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MACONHA na Justiça
Marcha da maconha proibida em nove capitais do Brasil
 

Lendo as notícias do fracasso da "Marcha da Maconha" em São Paulo e outras Capitais brasileiras, por ação proibitiva da Justiça, me lembrei do artigo "O crime organizado na mira da tropa federal" do jornal Diário da Região, da cidade de São José do Rio Preto, assinada pelo jornalista Allan de Abreu – e-mail allan.abreu@diarioweb.com.br -,  referendada pela chefe de reportagem Rita Magalhães – e-mail rita.magalhaes@diarioweb.com.br - e pela editora do Caderno Cidades Monise Centurion – e-mail  monise.centurion@diarioweb.com.br. Informa o jornalista em sua brilhante reportagem que o “crime organizado em Rio Preto monta julgamentos para punir infrações às leis informais dos criminosos”. Ao ler o artigo, minhas conexões de memória imediatamente me levaram ao que se passa no livro “Libertação” de autoria do espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier. Algumas passagens da reportagem conduziram a analogias com o livro e, também a outras situações em que somos assediados pela mídia de ação ultra-rápida. Recomendo a leitura ou a releitura; neste caso, em especial do 8° capítulo: "Inesperada intercessão" (o resumo do capítulo está no Box desta página).
"Libertação" deveria ser lido por todos os que hoje labutam no dia-a-dia como profissionais da justiça... Depois de estudar esta obra de André Luiz, rogo a meus pacientes e filhos, meus bebês de ontem que hoje abraçaram esta magnífica tarefa (legislar e aplicar a justiça), que não se deixem contaminar. Mais ainda, peço para que não se transformem em juízes a serviço do tráfico e de criminosos. Amados meus, afastem-se do crime organizado pelos detentores do poder: não se preocupem com vantagens profissionais para seguir “carreira” que, não seja sustentada apenas pela competência pessoal; pois um dia vão morrer e descobrirão que a vida continua... Posso assegurar, depois de conhecer a Doutrina Espírita, não há ação praticada por qualquer ser humano que não gere uma reação. E o tribunal do crime organizado - de encarnados e desencarnados - não perdoa (lei de justiça segundo Moisés). A seguir transcrevo uma frase da gravação de conversas telefônicas entres os juízes e jurados do crime organizado: “Por tudo o que você fez pra nós, o teu destino vai ser cruel. Você vai pro beleléu, você vai pro inferno, tá entendendo?”. Esta frase, dita por um “juiz” do PCC de Rio Preto remeteu minha memória ao que um dos “juízes” do tribunal localizado no “umbral grosso” disse aos “réus”, no livro de André Luiz.
Minha intenção com esse link entre os assuntos é apenas a de mostrar a cada um de nós a necessidade de buscar ajuda de encarnados e desencarnados para que acertemos em nossas ações para com o nosso próximo, a quem juramos proteger, auxiliar e amparar.  (AMÉRICO CANHOTO)


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Inesperada Intercessão - Resumo do 8° capítulo de "Libertação", autoria do Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier:

"A sala em que fomos recebidos pelo sacerdote Gregório semelhava-se à estranho santuário, cuja luz interior se alimentava de tochas ardentes. (...)
Quem seria Gregório naquele recinto? Um chefe tirânico ou um ídolo vivo, saturado de misterioso poder? (...)
Compreendi que cogitaríamos de grave assunto e fitei nosso orientador para copiar-lhe os movimentos. Gúbio, seguido por Elói e por mim, a reduzida distância, acercou-se do anfitrião que o contemplava de fisionomia rude, passando de minha parte a espreitar o esforço de nosso instrutor para contornar os obstáculos do momento, de modo a não classificar-se por mentiroso, à face da própria consciência. Cumprimentou-o Gregório, exibindo fingida complacência, e falou:
- Lembra-te de que sou juiz, mandatário do governo forte aqui estabelecido. Não deves pois, faltar à verdade.
Decorrida pequena pausa, acrescentou:
- Em nosso primeiro encontro, enunciaste um nome...
- Sim - respondeu Gúbio, sereno - o de uma benfeitora.
- Repete-o! - ordenou o sacerdote, imperativo.
- Matilde. (...)
- Que tem de comum comigo semelhante criatura?
Nosso orientador redargüiu, sem afetação:
- Asseverou-nos querer-te com desvelado amor materno.
- Evidente engano! - aduziu Gregório, ferino - minha mãe separou-se de mim, há alguns séculos. Ao demais, ainda que me interessasse tal reencontro, estamos fundamentalmente divorciados um do outro. Ela serve ao Cordeiro, eu sirvo aos Dragões (1).
Aquela particularidade da palestra bastava para que minha curiosidade explodisse, indômita. Quem seriam os Dragões a quem se reportava? gênios satânicos da lenda de todos os tempos? Espíritos caídos no caminho evolucionário, de inteligência voltada contra os princípios salutares e redentores do Cristo, que todos veneramos na condição do Cordeiro de Deus? Sem dúvida, não me equivocava; no entanto, Gúbio lançou-me significativo olhar, certamente depois de sondar-me em silêncio, a perquirição íntima, convidando-me, sem palavras, a selar os lábios entreabertos de assombro.
Indiscutivelmente, aquele instante não comportava a conversação dum aprendiz e devia destinar-se às manifestações conscientes e seguras de um mestre.
- Respeitável sacerdote - obtemperou nosso orientador, com grande surpresa para mim - , não te posso discutir os motivos pessoais. Sei que há uma ordem absoluta na Criação e não ignoro que cada Espírito é um mundo diferente que cada consciência tem a sua rota.
- Criticas, porventura, os Dragões, que se incumbem da Justiça? - perguntou Gregório duramente.
- Quem sou eu para julgar? - comentou Gúbio, com simplicidade - não passo dum servidor na escola da vida.
- Sem eles - prosseguiu o hierofante, algo colérico -, que seria da conservação da Terra? como poderia operar o amor que salva, sem a justiça que corrige? Os Grandes Juízes são temidos e condenados; entretanto, suportam os resíduos humanos, convivem com as nojentas chagas do planeta, lidam com os crimes do mundo, convertem-se em carcereiros dos perversos e dos vis.
E à maneira de pessoa culpada, que estima longas justificações, continuou, irritadiço:
- Os filhos do Cordeiro poderão ajudar e resgatar a muitos. No entanto, milhões de criaturas (2), como sucede a mim mesmo, não pedem auxílio nem liberação. Afirma-se que não passamos de transviados morais. Seja. Seremos, então, criminosos, vigiando-nos uns aos outros. A Terra pertence-nos, porque, dentro dela, a animalidade domina, oferecendo-nos clima ideal. Não tenho, por minha vez, qualquer noção de Céu. Acredito seja uma corte de eleitos, mas o mundo visível para nós constitui extenso reino de condenados. No corpo físico, caímos na rede de circunstâncias fatais; contudo, a teia que os planos inferiores nos preparam servirá à milhões. Se o nosso destino é joeirar o trigo do mundo, nossa peneira não se fará complacente. Experimentados que somos na queda, provaremos todos os que nos surgirem no caminho. Ordenam os Grandes Juízes que guardemos as portas. Temos, por isso, servidores em todas as direções. Subordinam-se-nos todos os homens e mulheres afastados da evolução regular, e é forçoso reconhecer que semelhantes individualidades se contam por milhões. Além disso, os tribunais terrestres são insuficientes para a identificação de todos os delitos que se processam entre as criaturas. Nós, sim, é que somos os olhos da sombra, pra os quais os menores dramas ocultos não passam despercebidos.
Ante o intervalo que se fizera, contemplei o rosto de Gúbio, que não apresentava qualquer alteração.
Fitando Gregório, com humildade, considerou:
- Grande sacerdote, eu sei que o Senhor Supremo nos aproveita em sua obra divina, segundo as nossas tendências e possibilidades de satisfazer-lhe os desígnios.(...) Respeito, assim, o teu poder, porque se a Sabedoria Celeste conhece a existência das folhas tenras das árvores, sabe também a razão de teu extenso domínio; entretanto, não concordas em que a nossa interferência prevalece sobre a fatalidade, círculo fechado de circunstâncias que nós mesmos criamos? (...)Todavia, respeitável Gregório, não admites que o amor, instalado nos corações, redimiria todos os pecados? (...) Se gastássemos nos cometimentos divinos do Cordeiro as mesmas energias que se despendem a serviço dos Dragões, não alcançaríamos, mais apressadamente, os objetivos do supremo triunfo?
O sacerdote ouviu, contrariado, e clamou com desagradável inflexão de voz:
- Como pude escutar-te, calado, tanto tempo? somos aqui julgadores na morte de todos aqueles que malbarataram os tesouros da vida. Como inocular amor em corações enregelados? (...)
Gúbio, porém, não se perturbou.
Com simplicidade, tornou a considerar:
- Ouso lembrar, todavia, que, se nos lançássemos todos a socorrer os miseráveis, a miséria se extinguiria; se educássemos os ignorantes, a treva não teria razão de ser; se amparássemos os delinqüentes, oferecendo-lhes estímulos à luta regenerativa, o crime seria varrido da face da Terra. (...)
- Não desconheces que Matilde possui na tua companheira de outras eras uma pupila muito amada do coração. As preces dessa torturada filha espiritual atingem-lhe a alma abnegada e luminosa. (...) Nossa alma, por mais impassível, modifica-se com as horas. O tempo tudo devasta e nos subtrai todos os patrimônios da inferioridade para que a obra de aperfeiçoamento permaneça.(...)
- Quem lavra sentenças, despreza a renúncia. Entre os que defendem a ordem, o perdão é desconhecido. (...)
Demonstrando expressão de surpresa, em face da imprevista solicitação de adiamento, quando nós mesmos, esperávamos que o orientador se impusesse, reclamando revogação definitiva, Gregório considerou, menos contundente:
- Tenho necessidade do alimento psíquico que só a mente de Margarida me pode proporcionar. (...)

(1) Espíritos caídos no mal, desde eras primevas da Criação Planetária, e que operam em zonas inferiores da vida, personificando líderes de rebelião, ódio, vaidade e egoísmo; não são, todavia, demônios eternos, porque individualmente se transformam para o bem, no curso dos séculos, qual acontece aos próprios homens. - Nota do autor espiritual.
(2) Não devemos esquecer que a argumentação procede de um Espírito poderoso nos raciocínios e que ainda não aceitou a iluminação do Cristo, idêntico, pois, a muitos homens representativos do mundo, obcecados pelos desvarios da inteligência. - Nota do autor espiritual.

Américo Marques Canhoto - Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito.


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