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Aventura na escola...
DA
REDAÇÃO |
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Calvin, herói das HQ, célebre criação de
Bill Watterson, vive suas aventuras na
escola.
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Para entender a
DISLEXIA
Os disléxicos costumam ter QI acima da média
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ALBERT EINSTEIN,
cientista que desvendou o átomo, foi um disléxico |
Conforme o prometido à leitora tentaremos abordar o tema que
após mais de 130 anos de estudos ainda é controvertido. Na
atualidade é objeto de experiências e estudos de equipes
multidisciplinares com a ajuda de muitos recursos da tecnologia,
ainda assim cada grupo põe em foco a visão segundo suas
perspectivas. Deixamos claro que não somos especialistas no assunto,
apenas agregamos ao que consta da literatura nossa experiência
pessoal tanto como disléxico quanto como espírita, mesmo que na
codificação nada tenha sido relatado de forma específica, como
tantas outras situações e problemas da atualidade.
Com certeza no passado remoto e próximo, muitos disléxicos foram
tratados como incompetentes, preguiçosos e desatentos. Quantos
depressivos, suicidas e angustiados teriam sofrido desse mal?
Mas
o que é dislexia afinal?
Dificuldade para identificar letras, sílabas, palavras e seus
respectivos sons. Na realidade, a dislexia prejudica principalmente
a linguagem, mas acaba acarretando problemas em outras áreas: em
leitura, soletração, escrita, linguagem expressiva ou receptiva,
em razão e cálculo matemático, como na linguagem corporal e social.
Isso ocorre porque na grande maioria das matérias é necessário, em
algum momento, escrever. O principal obstáculo para o disléxico é
fazer a relação entre os sons e sua representação visual, por meio
das letras. Por isso, as crianças que possuem esse distúrbio
enfrentam muitas dificuldades de alfabetização. É somente neste
período que o diagnóstico se torna possível. A criança disléxica
pode até ter algum retardamento no aprendizado da fala, mas os
sinais mais claros aparecem mesmo no início do período escolar:
dificuldade na leitura e escrita, não reconhecimento de rimas, pouca
atenção às aulas, falta de organização, em razão de problemas na
memória imediata, pois o disléxico tem dificuldade em se posicionar
no tempo, torna-se difícil às vezes discernir o que vem antes e
depois. Apesar das dificuldades costuma ter um QI (quociente de
inteligência) bem acima da média. Pesquisas mostram que os
disléxicos costumam ter o lado direito do cérebro, relacionado às
atividades criativas, maior que o esquerdo. Isso faz com que eles
geralmente procurem atuar em profissões liberais e artísticas.
Talvez isso explique a quantidade de comunicadores, empresários e
artistas que convivem com o problema. A dislexia abaixa a auto-estima das crianças que passam a ser tratadas como problemáticas.
Dislexia é uma específica dificuldade de aprendizado da linguagem:
não tem como causa falta de interesse, de motivação, de esforço ou
de vontade, como nada tem a ver com acuidade visual ou auditiva como
causa primária. Dificuldades no aprendizado da leitura, em
diferentes graus, é característica evidenciada em cerca de 80% dos
disléxicos.
Nos Estados Unidos estima-se que 20% da população americana seja disléxica –
ressalte-se que as pesquisas admitem que ainda há muitos disléxicos
não diagnosticados. Estima-se que de cada 10 alunos em sala de aula,
dois sejam disléxicos, com algum grau significativo de dificuldades.
Graus leves, embora importantes, não costumam sequer ser
considerados. Outros estudos associam o distúrbio à violência
infanto-juvenil, além do registro de que 40 (quarenta) crianças se
suicidam todos os dias, naquele país. E que dificuldades na escola e
decepção que eles não gostariam de dar a seus pais estão citadas
entre as causas determinantes dessa tragédia. Outros estudos mostram
ser de 70% a 80% o número de jovens delinqüentes nos Estados Unidos, que
apresentam algum tipo de dificuldades de aprendizado. E que também é
comum que crimes violentos sejam praticados por pessoas que têm
dificuldades para ler. E quando, na prisão, eles aprendem a ler, seu
nível de agressividade diminui consideravelmente.
Como andam as coisas aqui no Brasil? Difícil saber, pois falta de
tudo até informação e, quando há ela é tão desencontrada que mais
desinforma. Provavelmente a Dislexia seja causa ainda ignorada de
evasão escolar em nosso país, e uma das causas do chamado
"analfabetismo funcional" e de muitas mazelas sociais, culturais,
políticas. Com certeza é responsável por muitos desastres
existenciais. Como vícios de todos os tipos, iniciados para
compensar o sentimento de menos valia. E a gula reforçada pela
ansiedade que pode levar á obesidade? Não será também uma
conseqüência desse distúrbio?
A cada dia o problema tende a agravar-se em virtude do estilo de
vida atual muito acelerado. Qual a contribuição da hiperatividade,
déficit de atenção, perda de memória, estresse e cansaço crônico?
Qual o papel das padronizações no ensino? Qual a razão de não ser
permitido a cada pessoa aprender do seu jeito?
O
que o Espiritismo tem a dizer?
Claro que todas nossas dificuldades existenciais representam
resultantes de escolhas antigas e presentes tanto individuais quanto
coletivas.
O que fazer?
Com a palavra os especialistas.
Na nossa humilde opinião: reformar com urgência o sistema
educacional alinhando-o aos princípios da lei do amor e da harmonia.
Mas, como adoramos brincar, a etimologia da palavra dislexia pode
nos trazer alguma luz. O termo: dys, significando imperfeito como
uma disfunção, isto é, uma função anormal ou prejudicada; e lexia
que, do grego, dá significação mais ampla ao termo palavra, isto é,
como linguagem em seu sentido abrangente. Será que orgulho e egoísmo
impedem nosso diálogo íntimo e principalmente com o próximo? Quem
sabe o exercício do perdão a nós mesmos e ao próximo não facilite a
cura de tão grave doença evolutiva. Quando iremos ensinar as lições
de Jesus
nas escolas sem a roupagem da religião? Paz. (AMÉRICO CANHOTO,
ESPECIAL PARA O JORNAL DOS ESPÍRITOS) 
Relação
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Américo Marques Canhoto
- Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito
de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de
1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto,
Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia
pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu
que esse médico era um espírito. |
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