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"A nova geração: A visão
espírita sobre crianças índigo e cristal", de Divaldo
Pereira Franco com Vanessa Anseloni, páginas 192, formato:
14X21. Divaldo Pereira Franco traz, nesta obra, publicada em
texto bilíngüe, esclarecimentos sobre uma nova geração de
espíritos reencarnantes: as crianças índigo e cristal, suas
diferenças, tipos e comportamentos, intercaladas por
histórias verídicas de sua experiência pessoal.
A obra traz observações a respeito de como lidar, educar e
entender esses seres que serão responsáveis pela grande
transição de um mundo de guerras e sofrimentos para um mundo
mais fraterno e pacífico.
Vanessa Anseloni, em sincronia com as idéias de Divaldo,
traz informações relevantes e complementares das áreas da
neurociência, psicologia e do Espiritismo.
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DIVALDO e as crianças índigo |
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Índigos
apresentam um comportamento sui generis |
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DIVALDO
PEREIRA FRANCO |
Entrevista de
Divaldo Pereira Franco ao Programa Televisivo O Espiritismo
Responde, da União Regional Espírita – 7ª Região, Maringá, em 21
de março de 2007.
Um de seus mais recentes livros
publicados tem por título “A Nova Geração: A visão Espírita
sobre as crianças índigo e cristal”. Quem são as crianças índigo
e cristal?
Desde os anos 70, aproximadamente, psicólogos, psicoterapeutas e pedagogos começaram a notar a presença de uma
geração estranha, muito peculiar.
Tratava-se de crianças rebeldes, hiperativas que foram
imediatamente catalogadas como crianças patologicamente
necessitadas de apoio médico. Mais tarde, com as observações de
outros psicólogos chegou-se à conclusão de que se trata de uma
nova geração. Uma geração espiritual e especial, para este
momento de grande transição de mundo de provas e de expiações
que irá alcançar o nível de mundo de regeneração.
As crianças índigo são assim chamadas porque possuem uma aura na
tonalidade azul, aquela tonalidade índigo dos blue jeans
(doutora Nancy Ann Tape).
O índigo é uma planta da Índia (indigofera tinctoria), da qual
se extrai essa coloração que se aplicava em calças e hoje nas
roupas em geral. Essas crianças índigo sempre apresentam um
comportamento sui generis.
Desde cedo demonstram estar conscientes de que pertencem a uma
geração especial. São crianças portadoras de alto nível de
inteligência, e que, posteriormente, foram classificadas em
quatro grupos: artistas, humanistas, conceituais e
interdimensionais ou transdimensionais.
As crianças cristal são aquelas que apresentam uma aura
alvinitente, razão pela qual passaram a ser denominadas dessa
maneira.
A partir dos anos 80, ei-las reencarnando-se em massa, o que tem
exigido uma necessária mudança de padrões metodológicos na
pedagogia, uma nova psicoterapia a fim de serem atendidas, desde
que serão as continuadoras do desenvolvimento intelecto-moral da
Humanidade.
Essas crianças não poderiam ser confundidas com as
portadoras de transtornos da personalidade, de comportamento,
distúrbios da atenção? Como identificá-las com segurança?
Essa é uma grande dificuldade que os psicólogos
têm experimentado, porque normalmente existem as crianças que
são portadoras de transtornos da personalidade (DDA) e aquelas
que, além dos transtornos da aprendizagem, são também
hiperativas (DTAH), mas os estudiosos classificaram em 10 itens
as características de uma criança índigo, assim como de uma
criança cristal.
A criança índigo tem absoluta consciência daquilo que está
fazendo, é rebelde por temperamento, não fica em fila, não é
capaz de permanecer sentada durante um determinado período, não
teme ameaças...
Não é possível com essas crianças fazermos certos tipos de
chantagem. É necessário dialogar, falar com naturalidade,
conviver e amá-las.
Para tanto, os especialistas elegem como métodos educacionais
algumas das propostas da doutora Maria Montessori, que criou, em
Roma, no ano de 1907, a sua célebre Casa dei Bambini, assim como
as notáveis contribuições pedagógicas do doutor Rudolf Steiner.
Steiner é o criador da antroposofia. Ele apresentou, em
Stuttgart, na Alemanha, os seus métodos pedagógicos, a partir de
1919, que foram chamados Waldorf.
A partir daquela época, os métodos Waldorf começaram a ser
aplicados em diversos países. Em que consistem? Amor à criança.
A criança não é um adulto em miniatura. É um ser que está sendo
formado, que merece o nosso melhor carinho. A criança não é
objeto de exibição, e deve ser tratada como criança. Sem
pieguismo, mas também sem exigências acima do seu nível
intelectual.
Então, essas crianças esperam encontrar uma visão diferenciada,
porque, ao serem matriculadas em escolas convencionais,
tornam-se quase insuportáveis. São tidas como DDA ou DTAH. São
as crianças com déficit de atenção e hiperativas. Nesse caso, os
médicos vêm recomendando, principalmente nos Estados Unidos e na
Europa, a Ritalina, uma droga profundamente perturbadora. É
chamada a droga da obediência.
A criança fica acessível, sim, mas ela perde a espontaneidade. O
seu cérebro carregado da substância química, quando essa criança
atinge a adolescência, certamente irá ter necessidade de outro
tipo de droga, derrapando na drogadição.
Daí é necessário muito cuidado.
Os pais, em casa (como normalmente os pais quase nunca estão em
casa e suas crianças são cuidadas por pessoas remuneradas que
lhes dão informações, nem sempre corretas) deverão observar a
conduta dos filhos, evitar punições quando errem, ao mesmo tempo
colocando limites. Qualquer tipo de agressividade torna-as
rebeldes, o que pode levar algumas a se tornar criminosos
seriais. Os estudos generalizados demonstram que algumas delas
têm pendores artísticos especiais, enquanto outras são
portadoras de grandes sentimentos humanistas, outras mais são
emocionais e outras ainda são portadoras de natureza
transcendental.
Aquelas transcendentais, provavelmente serão os grandes e nobres
governantes da Humanidade no futuro.
As artísticas vêm trazer uma visão diferenciada a respeito do
Mundo, da arte, da beleza. Qualquer tipo de punição provoca-lhes
ressentimento, amargura que podem levar à violência, à
perversidade.
Você se referiu às características mentais,
emocionais dessas crianças. Elas têm alguma característica
física própria? Você tem informação se o DNA delas é diferente?
Ainda não se tem, que eu saiba, uma
especificação sobre ela, no que diz respeito ao DNA, mas
acredita-se que, através de gerações sucessivas, haverá uma
mudança profunda nos genes, a fim de poderem ampliar o neocórtex,
oferecendo-lhe mais amplas e mais complexas faculdades.
Tratando-se de Espíritos de uma outra dimensão, é como se
ficassem enjauladas na nossa aparelhagem cerebral, não
encontrando correspondentes próprios para expressar-se. Através
das gerações sucessivas, o perispírito irá modelar-lhes o
cérebro, tornando-o ainda mais privilegiado.
Como o nosso cérebro de hoje é um edifício de três andares,
desde a parte réptil, à mamífera e ao neocórtex que é a área
superior, as emoções dessas crianças irão criar uma parte mais
nobre, acredito, para propiciar-lhes a capacidade de
comunicar-se psiquicamente, vivenciando a intuição.
Características físicas existem, sim, algumas. Os estudiosos
especializados na área, dizem que as crianças cristal têm os
olhos maiores, possuem a capacidade para observar o mundo com
profundidade, dirigindo-se às pessoas com certa altivez e até
com certo atrevimento... Têm dificuldade em falar com rapidez,
demorando-se para consegui-lo a partir dos 3 ou dos 4 anos.
Entendemos a ocorrência, considerando-se que, vindo de uma
dimensão em que a verbalização é diferente, primeiro têm que
ouvir muito para criar o vocabulário e poderem comunicar-se
conosco. Então, são essas observações iniciais que estão sendo
debatidas pelos pedagogos.
Com que objetivo estão reencarnando na Terra?
Allan Kardec, com a sabedoria que lhe era
peculiar, no último capítulo do livro "A Gênese", refere-se à
nova geração que viria de uma outra dimensão. Da mesma forma que
no tempo do Pithecanthropus erectus vieram os denominados
Exilados de Capela ou de onde quer que seja, porque há muita
resistência de alguns estudiosos a respeito dessa tese, a
verdade é que vieram muitos Espíritos de uma outra dimensão.
Foram eles que produziram a grande transição, denominada por
Darwin como o Elo Perdido, porque aqueles Espíritos que vieram
de uma dimensão superior traziam o perispírito já formado e
plasmaram, nas gerações imediatas, o nosso biótipo, o corpo,
conforme o conhecemos. Logo depois, cumprida a tarefa na Terra,
retornaram aos seus lares, como diz a Bíblia, ao referir-se ao
anjo que se rebelara contra Deus – Lúcifer.
Na atualidade, esses lucíferes voltaram. Somente que, neste
outro grande momento, estão vindo de Alcione, uma estrela de
terceira grandeza do grupo das plêiades, constituídas por sete
estrelas, conhecidas pelos gregos, pelos chineses antigos e que
fazem parte da Constelação de Touro.
Esses Espíritos vêm agora em uma missão muito diferente dos
capelinos.
É claro que nem todos serão bons. Todos os índigos apresentarão
altos níveis intelectuais, mas os cristais serão, ao mesmo
tempo, intelectualizados e moralmente elevados.
Já que eles estão chegando há cerca de 20, 30 anos,
nós temos aí uma juventude que já está fazendo diferença no
Mundo?
Acredito que sim. Podemos observar, por
exemplo, e a imprensa está mostrando, nesse momento, gênios
precoces, como o jovem americano Jay Greenberg considerado como
o novo Mozart. Ele começou a compor aos quatro anos de idade.
Aos seis anos, compôs a sua sinfonia. Já compôs cinco.
Recentemente, foi acompanhar a gravação de uma das suas
sinfonias pela Orquestra Sinfônica de Londres para observar se
não adulteravam qualquer coisa.
O que é fascinante neste jovem, é que ele não compõe apenas a
partitura central, mas todos os instrumentos, e quando lhe
perguntam como é possível, ele responde: “Eu não faço nenhum
esforço, está tudo na minha mente”.
Durante as aulas de matemática, ele compõe música. A matemática
não lhe interessa e nem uma outra doutrina qualquer. É mais
curioso ainda, quando afirma que o seu cérebro possui três
canais de músicas diferentes. Ele ouve simultaneamente todas,
sem nenhuma perturbação. Concluo que não é da nossa geração, mas
que veio de outra dimensão.
Não somente ele, mas muitos outros, que têm chamado a atenção
dos estudiosos. No México, um menino de seis anos dá aulas a
professores de Medicina e assim por diante... Fora aqueles que
estão perdidos no anonimato.
O que você diria aos pais que se encontram diante de
filhos que apresentam essas características?
Os técnicos dizem que é uma grande honra tê-los
e um grande desafio, porque são crianças difíceis no tratamento
diário. São afetuosas, mas tecnicamente rebeldes. Serão
conquistadas pela ternura. São crianças um pouco destrutivas,
mas não por perversidade, e sim por curiosidade.
Como vêm de uma dimensão onde os objetos não são familiares,
quando vêem alguma coisa diferente, algum objeto, arrebentam-no
para poder olhar-lhes a estrutura.
São crianças que devemos educar apelando para a lógica, o bom
tom.
A criança deve ser orientada, esclarecida, repetidas vezes.
Voltarmos aos dias da educação doméstica, quando nossas mães nos
colocavam no colo, falavam conosco, ensinavam-nos a orar,
orientavam-nos nas boas maneiras, nas técnicas de uma vida
saudável, nos falavam de ternura e nos tornavam o coração muito
doce, são os métodos para tratar as modernas crianças, todas
elas, índigo, cristal ou não.

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