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SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA

SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA - Acredite, é surpreendente: saúde não se compra na farmácia! Isso mesmo! Descubra neste livro as causas espirituais das doenças, a influência do passado nas enfermidades, a origem psicossomática das moléstias e ainda os pequenos descuidos que geram grandes problemas de saúde – explicações e sugestões práticas para prevenir o sofrimento e garantir uma vida verdadeiramente saudável! E mais: conheça os efeitos negativos dos desejos e frustrações, da busca da felicidade em outras pessoas, das fixações mentais, da alimentação compulsiva, da vida sedentária, das crises existenciais e de outros fatores causadores de doenças e perturbações. Experiente médico da família, sempre sugerindo soluções, Américo Canhoto aponta na direção da saúde do corpo e da alma. Leitura fácil, derruba mitos e preconceitos, um guia excelente para quem deseja viver mais e muito melhor. "Saúde ou doença, a escolha é sua" (São Paulo: Petit Editora) 

Aumento da violência?

AMÉRICO CANHOTO

Aumento da violência? Final dos tempos?
Se descuidados, podemos nos contaminar pelas notícias da hora ou das muito requentadas e pela idéia de que o mundo está cada vez mais violento, e que o final dos velhos tempos se dará num tremendo banho de sangue. Na verdade o planeta não está, sempre esteve em violência. Apenas nossas máscaras de doçura e de candura estão caindo uma a uma, tudo o que sempre fomos está sendo posto à mostra. Sempre fomos violentos e agressivos, claro que de forma relativa e segundo o grau de evolução já conquistado. Então como entender o momento atual? Porque a violência e a agressividade estão em alta? Uma das chaves para o entendimento do problema do aparente aumento da agressividade e da violência, são os mornos que estão sendo obrigados a colocar as “manguinhas” de fora; isso mesmo, os que camuflam e tentam esconder sua agressividade com palavras melosas e atitudes hipócritas. Nos escondemos atrás de uma boa e hipócrita educação formal. Mas é preciso cuidado, pois os que teimam permanecer em cima do muro ou descem para o lado certo através de uma reforma íntima planejada; ou vão engrossar as estatísticas da criminalidade ou como vítimas ou como réus ou ambos.
Expliquemos: sempre fomos agressivos e dotados de impulsos para reagir com violência, mas num ritmo antigo de ocorrências (dois ou três anos atrás) era relativamente fácil nos contermos. Quando alguém nos espicaçava a agressividade com atitudes ou com a simples presença era fácil segurar as pontas: batíamos uma porta, dávamos uma resposta mal criada, chutávamos um objeto, socávamos o travesseiro, ou quando a outra parte era mais frágil não nos contínhamos e, dá-lhe tapa na bunda, chinelada e, para os mais agressivos socos na cabeça, cintadas, etc. Quanto amor na vida em família! Claro que melhoramos! Com a ajuda da religião mal compreendida sofisticamos a contenção: não nos vigiamos nem nos reformamos, daí que irradiamos com nossa forma de pensar e sentir para o universo nossa agressividade e impulsos para a violência, claro que por sintonia atraímos nossos iguais e quando nos defrontamos se bem contidos deixamos de agredir ao outro de forma explícita e agredimos nosso fígado, estômago, aparelho circulatório, etc. Há vantagem nisso? Claro, quando me agrido fico em dívida comigo mesmo (dívida mais fácil de pagar), quando a agressão é ao outro acabei de arranjar encrenca das boas e ás vezes para muito tempo (obsessão).
Apenas quando nos compreendermos e nos aceitarmos como seres ainda bem atrasados, medíocres mesmo, é que não nos contaminaremos com o vírus do pessimismo quando a cada dia sair no jornal e nos noticiários, filhos matando pais, mães jogando recém nascidos na lixeira, afogando-os, etc. Isso vai aumentar? Claro que vai? É inevitável – O momento é de faxina planetária – a ampulheta do tempo foi virada com a abertura de um grande e poderoso portal transformador, iniciando a fase final do expurgo.
O que fazer?
Como somos ainda muito mornos o melhor é botar fogo no lixo da nossa intimidade. Se ainda não estou convencido, um exercício simples é observar o comportamento dos motoristas no trânsito das grandes e até das minúsculas cidades: minha pressa é maior e mais importante do que a do outro, carro velho e de pouca potência tem que sair da frente para o potente passar, os outros motoristas dirigem mal, são metidos, apressados... Não é á toa que o trânsito é que mata a maior parte dos mornos e nele sua agressividade e violência são manifestas. Genial esse final dos tempos, os iguais se depurando, se matando. Em que tipo de motorista na estrada da evolução me enquadro?
Outra forma, embora mais sofisticada, de observação da nossa qualidade pessoal quanto á violência e agressividade pode ser feita usando nosso gosto por piadas e motes. Que tipo de piadas, me divertem e fazem rir, até não poder?
Não conseguiremos nos conter o tempo todo, e a cada dia menos. Então, ou nos tornamos mansos e pacíficos de uma vez por todas deixando de brigar em pensamentos com nossos desafetos do dia a dia ou assumamos de uma vez nossa condição de violentos e agressivos.
Ainda duvida? Então procure conhecer a história de vida desses novos ladrões, assassinos, falsários; a maioria era criança normal, filho até amoroso, bom amigo, freqüentava a igreja, o templo, o centro espírita; até que um dia saiu no noticiário das sete, das oito das onze, do dia seguinte, da semana inteira...
Nas provas que vem pela frente, nos tempos que são chegados, qualquer um de nós mornos está sob risco. Os assumidamente maus, esses já têm, morada certa para continuar, escolheram e não vão se revoltar nem chorar. Mas e nós os que nos achamos bons sem que o sejamos? O que será de nós que rangeremos os dentes e choraremos.
O que fazer? É simples basta compreender Jesus. Compreender, não apenas ler e estudar sua mensagem.
Material de trabalho para brincar nos próximos dias:
Vigia e ora; só faz aos outros o que desejas para ti; bem aventurados os mansos e pacíficos; bem aventurados os que lutam pela justiça; o que vai acontecer aos mornos; a parábola dos talentos...
Alegria.


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Américo Marques Canhoto - Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito.


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