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Para vencer o MEDO

Segundo os maias, lutamos contra gigantes de vento

MÔNICA DE MEDEIROS

Irmãos, paz!
A primeira profecia maia é a mais enfática das sete e fala, claramente, sobre a postura que a humanidade deve assumir para que a transição ocorra de modo menos dramático.
Assim se lê no Chillan Ballan, o livro sagrado maia: " Em 4o Ahau 8o Cumku, terminará o mundo de ódio e materialismo. Neste dia, a humanidade deverá escolher entre desaparecer do planeta como espécie pensante que ameaça destruir o planeta ou evoluir para a integração harmônica com todo o universo. Compreendendo que tudo está vivo e consciente e que somos parte desse todo e que podemos existir em uma era e luz."
4o Ahau 8o Cumku é 22 de Dezembro de 2012.
Esta profecia fala sobre o fim do medo que nos impede de refletirmos a Deus através de nossas ações.
Medo! Medo de perdermos o que temos nos leva ao apego e este a diversos problemas emocionais: ganância, inveja, orgulho, ciúmes, agressividade por instinto de defender o território, violência, obsessão.
Diziam os maias que se não vencermos ao medo, continuaremos lutando contra gigantes de vento e as lutas nos levarão a nos afastarmos cada vez mais do sentido da fraternidade.
Esta primeira profecia maia nos indica um caminho interessante, não fazendo apologia da catástrofe mas sim, da luta do ser  humano para se tornar harmônico com todos os demais seres habitantes do planeta, vencendo ao medo.
No Chillan Ballan, lê-se que, neste momento, o homem está no salão dos espelhos, sendo convidado a ver a si mesmo por todos os ângulos.
Como será tal momento em que nos tornamos capazes de nos ver sem máscaras, sem vernizes sociais, sem mentiras.
Somente a verdade predominando sobre nossas vidas?
Disse Jesus: "Conhece a verdade e ela te libertará".
Teremos nós maturidade suficiente para nos vermos, desnudos?
Francamente, acredito que não. Mas é preciso que comecemos a nos buscar, que comecemos a procurar nos conhecer para podermos nos ver, sem nuvens, sem imagens turvas.
Ao ver-se, o homem poderá compreender-se.
Ao compreender-se, poderá se perdoar.
Ao se perdoar, passará a se amar.
Ao se amar, refletirá Deus porque estenderá a todos o mesmo sentimento.
Mas, então, o que vai acontecer em 22 de dezembro de 2012?
Terminará o mundo de ódio e materialismo que destrói ao planeta, destruindo as relações do homem, consigo mesmo, com os demais homens, e com os reinos minerais, vegetais e, principalmente, animais.
Dizem os maias: "Grande cataclisma se abaterá sobre a humanidade para que acabe o mundo de medo. Mas se o homem passar pelo portal aberto pelos maias e viver de forma simples e boa, a dor poderá ser tão pequena quando a da terra quando nasce a flor. Depende apenas do homem, a forma como se dará o fim do medo."
Para eles, estava claro que o volume da música da mudança dependeria apenas do despertar da humanidade quando os momentos se apresentassem.
Mas será que previam os maias que os homens se tornariam cada vez mais escravos de um sistema que os torna escravos das coisas e, ao mesmo tempo, escravizador?
Andando na rua, é difícil ver olhos sem medo.
Conversando com pessoas sobre o futuro, percebe-se, claramente, o medo de perder as coisas que possui e o medo de morrer.
Mas o que possuímos, a não ser nós mesmos. E o que temos de certo, a cada reencarnação, que não a desencarnação.
O que tememos, então?
A perda do status quo. E em nome deste estado de coisas, permite o homem a omissão frente à fome, o desabrigo, a dor, a selvageria para com os animais, a corrupção, a destruição da mata, da camada de ozônio, dos cristais, da água.
Só que nada mais haverá se permanecermos omissos, cuidando do que é nosso.
Precisamos, urgentemente, reconhecer nossos medos e, pacientemente, atacá-los com a maciez das pétalas de flores mas com a determinação das abelhas. 


Relação de artigos de Mônica de Medeiros...

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Mônica de Medeiros, médica cirurgiã formada pela Unicamp e com mestrado na University of Illinois at Chicago. Fundadora e presidente da Casa do Consolador, centro universalista de fundamento cristão e base espírita. A Casa do Consolador responde pela ONG Árvore da Vida que socorre animais em sofrimento e apóia protetores dos mesmos.


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