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Crianças índigo |
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A natureza da
criança tem mudado muito nas últimas décadas. Hoje, precisamos
nos esforçar mais para ensinar aos nossos filhos. Percebemos
que, a cada dia, esses conhecimentos são assimilados com maior
dificuldade por aqueles a quem amamos tanto.
O tempo que dedicamos a eles também foi significativamente
reduzido. Cumprimos jornadas de trabalho cada vez maiores e
ainda levamos serviço para fazer em casa. Esse é o dia-a-dia de
muitos casais, que delegam a educação dos filhos a creches e
escolas, a parentes próximos ou mesmo a profissionais
contratados, quando dispõem de recursos para tanto. A
conseqüência desse distanciamento tem sido o comprometimento da
união familiar.
Paralelamente a essas considerações, soma-se uma ocorrência que,
longe de ser fruto de nossa imaginação, é uma realidade
inegável: uma nova geração está vindo ao mundo. São crianças que
apresentam um comportamento ainda não classificado pela
psicologia. Na sua quase totalidade, essas crianças e jovens –
chamados de índigos – além da ausência dos pais, ainda sofrem a
incompreensão daqueles que as rodeiam, os quais ignoram as
necessidades próprias de seu estágio evolutivo.
Muitas vezes rebeldes, os índigos são geralmente contestadores
ao extremo, indiferentes à autoridade. Aqueles que os receberam
em seus lares ou que convivem com essas crianças sabem do que
estamos falando.
Então você pode indagar:
O que isso quer dizer? O que tem de especial?
Para iniciar vamos recorrer à Gênese, livro que faz parte das
Obras Básicas da Doutrina Espírita codificado por Allan Kardec.
No capítulo dezoito, os Espíritos nos dizem o seguinte:
“A Terra não terá de transformar-se por meio de um cataclisma
que aniquile de súbito uma geração. A atual desaparecerá
gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que haja
mudança alguma na ordem natural das coisas. Tudo, pois, se
processará exteriormente, com sói acontecer, com a única, mas
capital diferença de que uma parte dos Espíritos que encarnavam
na Terra aí não mais tornará a encarnar. Em cada criança que
nascer, em vez de um espírito atrasado e inclinado ao mal, que
antes nela encarnaria, virá um espírito mais adiantado e
propenso ao bem”.
A marcha do progresso tem sido acelerada. Como falta ao homem
equilíbrio necessário para incorporar tantas transformações ao
seu modo de viver, observamos, em paralelo a esse crescimento da
tecnologia, o desrespeito à natureza e ao próximo. No Ocidente,
onde o conhecimento da vida espiritual ainda não é disseminado,
isso aconteceu de forma mais acentuada, provocando tantos
desequilíbrios sociais. Neste início de século, estamos diante
de grandes transformações que se fazem sentir e que abalam
convicções solidamente arraigadas. Não obstante a largueza de
recursos tecnológicos, a farta disponibilidade de dados e
informações, e vasta bibliografia científica, o preconceito
ainda fala mais alto. Cada vez que ocorre um determinado
fenômeno que desafia os padrões estabelecidos, exigindo pesquisa
e análise criteriosa, na maioria das vezes, a questão, se não
descamba para o terreno do maravilhoso, do sobrenatural, ao
sabor de multidões de místicos que se alimentam de fantasias, é
rechaçada por quem se apresta a tirar conclusões apressadas,
desconsiderando a necessidade de aprofundar sua apreciação.
Existem aqueles que de outra forma, recusam-se mesmo a
considerar a realidade que está a um palmo dos seus olhos. Fazem
vista grossa àquilo que não se enquadra nos seus conhecimentos
acadêmicos ou está fora do alcance de sua cultura. Esse é
justamente, o caso das crianças índigo. Tudo parece indicar que
os índigos são os herdeiros de um mundo novo, previsto nas
profecias de várias religiões. Assim chamadas pela irradiação
azulada de sua aura, essas crianças não são necessariamente
superdotados e nem espíritos superiores. São, na verdade,
espíritos que encarnam nesse momento de transição, predispostos
ao bem e preparados na espiritualidade para construir um mundo
melhor. Possuidoras de percepções que as tornam mais sensíveis
às influências hostis do meio ambiente, encontram dificuldades
para conviver com aqueles que as cercam, os quais resistem em
aceitá-las como são: autênticas, diretas, corajosas e
determinadas. Sentindo-se ameaçada em seus antigos valores -
aos quais os índigos não se submetem sem resistência – a
sociedade rejeita essas criaturas que fogem dos seus padrões de
“normalidade”. Em muitos casos, esse caráter indomável é
debelado com o uso de drogas e métodos coercitivos que causam,
por vezes, dificuldades ainda maiores.
A esta altura da nossa exposição você pode perguntar:
Quando começou a aparecer essas crianças?
Você disse que são chamadas de índigos por causa da irradiação
azulada de sua aura. Mas quem foi que descobriu isso?
Quais são as características desses seres através das quais
podem ser identificados?
Existe um farto material na Internet sobre Índigos, porém nós
vamos direcionar nossa conversação aqui, baseando-nos em dois
livros editados pela Butterfly Editora - SP:
"Crianças índigo”, de autoria de Lee Carroll e Jan Tober -
2005;
”Educando crianças índigo”, de autoria do doutor Egídio Vecchio
- 2006.
Segundo consta, a primeira pessoa a identificar e escrever a
respeito do fenômeno índigo foi Nancy Ann Tappe, parapsicóloga e
estudiosa da aura humana e suas cores. Ao ser entrevistada por
Jan Tober e questionada por que as designou índigo, respondeu:
“Eu as chamo de índigo porque essa é a cor que vejo ao
redor deles”. Apesar de ter feito seus estudos a partir de 1980,
segundo Nancy, essa cor já existia nos anos 70, então isso quer
dizer que atualmente também temos adultos índigos. Pela minha
prática profissional confirmo essa informação, pois já atendi e
atendo não só crianças, mas adolescentes, jovens e até adultos
índigo.
Foi Nancy também quem os diferenciou por tipos, classificou-os
em quatro de acordo com o tipo de missão:
HUMANISTAS: são do tipo que trabalha com as massas. Serão
os médicos, advogados, professores, vendedores, executivos e
políticos de amanhã, hiperativos e extremamente sociáveis,
conversam com todos, são sempre muito simpáticos e têm opinião
própria. Podem agir de maneira estranha, pois sendo hiperativos
acabam às vezes batendo contra uma parede, por exemplo, por se
esquecer de parar. Não conseguem brincar com um brinquedo
apenas. Têm de tirar todos do armário, nem que seja só para
ficar olhando para eles. São do tipo que precisa ser
constantemente lembrado de seus deveres, como organizar seu
quarto, pois são capazes de iniciar a limpeza, mas, ao verem um
livro, sentam-se para ler, ficam completamente distraídos e se
esquecem do que estavam fazendo. Aliás, os humanistas são
leitores vorazes.
CONCEITUAIS: interessam-se mais por projetos do que por
pessoas. Serão os engenheiros, arquitetos, designers,
astronautas, pilotos e oficiais militares do futuro. São
normalmente crianças de porte grande e atlético. Tendem a
controlar situações e pessoas, especialmente suas mães, se forem
meninos e seus pais, se forem meninas. E quando conseguem, podem
ter grandes problemas. Esse tipo de índigo tem propensão ao
vício, especialmente em drogas durante a adolescência. Os pais
precisam monitorar de perto o comportamento desse tipo de
criança, especialmente quando parecem estar tentando esconder
alguma coisa. Quando dizem “não quero que entrem em meu quarto”
é porque há algo errado.
ARTÍSTICOS: costumam ser mais sensíveis e mais acanhados
em estatura do que os outros tipos. São muito criativos e serão
provavelmente professores ou artistas. Tudo o que fazem envolve
criatividade. Se estudam medicina, por exemplo, podem acabar
sendo cirurgiões ou pesquisadores. Quando decidem estudar
teatro, tornam-se excelentes atores. Entre o quatro e dez anos
de idade, costumam se interessar pelos mais diferentes tipos de
artes, mas apenas por cinco ou dez minutos, deixando-os de lado
para procurar outros. Portanto, é aconselhável que as mães desse
tipo de índigo que gosta de música, que nunca compre
instrumentos para eles, mas sim alugue. Eles podem tocar cinco
ou seis tipos diferentes, mas somente na adolescência irão se
decidir e se especializar em um deles.
INTERDIMENSIONAIS: são fisicamente mais desenvolvidos que
os outros índigos e já aos dois anos respondem a tudo dizendo:
“Eu sei e posso fazer sozinho. Deixe-me em paz”. Trarão novas
filosofias e religiões ao mundo. Podem ser briguentos por causa
de seu tamanho e por não se encaixarem na sociedade como outros
tipos.
O doutor Egídio Vecchio, no seu trabalho de pesquisa e prática
com os Índigos, cria o tipo Multidimensional orientando a não
confundi-lo com o Interdimensional:
“Gostam de filosofia acerca do cosmo, revelam tendência para a
espiritualidade, vivem com a sensação de não pertencerem a esse
mundo, buscam por si mesmos sua relação com Deus. Com alguma
freqüência, quando crianças, expressam que enxergam seres do
Além como anjos, parentes falecidos, etc. Apresentam
apuradíssimo censo de justiça. Mesmo quando crianças,
constituem-se em corajosos defensores dos menos capacitados,
seja física, seja psiquicamente. Precocemente se constituem em
líderes. Manifestam energia catalisadora, facilidade para mudar
de casa, de trabalho, de um lugar a outro. Tendência para
relacionamentos pouco duradouros se não forem de índole
espiritual.
Possíveis profissões: terapeuta espiritual, terapeuta holístico,
escritor voltado para a nova era.”
Doutor Egídio denomina os tipos de biótipos devido à hipótese
organicista formulada por ele. Adverte que não encontraremos um
biótipo puro. “Encontramos, sim, biótipos mesclados, porém com a
predominância de um deles”.
Antes de falar sobre as características dos índigos, quero
esclarecer que o trabalho do doutor Egídio é uma pesquisa
realizada aqui no Brasil iniciada há aproximadamente oito anos
atrás. Ele conheceu o trabalho de Lee Carroll/ Jan Tober, porém
formulou o seu próprio estilo de trabalho. O livro "Educando
Crianças Índigo" (São Paulo: Butterfly Editora) apresenta essa
pesquisa para que possamos tomar conhecimento, analisá-la,
implantá-la (na medida do possível) e validá-la.
Não está fechada e nem contém a verdade absoluta. O doutor
Egídio era argentino radicado no Brasil, psicólogo,
psicopedagogo, pesquisador, professor universitário, palestrante
e escritor com várias obras publicadas, residia em Porto Alegre
(RS). Atendia crianças e adolescentes índigos no Instituto
Portal do Índigo.
Foi o responsável pela introdução da Análise Transacional no
Brasil.
Por meio de seu trabalho, identificou cento e trinta e quatro
características, das quais citarei algumas:
- Estão sempre alegres;
- Vivem no aqui e no agora;
- Não existem conflitos entre o que pensam e o que sentem;
- Surpreendem com comentários sobre o Além;
- Não mostram medo, se não foram programados por modelos
familiares ou originários da TV;
- Não aceitam autoritarismo;
- Somatizam facilmente por causa de sua sensibilidade;
- Não gostam de sentir-se manipulados;
- Aprendem rápido e depois se entediam nas aulas;
- Manifestam tendências espirituais, não necessariamente
religiosas;
- Freqüentemente são conselheiros dos pais;
- Alguns manifestam, ainda na infância, que sua missão é trazer
a paz;
- Nos surpreendem perguntando o que estamos pensando;
- São líderes naturais, espontâneos;
- Sofrem muito, muito quando os pais brigam;
- Sentem-se estrangeiros na Terra, principalmente durante a
adolescência;
- Não têm problemas de auto-estima;
- Não gostam que os obriguem, por exemplo, a cumprimentar
determinadas pessoas;
- Não dão voltas, manifestam diretamente o que querem e o que
sentem;
- São altamente humanitários;
- Apreciam os desafios;
- Não aceitam bem os sermões dos outros;
- Aceitam ordens, se as considerarem razoáveis;
- Às vezes se recusam a fazer provas escritas, preferem fazer
verbalmente etc.
Comentamos aqui, que os índigos são hiperativos, porém, isto não
quer dizer que configurem o TDAH (Transtorno de Deficit de
Atenção com Hiperatividade). Embora estejam sendo muito
confundidos com esse transtorno, os índigos não apresentam
dificuldades de aprendizagem. Quando são assim diagnosticados e
passam a consumir Ritalina, acabam sofrendo vários efeitos
colaterais.
Prosseguindo, o doutor Egídio procura desfazer alguns mitos,
que, segundo faz questão de afirmar, “não são compatíveis com as
crianças índigo”. “Muitas fantasias estão sendo divulgadas sobre
a natureza e o comportamento dos índigos, para as quais não
existe nenhum fundamento:
- Os índigos são os heróis e salvadores da humanidade;
- São superdotados (sempre);
- São portadores de todas as inteligências múltiplas;
- São dotados de visão holística e até holográfica ;
- São reservados nas manifestações de afeto;
- Sentem-se as ovelhas negras da família;
- São frios ou indiferentes (apresentam, na verdade, muito
equilíbrio, graças ao uso dos três lados do cérebro);
- São fracos (ao invés, são dotados de afetividade visceral);
- São arrogantes (ao contrário, são dóceis, firmes, e não
arrogantes);
- Podem ver o campo magnético, a aura das pessoas.
O doutor Egídio também enfatiza no seu trabalho que a educação é
de responsabilidade dos pais e não da escola, que é
co-participativa no processo de formação. A escola transmite
conhecimento, é responsável pela instrução, porém, a formação
dos princípios morais é atribuição da família. Devido às
necessidades de adaptação em relação aos índigos, ele cita na
página 31 da referida obra:
“Se os antigos paradigmas educacionais davam algum resultado, no
que diz respeito aos índigos devem ser abandonados e
substituídos por um novo sistema de entendimento. Esse novo
sistema requer grandes mudanças na mentalidade de pais e
professores. Em resumo:
- O índigo precisa aceitar que é um ser diferente dos demais;
- Para desenvolver-se, necessita estar rodeado por familiares
que compreendam que é diferente e o apóiem no seu
desenvolvimento;
- Na escola precisa da mesma aceitação e do mesmo apoio. Por
isso propomos a Pedagogia de Valores como o sistema mais
apropriado para o seu desenvolvimento;
- De nada adiantará insistir nos antigos paradigmas, que usavam
autoritarismo, penalidades etc;
- Nas primeiras etapas de sua vida, principalmente durante os
primeiros sete anos, decide basicamente se aceita ou não sua
condição;
- Não pode desenvolver seu potencial apenas por si mesmo.
Necessita da parceria de pais e professores que se adaptem à sua
condição atípica, em lugar de, como acontece freqüentemente,
pretender adaptá-la a uma educação voltada aos que não possuem
os mesmos recursos de que os índigos dispõem.
Mencionamos aqui a Pedagogia de Valores.
Você deve estar se perguntando:
O que é isso?
Essa pedagogia é baseada na Paidosofia que ensina que o objetivo
da Educação é a conduta humana em sua inter-relação.
Em relação a isso doutor Egídio nos diz o seguinte:
“A aplicação didática da Pedagogia que estou propondo neste
livro (...) exige o conhecimento dos valores que especifico a
seguir. Esse ensinamento e sua prática foram adquiridos ao longo
de anos de estudo, pesquisas e trabalho com índigos,
experimentados da forma descrita em seguida.
Do valor Justiça outros 27 valores complementares se derivam”
assim como: Deus, ordem, liberdade,equilíbrio, auto-estima,
sabedoria, tolerância, segurança, família, tempo,
confraternidade, solidariedade, cooperação etc.
Esta pedagogia não tem por objetivo substituir a que normalmente
se tem na escola; entendo ser a sua aplicação necessária para
estimular nos índigos e creio que também nos não índigos as
aptidões voltadas para o desenvolvimento das suas virtudes.
No livro de Egídio Vecchio, encontramos ainda vários
questionários, que sendo utilizados, na presença de um
profissional que saiba manuseá-los, pode auxiliar, e muito, a
identificação se o seu filho é realmente um índigo, além das
relações familiares cujos mandatos se perpetuam nos filhos
através das condutas parentais positivas e negativas, além
disso, consta também questionários sobre as inteligências
múltiplas e os quatro tipos de temperamento tão bem esclarecidos
pela pedagogia Waldorf.
Você poderá perguntar agora:
Existe escola preparada para atender aos índigos?
A resposta por enquanto ainda é não. Há que se fazer à
conscientização do sistema de ensino, familiar, do sistema de
saúde e de todos os que de uma forma ou de outra estejam
envolvidos com essas crianças que são os agentes de
transformação que estão por aqui para provocar as mudanças
necessárias em todas as áreas como pudemos perceber no início da
nossa conversa.
O que aqui expusemos é apenas uma pálida idéia do que há por
fazer...

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Quem são as
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VALDENIZA SIRE SAVINO, psicóloga clínica licenciada em
pedagogia, expositora espírita e diretora de ensino e
psicologia do Centro Espírita Elos de Amor e também da
assistência psicológica do Grupo Espírita Geam, ambos
localizados na Zona Norte da cidade de São Paulo.
Contato:
valdenizasavino@terra.com.br, Rua Força Pública, 22
(Santana), São Paulo/SP CEP 02012-80, telefone (11)
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