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ESPANHA fechou as portas para brasileiros.

 

Porta FECHADA para o Brasil
Espanha barrou mais de 450 brasileiros em fevereiro
 

Está em estágio preliminar, no governo espanhol, um estudo para determinar se é conveniente ou não adotar a obrigatoriedade de visto de entrada para brasileiros, segundo reportagem do colunista Clóvis Rossi na edição da Folha de S.Paulo deste sábado. A medida já é aplicada para outros países sul-americanos, como Colômbia, Bolívia e Equador.
O visto, em tese, permitiria uma triagem do grande número de emigrantes que têm procurado a Espanha e outros países europeus nos últimos anos. Na média do mês de fevereiro, 15 brasileiros a cada dia foram "inadmitidos', conforme a terminologia oficial.
Como se trata de uma decisão inapelável das autoridades de migração do aeroporto, o consulado nada pode fazer a não ser solicitar, nas poucas vezes em que é informado, um tratamento digno aos barrados - e mesmo assim nem sempre é atendido.
O estopim da crise entre as Chancelarias de Brasil e Espanha ocorreu nesta semana quando a Espanha barrou a entrada dos mestrandos do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro), Patrícia Rangel e Pedro Luiz Lima. Eles foram impedidos de entrar na quarta-feira e devolvidos ao Brasil. Os dois estavam a caminho de Lisboa para um congresso de Sociologia, primeiro evento internacional de que participariam.

Eleições
Durante visita ao Rio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva associou a proibição da entrada de brasileiros na Espanha ao processo eleitoral daquele país. No domingo, dia 9 de março, o PSOE (Partido Socialista Operário Espanhol), do atual primeiro-ministro espanhol, José Luiz Zapatero, disputa a maioria no parlamento com o PP (Partido Popular). Reportagem da Folha deste sábado também informa que Lula apoiou a decisão do secretário-geral do Itamaraty, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, de repatriar espanhóis que desembarcaram na noite de quinta-feira em Salvador. Para não entrar em confronto com a Espanha, o Planalto, a PF e o Itamaraty afirmam que a repatriação dos espanhóis é conseqüência da decisão do governo de aumentar o rigor na fiscalização da entrada de estrangeiros no Brasil, especialmente os espanhóis.

No fundo, nem brasileiros nem espanhóis tem razão absoluta sobre os motivos da negação de entrada e de saída em cada País.
Segundo o foco dos espanhóis comuns que fazem parte da máquina estatal da Espanha, sejam eles governantes ou “frentistas” da máquina do Estado, eles têm plena razão em dificultar a entrada de brasileiros que criaram ao longo do tempo a imagem real de imigrantes da prostituição e da malandragem. É inegável que boa parte dos brasileiros que tentam a sorte de uma vida melhor na Espanha (ganhar dinheiro) ou são boleiros, prostitutas ou trabalhadores braçais ou quem se dispõe a enfrentar os serviços de medíocres segundo a sociedade espanhola atual: babás, faxineiras, lixeiros e profissões de pessoas desqualificadas perante a sociedade local.
Essa guerra de mediocridades começou há alguns meses. Claro que a disputa pelo poder na Espanha criou um clima de retaliação. Como disse o nosso venerável presidente filho de mãe analfabeta e de pai ausente e bêbado, assessorado pelos seus pouco eficientes asseclas (serão alguns deles assessores?).
Mas, o que ninguém tem coragem de assumir é a atuação dos heróis dos patrocinadores da mídia espanhola. Os resultados no futebol influenciaram e muito, a postura das “otoridades espanholas” que não diferem em nada das "otoridades brasilianas": robinhos e ronaldinhos frustraram os patrocinadores espanhóis, portanto, fora... Todos os “estrangeiros” que não tiverem a como se colocar como os espanhóis à frente se suas ambições, desejosos de estar em primeiro lugar no continente devem levar a culpa.
Mas, trazendo esse “modelo de exportação” para um aspecto prático e inteligente. De que adianta retaliar um pequeno bando de turistas espanhóis que vieram para as terras da Bahia? Quem sabe atrás de suas belezas naturais. Quem ganha ou quem perde com essa "baboseira" travestida de aplicação da justiça (será que os únicos machos que nos restam são as mulheres?).
Se a briga continuar – o que duvido, pois até nas brigas das disputas internacionais tudo é resolvido de forma duvidosa - e resolverem atuar de uma forma construtiva, que tal agirem segundo manda a lei?
Qual a empresa de controle de capital espanhol que mais prejudica o povo brasileiro? A que mais responde a processos por cobrar por serviços não prestados e por atuar como estelionatária apostando na ineficiência daqueles que representam a aplicação da justiça no país (com letra minúscula faça o favor). Para os direitos do imigrante ou do viajante brasileiro seja respeitado, antes de tudo é preciso que aprendamos a nos respeitar aqui entre nós.
Façamos todos uma mea-culpa e nos coloquemos na posição de nossos irmãos de Espanha.
Depois disso, entre com uma ação contra as empresas de capital espanhol que violam sistematicamente nossas leis e direitos. Fora todos os espanhóis que violam nossos direitos, mas abaixo todos os brasileiros que denigrem nossos valores e cultura.
Claro que alguns foram vítimas ou se acharam, do processo. Estudantes, etc. Pagaram um preço que não aceitam. Mas, o que fizeram antes para mudar nosso conceito lá fora?
Quando você aceita um emprego, que lhe dá um salário razoável, numa potência financeira de fora que está nem aí para os problemas do povo brasileiro – qual é a tua?
Vamos retaliar de improviso ou vamos estudar onde e como podemos ajudar nossos cidadãos a assumirem uma posição realmente cósmica.
Qual a solução?
Educação.
(AMÉRICO CANHOTO, ESPECIAL PARA O JORNAL DOS ESPÍRITOS)

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Américo Marques Canhoto - Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito.


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