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SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA

SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA - Acredite, é surpreendente: saúde não se compra na farmácia! Isso mesmo! Descubra neste livro as causas espirituais das doenças, a influência do passado nas enfermidades, a origem psicossomática das moléstias e ainda os pequenos descuidos que geram grandes problemas de saúde – explicações e sugestões práticas para prevenir o sofrimento e garantir uma vida verdadeiramente saudável! E mais: conheça os efeitos negativos dos desejos e frustrações, da busca da felicidade em outras pessoas, das fixações mentais, da alimentação compulsiva, da vida sedentária, das crises existenciais e de outros fatores causadores de doenças e perturbações. Experiente médico da família, sempre sugerindo soluções, Américo Canhoto aponta na direção da saúde do corpo e da alma. Leitura fácil, derruba mitos e preconceitos, um guia excelente para quem deseja viver mais e muito melhor. "Saúde ou doença, a escolha é sua" (São Paulo: Petit Editora). 

Viva as DIFERENÇAS

Um relacionamento adoece quando não se vive as diferenças

AMÉRICO CANHOTO

Muito já se escreveu sobre as diferenças entre homens e mulheres, mas como nem todos tiveram a chance de ler alguma coisa ou de alguma forma serem alertados para a importância do assunto, a maior parte de nós continua cometendo muitas gafes e até desatinos quando se trata de aplicar as diferenças sexuais fisiológicas e até espirituais. Nesse terreno movediço, todos nos sentimos, dia-menos-dia, confusos e atrapalhados em nossa vida de polarizadas relações humanas. E grande parte dessas dificuldades seria facilmente evitada; se prestássemos mais atenção a alguns pequenos detalhes do cotidiano; coisas simples, mas muito úteis, pois quantos pequenos mal entendidos que somados viram ressentimentos, insatisfações, mágoas, até ódio, e que tornam as relações cotidianas entre homens e mulheres uma coisa, às vezes, desagradável e sofrida, quando deveríamos nos complementar na tarefa da arte de aprendermos o amor. Para ilustrar como somos diferentes: as mulheres quando querem algo dão mil voltas, não conseguem ser diretas. Dia destes, antes do dia dos namorados, uma mulher que desejava ganhar um carro esporte chegou para o maridão e disse: “benzinho, eu queria ganhar uma coisinha bonitinha que vai de zero a cem em um segundo, pode ser de qualquer cor e de qualquer marca” – não deu outra, logo ele apareceu em casa com uma balança de banheiro turbinada e cor de rosa – está desaparecido até hoje, fofocam os vizinhos que pode estar enterrado no jardim...
Os homens tratam as mulheres de sua vida (mãe, irmã, esposa, filhas, etc.) como se fosse homens – e as mulheres tratam os homens da sua vida como se fossem mulheres. Costumamos medir a todos com nossas próprias medidas e isso nunca deu nem dará certo. Está aí um bom uso para vigiar e orar como aconselhou Jesus (não é para ir para o distante céu não; é para continuar vivo e feliz sem gastrite nem úlcera), quando nos dirigimos a alguém do outro sexo, melhor vigiar bem o que vamos dizer e fazer, e, depois, é só rezar para dar certo, afinal, não custa nada. Sem esse cuidado é claro que a confusão conduza a maior parte das interações familiares e sociais, que seriam bem resolvidas com o aprendizado de um pequeno detalhe: devemos ensinar as crianças desde bem cedo a diferenciar a psicologia e o comportamento de homens e de mulheres sem projetar nossa visão já distorcida sobre o comportamento do sexo oposto. Mesmo nesse imbróglio da modernidade sexual, homens continuam sendo homens e mulheres são mulheres, mesmo que alguns teimem em criar polêmicas, apenas para atender seus interesses de atrasar os mais lentos no pensar. Coisas bem simples, do tipo: filha, fala logo de uma vez o que você quer – sem chorar! Menino, não custa ser mais cuidadoso; não fale assim com sua irmã; afinal a cabeça dela não funciona como a do Joãozinho! Podem ajudar muito.
Parece cômico que ainda hoje as pessoas não saibam distinguir uma mulher de um homem - na verdade não sabem ou até podem saber, mas não usam esse conhecimento de forma corriqueira, simples e honesta. Cá entre nós, somos meio metidos - é possível que você esteja convicto de que sabe tão bem diferenciar um homem de uma mulher a ponto de nunca ter parado para pensar no assunto, pois essa é uma das coisas que todo mundo sabe ou pensa que sabe; todos somos doutores em sexologia, o que, à primeira vista, torna desnecessária sua análise. Com este bate papo tentamos trazer esse assunto de uma forma ao mesmo tempo séria e bem humorada para nos conscientizarmos das significativas diferenças de como funcionam mulheres e homens com as devidas ressalvas quanto à forma de reagir e agir individual. E quanto às capacidades diferenciadas de cada pessoa. Isso, esse mais do que velho e moderno foco de ver a vida de relações pode trazer um novo colorido à nossa vida. Sem generalizar generalizando, embora cada indivíduo seja um ser único e especial na sua forma de reagir e agir, quer queiramos ou não, homens e mulheres são diferentes. E as diferenças não se resumem ao plano da anatomia, que às vezes nem é tão grande assim, entre uns e outros. É homem ou mulher? Para que camuflar ou esconder? Isso a criança logo descobre: uns tem peito outros seios – uns tem..., outros gostariam de ter. Mas, para as crianças o que não é permitido descobrir de forma tão rápida - demoramos vidas e vidas para concluir que mulheres e homens pensam, sentem e agem de forma diferenciada – tanto faz o tipo de opção sexual que adotem trans, hetero, homo – isso são apenas desvios do aprendizado da sexualidade bipolar desta terceira dimensão.
Além de na infância sofrermos a ação da visão de mundo distorcida dos adultos a respeito do comportamento habitual de homens e mulheres: Vai aprendendo meu filho, é assim que as mulheres agem! Diz o pai contrariado nos seus interesses. Cuidado minha filha os homens são todos iguais! As meninas aprendem com a irmã mais velha, a mãe, a tia, a avó que, os homens quando não estão fantasiados de príncipes encantados são cavalos, insensíveis, grosseiros. Os meninos aprendem com os familiares e os amigos que as mulheres são lerdas no raciocínio, choronas, ardilosas. Para complicar a situação, a maneira de percebermos a vida e de reagirmos às diferentes ocasiões que se apresentam no cotidiano obedece a padrões automatizados e de certa forma padronizados no nosso subconsciente montados vida após vida, experiência após experiência. Instintivamente tratamos todos como farinha do mesmo saco – embora seja lógico que em alguns momentos e em algumas situações a forma de interpretar um fato seja idêntica tanto para um homem quanto para uma mulher. Mais reagimos do que agimos daí que, quando nos defrontamos com alguém do sexo oposto, é claro que num primeiro momento nossa reação inicial seja a de valorizar apenas a condição exterior da pessoa: sua aparência física e sua fala - sua inteligência, educação e cultura seja ela mulher ou homem a ditar seu padrão de atitudes frente a uma determinada situação é relegada a segundo plano – pois, isso exige pensar, avaliar e discernir. O que queremos destacar, é que mais reagimos para depois pensarmos, a fim de escolher. A maioria das atitudes que adotamos não são muito conscientes. Isso, é que faz toda a diferença, e esse problema é mais agudo nas pessoas que convivem já há algum tempo, pois nessa situação o que comanda a relação é quase sempre o piloto automático. Exemplo: um casal discute qual seria o melhor caminho para se chegar a um determinado lugar – a mulher acha melhor pedir informação, mas o homem recusa, até dizem os machistas que homem que é homem perde-se mas, não pergunta qual o caminho certo; depois não dá o braço a torcer e se dá, surge um novo problema pois ao admitir que se enganou acha que pode perder a condição de comando que lhe foi transmitida pela sociedade – além disso, imagina que o ego da outra parte cresça a ponto de fazê-la ensoberbar-se e sentir-se a maioral – daí até reconheça, mas se cala. A soma de situações tão banais e corriqueiras como essa gera pequenas mágoas, decepções e ressentimentos que atiram a relação dia a dia na lixeira do tempo. Parece maluquice, mas coisas tão simples e banais destroem relacionamentos sem que percebamos.
Não interessa analisar as desigualdades entre os sexos nem os possíveis reclamos de parte a parte sobre o que está certo ou errado nas relações competitivas entre uns e outros.
Neste bate papo a proposta é criar um sistema fácil e prático de tomada de consciência para depois iniciar um programa de digitação do subconsciente para ser usado a todo instante nos relacionamentos. Aprender e treinar a analisar as atitudes e reações dos homens segundo a forma de pensar/sentir/agir masculina e analisar as atitudes e reações femininas segundo a forma de pensar/sentir/agir das mulheres pode ser uma forma fácil de preservar relacionamentos e de torná-los mais prazerosos. "Numa boa".
A pergunta da vez é: Como posso saber como pensam, sentem e agem as mulheres sendo eu um homem ou vice versa? Analisamos diferenças e o leitor se encarregará de engrossar a lista de exemplos e de comprovações. A lei de progresso envolve em tudo conhecimento, trabalho e tempo – quer ser feliz? Trabalhe para conquistar a felicidade! A primeira fase resume-se à observação, análise e estudo das particularidades que caracterizam cada sexo. A segunda tem como base o treinamento da empatia, que consiste em colocar-se no lugar da outra pessoa ao analisar suas reações e atitudes. A terceira é aprender a aceitá-las como corretas e verdadeiras, pois são. A quarta é aprender e incorporar algumas das reações do sexo oposto frente a determinadas situações. Parecem esquisitas essas divisões, mas é que foram tiradas de um livreto que devido á urgência do momento não dará tempo de publicar, mas que vamos dia a dia jogando nas oportunidades que se apresentem...
Não é difícil perceber que tudo nesta dimensão da vida é polar: dia e noite, alto e baixo, inspiração e expiração, positivo e negativo, bom e mau, masculino e feminino etc.
Embora como espíritos, tenhamos simultaneamente os componentes masculinos e femininos; num determinado momento da evolução da consciência humana em terceira dimensão predomina uma das polaridades: homem é homem, mulher é mulher e o resto é um tremendo imbróglio da mente e dos interesses humanóides...
Para uma melhor compreensão dessas diferenças é preciso introduzir no raciocínio o conceito de ondas, vibrações e irradiações produzidas ao pensarmos, sentirmos e agirmos.  Habitamos várias dimensões ao mesmo tempo e nos compomos de um corpo físico e de corpos extra físicos (corpo mental/ emocional, corpo astral etc.). Os corpos físicos do homem e da mulher, tem diferenças quanto à anatomia, fisiologia e hormônios e o corpo mental/ emocional de um e de outro também apresenta particularidades definidas e, além disso, os comandos instintivos também levaram milhões de anos se diferenciando um do outro. A mistura de tudo isso e mais alguma coisa nos faz na terceira dimensão um homem ou uma mulher. Qual o objetivo da polaridade das coisas? O desafio é que em espírito aprendamos a dominar as experiências que cada uma delas é capaz de oferecer. Na teoria tudo é muito lógico e simples; na prática as coisas não funcionam bem dessa forma, e o problema mais básico é a liberdade que temos de pensar, escolher e de intervir, nos tornamos "transformistas". Pois, a natureza dispôs as coisas do jeito dela segundo a lei do mínimo esforço: tudo simples, claro e lógico e nos permite fazer as experiências que desejarmos; e não deu outra, como sempre bagunçamos um pouco as coisas, também na polarização sexual. Não é difícil comprovar no dia-a-dia que, existe uma bagunça na polaridade sexual, gente que é uma coisa querendo ser outra; essa insatisfação é fruto das conseqüências de nossas escolhas e intervenções em vidas passadas, embora muito reforçadas pela mídia atual. É comum encontrarmos a todo instante um perfil psicológico predominante de homem num corpo de mulher e a recíproca também vale: uma mulher vestindo um corpo de homem. Isso, não é nem certo nem errado, nem bom ou mau, apenas é uma forma de aprender e de experimentar – mas que dói, dói e como dói, mas alguns gostam – então que seja sempre feita a sua vontade.
O equilíbrio na polaridade sexual ocorrerá quando formos capazes de dominar e incorporar em nosso padrão subconsciente todas as experiências possíveis que essa polaridade masculino/ feminino é capaz de nos proporcionar.
Certas características da maturidade psicológica somente serão incorporadas ao exercermos a masculinidade; já outras apenas serão agregadas ao nosso inconsciente quando exercermos a feminilidade, etc. Aproveitamos esta conversa para alertar as leitoras e leitores a respeito de literatura – no caso, espírita - mulheres estão em tarefa para aprender a educar as emoções e os sentimentos; já os homens devem aprender a emocionar a racionalidade para não torná-la excessiva e aproveitadora. A cada dia vemos as mulheres num chororó só, debulhando-se em lágrimas pelos cantos da vida. Então, parem de ler romance – façam daquele jeitinho que só vocês sabem fazer, e façam com que os homens de sua vida passem a lê-los para emocionar-lhes a razão, porém se eles começarem a debulhar-se em lágrimas todas as vezes que presenciam uma situação singela ou comecem a prestar muita atenção em como vocês pentearam o cabelo, maquiaram-se ou se as roupas que estão vestindo combinam, fiquem atentas pois as histórias novelescas podem estar despertando em excesso seu lado feminino – daí convidem-nos para assistir a um jogo de futebol. É minha amiga viver parece fácil, mas neste mundo cada vez mais maluco, a maré não está para peixe – então, segundo meu amigo índigo melhor não jogar fora o seu.
Brincadeiras à parte, a mulherada deve estudar a Doutrina e os homens devem ativar seus sentimentos femininos mais escondidos e bloqueados com romances. Esse é um processo lento, mas minha senhora, se seu marido mudar muito depressa – cuidado, doe seu acervo de romances, ele pode ser às vezes insensível, mas no fundo, seu lado ainda muito feminino gosta, ah se gosta... (isso é coisa do meu amigo índigo – não pretendo apanhar na rua). Juízo, moçada.


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Américo Marques Canhoto - Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito.


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