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SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA

SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA - Acredite, é surpreendente: saúde não se compra na farmácia! Isso mesmo! Descubra neste livro as causas espirituais das doenças, a influência do passado nas enfermidades, a origem psicossomática das moléstias e ainda os pequenos descuidos que geram grandes problemas de saúde – explicações e sugestões práticas para prevenir o sofrimento e garantir uma vida verdadeiramente saudável! E mais: conheça os efeitos negativos dos desejos e frustrações, da busca da felicidade em outras pessoas, das fixações mentais, da alimentação compulsiva, da vida sedentária, das crises existenciais e de outros fatores causadores de doenças e perturbações. Experiente médico da família, sempre sugerindo soluções, Américo Canhoto aponta na direção da saúde do corpo e da alma. Leitura fácil, derruba mitos e preconceitos, um guia excelente para quem deseja viver mais e muito melhor. "Saúde ou doença, a escolha é sua" (São Paulo: Petit Editora) 

A dieta da hora: jejum

AMÉRICO CANHOTO

Nascer índigo, é uma cruz que parece muito complicada e pesada de carregar, mas não é, apenas se descuidados, os índigos, tornam-se muito mais impacientes e intolerantes do que a média. Por exemplo, se preparam uma palestra tentando correlacionar as coisas do dia-a-dia com as lições do Evangelho, ao final dela, as perguntas na maior parte das vezes giram em torno de comida. Tentam direcionar para a ascensão ético-moral e sempre caem no que e quanto é permitido comer, comer, comer, para poder crescer...
Dia destes, assistindo uma palestra de um deles, senti que quase perdeu as estribeiras, pois depois de tentar a todo custo referendar o que "O Evangelho Segundo o Espiritismo" recomenda a respeito de cuidar do corpo e do Espírito, ainda foi sistematicamente exigido  a responder várias perguntas sobre a “mardita comida”; ao ser novamente questionado por uma venerável e roliça senhora sobre o mesmo assunto: O que é ou não permitido comer? Qual a melhor dieta? Saiu-se com esta: Sem dúvida a melhor dieta é o jejum, tanto que como a senhora sabe, Jesus o praticou durante quarenta dias, para Ele, tempo mais do suficiente para manter um contato mais direto com seus mentores espirituais (nada de ligação direta com Deus). Ele não se isolou e jejuou para fazer graça para a platéia da época e do futuro antes do gran finale da sua estada entre nós. Ele sabia que o jejum altera o estado de consciência melhor do que qualquer droga ou exercício que conheçamos. Além disso sabia que para as nossas preocupações do futuro (atualidade), o jejum é extremamente prático, sem calorias para contar, nenhum alimento para selecionar, fácil de fazer, barato, de resultados rápidos, gera economia; pois comendo além do necessário, perde-se tempo e dinheiro, por exemplo: deixando de jantar uma vez por semana pode-se economizar até cinco por cento do orçamento doméstico com alimentação, além disso, proporciona mais saúde física, sexual e mental-emocional, e é facilitador da eliminação fisiológica de doenças e vícios, já que induz á autodisciplina e facilita a autopercepção. Além disso, o jejum é excelente medicamento contra a insônia (a senhora dorme bem?); é o tranqüilizante da natureza que relaxa o sistema nervoso, e que alivia a ansiedade. Quando come-se à noite o sono fica comprometido; não comendo à noite, os órgãos internos entram em repouso, que conduz ao sono...
E como todo índigo abusou, foi além, ao recomendar: “Cuidado: o apetite compulsivo e seletivo noturno é sintoma de parasitose energética (obsessão)”.
Minha amiga, disse ele, além disso, o jejum também aumenta a auto-estima, pela percepção que, podemos ser senhor dos desejos e não escravo deles. Quando pode-se dizer não a um desejo ao qual nunca se resistiu, descobre-se que, não se conhecia a própria força. Jejuando percebe-se que ficar sem comer, não adoece, nem faz mal, e que, além do mais, por não se fazer acompanhar de fome, é mais fácil fazer jejum do que, fazer regime. Mas, minha senhora não acredite nisso, por acreditar, apenas experimente, disse ele.
– Mas, dizem ao contrário! Argüiu a mulher.
– Eu sei, mas pare e pense. Além disso, outros cientistas dizem que algumas horas após o horário condicionado de alimentar-se a sensação de fome desaparece (experimente), e retorna, fisiologicamente, por volta do vigésimo quinto dia de jejum (não aconselho para a senhora), quando se inicia o processo de inanição. Amiga imagino o que se passa neste momento na sua cabeça, pois como mãe zelosa e vó coruja, além disso considerada por todos como cozinheira de mão cheia e como quem come compulsivamente, é claro que não acredita que alguém possa ficar apenas algumas horas sem alimento, lógico. Para a maioria, jejum, implica ou confunde-se com inanição, mas, jejum não é inanição; jejum é voluntário e inanição é involuntária. Pode-se retornar à dieta ou à comilança, quando, for da vontade do indivíduo. A senhora tem filhos e netos, não tem? Então já cansou de observar que o jejum faz parte da evolução natural da cura: durante o processo de doença febril ou queima de toxinas; na vigência da febre, aumenta a sede, desaparece o apetite, e diminui a atividade psicomotora e metabólica. E conscientemente, imitando a natureza, o jejum pode e deve ser usado como fonte natural de cura, e isso já é conhecido desde a antiguidade: “todos os homens tem em si um médico”, dizia Hipócrates, e “precisamos apenas ajudá-lo em seu trabalho; pois, comer quando se está doente, implica em alimentar a doença”, dizia ele. O homem é o único animal que persiste em comer quando está doente. Mais importante que o jejum é o aprendizado da realimentação. Por isso, o jejum prolongado com fins terapêuticos é supervisionado por médico.
Amiga, para encerrar pois tenho que ir embora vou fazer uma pergunta que outro dia não soube responder a um amigo índigo: – Sabe qual a diferença entre a namorada ou noiva e a esposa? – Não? – Uns trinta quilos... – Brincadeirinha, não se ofenda. Mas, antes de ir embora gostaria de presenteá-la com uma pérola que outro dia recebi e não me dei bem: Já tentou fazer um jejum de críticas? – Pois é, nem eu... Confesso que de comida já consegui alguns dias, mas de críticas nem passei da hora...


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Américo Marques Canhoto - Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito.


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