www.jornaldosespíritos.com

SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA

SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA - Acredite, é surpreendente: saúde não se compra na farmácia! Isso mesmo! Descubra neste livro as causas espirituais das doenças, a influência do passado nas enfermidades, a origem psicossomática das moléstias e ainda os pequenos descuidos que geram grandes problemas de saúde – explicações e sugestões práticas para prevenir o sofrimento e garantir uma vida verdadeiramente saudável! E mais: conheça os efeitos negativos dos desejos e frustrações, da busca da felicidade em outras pessoas, das fixações mentais, da alimentação compulsiva, da vida sedentária, das crises existenciais e de outros fatores causadores de doenças e perturbações. Experiente médico da família, sempre sugerindo soluções, Américo Canhoto aponta na direção da saúde do corpo e da alma. Leitura fácil, derruba mitos e preconceitos, um guia excelente para quem deseja viver mais e muito melhor. "Saúde ou doença, a escolha é sua" (São Paulo: Petit Editora). 

Juízo MOÇADA espírita

Muitas pessoas sentem falta da liturgia e dos dogmas da Igreja

AMÉRICO CANHOTO

Tenho um amigo índigo (que não é lá tão jovem assim) que em certas posturas se assemelha aos “velhos bocudos” (aqueles que já começaram a perder o senso de controle pela senilidade) que costumam dizer que "o mundo está perdido"; que hoje, "as coisas não são mais como eram antigamente"; que "as pessoas não tem mais vergonha na cara"; que "não honram sua palavra nem compromissos"; que "os jovens são cada vez mais preguiçosos e irresponsáveis"; que "as crianças são mal educadas, respondonas, irreverentes, agressivas"; que "os dogmas não são mais os mesmos"; que "estão deturpando tudo o que os sábios antigos colocaram como verdades absolutas"; que "nossos filhos e netos tornam impossível o sonho de envelhecermos com dignidade"; que "não respeitam ninguém; que "não tem dignidade". Mas o que é isso? (corramos ao dicionário) Dignidade: Respeito conquistado... Respeito: Atenção profunda, deferência, consideração, obediência, acatamento, razão, motivo, causa.
Muitas pessoas em idade quase madura podem encarar como ofensa o questionamento sobre sua dignidade pessoal conquistada ao longo da vida.
Isso, é esperado e tido como lógico, pois fomos educados sob o prisma de uma visão totalmente deformada de quem somos e principalmente de quem fomos. Aprendemos durante a existência com a ajuda do processo educativo a inventar um modelo de pessoa que não conseguimos atingir.
A cultura do pensamento mágico, do faz de conta da vida infantil que teimamos em manter até o fim desta experiência, permite que nossas dificuldades existenciais sejam creditadas a fatores como sorte, azar, destino. Adoramos nos desculpar e justificar: sou o que sou, fui o que fui porque gerado de tal forma vivi sob condições difíceis. Quando achamos que as coisas da nossa vida deram certo costumamos nos equiparar a Deus: "consegui muitas vitórias na vida Graças a Deus! Mas, trabalhei muito, "ralei" bastante para chegar onde cheguei!". Já na tentativa de justificarmos nossos fracassos ou nossos defeitos de caráter, usamos as outras pessoas e o acontecimentos como álibi.
Ainda envelhecemos sem dignidade.
Ajudamos a criar o estigma de velhice é igual a pé na cova, que idoso não serve para nada, além de reclamar de tudo e de dar trabalho para os mais novos.
Será que existe segredo em bem ou mal envelhecer?
O homem é capaz ou deveria ser de questionar a vida, especialmente a sua em particular. Por que e para que vivo?
Boa pergunta. Sei lá. Mas, uma coisa parece lógica: um dos objetivos de vida humana pode ser morrer de velhice para aproveitar todos os tipos de ensinamentos proporcionados pela existência, pois cada fase da vida humana parece favorecer um tipo de aprendizado compulsório ou voluntário, isso, boa parte das pessoas já foi capaz de perceber. Será que foi mesmo? Por que os efeitos do tempo favorecem algumas pessoas e detonam com a qualidade de vida das outras? Será que existe algum segredo para envelhecer bem ou mal? O que é o tempo na vida do homem? Calendário, relógio ou pensamento, sentimento e atitude? Estamos sujeitos aos inexoráveis efeitos da passagem do tempo?
Nosso assunto de hoje é a forma diferente como as pessoas atingem a velhice.
Criança, para com isso, deixa de resmungar. Você parece um velho, que só reclama e se queixa de tudo! Nossa, dói tudo, estou parecendo uma velha coroca! Criamos ao longo do tempo uma imagem estereotipada da velhice e a repassamos às crianças sem um pingo de análise e de pudor.
De quem será a culpa? Com certeza da maioria das pessoas que envelhecem sem dignidade.
Usaremos o conceito dignidade no sentido de merecedor de respeito, honra e brio.
Um modelo a ser seguido.
É claro que todo ser humano é merecedor de respeito dos outros, e não apenas o ser humano, todos os nossos colegas de evolução terrena: minerais, vegetais, animais, elementais.
Para envelhecer com dignidade é preciso ter vivido com dignidade.
Não essa dignidade ou honra das aparências do que é convencionado pela sociedade. Quem não roubou, matou, mentiu, ludibriou, traiu, não fuma, não bebe, não joga e outras coisas mais; não fez mais do que sua obrigação. Nada meritório. Quem cumpre as obrigações, apenas cumpriu as obrigações, o que diga-se de passagem para a condição evolutiva da maior parte de nós já é uma vitória, inclusive no tipo de sociedade em que vivemos, atingir a velhice já é um feito e tanto.
Toda vez que reclamamos de algum fato da vida que pode trazer discussão e progresso perdemos parte da dignidade espiritual?
Diz o meu amigo índigo que sim. Mas, tenho lá minhas ressalvas. O assunto deste bate papo – que até me chateia - começou quando ele puxou o assunto: a tentativa de alguns velhotes e velhotas da Doutrina dos Espíritos tentarem manter a tal da pureza doutrinária como se fossem Evangélicos tentando trazer o Velho Testamento para os dias de hoje esquecendo do Novo daquele que Jesus vivenciou e nos foi deixado como legado – trazendo como suas testemunhas espíritos como Kardec e Herculano Pires. Segundo ele, os interesses de alguns são inconfessáveis e se escondem atrás do consolo (só é capaz de consolar quem se sente melhor ou mais sabido do que os outros?) que podem com sua infinita sapiência atender á sua clientela (especialmente se forem médiuns – pois acham-se "assim" com a espiritualidade). Esse meu amigo fica muito irritado quando nas suas conversas na Casa Espírita ouve desses vividos e amados companheiros, por exemplo, sobre suas argumentações sobre o final esta Era – não aceitam que breve será o desfecho, apenas porque seus filhos estão "por cima da carne seca" e até acabou de nascer um netinho ou uma netinha, sentem-se merecedores de todas as benesses Divinas – Deus deve interrromper tudo o que desde sempre está programado para agradá-los já que são servidores da Doutrina dos Espíritos. Quando surgem novidades que não o são – crianças índigo, por exemplo, no último capítulo da Gênese de Kardec lá estão elas levemente assinaladas como deveria ser, pois se nem hoje os estudiosos da Doutrina conseguem levantar alguma réstia do véu que lhes cobre a tosca visão, quanto mais se tivessem sido descritos com todas as letras - criam a maior confusão.
Realmente não sei quem é mais chato, se meu amigo índigo ou suas velhotas e velhotes (de todas as idades) que perambulam pelas casas espíritas e que sinalizam, até consolam os sofredores encarnados e desencarnados, mas que tomam não sei quantos remédios por dia e que não dormem sem a ajuda de uma boa droga - que deixaram-se pegar pela depressão, angústia e pânico e outros bichos. Talvez o velhote chato, impaciente e intolerante seja eu – serei também um índigo?
Juízo moçada espírita.


Envie seu comentário para redacao@jornaldosespiritos.com com seu nome completo, cidade, foto (opcional) e título da matéria.


Leia outros artigos de Américo Canhoto:
A comédia da vida real...
A dieta da hora: jejum...
A escola em pânico 1ª e 2ª parte...
A fonte da vida...
A "mardita cana"...
Álcool: porta de entrada dos vícios...
Alzheimer: é possível evitar...
Analfabetos políticos...
Atitudes para vencer...
Aumento da violência?...
Bendita dengue...
Coelhinho da Páscoa...
Crianças índigo e doenças...
Cuidado: vampiros hi-tec à solta...
Cuidar de pobres é fácil...
Depois do Carnaval...
É o fim da picada...
Eles começam mais cedo...
Engravidei e agora?...
Eram os deuses astronautas...
Erro médico...
Espírita de porco...
Ética na guerra...
Felicidade na vida profissional - Primeira parte...
Felicidade na vida profissional - Segunda parte...
Governo oculto...
Haja paciência...
Homeopatia vira caso de justiça...
Mediunidade na infância...
Notícias perigosas...
O carnaval segundo...
O fantasma da obsessão...
O obsessor puxa o gatilho?...
O planeta Chupão vem aí...
O segredo da vida longa...
Obsessão é doença?...
Pânico à Luz do espiritismo...
Porque os fumantes são folgados...
Propaganda sem álcool...
Que tipo de vampiro você é?...

Quem são as crianças índigo - Primeira parte...
Quem são as crianças índigo - Segunda parte...
Quem são as crianças índigo - Terceira parte...
Quem são as crianças índigo - Quarta parte...
Reconhecendo um derrame...
Ser morno é ser medíocre...
Vacinação bioética...
Vampiros hi-tec à solta...
Vida on-line...

Ver outros colunistas...                                                 Ir para página principal...

Américo Marques Canhoto - Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito.


Jornal dos Espíritos - o seu jornal espírita na internet
 Copyright 2005 - Todos os direitos reservados.
 redacao@jornaldosespiritos.com
Microsoft Internet Explorer - 6.0 - Resolução: 800 x 600