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SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA

SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA - Acredite, é surpreendente: saúde não se compra na farmácia! Isso mesmo! Descubra neste livro as causas espirituais das doenças, a influência do passado nas enfermidades, a origem psicossomática das moléstias e ainda os pequenos descuidos que geram grandes problemas de saúde – explicações e sugestões práticas para prevenir o sofrimento e garantir uma vida verdadeiramente saudável! E mais: conheça os efeitos negativos dos desejos e frustrações, da busca da felicidade em outras pessoas, das fixações mentais, da alimentação compulsiva, da vida sedentária, das crises existenciais e de outros fatores causadores de doenças e perturbações. Experiente médico da família, sempre sugerindo soluções, Américo Canhoto aponta na direção da saúde do corpo e da alma. Leitura fácil, derruba mitos e preconceitos, um guia excelente para quem deseja viver mais e muito melhor. "Saúde ou doença, a escolha é sua" (São Paulo: Petit Editora) 

Cuidado: vampiros hi-tec à solta

AMÉRICO CANHOTO

PRIMEIRA PARTE - O vampiro pode morar ao lado; não é difícil  que esteja dentro de casa; pode ser a vizinha que vive espionando a vida dos outros e alimentando fofocas, ou mesmo: a sogra, o cunhado, o chefe super exigente; é possível até, que  estejamos dormindo com o vampiro sem que o saibamos... Os modernos vampiros não precisam ser do tipo do clássico conde Drácula, vestir-se de preto, afiar os pontiagudos caninos, esconder-se em caixões de dia, e sair à caça de vítimas de sangue quente nas sombrias noites. O vampiro comum e real que convive conosco o tempo todo, sem que o saiba, domina as técnicas para desestabilizar as defesas psíquicas de suas incautas vítimas, para que abram as portas de seu reservatório de energia vital. Qualquer um de nós está sujeito a ser sugado por um vampiro, e até mesmo, sem que o saibamos de forma consciente, podemos ser vampiros da energia das outras pessoas.
A cada dia que passa nos defrontamos de forma mais forte com os problemas que envolvem a energia vital. É como se estivéssemos desmaterializando nossa visão de mundo. Devido a esse fenômeno o problema do roubo de energia de pessoa a pessoa fica cada vem mais evidente; embora esse seja um problema muito antigo e que deve até ter a mesma idade da humanidade. Muitos de nós tornamo-nos incapazes de nos nutrirmos nas fontes naturais de energia vital e vivemos às custas de sugar a força da vida dos outros. Qualquer um que nos cerca na vida em família, na relação amorosa, no trabalho pode ser um vampiro de nossas energias.
Ao nos conscientizarmos dos motivos do porque quando determinadas pessoas se aproximam de nós nos sentimos meio que, vítima de um atropelamento, fica muito mais fácil e até divertida a tarefa de resolver esse problema de interação humana, sem traumas.
Como entender isso? Vivemos num mundo de energia. Matéria é um tipo de ilusão dos nossos sentidos. Na realidade ela é um tipo de energia mais condensada e que como as energias mais sutis, também pertence ao campo da energia universal (CEU).
Todos os seres vivos (constituídos de bioenergia ou energia vital) sejam eles humanos, animais ou vegetais, não se alimentam apenas de comida sólida ou líquida; nutrimo-nos também de comida gasosa, através do ar que se respira e da comida energética que nos sustenta, nos alimenta e dá vida, constituída pelas energias e vibrações que absorvemos e que são produzidas pela natureza do planeta Terra, dos outros planetas e até do cosmo. Somos complexos sistemas  interagindo o tempo todo com tudo e com todos os outros sistemas de energia. Sem cessar as trocamos com os sistemas externos absorvendo deles as que necessitamos, descarregando aquelas que não precisamos e eliminando nossos detritos energéticos. Interagimos de forma constante com os outros seres humanos que de nós se aproximam ou mesmo á distância, estabelecendo com eles os mais diferentes vínculos de combinações energéticas, influenciando-os e sendo influenciados.
O sistema energético é o mais importante nutridor que mantém nossa vida; podemos ficar algum tempo, comer, sem beber e sem respirar; mas se ficarmos desconectados de nossas fontes de energia; morremos.
Pessoas equilibradas e sadias tanto no corpo físico quanto no corpo mental/emocional nutrem-se diretamente das fontes naturais de energia. Elas sentem um grande bem estar em contato com a natureza: a água, o vento, a terra, pedras, o sol, plantas e animais. São capazes de absorver e acumular essas energias e usá-la com parcimônia quando se encontram sob a ação de meios artificiais como nos centros urbanos. Reativam essas energias com exercícios, tornam sua vida simples, útil e vivem mais felizes e alegres. Esse tipo de emissão de prazer e de alegria, de retorno ao indivíduo; reativam o circuito da energia vital e revitalizam os centros de força mesmo em situações existenciais de prova ou desfavoráveis.
Que motivos nos levam a sugar a energia vital dos outros?
As fontes de energia natural encontram-se à disposição de todas as pessoas. As desequilibradas perdem a capacidade de absorver e processar a energia natural e para sobreviver recorrem ao expediente de roubar a dos outros. Hoje esse fenômeno é mais visível devido á neurose de competição que, leva as pessoas a precisarem de uma quantidade muito maior de energia vital do que são capazes de absorver e de reciclar. Criam um processo de dependência da energia alheia, e quando não conseguem “cobaias” com facilidade; tornam-se neurastênicos e sem ânimo para nada (cuidado com os depressivos).
Os vampiros de energia podem ser ou não conscientes de sua condição. Como a maioria de nós não têm quase nenhuma consciência de quem são, nem dos fatos da sua vida, é lógico que a maior parte dos vampiros (até certo ponto) desconheçam que o são. A responsabilidade aumenta na proporção do grau de conhecimento e de consciência que a pessoa tem, exatamente como em qualquer atividade humana.
Fatores capazes de nos tornar vampiros:
Falta de maturidade afetiva. Para que seja alcançada exige a superação do egoísmo e o desenvolvimento da capacidade de se doar. O que caracteriza o imaturo na afetividade é o comportamento “captativo” (do Latim captare – tomar). A criança é necessariamente captadora e egocêntrica porque tem necessidade de sentir-se cuidada e protegida; já o adulto deve ser capaz de dar, oferecer, nutrir o outro de afeto. As pessoas muito dependentes ou inseguras que ancoraram em fases infantis da maturidade afetiva tendem a sugar mais a vitalidade dos parceiros reeditando sua fase infantil de dependência materna na qual suas necessidades afetivas não foram supridas. Egocentrismo. O egoísta não consegue entender que dar não é privar-se de alguma coisa; é expandir-se, irradiar a própria energia. Nosso padrão de pensar e de sentir reflete-se no corpo sutil que apresenta um fluxo de energia com aspecto convexo (voltado para fora) o que favorece a recepção das energias naturais e as trocas. O padrão psicológico egocêntrico faz com que o indivíduo permaneça centrado em si mesmo alterando a circulação de energia natural e a estrutura do corpo sutil adota uma forma côncava que dificulta a recepção de energia e as trocas. O egocêntrico perde contato com o que o rodeia e com as fontes de energia natural criando a necessidade de roubar energia dos outros para conseguir sobreviver. Neurose de competição. A vida do neurótico torna-se duplamente complicada em termos de energia. Primeiro a necessidade de sobrepujar os outros pede mais energia do que o sujeito consegue captar e quanto mais aumenta a neura de vencer a qualquer preço e a qualquer custo mais se perde contato com a realidade e com as fontes de energia. Depois, o subconsciente detecta que é mais prático retirar energia do outro do que das fontes naturais, isso cria um tipo de dependência e como predominam os neuróticos aumenta cada vez mais o número de vampiros, o que leva a uma verdadeira crise de energia vital; cada vez ela parece mais escassa.
Tipos de relação do vampiro com suas vítimas: Simbiose. ocorre mais entre vampiros. Há um tipo de alternância de roubo energético ou troca/ troca. Um retira do outro, que retira dos outros, etc. É um tipo de relação consentida e dependente. Parasitismo. A relação parasita implica sempre em dependência mútua, na qual o vampiro retira sua sobrevivência energética dos recursos do outro, mas ao viver às custas dele torna-se dependente de sua vítima. Nesse tipo de relação fica difícil dizer quem é o parasita. É fácil no dia a dia identificar os seres humanos parasitas de alguma forma. A vida se reflete em cada uma de suas dimensões, portanto quem vive às custas dos outros para manter suas atividades de sobrevivência, também o faz no plano da energia vital. São os chamados de folgados, chupins, aproveitadores, etc. Vampirismo. A atitude do vampiro que não pede nem de forma implícita nem explícita permissão à sua vítima para retirar-lhe a vitalidade é de maior responsabilidade bioética; pela crueldade da ação. A vampirização que envolve aspectos afetivos pode levar a vítima a um tipo de morte emocional.
Nos dois próximos artigos faremos uma brincadeira com os tipos de vampiros e a solução. Até lá vá pensando quem costuma sugar suas energias e em quem você costuma plugar-se fazendo uma gambiarra hi –tec.
Guardei meus dentões (cabos de plug) e...
Fui.


COMENTÁRIOS SOBRE O ARTIGO:
VAMPIRISMO - Muito boa e bem explicativa a matéria sobre vampirismo, nos fez compreender porque a simples presença de certas pessoas nos trás certa repulsa, bem como a decorrência de mal estar súbito ao dirigir-se ou tratar com outras, estarei ansioso ao aguardo da continuação da matéria, pautando-me a não vampirizar, mesmo que involuntariamente, alguém que esteja a minha volta. Parabéns a todos da redação deste jornal. Abraços Fraternos! Carlos Eduardo. Pirapozinho-SP. 


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Américo Marques Canhoto - Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito.


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