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A praga do
segundo casamento |
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Como exercer e conciliar a
fraternidade, ou agrupar os excluídos, se a própria
organizadora desses eventos se utiliza de paradoxos que
colidem com essas propostas?
A Igreja, através de seu líder Bento 16, ao que parece,
está disposta a contribuir com o esvaziamento dos
Templos católicos ou o enfraquecimento da crença, em
razão dessas posições conflitantes com o segundo
mandamento deixado por Jesus. E o Mestre afirmou que,
tanto num como noutro, estaria toda a lei e os profetas,
o que equivale dizer que tudo está resumido ali, quando
afirmou: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. O que
se nota é que há relutância severa e rigorosa em
assegurar que essas pessoas possam de fato pertencer ao
círculo religioso a que se propõem e participar de todos
os ritos e formalidades oferecidos aos fiéis
respectivos.
É temerário afirmar que o casamento em segundas núpcias
é uma praga da sociedade.
Igualmente, também é temerário afastar aqueles que
querem aproximar-se dos ensinamentos do Cristo, sob a
justificativa de hereges. Claro que este termo, embora
não tenha sido citado pela grande imprensa, o caso em
questão enquadra-se perfeitamente como heresia, pois que
esse assunto (o casamento em segundas núpcias), nega a
idéia, a prática e contraria a doutrina estabelecida
pela própria ‘Santa Sé’.
Lamentamos profundamente esse grave equívoco da
indissolubilidade do casamento.
Ninguém na Terra, e isso podemos afirmar com toda a
convicção, está habilitado, ou autorizado a representar
o Criador, tanto nas questões do matrimônio como em
qualquer outro ato que tenha relação com o braço
religioso.
A Doutrina dos Espíritos nunca foi favorável às
separações, aos rompimentos afetivos, independente dos
filhos que possam ou não ter o casal.
Os compromissos assumidos devem ser levados com
seriedade e respeito, até às instâncias possíveis, mesmo
porquê, o ônus advindo do rompimento de qualquer ato que
denote ausência de responsabilidade, sem que se leve em
conta as sanções legais terrenas, aquele que deu causa
terá as implicações pertinentes na esfera espiritual,
dentro, sempre, da implacável lei de ação e reação. E
isso vale para qualquer outra situação.
Porém, compreender que essa uniões primeiras tenham sido
motivadas pelos laços eternos dos compromissos, equivale
dizer que ninguém na Terra deixou de corresponder aos
tratados anteriormente efetivados ou às determinações
previamente convencionadas no plano espiritual.
Mas abominar simplesmente o novo estado conjugal ou
mesmo restringir sua participação nos rituais litúrgicos
é, no mínimo, um ato contrário à fraternidade, ao amor,
ao respeito às pessoas.
Alianças não são algemas. São meros símbolos.
Os verdadeiros elos serão conhecidos somente quando os
interessados aportarem na eternidade. Lá sim, saberão o
que deveriam ter feito na existência finda.
Enquanto isso não acontece, todos têm direito ao
livre-arbítrio e à felicidade, mesmo que passageira.
Cada qual faz ou deixa de fazer aquilo que compreende
como melhor lhe pareça aos seus sentimentos.
E os outros? Bem, os outros terão que se conformar com a
realidade vivida e praticada desde todos os tempos. 
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VLADIMIR POLÍZIO,
militar da reserva, membro da Diretoria do Centro Espírita
João Batista e Lar Creche Wilsom de Oliveira, em Jundiaí,
integrante da área de ensino e articulista em assuntos
doutrinários, e-mail polizio@terra.com.br |
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