 |
|
SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA
-
Acredite, é surpreendente: saúde não se compra na farmácia!
Isso mesmo! Descubra neste livro as causas espirituais das
doenças, a influência do passado nas enfermidades, a origem
psicossomática das moléstias e ainda os pequenos descuidos
que geram grandes problemas de saúde – explicações e
sugestões práticas para prevenir o sofrimento e garantir uma
vida verdadeiramente saudável! E mais: conheça os efeitos
negativos dos desejos e frustrações, da busca da felicidade
em outras pessoas, das fixações mentais, da alimentação
compulsiva, da vida sedentária, das crises existenciais e de
outros fatores causadores de doenças e perturbações.
Experiente médico da família, sempre sugerindo soluções,
Américo Canhoto aponta na direção da saúde do corpo e da
alma. Leitura fácil, derruba mitos e preconceitos, um guia
excelente para quem deseja viver mais e muito melhor. "Saúde
ou doença, a escolha é sua" (São Paulo: Petit Editora).
 |
|
|
Tenho um amigo índigo (que não é lá tão jovem assim) que em certas
posturas se assemelha aos “velhos bocudos” (aqueles que já começaram
a perder o senso de controle pela senilidade) que costumam dizer que
"o mundo está perdido"; que hoje, "as coisas não são mais como eram
antigamente"; que "as pessoas não tem mais vergonha na cara"; que
"não honram sua palavra nem compromissos"; que "os jovens são cada
vez mais preguiçosos e irresponsáveis"; que "as crianças são mal
educadas, respondonas, irreverentes, agressivas"; que "os dogmas não
são mais os mesmos"; que "estão deturpando tudo o que os sábios
antigos colocaram como verdades absolutas"; que "nossos filhos e
netos tornam impossível o sonho de envelhecermos com dignidade"; que
"não respeitam ninguém; que "não tem dignidade". Mas o que é isso?
(corramos ao dicionário) Dignidade: Respeito conquistado...
Respeito: Atenção profunda, deferência, consideração, obediência,
acatamento, razão, motivo, causa.
Muitas pessoas em idade quase madura podem encarar como ofensa o
questionamento sobre sua dignidade pessoal conquistada ao longo da
vida.
Isso, é esperado e tido como lógico, pois fomos educados sob o
prisma de uma visão totalmente deformada de quem somos e
principalmente de quem fomos. Aprendemos durante a existência com a
ajuda do processo educativo a inventar um modelo de pessoa que não
conseguimos atingir.
A cultura do pensamento mágico, do faz de conta da vida infantil que
teimamos em manter até o fim desta experiência, permite que nossas
dificuldades existenciais sejam creditadas a fatores como sorte,
azar, destino. Adoramos nos desculpar e justificar: sou o que sou,
fui o que fui porque gerado de tal forma vivi sob condições
difíceis. Quando achamos que as coisas da nossa vida deram certo
costumamos nos equiparar a Deus: "consegui muitas vitórias na vida
Graças a Deus! Mas, trabalhei muito, "ralei" bastante para chegar
onde cheguei!". Já na tentativa de justificarmos nossos fracassos ou
nossos defeitos de caráter, usamos as outras pessoas e o
acontecimentos como álibi.
Ainda envelhecemos sem dignidade.
Ajudamos a criar o estigma de velhice é igual a pé na cova, que
idoso não serve para nada, além de reclamar de tudo e de dar
trabalho para os mais novos.
Será que existe segredo em bem ou mal envelhecer?
O homem é capaz ou deveria ser de questionar a vida, especialmente a
sua em particular. Por que e para que vivo?
Boa pergunta. Sei lá. Mas, uma coisa parece lógica: um dos objetivos
de vida humana pode ser morrer de velhice para aproveitar todos os
tipos de ensinamentos proporcionados pela existência, pois cada fase
da vida humana parece favorecer um tipo de aprendizado compulsório
ou voluntário, isso, boa parte das pessoas já foi capaz de perceber.
Será que foi mesmo? Por que os efeitos do tempo favorecem algumas
pessoas e detonam com a qualidade de vida das outras? Será que
existe algum segredo para envelhecer bem ou mal? O que é o tempo na
vida do homem? Calendário, relógio ou pensamento, sentimento e
atitude? Estamos sujeitos aos inexoráveis efeitos da passagem do
tempo?
Nosso assunto de hoje é a forma diferente como as pessoas atingem a
velhice.
Criança, para com isso, deixa de resmungar. Você parece um velho,
que só reclama e se queixa de tudo! Nossa, dói tudo, estou parecendo
uma velha coroca! Criamos ao longo do tempo uma imagem estereotipada
da velhice e a repassamos às crianças sem um pingo de análise e de
pudor.
De quem será a culpa? Com certeza da maioria das pessoas que
envelhecem sem dignidade.
Usaremos o conceito dignidade no sentido de merecedor de respeito,
honra e brio.
Um modelo a ser seguido.
É claro que todo ser humano é merecedor de respeito dos outros, e
não apenas o ser humano, todos os nossos colegas de evolução
terrena: minerais, vegetais, animais, elementais.
Para envelhecer com dignidade é preciso ter vivido com dignidade.
Não essa dignidade ou honra das aparências do que é convencionado
pela sociedade. Quem não roubou, matou, mentiu, ludibriou, traiu,
não fuma, não bebe, não joga e outras coisas mais; não fez mais do
que sua obrigação. Nada meritório. Quem cumpre as obrigações, apenas
cumpriu as obrigações, o que diga-se de passagem para a condição
evolutiva da maior parte de nós já é uma vitória, inclusive no tipo
de sociedade em que vivemos, atingir a velhice já é um feito e
tanto.
Toda vez que reclamamos de algum fato da vida que pode trazer
discussão e progresso perdemos parte da dignidade espiritual?
Diz o meu amigo índigo que sim. Mas, tenho lá minhas ressalvas. O
assunto deste bate papo – que até me chateia - começou quando ele
puxou o assunto: a tentativa de alguns velhotes e velhotas da
Doutrina dos Espíritos tentarem manter a tal da pureza doutrinária
como se fossem Evangélicos tentando trazer o Velho Testamento para
os dias de hoje esquecendo do Novo daquele que Jesus vivenciou e nos
foi deixado como legado – trazendo como suas testemunhas espíritos
como Kardec e Herculano Pires. Segundo ele, os interesses de alguns
são inconfessáveis e se escondem atrás do consolo (só é capaz de
consolar quem se sente melhor ou mais sabido do que os outros?) que
podem com sua infinita sapiência atender á sua clientela
(especialmente se forem médiuns – pois acham-se "assim" com a
espiritualidade). Esse meu amigo fica muito irritado quando nas suas
conversas na Casa Espírita ouve desses vividos e amados
companheiros, por exemplo, sobre suas argumentações sobre o final
esta Era – não aceitam que breve será o desfecho, apenas porque seus
filhos estão "por cima da carne seca" e até acabou de nascer um
netinho ou uma netinha, sentem-se merecedores de todas as benesses
Divinas – Deus deve interrromper tudo o que desde sempre está
programado para agradá-los já que são servidores da Doutrina dos
Espíritos. Quando surgem novidades que não o são – crianças índigo,
por exemplo, no último capítulo da Gênese de Kardec lá estão elas
levemente assinaladas como deveria ser, pois se nem hoje os
estudiosos da Doutrina conseguem levantar alguma réstia do véu que
lhes cobre a tosca visão, quanto mais se tivessem sido descritos com
todas as letras - criam a maior confusão.
Realmente não sei quem é mais chato, se meu amigo índigo ou suas
velhotas e velhotes (de todas as idades) que perambulam pelas casas
espíritas e que sinalizam, até consolam os sofredores encarnados e
desencarnados, mas que tomam não sei quantos remédios por dia e que
não dormem sem a ajuda de uma boa droga - que deixaram-se pegar pela
depressão, angústia e pânico e outros bichos. Talvez o velhote
chato, impaciente e intolerante seja eu – serei também um índigo?
Juízo moçada espírita.

Envie seu comentário para redacao@jornaldosespiritos.com com seu nome
completo, cidade, foto (opcional) e título da
matéria.
|