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BETTY BOOP,
criação de Max Fleischer na década de trinta:
garota independente e provocadora.
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Dia
Internacional da MULHER |
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Quais são os desafios da mulher moderna? |
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AMÉRICO
CANHOTO (ESPECIAL PARA O JORNAL DOS ESPÍRITOS) |
Por
motivos que extrapolam a própria formação do planeta – na polaridade
masculino/feminino dos ocidentais ou Yin e Yang do tradicional
conhecimento oriental -, o pólo menos valorizado foi o que
corresponde à mulher e em muitos recantos do planeta continua sendo
uma realidade. Até na mitologia religiosa da Gênese humana a mulher
é tida como um apêndice, pois foi criada a partir de uma costela do
Adão (figura que simboliza o início da raça adâmica). Aspectos
mitológicos à parte, nosso interesse neste bate papo é a respeito do
que a mulher dita moderna pode fazer por si própria e pela condição
espiritual de encontrar-se hoje habitando um corpo feminino com
todos os seus direitos e obrigações. Que fique bem claro: com todos
seus direitos plenamente exercidos e obrigações cumpridas de forma
voluntária.
Sempre fui avesso a datas comemorativas para nos lembrar de fatos e
posturas que devemos cultivar vinte e quatro horas por dia, mas sou
obrigado a ceder à lei da relatividade – essas datas funcionam como
lembretes, mesmo que deturpados pela maioria oportunista.
Fatos
históricos
Segundo
http://pt.wikipedia.org/wik/
O Dia Internacional da Mulher é celebrado a 8 de março. É um dia
comemorativo para a celebração dos feitos econômicos, políticos e
sociais alcançados pela mulher; para maiores detalhes a Net está à
disposição dos interessados.
Para começar a conversa sobre tão importante assunto e que comporta
milhares de formas de ver e perceber a situação, os tópicos em
destaque servem muito bem para exercer nosso papel de cético (antigo
advogado do diabo).
Do que tratam esses valores econômicos, políticos e sociais?
Como se enquadram nas tendências da chamada vida moderna?
A armadilha dos machistas foi cuidadosamente montada pela sociedade
da tecnologia e do consumo. Quais os desafios colocados à frente da
chamada mulher moderna pelas feministas do passado trazem
felicidade, paz e realização? O que as mulheres liberais e bem
sucedidas na vida ganharam? Todas estão aptas a tornarem-se bem
sucedidas segundo os valores que predominam?
Lançamos um desafio aos amigos leitores:
O que caracteriza uma mulher bem sucedida hoje?
Ótima profissional. Ganha bem. Independente. Inteligente. Sedutora.
Soberana nas emoções. Imune ao envelhecimento. Linda, feminil e
fêmea... Um "mulheraço" – mas quem consegue ser um "mulheraço"?
Aliás o que é um "mulheraço"? Corpo escultural, "boa de cama", boa
mãe, boa amante, boa de cabelo, boa de pele, boa, boa, boa...
Boa para quem? Boa para o que? Quem disse isso? E se ela não for
boa?
Quem é
vitorioso na guerra dos sexos?
Claro que nas
sociedades onde predominam os espíritos mais atrasados do planeta
elas ainda nem entraram no jogo, pois em nome da cultura e da
religião: são obrigadas a esconderem seus rostos para o público, são
mutiladas para não sentirem prazer. São tratadas como seres
inferiores pelos animais travestidos de magnatas ou até de pobretões
que as compram a troco de vacas, carneiros e outros bichos – esse é
um assunto para ser resolvido em Nibirus e não aqui na Terra. Mas
retornando; até na pseudo progressista sociedade ocidental
tecnicista/ consumista, a mulher entrou no jogo, mas já saiu
perdendo de goleada; pois graças às draconianas arautas da
libertação feminina: hoje ela tem que ser “boa” neta, filha,
namorada, amante, mãe, tia, esposa, etc. O pseudo-adversário - o
homem -, ficou na maior comodidade: é apenas mantenedor da família
(mentira; pois as mulheres no Brasil já respondem em torno de 59 por
cento da condição de pagar as contas da prole). O macho brasileiro
assumiu sua condição de mero reprodutor: faz um filho aqui, vários
ali e vai embora atrás de outra fêmea, isso é tão verdade que
expoentes do poder no país assumem que sua mãe foi tudo na sua vida
e seu pai foi um medíocre. Porém essa postura é repetida às avessas
por ícones da mídia que usam machos bonitos para gerarem filhotes
que serão expostos à mídia como reprodutores de primeira (suas fotos
e vídeos são vendidos a preço de ouro para que as cobaias tentem
copiá-las).
Na guerra dos sexos as mulheres saíram perdendo com a ajuda de suas
próprias infelizes e “vencedoras” companheiras que se vendem a troco
de “banana” para os detentores do poder da sociedade do consumo de
tudo, até dos mais básicos valores da razão do existir. Nem vou
dizer nada a respeito das infelizes que apregoam o direito de
abortar como conseqüência do direito da mulher sobre dispor de seu
corpo, essas infelizes cósmicas nada merecem além da nossa
misericórdia e da prioridade em nossas orações.
Como
colocar a mulher no seu verdadeiro lugar?
Basta apenas
seguir as recomendações do maior defensor dos direitos da mulher de
que já ouvi falar: Jesus – quem estudar o Evangelho descobre nele e
na sua postura de vida, a essência do feminismo. E a primeira mulher
que tenho notícia de alcançar a plenitude do direito feminino foi
Maria de Magdala, cujo exemplo de vida deve servir para todas as
mulheres da modernidade e de todos os tempos sem exceção. Toda Maria
de Magdala um dia vai virar Madalena...
O papel da libertação feminina daqui em diante é ajudar a mulher a
discernir entre seus direitos e obrigações.
Cada polaridade tem sua função a cumprir. Claro que na reta final de
um planeta nos estertores da reparação e da expiação em direção à
regeneração estejamos expostos aos descalabros em larga escala do
tipo: espíritos polarizados como homens querendo assumir papel
feminino que conspurcaram e mulheres que se dizem cansadas de serem
subjugadas tentando submeter espíritos adormecidos como suas vítimas
sexuais. Como disse um trovador do cenário popular: homem é homem e
mulher é mulher, o resto é doença que deve ser tratada como qualquer
outra: com amor, tolerância e compreensão...
Não querendo me meter onde não sou chamado, mas com obrigação de
fazê-lo como parte da tarefa que escolhi, escrevi estas breves
considerações, para atender ao pedido de amigos, mas que me
trouxeram de volta uma das maiores frustrações que já tive como
médico metido a educador; explico: vendo as mulheres como as maiores
vítimas, na época, da indústria farmacêutica que comanda a formação
dos médicos no mundo ocidental, nesse contexto conseguiram
transformar a menopausa e a “síndrome do ninho vazio” numa doença –
pois bem, organizei um curso de vários meses, com projeção para
virar uma associação capaz de trazer o assunto até a pré-escola – a
idéia era conscientizar as “velhotas” a levarem suas experiências
bem ou mal sucedidas para suas filhas e depois às netas, para que as
“besteiras” não se repetissem. O que consegui na época? Meia dúzia
de mulheres de meia idade – “cocotas” em termos de instrução –
depois de três meses fiquei falando para duas, e logo resolvemos em
comum acordo que estávamos perdendo tempo. Dia destes fazendo uma
limpeza nas minhas coisas, tenho essa mania, quase joguei fora tudo
o que se relacionava com essa experiência frustrante. Confesso que
durante um bom tempo recebia pacientes com problemas dessa natureza
com a mesma má vontade que recebia os obesos que buscavam uma forma
mágica de emagrecer – claro que mudei, mas resolvi daquela época em
diante investir minha tarefa de vida na busca do auxílio às crianças
a reformarem o mundo pessoal e o coletivo.
Peço desculpas às mulheres que ainda nem pensam em exercer seu papel
principal na polaridade em que se encontram: ser mãe. Conversaremos
com as filhas e tias a respeito disso, outro dia.
Resumindo o que ouvi de meus pequenos pacientes ao longo do tempo a
respeito do assunto, gostaria de repassar isso às mulheres e aos
homens de boa vontade. Prestem atenção aos anseios dos meus amados e
adoráveis pequeninos.
Qual a mulher
ideal para as crianças?
A mãe.
Como ela deveria ser?
Aquela amiga que ouve sem cobrar. Que fale menos e que esteja mais
presente. Prestem atenção: as crianças não cobram uma mãe admirada,
sexy, nem feliz, apenas solicitam um ouvido amigo, um regaço de paz,
alguém em que confiar.
Amigas queridas, amadas, neste dia nosso simples desejo: sejam vocês
mesmas, não permitam que espíritos aproveitadores as enquadrem em
padrões de qualquer tipo, cumpram seu papel, não queiram, ser homens
pois isso as tornará infelizes. Na dúvida sobre o que fazer; façam o
que está destinado a essa polaridade: amem. E principalmente,
amem-se, respeitem-se, nunca pensem em abortar e não permitam que
ninguém lhes diga o que é preciso para ser feliz.
Amo todas vocês, de paixão, mesmo não sendo conquistador, apenas um
espírito tentando aprender... Sugestão: parem de romancear a vida e
pelo amor de Deus, unam-se (parem de votar em "caras" medíocres e
bonitinhos) e elejam o primeiro presidente do Brasil feminino: o que
custa experimentar.
Vamos lá "mulherada", o mundo é vosso (vivemos em Gaya, Terra, este
é um mundo feminino)...
Assumam seu papel como espíritos em evolução. Ainda bem que não há o
dia do homem para levar o troco.
Mil beijos e que Deus nos ajude a todos. 
Relação
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Américo Marques Canhoto
- Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito
de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de
1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto,
Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia
pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu
que esse médico era um espírito. |
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