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"A nova geração: A visão
espírita sobre crianças índigo e cristal", de Divaldo
Pereira Franco com Vanessa Anseloni, páginas 192, formato:
14X21. Divaldo Pereira Franco traz, nesta obra, publicada em
texto bilíngüe, esclarecimentos sobre uma nova geração de
espíritos reencarnantes: as crianças índigo e cristal, suas
diferenças, tipos e comportamentos, intercaladas por
histórias verídicas de sua experiência pessoal.
A obra traz observações a respeito de como lidar, educar e
entender esses seres que serão responsáveis pela grande
transição de um mundo de guerras e sofrimentos para um mundo
mais fraterno e pacífico.
Vanessa Anseloni, em sincronia com as idéias de Divaldo,
traz informações relevantes e complementares das áreas da
neurociência, psicologia e do Espiritismo.
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MISTIFICAÇÃO e
mediunidade |
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“Não vá atrás
de pessoas que dizem: você é médium!" |
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DIVALDO
PEREIRA FRANCO |
Não vamos atrás dessas pessoas que
dizem: você é médium! Tudo isso é mistificação. Como a pessoa
pode saber se a outra é médium? Não tem nenhum sinal exterior.
Tudo isso é fantasia. Precisamos acabar com muita fantasia e
muita mistificação que anda denegrindo o bom nome da mediunidade
e do Espiritismo. A pessoa vira para nós e nos diz: "Você tem
tanto número de obsessores". Como contou? Ou dizem:" Você tem
três obsessores". Como é que sabe? Está no ônibus, na rua olha
para nós e dizem que estamos muito carregados. Como é que sabe?
São fantasias de pessoas supersticiosas e astutas para nos
impressionarem. E o pior é que alguns de nós adoramos essas
pessoas. A Doutrina nos ensina corretamente e nós não gostamos.
Mas a essas fantasias nós damos guarida. Não há sinais
exteriores de mediunidade. Só a pessoa é que sabe se é ou se não
é médium. Se sente a presença dos espíritos, é médium. Se não
sente, não é médium. As vezes me perguntam: "Eu sou médium?"
Então respondo que não sei. A verdade é que algumas pessoas com
astúcia, levam tudo para o campo da mediunidade. Dizem que
sofrem muita dor de cabeça. Mas pode ser uma enxaqueca, um
problema orgânico qualquer. Temos corpo e por isso há problemas
orgânicos que nada tem há ver com mediunidade ou com obsessão.
No entanto, muita gente por precipitação e ignorância espírita,
dizem que se trata de mediunidade e tem que desenvolver.
Desenvolva o que for, mas se tiver um problema orgânico
continuará a ter dor de cabeça. Afinal, médium também tem dor de
cabeça... Chico Xavier tinha dor de cabeça de chorar. Ivone
Pereira tinha dor de cabeça ao ponto de desmaiar. Nada há ver
com mediunidade. Era uma disfunção orgânica. Vai ao médico, toma
remédio e fica bom. Necessitamos usar o bom-senso para acabar
com essas fraudes. Quanta gente decepcionada com a mediunidade
porque no começo acredita nessas pessoas, se deixa envolver e
mais tarde constata com um analgésico – que não afasta
obsessores – que era um fenômeno do corpo. Isso não quer dizer
que os espíritos obsessores, a seu turno, não nos provoquem essa
sensação. Há sensações de dor de cabeça que são de natureza
mediúnica. Mas isso não quer dizer que todas as sensações sejam
sinal de mediunidade. Portanto, não nos deixemos ludibriar pelos
astutos.
Cuidados com os Super-Médiuns
Assim, quando alguém nos disser que temos tanto número de
obsessores, perguntemos como é que ela sabe. Como viu. Ninguém
vê obsessor assim. Há muita fantasia na vidência. Tenho ouvido
coisas de estarrecer. Pessoas que ficaram super-médiuns da noite
para o dia. Pergunto-me a quem a pessoa quer enganar... Só pode
ser a si mesma! Os espíritos estão noutra dimensão. A visão é
muito etérea. Tenho ouvido as pessoas dizerem que espírito tal
fica comigo várias horas. Isso se dá porque são espíritos do
mesmo nível. É um espírito inferior. Pode ser a mais elevada
cultura da Terra, mas não é moralizada. É um espírito inferior
desocupado. Outros dizem que viram um número tal de espíritos.
Mas eles não ficam parados para que fotografemos. Eles aparecem
como flash, como relâmpagos que a pessoa percebe-os ou não. Mas
não dá tempo para contar um, dois, três, quatro, cinco, seis,
sete, oito, nove, dez... Então devemos acabar com essas
fantasias de ser médium em ponto de ônibus, em festas...
Vulgarização da mediunidade
Devemos dar a mediunidade uma dignidade, pois está tão
barateada, tão vulgar. E a medida que a televisão vai
popularizando, o fenômeno vai ficando tão ridículo. Perdendo as
características de nobreza, de sensatez, de pudor, que deve
revestir a mediunidade.Do contrário, seremos em breve, um bando
de pessoas esquisitas, aderindo às posturas ridículas de
perturbações, de esquisitices, a ponto de se dizer que a
mediunidade tem um grande contingente homossexual. Isso são
teorias psicopatas, de pessoas aturdidas. Os grandes médiuns da
humanidade, na área masculina ou feminina, foram de uma
sexualidade muito bem organizada. Os que têm distúrbios de
comportamento estão nas mãos dos obsessores. Entraram em
sintonia. Não é um problema da mediunidade. É um problema de
comportamento moral. Isso é uma área de dignidade humana. A
mediunidade, pelo contrário, exige um alto comportamento ético.
Assim, não nos deixemos ludibriar pelas novidades e observemos
Allan Kardec.
Como ajudar aqueles que estão com problemas espirituais?
Dizer ao obsedado que está sob injunção da obsessão. Nada de
panos quentes, de medos, mistérios para que ele não venha a
saber. Muita gente não deseja que ele saiba, mas eles não podem
tomar o remédio por eles. Alegam que eles não acreditam. Então,
sendo assim, ficarão perturbados até acreditar. Não há pressa.
Nós não devemos ter a preocupação de fazer que os outros
acreditem, pois eles irão morrer um dia e passarão a crer.
Devemos ser leais com o obsedado dizendo-lhe que está sob
influenciação inferior e, na condição de terapeutas, digamos-lhe
o que deve fazer. Mas que deve fazer se desejar fazer. A pessoa
não querendo ficar boa, não iremos ficar bons por elas. Cada
qual tem que resolver o seu problema. A nossa conduta é ser
coerente. Despertar o paciente dizendo-lhe o que deve realizar
para alcançar a libertação e não nos envolvermos
emocionalmente, pois a dívida é dele. Agir com o intelecto. A
nossa emoção e o amor ajudam. Mas a dívida é da pessoa”.
Médium completo
Cada tipo de mediunidade é uma especificidade. Daí também
ninguém ser o médium total em ter todas as faculdades. Isso é
fantasia. Tem sim, pródromos. Quando a mediunidade começa, ela
tem uma polivalência de fenômenos. Então os mentores e técnicos
da mediunidade do mundo espiritual, elegem um tipo especial que
lhe constitui a qualidade específica. As outras faculdades ficam
em plano secundário como equipamento de ajuda do próprio médium.
Chico Xavier tinha como sua mediunidade a psicografia, pois
veio com a tarefa do livro. A clarividência, os fenômenos
físicos, os fenômenos terapêuticos eram acessórios. Ele, por
sabedoria, dedicou a vida à psicografia. Mas ele via, ouvia, mas
não faziam parte do seu programa iluminativo. Ninguém pode ser
detentor de tudo. Daí a especificidade, a qualificação ser uma
exigência em todos os campos da vida. Na mediunidade também.
(fonte: Seminário "Segurança mediúnica 2")

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Este texto foi transcrito de fitas de áudio
publicadas pela Livraria e Editora Alvorada e que
não mais são editadas. São seminários e estudos sob
a orientação do médium baiano Divaldo Pereira
Franco. Não obstante o respeito de que é merecedor o
nobre conferencista, a intenção da redação é apenas
trazer esclarecimentos e orientações contidos no
material de pesquisa, longe de qualquer sentimento
de personificar ou idolatrar, pois entendemos que “a
orientação das atividades espíritas vigora na
própria Doutrina Espírita e não no arbítrio dos
amigos desencarnados ou encarnados, mesmo aqueles
que testemunhem elevada condição.” Guilherme
Henrique Coutinho Conrado Dantas, responsável pelo
boletim "O Verbo", do Grupo Espírita Laura Amazonas,
de Aracajú (SE). |
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