dimensão onde com
a consciência expandida nos levará a perceber esta realidade de
outra forma, com mais distanciamento assim como acessaremos outros
níveis de realidade existentes e possíveis e, seremos capazes de
unificar, de reunir aquilo que nesta dimensão temos necessidade de
separar para tentar explicar e compreender. Somos humanos, temos
limitações, somos passíveis de erros porém não devemos persistir em
alguns erros que nossa história já nos mostrou serem deveras
perigosos a nossa sobrevivência.
Portanto cuidemos de nossas novas gerações, com todo o respeito, com
o amor que eles merecem.
Questionar e perguntar-se sempre, mas ignorar, recusar-se a ver, a
encarar de frente, a se dispor a aprender é um erro fatal, não apenas
para uns, mas para todos nós.
As novas gerações, não importando com que nome vamos nos referir a
elas, são o potencial que ansiamos para criar o céu na terra, um
mundo de paz e harmonia. Não desperdicemos essa verdadeira dádiva
que nos está sendo proporcionada pela vida e por seus mistérios, os
quais continuarão sendo mistérios até que provem o contrário... 
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