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SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA
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Acredite, é surpreendente: saúde não se compra na farmácia!
Isso mesmo! Descubra neste livro as causas espirituais das
doenças, a influência do passado nas enfermidades, a origem
psicossomática das moléstias e ainda os pequenos descuidos
que geram grandes problemas de saúde – explicações e
sugestões práticas para prevenir o sofrimento e garantir uma
vida verdadeiramente saudável! E mais: conheça os efeitos
negativos dos desejos e frustrações, da busca da felicidade
em outras pessoas, das fixações mentais, da alimentação
compulsiva, da vida sedentária, das crises existenciais e de
outros fatores causadores de doenças e perturbações.
Experiente médico da família, sempre sugerindo soluções,
Américo Canhoto aponta na direção da saúde do corpo e da
alma. Leitura fácil, derruba mitos e preconceitos, um guia
excelente para quem deseja viver mais e muito melhor. "Saúde
ou doença, a escolha é sua" (São Paulo: Petit Editora)
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Analfabetos
políticos... |
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O analfabetismo em política
pode destruir a Nação
Muito se comenta que a educação brasileira é ruim – é verdade –
mas o pior, é que a confusão que costumamos fazer entre
educação, instrução escolar e profissionalização atrapalha todo
o raciocínio tanto do diagnóstico do problema quanto o estudo de
possíveis soluções – realmente, a qualidade da instrução que
oferecemos aos cidadãos não é boa – a educação ético moral que
deve obrigatoriamente acompanhá-la é sofrível - e a educação
política, uma alavanca capaz de mudar tudo em pouco tempo;
praticamente não existe.
Como chegamos a esse ponto?
Praticando. A repetição de atitudes e de situações cria
paradigmas e associações no subconsciente difíceis de serem
modificadas a curto prazo. Isso, é lógico, pois nosso costumeiro
padrão cria uma imagem que se torna marca pessoal; e, olha que,
a reconstrução de uma imagem, de uma marca íntima ou mesmo a de
um grupo, uma classe ou empresa, é demorada, sofrida. Não bastam
novas intenções e desejos para mudar uma imagem que se fixa, é
preciso, o concurso da inteligência, do tempo e de um novo
padrão de atitudes, que seja marcante, forte e intermitente.
Lembram-se do slogan "rouba, mas faz". É fácil dizer que os
políticos são aproveitadores ou ladrões; até porque, aqui,
geração após geração a repetição de fatos públicos ligados a
decisões políticas criou uma perigosa deturpação: a confusão
entre a arte da política e a politicagem dos donos dos currais
eleitorais que comandam o rebanho dos necessitados de
privilégios. Política e politicagem são de identidade bem
diferenciadas, que, aqui por estas bandas, a repetição
continuada e a impunidade transformou numa coisa só. Poucos,
muito poucos que atuam na área política se esforçam para mudar
esse estado de coisas, até porque, sonham, desejam manipular as
pessoas para proveito próprio, pois esse foi um forte motivo que
os encaminhou para essa área. Na nossa cultura política, quase
todas as pessoas ligadas ao meio político são vistas pelo povo
como falsas e aproveitadoras. Isso é muito grave, pois ao
contrário do que pensa a maioria, nosso problema mais agudo como
uma nação, não é a miséria, a fome, a violência ou o desemprego
do presente. É a criança que cresce e forma sua visão de mundo
da política, ouvindo dos pais e dos adultos que, a política é a
arte da enganação, da roubalheira. Pois, essa educação em
política tende a afastar muita gente boa e capaz da arte da arte
de servir ao próximo em larga escala. O que explica em parte a
formação das oligarquias dos antigos coronéis sendo
perigosamente substituídos por facções de todos os tipos
dominando partidos políticos.
Falta educação ético – moral
Como gente do povo, quando se trata de política o que mais
fazemos é julgar os outros, sem olhar para nós mesmos. E, o que
é pior: os julgamentos que fazemos dos outros, não se seguem de
atitudes de mudança da nossa parte. E se o fazemos: nossas
reformas são executadas sob pressão e, isso, representa um
perigo para todos. Em se tratando de vida política doméstica:
para comprovar basta ler os noticiários dos políticos pegos de
calças curtas nas CPIS de anões, correios, mensalões,
sanguessugas e centenas de outras da velha e da nova república,
quando passam de julgadores a réus em dias. Seremos nós e os
políticos farinha do mesmo saco? Para que nos libertemos da
atitude de apenas julgar as pessoas, governos, grupos ou
empresas sem mover uma palha para provocar mudanças devemos
reprogramar nosso subconsciente através do conhecimento, da
inteligência e do trabalho, além da justiça e do amor. É preciso
aprender a dividir os direitos e as responsabilidades, ou seja a
entender o Evangelho. Bem que Jesus avisou que rotular os
outros, disso ou daquilo é muito fácil, a recíproca: fazer isso
consigo mesmo, não é para qualquer um; para isso, é preciso ser
forte e decidido.
A que grupo social cabe a maior parte da culpa?
Existe uma face invisível do poder: a classe média
constituída por boa parte dos que vivem às custas de manter a
turma dos poderosos de carteirinha, apenas para satisfazer seus
interesses. O arrocho sobre os medianos é um aviso da natureza;
pois os mais perigosos para a paz social são os meio-termos, os
um pouquinho mais do que os outros, os que se degladiam entre si
para manter seus interesses. Na sua ânsia de riqueza e de poder
ignoram a arte da política como instrumento de progresso,
mantendo-a como politicagem. Quando os políticos ferem nossos
interesses esperneamos, reclamamos, mas nos recusamos a assumir
que a atitude de ignorarmos que a vivência política uma
importante ferramenta de gerenciamento dos interesses do
coletivo antes que do interesse pessoal. Esse descuido dos
principais formadores de opinião, além de nos trazer a violência
interna, é capaz de nos colocar como coletividade à mercê da
decisão de outros povos, na forma de guerras econômicas e
barreiras alfandegárias apenas pela nossa imagem de povo sem
unidade e incapaz de empunhar bandeiras próprias. Realmente, o
analfabetismo político pode destruir a Nação e para evitar isso
precisamos acabar com pedintes de favores. Deixam-se influenciar
por pesquisas e, na hora de eleger, votam nos que estão na
frente, para logo depois, quando seus interesses mais imediatos
são contrariados, criticarem os que elegeram, pior do que isso:
depois até juram por Deus que não votaram neles. Na hora de
exercer o direito e dever de escolha votam a troco de belas e
vazias palavras, bolas, camisetas, camisinhas, bolsas –
famílias, chuteiras, canetas, dentaduras, badulaques, ou
promessas de empregos para seus familiares. Claro que há
desculpas, mas a bem da verdade: todos somos capazes de pensar e
de exercer o direito e a liberdade de observar, refletir e agir.
Possíveis conseqüências
A falta de iniciação no beabá político é uma gravíssima doença
social. Que pode acabar com as esperanças de um indivíduo, de
uma família, de um grupo social ou até de uma nação. Além dos
nossos velhos conhecidos problemas sociais e do aumento da
violência, também causa tristeza ver nossos filhos e jovens,
crescendo e alimentando a esperança de ter uma vida melhor “lá
fora”. Porque ainda carecemos de identidade como povo e, num
mundo que virou quintal de alguns países, isso pode nos levar a
perder a auto-determinação. Em função disso, é claro que somos
mal vistos em outros países e objeto de contínuas piadas, como
povo e nação; construímos isso passo a passo. Caso continuemos
exportando a imagem de um povo de pouca educação seremos
escravizados pelo poder de alguém metido a controlador do mundo,
ou assumimos nossa posição como Nação e Povo ou nos tornaremos
eternos fantoches, penetras em mundos de gente com mais “grana
verde”, porém em muitos aspectos menos capazes do que nós.
O que há para fazer?
Educação política, é a solução como matéria a ser ensinada
da pré-escola à universidade. Quando começar? E os resultados?
Neste exato momento. A resposta começa logo após as primeiras
atitudes concretas. Não podemos mais duvidar que a solução para
muitos ou todos os nossos problemas sociais esteja em politizar
as pessoas. Quem duvida que um cidadão politizado exige seus
direitos, cobra a justa aplicação das leis e, não cria a
dependência dos privilégios, das esmolas e dos favores dos que
se apossam do poder?
Analfabetos políticos tornam-se dependentes dos favores da
máquina de governo, e a dependência de qualquer tipo sob
qualquer circunstância, traz sérios problemas coletivos e, cria
conflitos complicados e dolorosos nas diversas “cadeias
sociais”, superpopulosas, de todos os tipos. Quando as pessoas
se politizarem, estarão capacitadas a perceber que nunca
dependeram nem dependem de ninguém; apenas complementam-se.
Exigem e tornam-se parte atuante do conceito de responsabilidade
social, que se torna palavras vazias sem pessoas.
É preciso vontade política para viabilizar esse projeto?
Não necessariamente, pois em se tratando de ações políticas,
não são apenas os políticos que vão mudar as coisas, e sim, nós
o povo, as pessoas comuns, mas, apenas, quando nos tornarmos
mais exigentes de nossos direitos e não de privilégios. É lógico
e inevitável que um dia vamos mudar e, sem guerras nem
revoluções. Mas, de que forma? Como? Quem vai ditar as regras?
Desde que seguidos de atitudes concretas, podemos criar slogans
como: “Educar em política” para resgatar nossa imagem, pois a
verdade sobre nós não é o que pensam de nós lá fora, somos uma
maioria de gente que procura evoluir, trabalhar, “ralar na
vida”; que acorda antes das cinco da manhã seja, político,
padeiro, feirante, médico, ambulante.
A quem cabe o papel de alertar com atitudes?
Aos que já tem consciência do problema, precisamos deixar de ser
a maioria silenciosa. O momento é o de ajudar as pessoas a
reformularem e a assumirem uma identidade nacional deturpada
tanto aqui dentro quanto lá fora. Qual a importância disso?
Isso, enche barriga? De pronto não, mas com a auto estima
preservada nem sentimos tanta fome. Não vai dizer leitor que és
daqueles oportunistas que para se eximirem da responsabilidade
de lutar pela justiça social fizeram questão de deturpar a
colocação de Jesus na passagem do dai a César o que é de César e
a Deus o que é de Deus...
O que pode mudar com a criação da Universidade da Política?
Dentre vários benefícios: desenvolver a memória do eleitor. Ela
vai ajudar a criar uma “memória política de elefante” num
cidadão bem politizado que não esquece nunca as decisões e
atitudes dos que ajudou a eleger; reconduzindo-os ao cargo ou
eliminando-os da vida política. Esse é um requisito básico para
acabar com o tipo de pessoas aduladoras dos detentores do poder
para que seus interesses sejam atendidos. Somente a arte da
política e a participação efetiva das pessoas na política desde
muito cedo pode ser capaz de mudar a memória de nossa sociedade.
Perigo à vista!
Segundo pesquisa publicada 79% dos congressistas são
favoráveis a aprovar a emenda 3 (aquela que resumidamente impede
que políticos pegos em falcatruas sejam considerados livres por
decurso de prazo – se deixarmos essa passar Deus nos livre de
tanta passividade, não merecemos mais continuar no planeta após
o expurgo em andamento...
Pense nisso... 
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Américo Marques Canhoto
- Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito
de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de
1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto,
Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia
pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu
que esse médico era um espírito. |
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