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SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA
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Acredite, é surpreendente: saúde não se compra na farmácia!
Isso mesmo! Descubra neste livro as causas espirituais das
doenças, a influência do passado nas enfermidades, a origem
psicossomática das moléstias e ainda os pequenos descuidos
que geram grandes problemas de saúde – explicações e
sugestões práticas para prevenir o sofrimento e garantir uma
vida verdadeiramente saudável! E mais: conheça os efeitos
negativos dos desejos e frustrações, da busca da felicidade
em outras pessoas, das fixações mentais, da alimentação
compulsiva, da vida sedentária, das crises existenciais e de
outros fatores causadores de doenças e perturbações.
Experiente médico da família, sempre sugerindo soluções,
Américo Canhoto aponta na direção da saúde do corpo e da
alma. Leitura fácil, derruba mitos e preconceitos, um guia
excelente para quem deseja viver mais e muito melhor. "Saúde
ou doença, a escolha é sua" (São Paulo: Petit Editora)
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Coelhinho da
Páscoa... |
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O que trazes pra mim: diarréia,
coceira, crise de rinite?
Tenho um amigo chato, desses que não engolem qualquer coisa sem
mastigar, sem deduzir, até ruminar. Crescemos juntos, todo mundo
o chamava de ET - aí de você se levasse uma notícia ou qualquer
informação sem analisar, sem pensar no que ia afirmar - o bicho
te destroçava numa boa, na frente de todo mundo sem maldade e
sem frescura emocional. A família dele passava um cortado com
coisas do tipo: comemoração da Páscoa (isso me fez lembrar
dele). Coitada da sua mãe - ela sempre contava essa história:
logo que ele entrou na escola, já próximo da época da Páscoa ela
recebeu um convite da professora para conversar sobre as
dificuldades dele em enquadrar-se - não desenhava nem pintava
nada que estivesse relacionado com ovo de coelho de Páscoa -
para ele ovo era de galinha ou de passarinho, isso era "titica"
de coelho - e ele fazia a cabeça das outras crianças, a rebelião
era total. Bom não houve quem fosse capaz de convencê-lo,
negociaram apenas a influência sobre as outras crianças.
Chocolate pare ele - que adorava - apenas no jeito tradicional
(tabletes). Com o tempo quem disse que melhorou, embirrou com a
comemoração da Páscoa. Mais adiante não admitia que a
ressurreição de Jesus fosse comemorada com consumo de chocolate,
mas ansioso e hiperativo ele amava chocolate; até que começaram
as crises de bronquite e de sinusite - quando o médico aventou a
possibilidade de cortar o consumo de leite e de chocolate ele se
revoltou. Como as crises judiavam e sempre ganhava muitos ovos
da família, foi subornado a doá-los para crianças pobres. Tudo
resolvido? Claro que não. Logo saiu com essa: mãe se o chocolate
do ovo de páscoa faz tão mal para mim, porque não faz para as
crianças pobres? Sujeitinho difícil. Quando doava o ovo avisava
a criança: olha esse troço faz mal!
A proximidade da Páscoa me fez lembrar dessa maravilhosa mala
sem alça que hoje sei que é um dos velhos índigos - continua o
mesmo: sempre questionando tentando reformar o mundo sem que o
faça de propósito. Pegando carona nos questionamentos do meu
amigo, aproveito para dar algumas dicas para os pais nestas
semanas que se aproximam. Segundo ele, os caras podiam ter tido
um pouco mais de paciência antes de matar Jesus e a Páscoa
cairia ao menos um mês após a entrada do outono, o que já seria
suficiente para evitar tantos males, pois o corpos não estariam
tão vulneráveis às doenças. Então, haja pneumonias, gripes,
crises de rinosinusite neste outono inverno. O clima vai ser
desfavorável; aliás não havia época pior para estimular o
consumo de chocolate em larga escala como nesta época do ano
para comemoração.
Bom! Que delícia... A corrida pelos ovos de Páscoa já começou -
há crianças tão amadas pela família que chegam a ganhar mais de
dez ovinhos, ovões - como recusar esses mimos. Essas provas de
afeto? Se o seu filho vive com tosse, nariz escorrendo, falta de
ar - e, caso já tenha percebido que o chocolate é um dos fatores
que contribui para piorar as coisas, o que pretende fazer? -
Esconder tudo e ir matando ele aos poucos dando um pedacinho por
dia durante meses como aprendemos a fazer? Lembra das pegadinhas
da turma do Lúcifer?: Só um pouquinho não faz mal! Beba com
moderação! Fume com moderação! Coisas diet; light...
Meu amigo mala, tem a solução para resolver esse aparente
problema: "Entupa seu filho de chocolate - no domingo de Páscoa
- deixe tudo á vista"; se tiver coragem, estimule-o a comer tudo
que agüentar - antes, avise-o de leve, sobre a lei de causa e
efeito, sem entrar em detalhes quanto a excessos. Antes, prepare
a parafernália de tratamento da "segunda-feira de cinzas" que
pode levar semanas, meses, anos: inalador, corticóides,
anti-alérgicos... Deixe bem claro que, falta de ar, coceira,
purgações, são o preço a pagar pela ingestão de chocolate
(somente para índigos devemos dizer que é pela morte do Cristo
Planetário Jesus).
Pelo amor de Deus, siga o conselho de meu amigo mala: não faças
aos outros o que não queres para ti nem para os teus. Sabes o
que vai acontecer para a criança pobre, objeto da tua
comiseração pouco inteligente (coitada - para não passar
vontade): crise de alergia, pneumonia, internação e até morte...
Meu amigo mala tem uma dica que pode ser útil: Que tal
comemorarmos o retorno de Jesus com amor, caridade, verdade,
compreensão, aceitação das desigualdades? Cestas de verduras,
legumes, frutas deliciosas naturais ou secas (para suprir nossas
carências afetivas - substituindo o açúcar e o chocolate) podem
nos tornar mais felizes e saudáveis sem gerar desemprego.
"Zé mala" - "Catacumba" - "ET" - "Babaca" - "Idiota" - Não
importa como te chamaram e como de chamam ainda - Tu és meu
amigo do coração - para sempre - Mas, se todos seguirem teus
conselhos, quem vai pagar minhas contas (que não quis fazer) no
fim do mês? Do ano? Da existência? Como todo seguidor do Mestre
estarei na rua da amargura e, tu tens boa culpa nisso. Será?
Acho que não. Mas, e os meus? Você e toda a turma dos malucos a
serviço do Mestre Jesus, apiedem-se de mim...

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Américo Marques Canhoto
- Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito
de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de
1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto,
Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia
pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu
que esse médico era um espírito. |
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