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SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA
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Acredite, é surpreendente: saúde não se compra na farmácia!
Isso mesmo! Descubra neste livro as causas espirituais das
doenças, a influência do passado nas enfermidades, a origem
psicossomática das moléstias e ainda os pequenos descuidos
que geram grandes problemas de saúde – explicações e
sugestões práticas para prevenir o sofrimento e garantir uma
vida verdadeiramente saudável! E mais: conheça os efeitos
negativos dos desejos e frustrações, da busca da felicidade
em outras pessoas, das fixações mentais, da alimentação
compulsiva, da vida sedentária, das crises existenciais e de
outros fatores causadores de doenças e perturbações.
Experiente médico da família, sempre sugerindo soluções,
Américo Canhoto aponta na direção da saúde do corpo e da
alma. Leitura fácil, derruba mitos e preconceitos, um guia
excelente para quem deseja viver mais e muito melhor. "Saúde
ou doença, a escolha é sua" (São Paulo: Petit Editora)
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E como lição a ser
aprendida você será o mentor de fulano de tal! E, haja paciência
para se aprender no espaço...
Em muitas comunicações os espíritos de alta evolução nos chamam
de: Minhas amadas crianças. Será que somos tão infantis assim na
nossa postura diária? Temo que sim. Dia destes avaliando o que
costumo pedir ao solicitar a ajuda dos amigos da
espiritualidade, confesso que fiquei envergonhado, mas, não sou
só eu, recordando as vivências na casa espírita sinto-me mais
aliviado. Que bom! Não sou só eu! Graças a Deus, que consolo! A
verdade é que costumamos ficar desesperados por coisas tão
banais e, além disso, pedimos à espiritualidade coisas
estapafúrdias para os dias de hoje, há dois mil anos vá lá, mas
hoje, é demais. Em nossos pedidos costumamos até nos meter onde
não somos chamados: na vida dos outros. Pedimos para nossos
filhos e filhas que sejam felizes, que nenhuma dificuldade lhes
surja na frente, que nenhum mal lhes aconteça, apenas porque são
nossos filhos. Sempre são pedidos de saída pela tangente: Pai
tira de mim esse cálice! E, ainda por cima somos falsos e
mentirosos: dizemos a nós mesmos que é pela sua felicidade,
relativa mentira, pois de verdade mesmo, nós é que nos sentimos
donos deles, daí, não queremos sofrer por meio deles. Tarefeiros
espíritas não são os melhores nesse assunto. A maior parte de
nossos pedidos são para resolver problemas materiais que ás
vezes até se resolveriam sozinhos.
Além de não sabermos o que vale a pena pedir; ainda não sabemos
pedir. Em nossas preces não temos clareza alguma, misturamos
alhos com bugalhos. Para quem esteja lá no plano espiritual de
plantão para atender ao telefone, para satisfazer aos nossos
pedidos, a coisa soa mais ou menos assim: “Lá no alto daquele
morro passa boi passa boiada, porquê você roubou minha
bicicleta?”.
Haja paciência! Uma das coisas que começo a pedir é que Deus me
livre da tarefa do CVV no espaço. Basicamente aprender a ouvir
sem dar palpite. Haja paciência! Quero me esforçar para
desenvolver um mínimo dela para não servir de mentor para nenhum
espírita principalmente; quando você pensa que a pessoa entendeu
tudo, logo percebe que ela não quis entender nada, quantas vezes
conversando com meus botões, prometo a mim mesmo que vou dar um
sossego para meu mentor, mas basta qualquer coisinha para que
esqueça tudo e recomece com o petitório.
Quando fico bravo comigo, e pergunto o que eu faço aqui? Falo
para as paredes? É coisa de cinco minutos. Logo,
instantaneamente, meus amigos do espaço param de rir às minhas
custas e me intuem. Então, com a ajuda deles busco alívio numa
hilariante passagem de minha vida, quando ainda engatinhava no
conhecimento espiritual (não mudei quase nada, sou duro na
queda, continuo engatinhando).
Há muitos anos, nem sonhava em ser espírita, com quatro filhos
pequenos, que dureza; quando um dormia bem o outro não, um
tossia outro espirrava, outro tinha suas crises existenciais e
fazia birra. Em nossa cidade tinha um “santo”: Seu Ângelo, o
benzedor. Quando a coisa apertava corríamos para a casa dele, a
fila era grande, ás vezes, sua esposa ou alguém da sua família
nos passava na frente, imaginando que nossa condição de médico
assim o ditava, e nós aceitávamos essas regalias (nem sabia, mas
já era espírita de porco). Hoje nos defrontamos com esse
problema nas Casas Espíritas: tarefeiros furam filas em todos os
sentidos (inclusive nós); pois quem disse que o jeitinho
brasileiro é diferente nos assuntos espirituais? Retornando ao
exemplo, relatemos o ocorrido (a lição): Seu Ângelo “recebia” um
Preto Velho que não me lembro o nome. Após aplicar suas rezas e
mezinhas em todos nós, num determinado momento, ele perguntou:
“Precisam de mais alguma coisa?”. Mais do que depressa o menino
Lucas, um dos atendidos (4 anos de idade), se apressou a
responder: “preciso de mais cuecas novas, meias, camisetas, um
tênis e o boneco do Hi-Men". Todos sem pensar, caímos na risada
até o Preto Velho – nunca mais me esquecerei da sua gostosa
risada – e dos seus comentários a respeito da situação.
Nas ocorrências do dia a dia, ás vezes, me lembro da lição do
Preto Velho. Saudades de seus conselhos. Como depois de tantos
anos me vê? Com desgosto ou compaixão?
Sempre que me pego fazendo solicitações á espiritualidade
recordo desse episódio. Estou me esforçando para não dar tanto
trabalho, pois, sei lá, se uma vez no plano espiritual não vou
pegar uma mala sem alça como eu para carregar numa existência
inteirinha. Desculpa amigo querido.
Paz.
Américo Canhoto |