|
CAMPANHA NACIONAL DE VACINAÇÃO BIOÉTICA,
Primeira parte... Pode ocorrer uma epidemia de violência:
depressão, angústia, pânico... Vacine-se já.
Amigos, pegando carona nessa onda de violência que começa a dar
o ar da graça; pretendemos oferecer-lhes um escrito que estava
guardado há vários anos; trata-se de uma brincadeira que fizemos
com a necessidade da reforma íntima como agente de cura para as
nossas doenças do espírito. Inicialmente dividimos o primeiro
capítulo em seis artigos que serão publicados de acordo com o
fluxo de assuntos do jornal e segundo o desejo de continuidade
manifesto por vocês. Em tempo, mesmo que a net comporte o que um
jornal escrito não suporta, a meu ver um dos motivos que me
levam a sentir prazer em escrever para este jornal é seu caráter
enxuto, cotidiano, que pega no nosso “pé interior” sem perder a
graça e, de forma bem humorada...
Preservar, resguardar, prevenir: vacinar
Um dia alguém muito observador descobriu que
administrando-se um agente patológico atenuado ou numa
concentração muito baixa, era possível produzir uma reação de
defesa do organismo como se tivesse realmente ocorrido a doença.
Como todas as idéias simples, a de vacinar ou prevenir é
relativamente eficaz.
Com esse artifício, o sistema imunitário é ativado, e daí em
diante, toda a vez que o agente específico retorne, o indivíduo
já se encontra preparado para manter tudo sob relativo controle.
Além de estimular as defesas específicas contra o agente, ainda
exercita o sistema imunitário de forma geral. Esse princípio de
aprender de forma simples, suave e eficiente quando aplicado á
nossa evolução pode ser chamado de desenvolver a capacidade de
discernir entre o que é adequado ou não, bom ou mau, alegria ou
tristeza, dor ou gozo. Para facilitar nosso progresso: o
Evangelho, assim como outros conjuntos do saber que aglutinam as
leis da vida, são a vacina por excelência. Uma vez aplicados,
podem levar de forma gradativa e calma a um estado de paz,
alegria e felicidade cada vez mais intenso e duradouro.
Graves doenças da evolução humana como: roubos, estupros,
prevaricações, carnificinas, subornos, traições de amizade ou
conjugais, maledicência, calúnia, violência física ou moral,
guerras, revoluções, etc. Tudo isso, pode e, deve ser evitado
calmamente. A questão é: o que nos dificulta transferirmos o
mesmo raciocínio de forma simples, prática e eficiente, para
impedir as epidemias das doenças da alma? O que nos impede de
praticar o Evangelho?
Dentre todos os impedimentos que iremos analisar mais adiante,
como a cruel bactéria que induz á preguiça de pensar; outro
problema é um potente e silencioso fungo mental chamado “o medo
de ser diferente da maioria”; muitos temem esse mal: ousar estar
á frente de seu “tempo” implica em críticas, gozações e até
violência. Nesta campanha nacional de vacinação bioética, a
idéia central é usar o conceito de vacina para tentar evitar as
piores dores e doenças que encontramos em nosso caminho rumo à
humanização. As dores e as doenças da alma. Neste cada vez mais
acelerado final dos tempos, estamos sujeitos a grandes e
devastadoras epidemias de depressão, angústia existencial,
pânico, surtos psicóticos, paranóias, desemprego, fome coletiva,
estupros, pedofilia, etc.
Para que consigamos um melhor estado de sanidade pessoal e
coletivo, precisamos do esforço e da boa vontade de todos, sem
exclusão. A palavra de ordem é: vacine-se já e principalmente
vacinemos as crianças. Especialmente as índigo; pois elas, ao
contrário do que muitos pensam; são mais vulneráveis do que as
outras a alguns agentes infecciosos da alma. Embora reajam mais
prontamente aos tratamentos corretamente aplicados; elas não
nascem imunes a preguiça, gula, intolerância, mentira, avareza,
ganância e todas as outras doenças do espírito. Então o que
estamos esperando para começar?
Vacine seu filho contra: falsas expectativas. Frustrações.
Sofrimento. Medo. Preguiça. Ansiedade. Ilusão. Agressividade.
Cadeia. Manicômio. Medo da morte. Violência. Desonestidade.
Os sorotipos são muitos e dependem de um diagnóstico correto.
Por exemplo: diagnosticado em você o tipo “orgulhus – sapiens”,
crie para si mesmo pequenas humilhações ou aproveite as que se
criam normalmente no dia a dia para desenvolver o antídoto; no
caso a humildade.
Esta é uma campanha urgente para uns, e sem sentido para outros.
Se a obesidade, o vício do fumo, a dependência das drogas
lícitas ou condenadas, o alcoolismo, a marginalidade, o
desmanche da família, e a violência já bateram à sua porta,
mexa-se. Precisamos da sua ajuda. Pois além de colaborarmos para
que consiga tratar-se e aos seus; esperamos que não contamine os
outros. Caso ainda esteja só assistindo o que ocorre a você e
aos que o cercam, não perca tempo; pois, já disse um sábio que
em prevenir está a sabedoria. Dentro desse conceito está contido
o de vacina. Se és feliz e realizado hoje, não te imagines a
salvo de nenhuma das dores da alma, estás vulnerável; caso as
situações que estão por vir te encontrem despreparado.
De alguma forma, não importa que idade tenhamos, todos
precisamos nos vacinar. Vacinar-se como opção clara e com
conhecimento dos motivos e da necessidade é mais saudável do que
ser vacinado sob circunstâncias compulsórias e dolorosas no
decorrer das epidemias.
Vacine-se já, para não precisar de uma dolorosa cirurgia moral.
Recursos? Já os há de sobra. Investimentos? Basta a boa vontade.
Locais? Cada lar, escola, centros comunitários, clubes,
associações... Em tempo: a vacina é de graça!
É vital tomar todas as doses de reforço. Cuidados complementares
são necessários: pratique ética e moral Cristã várias vezes ao
dia e nos pequenos detalhes. A dieta é muito importante: coma
apenas o necessário e não use o alimento como fonte de prazer
nem como droga para combater a ansiedade.
Contamos com a colaboração de todos.
Não tenham medo nem tentem fugir: essa vacina não dói.
Muita paz!
Américo Canhoto |