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Sempre
é tempo de APRENDER |
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Não há
idade para aprender nem para mudar |
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AMÉRICO
CANHOTO (ESPECIAL PARA O JORNAL DOS ESPÍRITOS) |
Educação?
E daí?
Não tenho filhos!
Detesto crianças!
Os meus filhos já estão criados! Não vou perder tempo nem gastar dinheiro
com teorias sobre como educar alguém. Prefiro ler romances, assistir
novelas, ler livros de auto-ajuda, viajar, curtir...
Se uma pessoa qualquer disser para essa “criança” que sua gastrite,
rinite, pressão alta, depressão, diabetes, artrose, angústia e mal
estares diversos é pura falta de educação, vai arrumar briga;
provavelmente, pois essa “velha criança” ainda acredita em sorte,
azar, destino, DNA como determinismo e imagina que a morte (perda do
corpo físico) resolverá todos os seus problemas gerados pela má
educação. Imagina que vai recomeçar do zero: gravíssimo engano,
nesse campo o conhecimento da lei de retorno pode ajudar e muito as
crianças mais velhotas a tentarem aprender e mudar alguma de suas
antigas posturas aprendidas com seus antigos mestres...
Um dos desafios que aceitei nesta existência é tentar mostrar que
não há idade para aprender nem para mudar. Ou nos educamos, ou nos
educamos...
Encarar apenas a criança como objeto da educação ou educando é um
dos maiores e mais letais enganos que cometemos. Quem é o educador?
Quem é o educando? Qual o melhor sistema e método educacional?
Educar ou instruir? Acredito que no livro “Educar para um mundo
novo” tenhamos diminuído consideravelmente essa confusão; claro que
para os poucos que se interessaram pelo assunto – somos seres para
lá de malucos, pois todos os problemas humanos decorrerem da
educação que predomina desde imemoriáveis tempos; e tanto é verdade
que Jesus quando esteve entre nós inaugurando o final destes tempos
apenas quis ser chamado de Mestre; um Mestre em que não prestamos a
devida atenção.
Em todos os lugares ouvimos reclamações sobre como o mundo está
perdido: catástrofes são anunciadas e ignoradas, doenças em alta,
comportamentos agressivos e a falta de ética impera - roubos,
assassinatos, estupros e a violência subliminar, principalmente na
vida em família, disfarçada de estresse crônico impera.
Onde está a raiz do problema?
No sistema educacional.
Há perigo?
Estamos vivendo uma fase de transição acelerada. A Terra
encaminha-se a passos largos para ser um mundo de regeneração, no
qual o bem vai predominar. Por assim dizer, trata-se de
delicada cirurgia cósmica que desperta a atenção e o interesse de
todos aqueles que trabalham em prol da paz e da harmonia do
universo.
Espíritos de outros lugares e dimensões estão vindo até nós
encarnando pela primeira vez ou reencarnando por toda parte do orbe
terrestre. Entre eles, estão as chamadas crianças da Geração Nova
(recomendamos a leitura dos dois últimos capítulos do livro "A Gênese",
de Allan Kardec). Seu modo de pensar e de agir, ainda não
classificado pela psicologia, a diferencia das demais crianças.
De onde tiramos essas previsões simples e dotadas apenas do senso de
observação e de vivência?
Um expectador privilegiado
Desde 1977, na condição de médico de família, acompanhei o
nascimento e o desenvolvimento de muitas crianças. Hoje tenho a
alegria de atender os filhos daqueles a quem considero “minhas
crianças”.
Ao longo desses anos, sou testemunha do quanto o desenvolvimento
dessas crianças tem sido acelerado. Costumo comentar com seus pais
que, mal saem do útero, já estão querendo saber onde estão e quem se
encontra a seu redor. Brincando, digo que em breve vão nascer
falando.
Até recentemente, atribuía esse desenvolvimento acelerado ao nosso
estilo de vida, aos estímulos de todo o tipo que nos alcançam. Pouco
a pouco, mudei de idéia porque essa explicação me pareceu
insuficiente. Considerei também que não estamos preparados para
mudanças tão rápidas, mas sim confusos diante de tanta precocidade.
Observei que, a princípio, os pais geralmente ficam deslumbrados com
o filho, pequeno gênio que fazem questão de exibir, e destacam suas
habilidades. Esse deslumbramento, no entanto, dura pouco: descobrem
que essa criaturinha tem idéias próprias, não aceita ordens,
enfrenta os adultos de igual para igual e, às vezes, até parece que
lê pensamentos, além de manipular as pessoas com extrema facilidade,
lembrando-nos de “Gremlins”, de Steven Spielberg. Assistam ao filme
e façam a analogia. Nele fica patente o que acontece quando uma
regra muito simples não é respeitada.
Ao longo dos anos, observo a angústia de pais que se sentem perdidos
na educação dos filhos, crianças que se enquadram nos padrões
normais de comportamento. Essa angústia é ainda maior quando recebem
um "cara" da Geração Nova para encaminhar na vida. Nesse caso, as
dificuldades dos pais são ainda maiores. O que fazer? Onde buscar
soluções?
Muito tenho lido e ouvido falar sobre a necessidade urgente de
desenvolver-se uma nova pedagogia, adequada a eles. Concordo, mas
não acredito na eficácia de nenhuma solução enquanto nós, adultos,
não nos reeducarmos. É hora de reavaliar nossos paradigmas.
De onde
tirei essas idéias? De todo lugar e de lugar nenhum, específico.
Elas estão fundamentadas apenas na vivência de uma existência
dedicada à saúde do próximo. Essa experiência, que é bem modesta,
inclui o atendimento clínico a famílias, participação em projetos
relacionados à área de educação e ainda 14 anos de vivência
cotidiana em berçário e escola de educação infantil. Além do
conhecimento científico que busco atualizar através de leituras e
experiências profissionais que a vida me proporcionou e que me
ajudaram a crescer.
É minha intenção promover um debate em torno da natureza das
crianças de hoje, cuja educação é considerada um problema de difícil
solução. Essas crianças se apresentam muito diferenciadas daquelas
que as antecederam. Não nos preparamos para recebê-las, embora essa
nova geração tenha sido anunciada há muito tempo... Esse despreparo
é ainda mais agravado pela nossa dificuldade em aceitar o que é
novo, o que é diferente do que já conhecemos. Inseguros, rejeitamos
as inovações e estagnamos. Por comodismo, seguimos a opinião da
maioria, fazemos o mesmo que os outros, despreocupados se, é o certo
ou o errado. Seguir a maioria é o nosso álibi.
Desde Sócrates e Platão, os filósofos da Antiguidade se detiveram
diante das dificuldades de relacionamento entre as gerações. Se,
amamos nossos filhos, devemos demonstrar esse amor cercando-os não
apenas com cuidados, mas também dando ouvido a eles, além de
respeitar seu modo de ver as coisas.
Poucos estão preparados para as grandes mudanças que a Terra já está
vivendo nos dias de hoje e que, com o passar dos dias, serão ainda
maiores e mais drásticas. A maioria dos pais, acomodados ou
sentindo-se incapazes de educar os filhos, repassa essa
responsabilidade para a escola. Esse é um grande erro, no qual vamos
nos deter, buscando renovar atitudes.
Neste encontro no Grupo
Espírita Geam
Vamos apenas relembrar alguns erros que, de tão comuns nem mais os
percebemos nas lides do dia-a-dia, mas que poderão, no futuro, pela
sua repetição, causar muita dor e sofrimento tanto para os adultos
quanto para as crianças.
Aproveitamos para reforçar um alerta a respeito da transição que
estamos vivendo: de alguns anos para cá, tudo anda cada vez mais
célere, inclusive a Lei de Ação e Reação. Em outros tempos era
possível reparar ou consertar os estragos que cometíamos com
relativa tranqüilidade. Mas, atualmente, o espaço entre a causa e o
efeito está diminuindo cada vez mais.
Dentre os assuntos abordados
Questionamentos:
Quem sou eu?
Quem é a criança?
Quem é o educador?
Quem é o educando?
A responsabilidade da mídia:
Qual é o método pedagógico mais adequado?
A quem se destina a educação?
O papel da família: Mudança de DNA.
O que é a família?
A forma como a família é constituída.
Qualidade das relações na vida em família.
Separação e abandono.
Causas da falência da família.
Maneira de gerenciar:
Ausência da mãe.
Herança educacional.
Educação íntima precária.
Maturidade psicológica (mental, emocional, social) dos
familiares.
Senso de responsabilidade dos pais:
Falta de diálogo.
Conflitos.
Descuidos comuns na educação.
Educar para a vida.
Falta de limite.
Tentativa de domínio pelo medo.
Senso de honestidade dos pais.
Controle:
Manipulação.
Chantagem.
Cultura das pequenas mentiras.
Perda de autoridade.
Pensamento mágico:
Criação de paradoxos.
Vícios.
Inversão de metas e suas conseqüências.
Projeção de frustrações.
Padronização.
Em busca de privilégios:
Cultivo do meio-termo.
Aceitação das injustiças.
Demasiada exposição à ação da mídia.
Entretenimentos perigosos.
Reestruturação da família:
Modernização da forma de gerenciar a vida familiar.
Reciclagem do educador.
Escola de pais.
Educação compartilhada.
A arte de educar.
Leis básicas da vida: ensino obrigatório.
Pequenos descuidos, grandes problemas:
Na saúde.
Nos hábitos.
No comportamento.
Na afetividade.
Nas tendências emocionais.
Na vida social.
Na qualidade de vida.
Na aprendizagem.
Recursos simples e de grande utilidade:
Diário da criança.
Disciplina na rotina.
Atividade física.
Realização de coisas diferentes.
Desenvolvimento da espiritualidade.
Aprendendo a compartilhar.
Começo e fim.
Aprendendo a fazer amigos.
Treinando o ouvido.
Aprendendo a meditar.
Assumindo responsabilidades.
Este evento é dirigido a todas as pessoas de boa vontade.

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Américo Marques Canhoto
- Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito
de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de
1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto,
Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia
pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu
que esse médico era um espírito. |
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