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“Tudo o que
acontecer à Terra, acontecerá aos filhos da Terra.” Trecho da
carta do chefe índio Seatle ao presidente norte-americano
Franklin Pierce, em 1854.
Meio ambiente talvez seja
atualmente um dos temas mais discutidos, além naturalmente da
segurança, em função da violência vigente não só em nosso país
como também no mundo. No entanto, cabe-nos analisar este
assunto com muito critério e de forma mais abrangente e
profunda, particularmente os que já conhecemos a transcendência
do plano físico e o relevante papel do pensamento. A grande discussão que se generaliza no momento é em torno das
questões físicas; dos graves problemas, tais como a questão do
aquecimento global, da desertificação e da escassez da água;
junte-se a esses, a imensa quantidade de lixo de todo tipo que
fabricamos com nosso modo de viver, além de todas as doenças
adicionais que surgiram em função dos nossos excessos, da
miséria superlativa, da fome e da falta de saneamento e de
educação sanitária. Esses aspectos vêm sendo enfocados insistentemente pela mídia em
geral e já hoje praticamente ninguém pode dizer-se ignorante
acerca dessa problemática. As campanhas se intensificam, se
alastram, e as próprias pessoas, um pouco mais conscientizadas,
e/ou quem sabe assustadas com as expectativas, também vêm se
preocupando em assumir posturas individuais mais de acordo com
as necessidades e o respeito à natureza, promovendo em casa
atitudes do tipo separar o lixo, comprar produtos e embalagens
biodegradáveis, utilizar o mínimo possível de sacos plásticos,
economizar água e energia de alguma forma, enfim, colaborar
dentro de suas possibilidades com a redução dos efeitos
desastrosos já em curso. No entanto, há outros aspectos da questão ambiental que devemos
e precisamos considerar cuidadosamente: o nosso meio ambiente
interno, o nosso meio ambiente pessoal e o meio ambiente
extrafísico. O primeiro, o interno, trata-se de analisar o que fornecemos ao
nosso organismo como abastecimento a fim de que ele possa
manter-se adequadamente e, conseqüentemente, saudável, não
caindo em excessos nem carências alimentares e de atividade, os
quais, naturalmente, nos ocasionariam problemas muitas vezes de
difícil solução. O segundo, o nosso meio ambiente pessoal, requer uma análise
imparcial quanto à maneira como nos comportamos em família, com
amigos, com colegas de trabalho e profissão e até na rua, no
trânsito; se procuramos limpar das nossas relações a
impaciência, a irritação, a desconfiança, a maledicência e
outros tantos poluentes deste meio. Igualmente verificar se as
coisas de que nos servimos nos são efetivamente necessárias, se
representam o de que verdadeiramente precisamos para viver com a
dignidade, o conforto e o bem-estar que o nosso esforço
conquistou. O terceiro, o meio ambiente extrafísico, exige uma atenção ainda
mais especial, mais aprofundada, porque neste meio lidamos com
uma potencialidade ainda precariamente conhecida por nós, mas de
extrema importância e de um alcance que ainda mal podemos
entender: trata-se do nosso pensamento, essa energia que tão
logo nascida se projeta no espaço, se associa e interage com
outros pensamentos emitidos por outras fontes, que muitas vezes
desconhecemos, e elabora toda uma rede tão mais espessa e pesada
quanto mais perniciosos e maléficos forem os que partiram de
nós. A ciência humana hoje já nos mostrou que o pensamento é um tipo
de matéria, de energia de tal maneira condensável, que pode até
ser fotografado! E a ciência espírita, em estudos incontáveis
(*), vem demonstrando a sua força e a sua capacidade magnética e
de atuação em diversos níveis, podendo inclusive criar
formas-pensamentos, benéficas ou não, em função das nossas
intenções. Assim sendo, agora um pouco mais esclarecidos, se queremos
realmente colaborar na melhoria das condições ambientais do
nosso planeta, o ponto de partida deve ser vigiar esse magnífico
potencial que é o nosso pensamento. Visto ser ele a fonte
geradora de todas as nossas escolhas e atitudes decorrentes, e
das conseqüências daí advindas, e tendo em vista que já sabemos
disso, não nos resta outra alternativa – cabe a cada um emitir
(ou pelo menos esforçar-se por emitir) bons pensamentos, boas
vibrações, bons fluidos portanto; será a partir dessa fonte
poderosa que se construirá a transformação das condições
ambientais de modo geral, já que nosso comportamento será mais
consciente e solidário com toda a criação. Segue-se de tudo que já conhecemos e estudamos (que naturalmente
ainda é pouco) que obviamente já não podemos compactuar com a
negligência e a omissão – porque se não assumimos a
responsabilidade ostensiva de participar ativamente na
construção da nova era, assumiremos, ainda que
involuntariamente, o compromisso intransferível de infratores em
relação às leis naturais.
Relação
de artigos de Doris Madeira Gandres...
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