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Tempo de mudanças

VLADIMIR POLÍZIO

Nestas épocas especiais as famílias procuram organizar-se fraternalmente, deixando de lado as impertinentes desavenças, antipatias etc...
Sabemos, perfeitamente, que o tempo (hora, dia, mês e ano) foi organizado pelo próprio homem a fim de dar-lhe condições de estabelecer períodos necessários aos procedimentos pertinentes e usuais.
Mas, como convivemos na Terra, não só partilhamos igualmente de todas as convenções como estamos a elas atrelados, mesmo porque não teria sentido caminharmos na contramão.
Porém, quando se enaltece o mês de dezembro, como mês de Papai-Noel, confraternizações, pratos especiais, ajustes fraternos, salários duplos, festas, e, principalmente muitos presentes, estamos exagerando, pois o aniversariante, cuja data igualmente lhe foi atribuída, muito discretamente é lembrado nos lares que assim procedem. E depois, cá entre nós, Jesus, o Divino Amigo, não “nasce” somente em 25 de Dezembro. Seria pura hipocrisia nos lembrarmos do Cristo somente por um diminuto lapso de tempo, e num único momento, dentro de um universo de 365 dias... E é justamente o que a maioria faz.
Não podemos negar, contudo, que esse período considerado como especial, traz o germe da esperança, ao ponto de promover marcas profundas em corações que se acham, de certa forma, perturbados ou insatisfeitos com a forma de vida que levam e sedentos de mudanças.
Somos testemunhas de ocorrências de transformações profundas em certas pessoas que se sensibilizaram com a data e captaram, pelos escaninhos da Alma, o verdadeiro sentido dessa fraterna comunhão com o que é Divino, sendo, portanto, tocadas intimamente pelo espírito de amor que representa o momento. 
Se abraçássemos as orientações contidas na grande luz que se chama Evangelho, teríamos salutares momentos em nossa vida.
Tivéssemos nos demais meses do ano o mesmo comportamento demonstrado nestes dias festivos de Natal e final de ano, e nossas páginas policiais deixariam de existir.
Certamente estaremos pensando na utopia deste entendimento. Sim, faz sentido compreendê-lo dessa forma.
É claro que todos caminhamos para esse dia, muito embora ele esteja ainda distante do nosso alcance. Hoje, sequer podemos visualizá-lo.
Haverá o momento em que, senão nesta existência, teremos a gloriosa oportunidade de usufruir da paz almejada por todos os povos, todas as raças, todos os credos...
Não nos importa saber se esse dia está perto ou longe.
Toda lavoura, para ter bom resultado, depende do preparo do solo, da semente, do cuidado e do tempo. E cada um deve começar o plantio quando compreender que é chegado o momento. A data, por ser especial, traz consigo essa magia que acaba sensibilizando os sentimentos mais endurecidos. E por que não, começar agora? 
As mudanças, todas elas, devem ocorrer de dentro para fora, como um ferimento, cuja cicatrização acontece do interior para o exterior. Citamos, ainda, a semente, qualquer delas que seja, que brota de dentro para fora, e não ao contrário. Não há como ocorrer mudanças exteriores, sem que estas estejam latentes no imo da alma e se manifestem do cerne para a casca; do coração para o cérebro. Mudanças exteriores e rápidas, somente nas apresentações teatrais, onde se quer, de imediato, oferecer quadro visual novo e passageiro aos expectadores.
Contudo, não podemos esquecer que num simples virar de folhinha, como normalmente procedem os que mudam a página do dia, não se resolverão os problemas e nem será transformado em mel o azedume do fel arraigado   em nossos sentimentos.
Muita paz e reflexão a todos.


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Psicografia, uma janela para o céu

VLADIMIR POLÍZIO

Uberaba, para quem não conhece, é uma bela cidade mineira a 35 Km além da divisa com São Paulo, a partir do final da via Anhangüera (Km 450 da SP-330), nos limites do rio Grande (Delta), no norte do Estado.
Com cerca de 300 mil habitantes, ela integra o conhecido “triângulo mineiro”. É uma cidade localizada em região com fluxo energético muito intenso.
Abrigou, por muitos anos, a figura popular de Francisco Cândido Xavier, um dos maiores médiuns de toda a história espírita mundial.
Chico Xavier, como era conhecido, tranqüilizou  milhares de corações martirizados pela perda da presença física de seus entes queridos, ao longo de seus 75 anos de trabalho, voltados exclusivamente para o bem do próximo.
Em matéria de mediunidade, não há sucessores propriamente ditos. Há, sim, discípulos fervorosos que participaram juntamente com Chico Xavier, na seara bendita de auxílio fraterno e que, hoje, imbuídos do sentimento de servir, dão sua contribuição para o prosseguimento dessa árdua atividade missionária.
E, dado a dificuldade com que muitas vezes as pessoas interessadas têm em buscar Casas Espíritas que atendam no campo da psicografia, cujos endereços desconhecem, apresentamos aqui dois médiuns mineiros que atuam em Uberaba, dentro do fértil universo existente.
O
Centro Espírita Aurélio Agostinho, sediado à rua Lucas Borges, 61, Bairro Fabrício, atende aos trabalhos de psicografia às sextas-feiras e segundas-feiras, a partir das 20h, abrindo suas portas às 17h30. É possível falar rapidamente com o médium Celso de Almeida Afonso, a partir das 18h30, que, além de orientação para o bem estar orgânico/ físico com o auxílio dos espíritos, aos que o procuram para essa finalidade, promove, na seqüência, o trabalho de psicografia.
Já o
Lar Espírita Pedro e Paulo , atende aos sábados e domingos com o médium Carlos Antônio Baccelli, recebendo o público a partir das 6h, para um contato breve, antecedendo o trabalho de psicografia que acontece em seguida. O Lar abre suas portas às 4h e está localizado à rua Padre Édi Bernardi da Silva, 775, Bairro de Lourdes.
Para ambas as casas, durante a psicografia, tópicos do Evangelho são comentados em fortalecimento espiritual ao ambiente. É interessante antecipar-se ao horário de início, em razão do fluxo de pessoas, que, em algumas ocasiões, costuma superlotar o ambiente, trazendo dificuldade de aproximação ao médium.


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VLADIMIR POLÍZIO, militar da reserva, membro da Diretoria do Centro Espírita João Batista e Lar Creche Wilsom de Oliveira, em Jundiaí, integrante da área de ensino e articulista em assuntos doutrinários, e-mail polizio@terra.com.br


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