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150 anos de luz

VLADIMIR POLÍZIO

Não há dúvida alguma que todos os caminhos conduzem ao Criador, como não há nenhuma dúvida em relação à Humanidade, nas questões de origem. Se todos somos filhos de um mesmo Pai, soberano e absoluto, não nos resta, também, insegurança nesse entendimento, embora a grande maioria dos povos ainda pense e valorize as castas, os nomes etc, que ao final nada valem, pois esses conceitos sempre estão atrelados à vaidade, ao orgulho e perecem com o tempo, como tudo.
Se a fonte é a mesma, a água nunca poderia ser diferente, se colhida na nascente para análise; depois que ela percorre algum trecho de seu leito, certamente sua constituição não será a mesma. Assim é o ser humano durante sua vida e peregrinação. Na origem, somos iguais; distante dela, somos semelhantes.
É verdade que existem centenas de  Templos constituídos com o objetivo de divulgar e enaltecer a palavra religiosa, aplicando os fundamentos do respeito e da moral deixados pelos que antecederam ou procederam ao Cristo.
É verdade, também, que todos, cristãos ou não, apregoam, exercitam os ensinamentos, admitem e reconhecem que a vida prossegue, e que não se encerra com a chamada morte. Nisso há um ponto em comum em todas elas.
Mas, é necessário e conveniente admitir que houve mudanças, e profundas.
Um francês, ligado à área de ensino, pois era discípulo de Pestalozzi, interessou-se em ir além das questões que estavam relacionadas com o além.
Voluntariamente decidiu e passou a desenvolver pesquisas, sempre baseadas em fatos reais, que foram progressivamente alcançando consistência. Todos sabem que não pode haver coisa pior para os que estudam, ouvir de quem supostamente sabe mais, frases como “isso não existe”, ou, ainda, “isso eu não sei”, ou, então, “não prossiga  nessa linha de raciocínio  que não se chegará a conclusão alguma” e tampouco oferecendo recursos novos que lhe pudessem abrir os horizontes.
E foi o que fez Hippolité Léon Denizard Rivail, com o pseudônimo de Allan Kardec, descerrando para o mundo as janelas do conhecimento e desmistificando tudo o que se conhecia ou se sabia até então, como sendo sobrenatural, fantasioso, maravilhoso, miraculoso, chegando mesmo às raias do fantástico, esclarecendo todos esses fenômenos cuja origem se desconhecia e classificando-os como naturais. Kardec não só dizia que era apenas uma questão de estudo e compreensão, afirmando que se deveria observar o lado científico que a Doutrina Espírita oferecia. Essa postura causou impacto porque, até ali, não se explicava o inexplicável.
Hoje, decorridos quase 150 anos, que serão completados em 18 de abril próximo, quando o Codificador apresentou a primeira edição de “O Livro dos Espíritos”, vemos a ocorrência de fatos irrefutáveis, sendo comprovados pela ciência, e divulgados através da grande imprensa. Dentre esse universo de informações citamos "o poder do pensamento, através dos pulsos elétricos dos neurônios", "a desmaterialização/ materialização de feixe de luz" e o largo emprego da "imposição de mãos" em vários segmentos religiosos. Milagre? Magia? Evidente que não.
Como péssimo e perigoso hábito de antecipar criticas ao desconhecido, lembramos o eminente cientista Pasteur, que chegou a ser expulso da Universidade de Sourbone e ridicularizado por seus pares, quando afirmou a descoberta de minúsculos organismos, os quais somente poderiam ser constatados através de possantes lentes.
Quando se fala da importância da Doutrina Espírita, fala-se, obviamente, do esclarecimento.
Religiosos de qualquer credo que tenham de fato interesse em conhecer os mecanismos da vida, com seus intrincados problemas que parecem insolúveis, dores e penas cruciais das mais diversas que persistem no seio da família de modo a impedir certas conquistas no campo da saúde e do bem estar, perda de pessoas amadas e outros infortúnios que se apresentam em qualquer lar e que são     considerados inexplicáveis, não tenham receio: busquem os esclarecimentos através da vasta literatura espírita.
O Mestre Jesus é a coluna basilar; é a espinha dorsal.
O rótulo religioso não faz a diferença.


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VLADIMIR POLÍZIO, militar da reserva, membro da Diretoria do Centro Espírita João Batista e Lar Creche Wilsom de Oliveira, em Jundiaí, integrante da área de ensino e articulista em assuntos doutrinários, e-mail polizio@terra.com.br


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