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150 anos de luz |
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Não há
dúvida alguma que todos os caminhos conduzem ao Criador,
como não há nenhuma dúvida em relação à Humanidade, nas
questões de origem. Se todos somos filhos de um mesmo
Pai, soberano e absoluto, não nos resta, também,
insegurança nesse entendimento, embora a grande maioria
dos povos ainda pense e valorize as castas, os nomes
etc, que ao final nada valem, pois esses conceitos
sempre estão atrelados à vaidade, ao orgulho e perecem
com o tempo, como tudo.
Se a fonte é a mesma, a água nunca poderia ser
diferente, se colhida na nascente para análise; depois
que ela percorre algum trecho de seu leito, certamente
sua constituição não será a mesma. Assim é o ser humano
durante sua vida e peregrinação. Na origem, somos
iguais; distante dela, somos semelhantes.
É verdade que existem centenas de Templos constituídos
com o objetivo de divulgar e enaltecer a palavra
religiosa, aplicando os fundamentos do respeito e da
moral deixados pelos que antecederam ou procederam ao
Cristo.
É verdade, também, que todos, cristãos ou não, apregoam,
exercitam os ensinamentos, admitem e reconhecem que a
vida prossegue, e que não se encerra com a chamada
morte. Nisso há um ponto em comum em todas elas.
Mas, é necessário e conveniente admitir que houve
mudanças, e profundas.
Um francês, ligado à área de ensino, pois era discípulo
de Pestalozzi, interessou-se em ir além das questões que
estavam relacionadas com o além.
Voluntariamente decidiu e passou a desenvolver
pesquisas, sempre baseadas em fatos reais, que foram
progressivamente alcançando consistência. Todos sabem
que não pode haver coisa pior para os que estudam, ouvir
de quem supostamente sabe mais, frases como “isso não
existe”, ou, ainda, “isso eu não sei”, ou, então, “não
prossiga nessa linha de raciocínio que não se chegará
a conclusão alguma” e tampouco oferecendo recursos novos
que lhe pudessem abrir os horizontes.
E foi o que fez Hippolité Léon Denizard Rivail, com o
pseudônimo de Allan Kardec, descerrando para o mundo as
janelas do conhecimento e desmistificando tudo o que se
conhecia ou se sabia até então, como sendo sobrenatural,
fantasioso, maravilhoso, miraculoso, chegando mesmo às
raias do fantástico, esclarecendo todos esses fenômenos
cuja origem se desconhecia e classificando-os como
naturais. Kardec não só dizia que era apenas uma questão
de estudo e compreensão, afirmando que se deveria
observar o lado científico que a Doutrina Espírita
oferecia. Essa postura causou impacto porque, até ali,
não se explicava o inexplicável.
Hoje, decorridos quase 150 anos, que serão completados
em 18 de abril próximo, quando o Codificador apresentou
a primeira edição de “O Livro dos Espíritos”, vemos a
ocorrência de fatos irrefutáveis, sendo comprovados pela
ciência, e divulgados através da grande imprensa. Dentre
esse universo de informações citamos "o poder do
pensamento, através dos pulsos elétricos dos neurônios",
"a desmaterialização/ materialização de feixe de luz" e
o largo emprego da "imposição de mãos" em vários
segmentos religiosos. Milagre? Magia? Evidente que não.
Como péssimo e perigoso hábito de antecipar criticas ao
desconhecido, lembramos o eminente cientista Pasteur,
que chegou a ser expulso da Universidade de Sourbone e
ridicularizado por seus pares, quando afirmou a
descoberta de minúsculos organismos, os quais somente
poderiam ser constatados através de possantes lentes.
Quando se fala da importância da Doutrina Espírita,
fala-se, obviamente, do esclarecimento.
Religiosos de qualquer credo que tenham de fato
interesse em conhecer os mecanismos da vida, com seus
intrincados problemas que parecem insolúveis, dores e
penas cruciais das mais diversas que persistem no seio
da família de modo a impedir certas conquistas no campo
da saúde e do bem estar, perda de pessoas amadas e
outros infortúnios que se apresentam em qualquer lar e
que são considerados inexplicáveis, não tenham
receio: busquem os esclarecimentos através da vasta
literatura espírita.
O Mestre Jesus é a coluna basilar; é a espinha dorsal.
O rótulo religioso não faz a diferença.

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VLADIMIR POLÍZIO,
militar da reserva, membro da Diretoria do Centro Espírita
João Batista e Lar Creche Wilsom de Oliveira, em Jundiaí,
integrante da área de ensino e articulista em assuntos
doutrinários, e-mail polizio@terra.com.br |
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