www.jornaldosespíritos.com

 
Saiba mais...

Eles começam mais cedo

É inegável, a cada dia as crianças são mais precoces...

AMÉRICO CANHOTO

É inegável, a cada dia as crianças são mais precoces,  aprendem tudo mais rápido; fazem coisas que os pais não conseguem, dominam artefatos da modernidade que para os adultos parecem enigmas indecifráveis; os pais “babam de felicidade”, imaginam terem sido contempladas com um gênio e até adoram dizer para todo mundo que a criança se alfabetizou sozinha que faz isso e aquilo sem que ninguém a tenha ensinado; disfarçam, mas não conseguem esconder o orgulho e o contentamento.
Quais as razões?
As explicações para tal fato são muitas, variadas, contraditórias, algumas são interessantes; grande parte delas baseia-se no volume de informações que a criança recebe desde o nascer.
Uma forma simples de abordar esse comportamento precoce tanto psicológico quanto orgânico, baseia-se no fato de que até os 3 anos de idade quem comanda a vida da criança é o subconsciente, dos 3 aos 7 ele vai cedendo lugar ao raciocínio lógico. O subconsciente pode ser comparado a um scanner de computador que absorve e incorpora o que lhe é apresentado sem capacidade de triagem; lógico que o volume de informações tanto adequadas quanto perniciosas a que a criança hoje está submetida é incrivelmente maior a cada dia que passa.
O espaço não permite discorrer sobre o assunto queremos apenas lançar algumas dúvidas urgentes e inquietantes sobre questões que nos preocupam, e muito.
O que fazer com o número crescente de crianças rotuladas de hiperativas e DDA? Vamos dopá-las ou “domá-las” com remédios? O que será da sociedade futura? Será que esse tipo de comportamento hoje rotulado de problema; não será em breve considerado um padrão normal?
A antiga criança tristonha de ontem e futuro depressivo na maturidade deu lugar à já depressiva com direito a todos os sintomas e manifestações que antes era prerrogativa do adulto; que colorido e sabor terá a vida dessas crianças?
Os medrosos de ontem deram lugar à criança em pânico com direito a peripaque que acaba em medicação no P.S.; o que esperar dessas para si mesmas e para a coletividade?
Quais as perspectivas para uma criança que já fala com todas as letras em tirar a própria  vida? O que terá levado o suicídio infantil a preocupar sociedades de todo o mundo?
Qual a qualidade de vida de uma menina de 7/8 anos que já menstrua? Como e quando será seu climatério? O que fazer com crianças grávidas? Vão brincar de bonecas com os filhos? E se no ritmo que as coisas caminham elas menstruarem com 4/5 anos? (não é fantasia). Vamos colocar anticoncepcional nos alimentos?
Breve não dará mais para ignorar os estupros entre crianças não registrados em B.O. Que motivos levam ao crescimento tão rápido da violência sexual de todos os tipos nas escolas?
Numa sociedade onde já predominam obesos, o que será considerada obesidade mórbida? Cirurgias de redução do estômago farão parte da rotina da vida infantil?
Como resolver o problema da insônia das crianças? Vamos usar drogas?
Elas cada vez mais apresentam doenças que antes só atingiam os idosos; o que vamos fazer com elas, aposentá-las antes de entrarem no mercado de trabalho?
Caso continuemos nessa política de vida de não planejar para depois sair correndo atrás de pagar o prejuízo, as crianças de hoje terão poucas chances de vida longa.
Planejar significa antever ou enxergar adiante.
Convidamos a sociedade a uma reflexão urgente a respeito de tão importante assunto.
Boa parte dos mestres tem filhos ou pretendem tê-los, segundo esse foco sugerimos alguns temas para reflexão e algumas medidas de emergência.
Um ponto crucial: a educação na atualidade está voltada para a profissionalização. De que adianta um cada vez mais jovem e promissor profissional, se mesmo antes de começar a produzir e colher os frutos de tanto investimento de tempo e recursos de todos os tipos já se encontra em depressão, angustiado, em pânico ou travado no desempenho?
O que desejamos de fato para nossas crianças?
Como medida preventiva ou um tipo de quebra-galho, sugerimos uma drástica redução dos estímulos mentais e emocionais; especialmente à noite. O uso dos recursos eletrônicos deve ser objeto de instituição de normas rígidas na vida em família.
O uso do corpo deve ser estimulado; “cuidar da mente e do corpo” é um paradigma que deve ser levado ao pé da letra.
Para quem duvidar, observe, desarme-se do “nada a ver” que é o recurso mais simplório de fuga que usamos para deixar tudo na mesma, preste atenção á sua volta; cuidado também com a atitude de escape: sempre imaginamos que isso ou aquilo nunca vai acontecer na nossa casa, só na dos outros.
Para que a pressa? Quem disse que estamos aqui apostando corrida?
De que vale ser um aluno brilhante, um profissional promissor, morto de forma precoce ou inválido como brilhante profissional?

Tenhamos calma e juízo...


Relação de artigos de Américo Canhoto...

Ver outros colunistas...                                             Ir para página principal...

Américo Marques Canhoto - Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito.


Jornal dos Espíritos - o seu jornal espírita na internet
 Copyright 2005 - Todos os direitos reservados.
 redacao@jornaldosespiritos.com
Microsoft Internet Explorer - 6.0 - Resolução: 800 x 600