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LANÇAMENTO:
Fosse a existência humana contida nos limites do berço ao
túmulo e, sem dúvida, o suicídio seria a grande solução para
os problemas e dores na Terra. Ocorre que somos seres
imortais. Já vivíamos antes do berço e continuaremos a viver
depois do túmulo, quando colheremos as conseqüências do que
fizemos de nossa vida, de nosso corpo. Falta aos que se
precipitam nesse abismo um conhecimento mínimo sobre as
conseqüências nefastas do suicídio, essa porta falsa pela
qual os que tentam fugir de seus problemas mergulham em
tormentos mil vezes acentuados.
É o que esse livro oferece, com base na Doutrina Espírita,
que estabelece contato entre a terra e o além,
convidando-nos a refletir sobre a tragédia dos suicidas.
“Suicídio, tudo o que você precisa saber” (Bauru: Ceac
Editora). Informações e pedidos por telefone (14) 3227-0618
ou editoraceac@ceac.org.br
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Estereótipos |
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Naquele bar, um
espelho mágico, destinado a testes femininos.
A mulher que mentisse diante dele sumiria, como num passe de
mágica – “poof”!
Se falasse a verdade, seria premiada com a realização de um
desejo.
Bela ruiva disse, a mirar-se:
– Pensando, cheguei a conclusão de que sou a mulher mais linda
do mundo.
“Poof”!
Atraente morena, contemplando sua imagem, afirmou:
– Penso que sou a mulher mais sexy do mundo.
“Poof!”
Veio uma loira, muito bonita…
– Andei pensando…
“Poof!”
Pois é, leitor amigo, estamos diante de um estereótipo, ou
lugar-comum, envolvendo uma idéia equivocada:
As loiras não estão acostumadas a pensar.
Atribui-se a Arthur Schopenhauer (1788-1860), filósofo alemão,
um estereótipo mais contundente.
A mulher é esse ser de cabelos compridos e idéias curtas.
Maldade do filósofo.
Nem todas têm cabelos compridos…
Perdoe-me, prezada leitora.
Espero não perder sua amizade, por não perder a oportunidade da
pilhéria.
Mudemos o enfoque.
Nota-se arraigada tendência em alguns religiosos:
Enxergam, invariavelmente, influências demoníacas, em pessoas
com problemas psicológicos e fisiológicos.
É o diabo! – afirmam, convictos, como se fossem dotados de
infalível radar para detectar a presença do tinhoso.
Trata-se de um estereótipo da pior espécie, infundado, inspirado
na ignorância e no preconceito.
Na ânsia de atrair a atenção da multidão, promovem verdadeiros
espetáculos, em rituais de exorcismo.
Não raro, esse “diabo” que pretendem exorcizar é um “pobre
diabo”, um sofredor recém-desencarnado, sem a mínima noção do
que lhe aconteceu.
Aproxima-se de familiares como um náufrago a pedir socorro e
acaba por perturbá-los, imprimindo neles algo de suas angústias.
Precisa de ajuda, de orientação, de um tratamento carinhoso.
Imagino sua perplexidade, diante de um exorcista a situá-lo como
o tinhoso.
Para Espíritos de atilada inteligência, perfeitamente
conscientes do que fazem e que nisso se comprazem, a prática
exorcista é inócua. Desperta-lhes o riso.
Podem, eventualmente, afastar-se para satisfazer o ego dos
exorcistas e baixar a guarda das vítimas, mas logo voltam ao
ataque, com mais força.
Jesus evoca esse problema, quando situa o Espírito perturbador
como alguém que deixa uma casa (a mente do obsidiado); depois,
volta com sete companheiros, e o estado da vítima fica muito
pior.
Nessa história de influências espirituais é preciso evitar
estereótipos dessa natureza, partindo da idéia mais compatível
com a lógica e o bom senso.
Os Espíritos são as almas dos mortos.
O mundo espiritual é uma projeção do mundo físico.
Aqui ficam aqueles que, libertando-se dos liames da matéria,
permanecem presos aos interesses humanos.
Não raro aproximam-se dos encarnados para pedir socorro ou
induzir ao erro, sempre de conformidade com suas próprias
tendências.
Isso não deve nos assustar, nem nos ensejará problemas.
Basta orientar nossa existência por princípios de bondade e
integridade, cultivando o estudo e o discernimento em relação ao
assunto.
Teremos, então, condições para ajudar Espíritos perturbados ou
perturbadores, sem sermos perturbados por eles.
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Simonetti:
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Richard Simonetti
é escritor e palestrante espírita. Participa do movimento
doutrinário desde o ano de 1957, quando
integrou-se ao Centro Espírita Amor e Caridade. Incentivador
pioneiro dos Clubes do Livro Espírita, é colaborador assíduo de
vários jornais e revistas espíritas.
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