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Muito já se escreveu sobre as diferenças entre homens e mulheres,
mas como nem todos tiveram a chance de ler alguma coisa ou de alguma
forma serem alertados para a importância do assunto, a maior parte de nós
continua cometendo muitas gafes e até desatinos quando se trata de
aplicar as diferenças sexuais fisiológicas e até espirituais. Nesse
terreno movediço, todos nos sentimos, dia-menos-dia, confusos e
atrapalhados em nossa vida de polarizadas relações humanas. E grande
parte dessas dificuldades seria facilmente evitada; se prestássemos
mais atenção a alguns pequenos detalhes do cotidiano; coisas
simples, mas muito úteis, pois quantos pequenos mal entendidos que
somados viram ressentimentos, insatisfações, mágoas, até ódio, e que
tornam as relações cotidianas entre homens e mulheres uma coisa, às
vezes, desagradável e sofrida, quando deveríamos nos complementar na
tarefa da arte de aprendermos o amor. Para ilustrar como somos
diferentes: as mulheres quando querem algo dão mil voltas, não
conseguem ser diretas. Dia destes, antes do dia dos namorados, uma
mulher que desejava ganhar um carro esporte chegou para o maridão e
disse: “benzinho, eu queria ganhar uma coisinha bonitinha que vai de
zero a cem em um segundo, pode ser de qualquer cor e de qualquer
marca” – não deu outra, logo ele apareceu em casa com uma balança de
banheiro turbinada e cor de rosa – está desaparecido até hoje,
fofocam os vizinhos que pode estar enterrado no jardim...
Os homens tratam as mulheres de sua vida (mãe, irmã, esposa, filhas,
etc.) como se fosse homens – e as mulheres tratam os homens da sua
vida como se fossem mulheres. Costumamos medir a todos com nossas
próprias medidas e isso nunca deu nem dará certo. Está aí um bom uso
para vigiar e orar como aconselhou Jesus (não é para ir para o
distante céu não; é para continuar vivo e feliz sem gastrite nem
úlcera), quando nos dirigimos a alguém do outro sexo, melhor vigiar
bem o que vamos dizer e fazer, e, depois, é só rezar para dar certo,
afinal, não custa nada. Sem esse cuidado é claro que a confusão
conduza a maior parte das interações familiares e sociais, que
seriam bem resolvidas com o aprendizado de um pequeno detalhe:
devemos ensinar as crianças desde bem cedo a diferenciar a
psicologia e o comportamento de homens e de mulheres sem projetar
nossa visão já distorcida sobre o comportamento do sexo oposto.
Mesmo nesse imbróglio da modernidade sexual, homens continuam sendo
homens e mulheres são mulheres, mesmo que alguns teimem em criar
polêmicas, apenas para atender seus interesses de atrasar os mais
lentos no pensar. Coisas bem simples, do tipo: filha, fala logo de
uma vez o que você quer – sem chorar! Menino, não custa ser mais
cuidadoso; não fale assim com sua irmã; afinal a cabeça dela não
funciona como a do Joãozinho! Podem ajudar muito.
Parece cômico que ainda hoje as pessoas não saibam distinguir uma
mulher de um homem - na verdade não sabem ou até podem saber, mas
não usam esse conhecimento de forma corriqueira, simples e honesta.
Cá entre nós, somos meio metidos - é possível que você esteja
convicto de que sabe tão bem diferenciar um homem de uma mulher a
ponto de nunca ter parado para pensar no assunto, pois essa é uma
das coisas que todo mundo sabe ou pensa que sabe; todos somos
doutores em sexologia, o que, à primeira vista, torna desnecessária
sua análise. Com este bate papo tentamos trazer esse assunto de uma
forma ao mesmo tempo séria e bem humorada para nos conscientizarmos
das significativas diferenças de como funcionam mulheres e homens
com as devidas ressalvas quanto à forma de reagir e agir individual.
E quanto às capacidades diferenciadas de cada pessoa. Isso, esse
mais do que velho e moderno foco de ver a vida de relações pode
trazer um novo colorido à nossa vida. Sem generalizar generalizando,
embora cada indivíduo seja um ser único e especial na sua forma de
reagir e agir, quer queiramos ou não, homens e mulheres são
diferentes. E as diferenças não se resumem ao plano da anatomia, que
às vezes nem é tão grande assim, entre uns e outros. É homem ou
mulher? Para que camuflar ou esconder? Isso a criança logo descobre:
uns tem peito outros seios – uns tem..., outros gostariam de ter.
Mas, para as crianças o que não é permitido descobrir de forma tão
rápida - demoramos vidas e vidas para concluir que mulheres e homens
pensam, sentem e agem de forma diferenciada – tanto faz o tipo de
opção sexual que adotem trans, hetero, homo – isso são apenas
desvios do aprendizado da sexualidade bipolar desta terceira
dimensão.
Além de na infância sofrermos a ação da visão de mundo distorcida
dos adultos a respeito do comportamento habitual de homens e
mulheres: Vai aprendendo meu filho, é assim que as mulheres agem!
Diz o pai contrariado nos seus interesses. Cuidado minha filha os
homens são todos iguais! As meninas aprendem com a irmã mais velha,
a mãe, a tia, a avó que, os homens quando não estão fantasiados de
príncipes encantados são cavalos, insensíveis, grosseiros. Os
meninos aprendem com os familiares e os amigos que as mulheres são
lerdas no raciocínio, choronas, ardilosas. Para complicar a
situação, a maneira de percebermos a vida e de reagirmos às
diferentes ocasiões que se apresentam no cotidiano obedece a padrões
automatizados e de certa forma padronizados no nosso subconsciente
montados vida após vida, experiência após experiência.
Instintivamente tratamos todos como farinha do mesmo saco – embora
seja lógico que em alguns momentos e em algumas situações a forma de
interpretar um fato seja idêntica tanto para um homem quanto para
uma mulher. Mais reagimos do que agimos daí que, quando nos
defrontamos com alguém do sexo oposto, é claro que num primeiro
momento nossa reação inicial seja a de valorizar apenas a condição
exterior da pessoa: sua aparência física e sua fala - sua
inteligência, educação e cultura seja ela mulher ou homem a ditar
seu padrão de atitudes frente a uma determinada situação é relegada
a segundo plano – pois, isso exige pensar, avaliar e discernir. O
que queremos destacar, é que mais reagimos para depois pensarmos, a
fim de escolher. A maioria das atitudes que adotamos não são muito
conscientes. Isso, é que faz toda a diferença, e esse problema é
mais agudo nas pessoas que convivem já há algum tempo, pois nessa
situação o que comanda a relação é quase sempre o piloto automático.
Exemplo: um casal discute qual seria o melhor caminho para se chegar
a um determinado lugar – a mulher acha melhor pedir informação, mas
o homem recusa, até dizem os machistas que homem que é homem
perde-se mas, não pergunta qual o caminho certo; depois não dá o
braço a torcer e se dá, surge um novo problema pois ao admitir que
se enganou acha que pode perder a condição de comando que lhe foi
transmitida pela sociedade – além disso, imagina que o ego da outra
parte cresça a ponto de fazê-la ensoberbar-se e sentir-se a maioral
– daí até reconheça, mas se cala. A soma de situações tão banais e
corriqueiras como essa gera pequenas mágoas, decepções e
ressentimentos que atiram a relação dia a dia na lixeira do tempo.
Parece maluquice, mas coisas tão simples e banais destroem
relacionamentos sem que percebamos.
Não interessa analisar as desigualdades entre os sexos nem os
possíveis reclamos de parte a parte sobre o que está certo ou errado
nas relações competitivas entre uns e outros.
Neste bate papo a proposta é criar um sistema fácil e prático de
tomada de consciência para depois iniciar um programa de digitação
do subconsciente para ser usado a todo instante nos relacionamentos.
Aprender e treinar a analisar as atitudes e reações dos homens
segundo a forma de pensar/sentir/agir masculina e analisar as
atitudes e reações femininas segundo a forma de pensar/sentir/agir
das mulheres pode ser uma forma fácil de preservar relacionamentos e
de torná-los mais prazerosos. "Numa boa".
A pergunta da vez é: Como posso saber como pensam, sentem e agem as
mulheres sendo eu um homem ou vice versa? Analisamos diferenças e o
leitor se encarregará de engrossar a lista de exemplos e de
comprovações. A lei de progresso envolve em tudo conhecimento,
trabalho e tempo – quer ser feliz? Trabalhe para conquistar a
felicidade!
A primeira fase resume-se à observação, análise e estudo das
particularidades que caracterizam cada sexo. A segunda tem como base
o treinamento da empatia, que consiste em colocar-se no lugar da
outra pessoa ao analisar suas reações e atitudes. A terceira é
aprender a aceitá-las como corretas e verdadeiras, pois são. A
quarta é aprender e incorporar algumas das reações do sexo oposto
frente a determinadas situações. Parecem esquisitas essas divisões,
mas é que foram tiradas de um livreto que devido á urgência do
momento não dará tempo de publicar, mas que vamos dia a dia jogando
nas oportunidades que se apresentem...
Não é difícil perceber que tudo nesta dimensão da vida é polar: dia
e noite, alto e baixo, inspiração e expiração, positivo e negativo,
bom e mau, masculino e feminino etc.
Embora como espíritos, tenhamos simultaneamente os componentes
masculinos e femininos; num determinado momento da evolução da
consciência humana em terceira dimensão predomina uma das
polaridades: homem é homem, mulher é mulher e o resto é um tremendo
imbróglio da mente e dos interesses humanóides...
Para uma melhor compreensão dessas diferenças é preciso introduzir
no raciocínio o conceito de ondas, vibrações e irradiações
produzidas ao pensarmos, sentirmos e agirmos. Habitamos várias
dimensões ao mesmo tempo e nos compomos de um corpo físico e de
corpos extra físicos (corpo mental/ emocional, corpo astral etc.).
Os corpos físicos do homem e da mulher, tem diferenças quanto à
anatomia, fisiologia e hormônios e o corpo mental/ emocional de um e
de outro também apresenta particularidades definidas e, além disso,
os comandos instintivos também levaram milhões de anos se
diferenciando um do outro. A mistura de tudo isso e mais alguma
coisa nos faz na terceira dimensão um homem ou uma mulher. Qual o
objetivo da polaridade das coisas? O desafio é que em espírito
aprendamos a dominar as experiências que cada uma delas é capaz de
oferecer. Na teoria tudo é muito lógico e simples; na prática as
coisas não funcionam bem dessa forma, e o problema mais básico é a
liberdade que temos de pensar, escolher e de intervir, nos tornamos
"transformistas". Pois, a natureza dispôs as coisas do jeito
dela segundo a lei do mínimo esforço: tudo simples, claro e lógico e
nos permite fazer as experiências que desejarmos; e não deu outra,
como sempre bagunçamos um pouco as coisas, também na polarização
sexual. Não é difícil comprovar no dia-a-dia que, existe uma bagunça
na polaridade sexual, gente que é uma coisa querendo ser outra; essa
insatisfação é fruto das conseqüências de nossas escolhas e
intervenções em vidas passadas, embora muito reforçadas pela mídia
atual. É comum encontrarmos a todo instante um perfil psicológico
predominante de homem num corpo de mulher e a recíproca também vale:
uma mulher vestindo um corpo de homem. Isso, não é nem certo nem
errado, nem bom ou mau, apenas é uma forma de aprender e de
experimentar – mas que dói, dói e como dói, mas alguns gostam –
então que seja sempre feita a sua vontade.
O equilíbrio na polaridade sexual ocorrerá quando formos capazes de
dominar e incorporar em nosso padrão subconsciente todas as
experiências possíveis que essa polaridade masculino/ feminino é
capaz de nos proporcionar.
Certas características da maturidade psicológica somente serão
incorporadas ao exercermos a masculinidade; já outras apenas serão
agregadas ao nosso inconsciente quando exercermos a feminilidade,
etc.
Aproveitamos esta conversa para alertar as leitoras e leitores a
respeito de literatura – no caso, espírita - mulheres estão em
tarefa para aprender a educar as emoções e os sentimentos; já os
homens devem aprender a emocionar a racionalidade para não torná-la
excessiva e aproveitadora. A cada dia vemos as mulheres num chororó
só, debulhando-se em lágrimas pelos cantos da vida. Então, parem de
ler romance – façam daquele jeitinho que só vocês sabem fazer, e
façam com que os homens de sua vida passem a lê-los para
emocionar-lhes a razão, porém se eles começarem a debulhar-se em
lágrimas todas as vezes que presenciam uma situação singela ou
comecem a prestar muita atenção em como vocês pentearam o cabelo,
maquiaram-se ou se as roupas que estão vestindo combinam, fiquem
atentas pois as histórias novelescas podem estar despertando em
excesso seu lado feminino – daí convidem-nos para assistir a um jogo
de futebol. É minha amiga viver parece fácil, mas neste mundo cada
vez mais maluco, a maré não está para peixe – então, segundo meu amigo
índigo melhor não jogar fora o seu.
Brincadeiras à parte, a mulherada deve estudar a Doutrina e os
homens devem ativar seus sentimentos femininos mais escondidos e
bloqueados com romances. Esse é um processo lento, mas minha
senhora, se seu marido mudar muito depressa – cuidado, doe seu
acervo de romances, ele pode ser às vezes insensível, mas no fundo,
seu lado ainda muito feminino gosta, ah se gosta... (isso é coisa do
meu amigo índigo – não pretendo apanhar na rua). Juízo, moçada.

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