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Suicídio, tudo o que você precisa saber

LANÇAMENTO: Fosse a existência humana contida nos limites do berço ao túmulo e, sem dúvida, o suicídio seria a grande solução para os problemas e dores na Terra. Ocorre que somos seres imortais. Já vivíamos antes do berço e continuaremos a viver depois do túmulo, quando colheremos as conseqüências do que fizemos de nossa vida, de nosso corpo. Falta aos que se precipitam nesse abismo um conhecimento mínimo sobre as conseqüências nefastas do suicídio, essa porta falsa pela qual os que tentam fugir de seus problemas mergulham em tormentos mil vezes acentuados. É o que esse livro oferece, com base na Doutrina Espírita, que estabelece contato entre a terra e o além, convidando-nos a refletir sobre a tragédia dos suicidas. “Suicídio, tudo o que você precisa saber” (Bauru: Ceac Editora). Informações e pedidos por telefone (14) 3227-0618 ou editoraceac@ceac.org.br

 

Alimentar a alma

RICHARD SIMONETTI

Por várias vezes, Chico (Francisco Cândido Xavier) declinou convite para uma pescaria.
Como houvesse insistência de amigos, acabou por aceitar, a fim de não sustentar uma recusa que poderia magoá-los.
Em bela manhã, reuniu-se o grupo à beira de um barranco no rio. Horas depois, o pessoal havia pescado boa quantidade de peixes.
Quanto ao médium, nem um mísero lambari!
Os peixes passavam junto ao seu anzol sem nenhum interesse, e logo eram fisgados pelos demais pescadores.
Estranho!
Seria um fenômeno mediúnico?
Instado a responder sobre o assunto, Chico explicou:
– É que não coloquei a isca.
– Ora essa, por quê?
– Não queria incomodar os peixes…
A atitude de Chico é típica dos Espíritos evoluídos que vêm à Terra para grandiosas missões em favor da Humanidade.
Eles cultivam o que Albert Schweitzer chamava de Reverência pela Vida.
O notável médico alemão, uma das figuras humanas mais ilustres do século passado, era incapaz de matar uma mosca.
Dirá o prezado leitor que, levada às últimas conseqüências, esse princípio, seria o fim da vida animal na Terra, já que, vertebrados e invertebrados, não nos alimentamos de minérios.
Somos todos heterótrofos.
Fique tranqüilo. É uma palavra grande, não um palavrão.
Heterótrofos são os seres que não conseguem acumular energia diretamente, via luz solar, como os autótrofos (outra palavrona), os seres do reino vegetal.
Heterótrofos, estamos integrados na famosa cadeia alimentar, em que seres vivos alimentam-se de outros tantos.
Os Espíritos superiores vivem em planos mais altos do Infinito, onde não existem os hábitos alimentares que fazem a matança na Terra.
Quando aportam em nosso planeta para gloriosas missões, repugna-lhes a idéia de que devem se alimentar matando seus irmãos inferiores.
Daí essa reverência pela vida, exercitada por figuras inesquecíveis como Chico Xavier e Albert Schweitzer.
Mas, afinal, perguntará você, do que se nutrem os Espíritos que vivem em planos mais altos do Infinito?
Creio que a resposta está com Jesus (João, 4:32-34):
"Meu alimento é fazer a vontade de meu Pai que está nos Céus!"
A vontade de Deus é que nos amemos uns aos outros, conforme ensinava o Mestre, o que significa que o Amor é o alimento das almas.
E, quanto mais se aproxima o Espírito da perfeição, superando os liames da matéria, maior a sua capacidade de amar, nutrindo-se de amor, em planos onde inexistem as necessidades biológicas, em corpos de densa matéria.
Considerando que somos Espíritos encarnados, obviamente necessitamos de dois tipos de alimento:
Para o corpo, exercitando a heterotrofia...
Para a alma, exercitando o amor.
Quanto a este último, há um detalhe marcante.
Para alimentar a alma, não vale o amor que recebemos. Este apenas alimenta o ego. Só vale o amor que damos, exercitando o empenho de fazer ao próximo o bem que gostaríamos nos fosse feito, como ensinava Jesus.
Assim como é preciso alimentar o corpo, diariamente, é fundamental atender a alma. Pessoas que não o fazem, são subnutridas espiritualmente, habilitando-se a tristezas e angústias, em crônica infelicidade, a anemia da alma.
Por falar nisso, leitor amigo, você já alimentou sua alma hoje?


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Richard Simonetti é escritor e palestrante espírita. Participa do movimento doutrinário desde o ano de 1957, quando integrou-se ao Centro Espírita Amor e Caridade. Incentivador pioneiro dos Clubes do Livro Espírita, é colaborador assíduo de vários jornais e revistas espíritas.


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