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Piracicaba: onde tudo começou

Reinaldo Paiva (ESPECIAL PARA O JE)

Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho e Antonio Carlos: uma parce-ria que já dura trinta anos
Piracicaba é realmente uma terra abençoada pelos bons espíritos. Senão vejamos:
- Piracicaba tem um dos rios mais famosos do Brasil, talvez os mais famosos sejam o Tietê, o Velho Chico, e o Amazonas, logo em seguida, o nosso. Sem falar que temos um “salto” no centro da cidade.
- É a cidade brasileira com o maior número de PhD por metro quadrado; desde a centenária Esalq, do saudoso professor Walter Accorsi, a balzaquiana Unimep, e a Unicamp de Piracicaba com a FOP – Faculdade de Odontologia de Piracicaba.
- Somos conhecidos e reconhecidos como a terra da pamonha. Quem nunca ouviu a famosa frase: Pamonha, Pamonha, Pamonha de Piracicaba!
- Temos “inté indioma” próprio, com os nossos corações sempre abertos para receber os visitantes e sempre pedirmos para “já que tá que fique”. Isso tudo com sotaque caipiracicabano e bem arrastado.
- Temos a terceira casa espírita mais antiga do Brasil, o “Fora da Caridade Não Há Salvação”.
- Somos a terra natal de Pedro Camargo, conhecido sob o pseudônimo de Vinícius.
- E Piracicaba também tem a grata satisfação de comunicar que o início da parceria entre Vera Lúcia Marinzeck e o espírito Antonio Carlos, aqui começou.
- Essa é a história que quero contar a vocês.
- Lá pelos idos de 1975, aqui residia, uma jovem recém casada, católica e com todos os problemas (ou conhecimento) que a maioria dos não espíritas possui.
- Como eu disse era recém casada, marido funcionário de carreira de uma instituição bancária e também recentemente transferido a nossa acolhedora cidade.
- A jovem em questão, é hoje a nossa Vera Lúcia Marinzeck de Carvalho, que naquele tempo, longe da família, dos amigos e sem muito traquejo junto ao lar, passava por algumas aflições.
- Na realidade, não eram apenas simples aflições do dia-a-dia, ela estava “atormentada” e não sabia a “causa”. Em conversa com uma vizinha, e contando os maus momentos pelo quais passava, a mesma a convidou a ir a uma “benzedeira”. Aqui no interior, é muito comum, existirem benzedeiras, mas nesse caso, o convite, era para irem à casa de dona Carmem, uma estudiosa da doutrina kardecista e que realizava em sua casa, reuniões de estudo e trabalho.
- Para uma católica, não foi fácil aceitar o convite, mas, por obra do “acaso” ela acabou por aceitar ir se “benzer” com dona Carmem. Mas foi logo avisando: “Tomar passe não, isso era coisa de quem lida com os mortos”.
- Lá chegando, foi recebida pela dona Carmem, muito simpática, que após “benzê-lá”, explicou um pouco sobre o Kardecismo, falando que “aquilo” não era coisa de mortos, e convidou-a a estudar a doutrina espírita. Ela assim o fez.
- Já nas primeiras sessões, sentia alguma coisa, que ela não sabia bem explicar o que era.
- Mas o primeiro grande e bom susto para ela, foi quando, seu mentor espiritual, “Antonio Carlos” a convidou para “trabalhar”.
- Ela só faltou dizer: “Olha moço, eu sou casada e já tenho muito trabalho em casa”. Ela não tinha idéia da “revolução” que estava por vir em sua vida.
- Depois de muita insistência e trabalho do espírito “Antonio Carlos”, ela começou o seu trabalho na doutrina espírita.
- Em Piracicaba, Vera Lúcia Marinzeck, começou a psicografar, foi onde também nasceram seus dois primeiros filhos, e até hoje ela guarda este “pedacinho piracicabano” e que poucos sabiam, mas que foi revelado durante a realização do Simpósio Espírita 2005.
- “Eita” Piracicaba querida, quanta coisa boa você nos dá.
- O resto da história, todos já conhecem: uma parceria não só com Antonio Carlos, mas também com Patrícia que psicografou "Violetas na Janela" (São Paulo: Petit Editora), agora traduzido para o Inglês e Espanhol; é recordista no recebimento de correspondência no jornal "O Diário de S.Paulo" com a coluna "Conforto Espiritual", que também já virou livro - agora em sua segunda versão, com cartas e assuntos novos" e resta dizer, para quem não leu ainda um de seus mais de trinta livros, vai ler. Pode ter certeza.
- Agora, vou apreciar a nossa não menos famosa Rua do Porto, onde o Espiritismo começou, lá pelos idos de 1880, mas isso já é outra história.
- Inté.

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REINALDO PAIVA é coordenador do Simpósio Espírita de Piracicaba.


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