Um intelectual,
estudou em Oxford e lecionou filosofia na universidade de
Glasgow.
O escocês Adam Smith (1723 – 1790), é a figura central do
desenvolvimento da teoria econômica.
Extremamente organizado, Smith apresentou de forma tão
convincente seu raciocínio sobre economia, que em poucas
décadas, ela prevalecia sobre todas as outras.
Em seu trabalho – A riqueza das nações - , Smith combateu a
teoria mercantilista, onde o Estado acumulava grandes
quantidades de barras de ouro.
Defendeu a idéia de que a produção poderia ter grande aumento a
partir do momento que fosse feita a divisão do trabalho. Era ele
também contra as práticas mercantis monopolistas.
Em "A riqueza das nações", Smith explica que o mercado se
autogoverna. A sociedade deseja um bem e o mercado irá procurar
atendê-la, no começo, esse bem estará escasso, seu preço
naturalmente se elevará, os lucros serão maiores, isso
estimulará a entrada de concorrentes para a produção deste mesmo
bem, e a entrada da concorrência fatalmente jogará o bem para
seu preço de custo de produção. Segundo Smith: “ Cada indivíduo
procura apenas seu próprio ganho, mas é como se fosse levado por
mão invisível à produzir um resultado que não fazia parte de sua
intenção... Perseguindo seus próprios interesses, freqüentemente
promove os da sociedade, com mais eficiência do que se realmente
tivesse a intenção de fazê-lo.” (A riqueza das Nações, Livro
quatro, segundo capítulo).
Adam Smith fez trabalho tão importante que deixou seu nome
marcado na história da humanidade.
Se você, caro leitor, não gosta de economia e julga que não
precisa saber seus preceitos, sinto em informar, mas terá que se
tornar um discípulo de Smith, porque a economia está em nosso
dia a dia.
Aliás, com certeza ela deve ter inclusive influenciado
diretamente em seu humor pelo menos uma vez na vida, ou você
nunca se pegou esbravejando porque a gasolina aumentou de preço?
O preço do pãozinho subiu de novo? É que a farinha está escassa
no mercado.
Importações, exportações, alta do dólar... Sim meu caro, tudo
isso repercute diretamente em nossa vida, sejamos abastados ou
não.
A época da codificação da Doutrina Espírita, Kardec não deixou
passar despercebido as questões concernentes a economia,
principalmente aquela economia que se refere a nosso dia a dia,
e que treinamos, queimando as pestanas, dentro de nosso lar.
Será que o salário chegará ao fim do mês? Será que conseguiremos
pagar as contas? Ah, quanta dor de cabeça, quanta preocupação!
Por que não sou rico?
Pois sim, convido-lhe então a observar a questão de 811 de “O
Livro dos Espíritos” (São Paulo: Petit Editora), e ver a razão
pela qual a maioria dos mortais, têm de se equilibrar muitas
vezes com apertado orçamento:
A igualdade absoluta das riquezas é possível e alguma vez já
existiu?
Não, ela não é possível. A diversidade das faculdades e
do caráter entre os homens se opõe a essa igualdade.
Com essa resposta objetiva, os Espíritos encerraram o assunto:
Nem todos têm condições de administrar fortunas. Aliás, as
fortunas podem ser inclusive motivo de grande comprometimento e
derrocada moral. Exigem grande responsabilidade, porque estar em
posse de grandes bens terrenos, é assumir perante a Divina
Providência o compromisso de fazer girar a economia do planeta.
Gerando empregos, contribuindo com pesquisas, instruindo
criaturas, incentivando talentos, investindo na educação,
espalhando esperança... Alguns homens, mais desenvolvidos
transformam qualquer coisa em ouro, têm eles o poder de
frutificar o pouco que lhes dão. Já outros, sem o mesmo grau de
desenvolvimento, transformam ouro em nada, dizimando fortunas em
poucos meses. Certa vez, assisti entrevista com alguns
ganhadores de prêmio de loteria. Milionários da noite para o
dia, tinham o suficiente para levar uma existência tranqüila
financeiramente, no entanto, muitos além de perder tudo que
ganharam, contraíram mais dívidas ao tentar salvar o seu já
dilapidado patrimônio. Ou seja, ficaram mais pobres do que eram
antigamente, antes de ganhar o prêmio.
Mas note prezado leitor, que o exercício de se equilibrar com um
orçamento apertado, nos faz pensar, raciocinar, coibir os
excessos que o mundo moderno nos permite, enfim, somos impelidos
ao progresso. Melhor: Aprendemos a ser feliz com pouco.
É como diz Smith: Mãos invisíveis nos guiam em direção a
organização, quer queiramos ou não, a vida funciona de tal
forma, que nos faz caminhar rumo a melhoria. Por essas e outras,
caro leitor, é que reitero: ganhando muito ou pouco, precisamos
nos tornar discípulos de Adam Smith para que possamos assim
equilibrar nosso orçamento e nossa vida.
Por isso, vamos abordar assunto interessante, independente se
ganhamos rios de dinheiro ou não.
É a questão do orçamento familiar:
Muitas pessoas se perdem na hora de administrar suas finanças
por causa de uma questão básica: Gastam mais do que ganham.
O segredo não está em ganhar muito ou pouco, mas sim, na forma
como se administra suas finanças.
Se você, caro leitor, é daqueles que sai para comprar um sapato
e volta com um sapato, uma calça, duas camisas, dois cintos e de
quebra aparece com um novo aparelho de celular, porque o outro
que você tinha não bate foto, saiba que seu orçamento corre
sério risco de estourar. É que você, meu caro, está incluso na
lista daqueles que perdem facilmente o foco dos objetivos, e
deixam se deslumbrar com a aparente facilidade de consumo que o
mercado oferece.
E para colaborar, nossa sociedade ocidental, movida pelo
capitalismo, propaga esse intenso consumismo, que a níveis
exagerados, causa rombos difíceis de serem reparados nas
finanças domésticas.
Venha para cá, dinheiro fácil e rápido! Diz sedutora mensagem de
algumas financeiras.
Ei, você quer cartão de crédito? Que tal aumentarmos seu limite
no banco, as taxas são baixas!
Tanta facilidade conquista quem não tem objetivos bem definidos,
deslumbrado que se está com as “maravilhas” que lhes oferecem,
não raro, caem em complicações financeiras.
Há que se atentar para um conselho da economista Miriam Leitão:
Dinheiro é mercadoria, e como tal, deve ser pesquisado, as taxas
de juros são atraentes? O investimento vale a pena? Não seria
melhor poupar e esperar um pouco mais? Será que isso é realmente
necessário?
Para que não se caia nas malhas da ditadura do consumismo, é
preciso que identifiquemos nossos objetivos, a fim de que não
percamos o foco: O que nos é importante para esse momento?
Investir em nossa educação? Ou trocar de aparelho celular?
Comprar um carro novo? Ou poupar para a casa própria?
E definidos os objetivos, vamos ao planejamento de nosso
orçamento, eles estão divididos em três partes e devem ser
criteriosamente anotados:
Despesas – Receitas – Reservas.
Despesas – Contas de água, luz, aluguel, higiene,
educação,saúde, lazer...
Receitas – O que entra de finanças – Salários, comissões,
gratificações...
Reservas – O que conseguimos poupar para realização de
objetivos: Trocar de carro, viajar, comprar um micro novo...
Freqüentemente ocorre de Despesas serem maiores que Receitas,
então, além de não sobrar nada para reserva, estamos
literalmente no vermelho.
Só há uma maneira de sanar esse problema: Cortar gastos extras.
Menos tempo no banho, economia na luz, diminuir o número de
carnês com prestações...
Outro ponto importante: Se no final do mês sobrar dinheiro, o
melhor a fazer é investir com inteligência, as formas são
inúmeras: Poupança, aplicações em renda fixa ou renda variável,
planos de previdência privada...
Bem, caro leitor, simples não? A teoria é sempre bem mais
simples que a prática, todavia, é imperioso para uma boa saúde
financeira, que procuremos, queimar as pestanas, para fazer
andar junto Teoria e Prática, porque gostando ou não de
economia, forçoso admitir:
Saber lidar com ela é também ponto importante para nosso
progresso como Espíritos em processo evolutivo!
Pensemos nisso!

Leia outros artigos
de Wellington Balbo
Administração do
centro espírita...
O poder e a
autoridade...
Não gosto do Big
Brother Brasil...
Um inglês apaixonado...
Ver outros colunistas...
Ir
para página principal...