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Estresse na infância |
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Ao ler uma das
revistas periódicas de psicologia (Ciência & Vida - Psique, mês
12/06 ), deparei-me com o seguinte artigo:
Brasileirinhos Irritados: "Crianças brasileiras são as
mais estressadas do mundo. Essa é a conclusão de uma pesquisa
feita pelo Instituto Synovate, por encomenda do canal fechado
Nikelodeon. No total, foram entrevistadas 2800 crianças, de 8 a
15 anos, de classes A, B e C, em 14 países - Argentina, Brasil,
China, Dinamarca, França, Alemanha, Índia, Índonésia, Japão,
México, África do Sul, Suécia, Inglaterra e Estados Unidos".
Beatriz Mello, uma das responsáveis pela pesquisa diz:
"As crianças são constantemente estimuladas por informações
vindas de todas as partes e isso tem conseqüências profundas em
suas vidas".
A pesquisa mostra ainda que, medo da morte dos pais, preocupação
em conseguir um bom emprego, fazer os pais felizes e estar acima
do peso foram alguns fatores apontados pelas crianças
brasileiras, o que resulta em um diagnóstico de estresse.
"Elas são as que mais sofrem com os sintomas negativos da
globalização, já que se sentem inseguras e se preocupam mais em
participar do mundo e corresponder às expectativas dos pais.
Para relaxar, assistem à TV e ouvem música. O choro também
funciona como uma válvula de escape".
Poderíamos até argumentar se em comparação com a quantidade de
crianças existentes no País, a amostragem (média de 200 crianças
para cada país) é tão significativa assim para justificar essa
generalização?
Bem, o que nos chama a atenção aqui, é que embora o número de
crianças pesquisadas possa não ser tão representativo, já é um
alerta para observarmos melhor as crianças e adolescentes, e
deixarmos de achar que os "chiliques" que elas têm sejam somente
coisas da idade.
Paremos um instante e pensemos:
Como é a infância atualmente? Onde as crianças brincam? Com quem
brincam? Quais são seus brinquedos? Quantas horas ficam com os
pais? Quando a família está reunida como são as conversas? Será
que a TV participa das conversas também? Isso quando não estão
todos preocupados em escolher quem é que será eliminado do BBB
(Big Brother Brasil). E na escola? Será que sentem-se seguras e
têm prazer de lá estar?
Essas são somente algumas das reflexões que envolvem a análise
dessa tão importante questão.
Para começar, o que não é novidade para ninguém é que hoje o
berçário e depois a pré-escola é que estão substituindo os
cuidados maternos e o ambiente para o desenvolvimento motor,
social e emocional de grande parte das crianças.
Brincar na rua? Nem pensar! Todas asfaltadas e com trânsito de
automóveis, motos, etc.
Subir em árvores? Isso é coisa do passado porque estas foram
substituídas pelos trepa-trepas das escolas.
Andar na chuva? Não pode! Vai ficar doente!
Ir à casa dos amigos, ou recebê-los na sua casa? Como? Os pais
trabalham e não há ninguém para tomar conta!
Geralmente, os dias se passam mais ou menos assim:
Todos chegam em casa, depois de um dia inteiro de trabalho (os
pais) e de escola (s) (filhos), digo isso, porque os filhos
quando não estão em período integral em uma escola só, têm aula
de inglês, espanhol (afinal, precisa saber falar mais do que um
idioma!), natação, balé (que, na maioria das vezes é porque a
mamãe acha bonito), kumon, curso de computação... Ufa! Ah!
Lembre-se! Você tem que se preparar para o vestibular!
Tudo isso é pouco para fazer com que aprendam a viver isolados?
Depois, ninguém entende porque orkut e MSN consome tanto tempo
deles, sem falar no videogame que virou mania nacional. Anormal
é não tê-lo.
O contato familiar se reduz há quanto tempo?
Você pode, agora, a essa altura da leitura, com aquela "cara de
nada" e levantando os ombros, dizer:
- Esse é o preço do progresso!
E eu lhe respondo:
- Será? Será que é necessário ser assim? Será que não é mais
fácil seguir a "globalização", do que parar e avaliar como estão
indo as coisas em casa? Alienação não é uma característica só
dos "doentes"; aliás, o número de alienados nessa categoria
perfaz uma porcentagem bem pequena.
Estou me referindo à família, mas... Cadê a família?
Desculpem-me a ironia, mas apesar do grande número de
casamentos, a proporção de separações também é grande. E ainda
há os casamentos "doentes", onde a separação é visível e os
adultos somente moram debaixo do mesmo teto.
Acredito desnecessário se faz continuar pontuando as
dificuldades que as nossas crianças e adolescentes estão
enfrentando.
Meu objetivo ao escrever essa matéria, é que todos analisem e
avaliem como está a sua vida e também a vida dos que estão à sua
volta, principalmente a sua família. A Doutrina Espírita nos
lembra sempre das nossas responsabilidades, não para curvarmos
ao peso das mesmas, mas para que tenhamos clara noção do nosso
papel enquanto ser vivente nesse planeta.
É urgente que as pessoas se mobilizem para melhorar esse estado
de consciência, pois se continuarem se recusando, de nada
adiantará, uma vez que a nova geração (Índigos) que aqui
aportam, trazem dentro de si os valores a serem resgatados e
felizmente terão muitas dificuldades em encaixar-se nesta
realidade. Concluímos com isso, que o grande Amor do Criador por
nós (suas Criaturas) está nos proporcionando a oportunidade de
encontrarmos o equilíbrio de uma convivência sadia e mais
amorosa.

Leia outros artigos sobre o tema:
Crianças índigo e
doenças, do doutor Américo Canhoto
Quem são as
crianças índigo - Primeira parte,
do doutor Américo
Canhoto
Quem são as crianças índigo -
Segunda parte,
do doutor Américo Canhoto
Quem são as crianças índigo -
Terceira parte,
do doutor Américo
Canhoto
Quem são as crianças
índigo - Quarta parte, do
doutor Américo Canhoto
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índigos em São Paulo...
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pânico...
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VALDENIZA SIRE SAVINO, psicóloga clínica licenciada em
pedagogia, expositora espírita e diretora de ensino e
psicologia do Centro Espírita Elos de Amor e também da
assistência psicológica do Grupo Espírita Geam, ambos
localizados na Zona Norte da cidade de São Paulo.
Contato:
valdenizasavino@terra.com.br, Rua Força Pública, 22
(Santana), São Paulo/SP CEP 02012-80, telefone (11)
6221-0198.
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