www.jornaldosespíritos.com

SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA

SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA - Acredite, é surpreendente: saúde não se compra na farmácia! Isso mesmo! Descubra neste livro as causas espirituais das doenças, a influência do passado nas enfermidades, a origem psicossomática das moléstias e ainda os pequenos descuidos que geram grandes problemas de saúde – explicações e sugestões práticas para prevenir o sofrimento e garantir uma vida verdadeiramente saudável! E mais: conheça os efeitos negativos dos desejos e frustrações, da busca da felicidade em outras pessoas, das fixações mentais, da alimentação compulsiva, da vida sedentária, das crises existenciais e de outros fatores causadores de doenças e perturbações. Experiente médico da família, sempre sugerindo soluções, Américo Canhoto aponta na direção da saúde do corpo e da alma. Leitura fácil, derruba mitos e preconceitos, um guia excelente para quem deseja viver mais e muito melhor. "Saúde ou doença, a escolha é sua" (São Paulo: Petit Editora) 

Vida on-line

AMÉRICO CANHOTO

“Nóis capota mas num breca”...
Quando se pára para pensar um tiquinho, a postura do sujeito “marrudo” e teimoso parece sem noção, até irresponsável. No entanto, a filosofia do “nóis capota mas num breca” como forma de comportamento cotidiano bem espelha a nossa posição frente a muitos acontecimentos na estrada da vida, viver on-line é apenas um deles.  Não aprender a resistir aos mais imediatos interesses sem parar para avaliar as possíveis conseqüências, é um antigo e sério problema. Não podemos alegar ignorância, pois sabemos o que fazer, por exemplo, quem ainda não disse ou ouviu estas simples e sábias colocações analógicas: “a pressa é inimiga da perfeição!”; “o apressado come cru!” etc. Todos sabemos: mesmo no momento atual onde tudo é cada vez mais célere para que uma tarefa seja bem executada é preciso realizá-la com competência e calma. Boa parte de nós ainda possui um padrão mental analógico, certamente que um dia em algum lugar vamos nos digitalizar. O que nos leva a teimar vivermos já de uma forma mental-emocional digital sem que estejamos devidamente preparados? Como não seremos capazes de explicar com honestidade de propósitos e lógica mesmo, vamos levar na brincadeira. Algumas leis da física quando recheadas de humor e conteúdo ético/moral podem ajudar na queda da ficha para a compreensão de leis que regem a evolução. De tanto elas se apresentarem teimosamente em nossas vidas até visualizamos algumas, mas fazemos questão de ignorá-las. E, essa atitude nos saí sempre muito cara e frustrante.
Analisemos uma delas: a da inércia.
A cada minuto em algum lugar do mundo alguém está se referindo à aceleração das experiências: "Pisaram no acelerador!"; "a cada dia tudo passa mais rápido!"; "a gente não tem mais tempo para nada!"; "você fica velho e nem percebe!"; "que coisa esquisita, não posso sair de férias que fico doente!"; "porque depois que tudo ficou bem eu é que fico mal?";  "será que não posso parar e descansar um pouco?"; "parece praga de urubu quando relaxo tudo acontece comigo!". Mesmo que tenhamos uma visão analógica e distorcida do tempo até percebemos que tudo anda cada vez mais rápido. Sentimos a aceleração, e até certo ponto os riscos que ela traz quando mal administrada, mas depois da encrenca feita, adoramos colocar o nome de fatalidade nos efeitos de escolhas que podem ser evitadas com relativa facilidade. Somos brincalhões, portanto é comum que a ação da inércia se resuma a frases jogadas e a escritos no pára-choque traseiro: "mantenha distância"; mais comum ainda que apressados a desobedeçam ao dirigir, fato que a tornou também uma lei de trânsito. A sinalização é clara: evite a colisão traseira, mantenha distância do veículo da frente.
O desrespeito a ela é causa de muitas mortes, não apenas no trânsito; mas principalmente nas mortes súbitas causadas por acidentes cardiovasculares como enfartes e derrames cerebrais. Pois, como o perigo é nas brecadas, a maior incidência desses problemas é no repouso súbito, que funciona como uma freada, especialmente após fases de grandes acelerações. Vivemos na época do tudo a jato, tudo para ontem, do não ficar para trás, e em conseqüência disso, de grandes perigos para quem se descuida.
Vivemos na era dos detalhes, prestemos mais atenção neles e respeitemos as leis da vida. Nossa própria agradece. No processo de acelerar e desacelerar tentamos enganar a Natureza imaginando que temos um botão de liga e desliga tanto nas atividades mentais quanto orgânicas. Tomando o ciclo de um dia/noite como exemplo, se passei o dia acima dos limites de ação mental com mil preocupações e compromissos quando chegar a noite e resolver parar para dormir, nem por milagre conseguirei, pois todos os hormônios e substâncias que estavam sendo secretados vão continuar a sê-lo por inércia durante algumas horas ou dias, e adeus qualidade do sono e de vida, se a situação persistir. Estamos acelerando cada vez mais e fazendo escolhas num ritmo alucinante, o problema é que elas são como tiros disparados, uma vez puxado o gatilho não tem volta, se atiramos a esmo e sem mirar, depois: a única coisa a fazer é verificar os efeitos causados sejam eles quais forem, tentar consertar os estragos, se for o caso e, assumi-los, no entanto para isso, é preciso desenvolver a responsabilidade.
A aceleração quase sempre sem necessidade a que nos permitimos não tem volta. Percebido o engano a única coisa a fazer é tentar desacelerar com o mínimo possível de estragos tanto para nós quanto para terceiros ou para o patrimônio publico e o planeta. Quando brecamos subitamente a possibilidade de capotar ou provocar acidentes vários é enorme. Falamos, nos queixamos, mas não nos esforçamos para tentar reverter a situação e melhorar a qualidade de vida, ou melhor ainda, para não perdê-la, primeiro é preciso entender o conceito tempo e o que podemos chamar de sua aceleração. Assunto de próximos bate papos.
Os adeptos da vida on-line cujo lema é "nós capota mas num breca", costumam ter um sonho secreto, morrer on-line.
Estou indo.
Fui.


Envie seu comentário para redacao@jornaldosespiritos.com com seu nome completo, profissão, cidade, foto (opcional), título da matéria e se autoriza a publicação de seu endereço eletrônico (e-mail).


Leia outros artigos de Américo Canhoto:
A comédia da vida real...
A escola em pânico 1ª e 2ª parte...
A fonte da vida...
A "mardita cana"...
Álcool: porta de entrada dos vícios...
Alzheimer: é possível evitar...
Analfabetos políticos...
Aumento da violência?...
Bendita dengue...
Coelhinho da Páscoa...
Crianças índigo e doenças...
Cuidado: vampiros hi-tec à solta...
Cuidar de pobres é fácil...
Depois do Carnaval...
É o fim da picada...
Eles começam mais cedo...
Eram os deuses astronautas...
Espírita de porco...
Ética na guerra...
Felicidade na vida profissional - Primeira parte...
Felicidade na vida profissional - Segunda parte...
Governo oculto...
Haja paciência...
Homeopatia vira caso de justiça...
Mediunidade na infância...
Notícias perigosas...
O carnaval segundo...
O segredo da vida longa...
Pânico à Luz do espiritismo...
Porque os fumantes são folgados...
Que tipo de vampiro você é?...

Quem são as crianças índigo - Primeira parte...
Quem são as crianças índigo - Segunda parte...
Quem são as crianças índigo - Terceira parte...
Quem são as crianças índigo - Quarta parte...
Reconhecendo um derrame...
Ser morno é ser medíocre...
Vacinação bioética...
Workshop: "Saúde ou doença, a escolha é sua"...

Ver outros colunistas...                                                 Ir para página principal...

Américo Marques Canhoto - Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito.


Jornal dos Espíritos - o seu jornal espírita na internet
 Copyright 2005 - Todos os direitos reservados.
 redacao@jornaldosespiritos.com
Microsoft Internet Explorer - 6.0 - Resolução: 800 x 600