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SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA

SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA - Acredite, é surpreendente: saúde não se compra na farmácia! Isso mesmo! Descubra neste livro as causas espirituais das doenças, a influência do passado nas enfermidades, a origem psicossomática das moléstias e ainda os pequenos descuidos que geram grandes problemas de saúde – explicações e sugestões práticas para prevenir o sofrimento e garantir uma vida verdadeiramente saudável! E mais: conheça os efeitos negativos dos desejos e frustrações, da busca da felicidade em outras pessoas, das fixações mentais, da alimentação compulsiva, da vida sedentária, das crises existenciais e de outros fatores causadores de doenças e perturbações. Experiente médico da família, sempre sugerindo soluções, Américo Canhoto aponta na direção da saúde do corpo e da alma. Leitura fácil, derruba mitos e preconceitos, um guia excelente para quem deseja viver mais e muito melhor. "Saúde ou doença, a escolha é sua" (São Paulo: Petit Editora) 

Ser morno é ser medíocre

AMÉRICO CANHOTO

“Eu    sei    por    que    motivo    o meio-termo não é seguido: o homem inteligente ultrapassa-o, o imbecil fica aquém”...
(Confúncio, filósofo chinês do século 5 a.C)
A vida é um interminável e dinâmico caos muito bem organizado.
Observar as polaridades é direito e dever de qualquer pessoa. Há polaridades objetivas e subjetivas: dia e noite, bom e mau, masculino e feminino, inspiração e expiração, vida e morte, etc.
Á primeira vista, o homem deve buscar o equilíbrio que parece ser o caminho da sabedoria. Disso ninguém discorda. Um sério problema que temos, é que, quando interessa, levamos as coisas bem ao pé da letra. Nada mais cômodo e confortável do que alcançar a preguiçosa e inatingível estabilidade (tal e qual o céu religioso). Estabilidade, significa morte. Mas, que decepção para muitos, pois assim como a morte não existe a estabilidade ou gozo eterno também não. Entramos e saímos da existência perseguindo uma ilusão a tal da estabilidade do nunca mais precisar fazer nada, do descanso eterno; eis aí o veneno cruel que cria uma multidão cada vez maior de mortos/vivos paranóicos. Buscar a estabilidade eterna é tentar fugir da realidade do que é viver como espíritos em evolução. Viver exige de todos nós enorme coragem. Os covardes apenas existem, são mortos temporários, não criam nada, vivem um tipo de existência orientada e dominada pela ansiedade e medo que os outros lhes transmitem. São paranóicos, tem medo de tudo, desde o real até o imaginário...
A preguiça e o medo são maus conselheiros, esse é o maior problema da humanidade que alguns espertalhões sabem aproveitar muito bem. Puseram-se na condição de pastores para conduzir seu medroso e preguiçoso rebanho de fiéis consumidores. Quanto mais medrosas e preguiçosas forem as pessoas mais lucram esses condutores da vida dos outros.
Assim como o sofrimento, o meio/termo ou o caminho do meio é uma das invenções humanas.
Na Natureza tudo é muito bem definido, nada fica em cima do muro.
Quem escolhe o caminho do meio escolhe o caminho da mediocridade que leva ao sofrer como ponto final.
Avisos de que esta é a pior escolha que possamos fazer não faltam, e muito menos faltam comprovações no dia a dia de cada um de nós.
Deus vomitará os mornos! (credo, que nojo!)
Está no Apocalipse (último livro da Bíblia dos cristãos), capítulo 3, versículo 15 e 16: “Conheço tuas obras: não és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, porque és morno, nem frio nem quente, estou para vomitar-te de minha boca”...
A preguiça e o medo criaram o pior tipo de pessoa que existe: a coisa média, nem isso nem aquilo, sempre em cima do muro, o tipo: “não me comprometa”.
Quem terá criado esse lixo humano que já está sendo vomitado do Planeta?
- Parece que foi a educação que atende aos interesses dos que imaginaram ou ainda imaginam serem os todo poderosos...
O caminho do meio sempre foi exaltado em prosa e verso e de forma premeditada religiosamente confundido com comedimento, sobriedade, prudência, serenidade, etc.
Viver consiste em explorar, experimentar, entrar no desconhecido, enfrentar um a um nossos medos, superar uma a uma as nossas limitações.
O equilíbrio é uma coisa dinâmica e não estática.
Teremos que dominar todas as experiências que envolvem cada uma das polaridades, uma por uma. Um exemplo de equilíbrio: na polaridade alegria e tristeza o ponto de equilíbrio é a serenidade; só que um sujeito sereno não é uma criatura metade alegre e metade triste. É uma pessoa que domina tão bem os momentos de tristeza quanto os de alegria sem fugir de nenhum deles.
Radicalidade, é uma virtude que precisa ser compreendida e praticada.
O Saulo que virou Paulo e a Maria de Magdala que virou Madalena que o digam. Se optamos pelo caminho errado que sejamos o melhor dos piores. Se escolhemos o caminho do bem sejamos o melhor de todos. Entreguemo-nos de corpo e alma ao que fizermos.
Faça errado, mas faça. Porém ao descobrir o erro e continuar na mesma Deus te ajude e Jesus nos proteja. Errar é humano persistir no erro é demoníaco.
Mudar a rota é mais fácil do que começar a fazer com força.
A vida nos convida a sermos radicais ao extremo. Porém sem abrir mão da inteligência, senão haja sofrer e estúpidas guerras.
Espíritos já índigos, não aceitam o meio termo; os nem isso nem aquilo; os que querem servir a Deus e a Mamon ao mesmo tempo...
Tenha o amigo uma radical e profunda crise de reflexão.
Muita paz!
Américo Canhoto


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Américo Marques Canhoto - Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito.


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