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SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA
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Acredite, é surpreendente: saúde não se compra na farmácia!
Isso mesmo! Descubra neste livro as causas espirituais das
doenças, a influência do passado nas enfermidades, a origem
psicossomática das moléstias e ainda os pequenos descuidos
que geram grandes problemas de saúde – explicações e
sugestões práticas para prevenir o sofrimento e garantir uma
vida verdadeiramente saudável! E mais: conheça os efeitos
negativos dos desejos e frustrações, da busca da felicidade
em outras pessoas, das fixações mentais, da alimentação
compulsiva, da vida sedentária, das crises existenciais e de
outros fatores causadores de doenças e perturbações.
Experiente médico da família, sempre sugerindo soluções,
Américo Canhoto aponta na direção da saúde do corpo e da
alma. Leitura fácil, derruba mitos e preconceitos, um guia
excelente para quem deseja viver mais e muito melhor. "Saúde
ou doença, a escolha é sua" (São Paulo: Petit Editora).
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CRISTÃOS de
verdade |
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Não tem como
separar a prática médica dos ensinos de Jesus |
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AMÉRICO CANHOTO |
Os caminhos que nos
levam a ascender na evolução espiritual depois de um certo ponto,
tornam-se cada vez mais estreitos e solitários, disso poucos
duvidam. Algumas escolhas que fazemos tornam a trilha que conduz aos
nossos objetivos mais estreita e íngreme do que, a princípio,
desejaríamos, tornando o processo tanto mais doloroso quanto mais
conflitos vivamos durante a experimentação; especialmente quando
nossa fé ainda não é lá essas coisas – desejamos nos salvar, mas não
sabemos muito bem do quê, nem como, muito menos temos certeza do que
nos espera.
O que é a salvação? E a cura?
De médico e louco...
Explico o intuito do tema:
Criado e formado no catolicismo adorava os rituais – quando coroinha
entrava em êxtase ao balançar de um lado para o outro o turíbulo
aspergindo o odor do incenso – repetia mantras em latim dos quais
não entendia nada, mas, em espírito me deliciava, sentia-me no
paraíso. Que saudades daqueles poucos anos, pois quando traduziram
os rituais para o português minha alma se deprimiu; aquelas palavras
não tocavam nem atingiam minha alma com a intensidade de antes, eram
vazias de conteúdo e para lá de hipócritas. Fiquei muitos anos sem
desejo nem vontade espiritual; um quase ateu. Busquei conforto
espiritual e roteiros de vida para trilhar, em muitas filosofias e
sou grato, pois muito aprendi em todas, embora nenhuma tenha
redespertado em minha alma o que os mantras em latim conseguiram.
Mas, um belo dia ao conhecer a Doutrina dos Espíritos e começar a
compreender um pouquinho mais os avisos que Jesus quis nos
transmitir por meio do Evangelho, meu espírito recobrou sua
vivacidade e alegria. Despertei novamente. Porém, segundo amigos e
familiares, desse momento em diante, algum parafuso se soltou na
minha cabeça, pois, dizem eles, comecei a misturar intensamente
Evangelho (religião) com ganha pão. E segundo eles, isso, não pode
dar certo – sei lá se acreditei neles; pois, eu me sentia meio ET,
já que não conseguia entender como separar a prática médica dos
ensinos do Mestre e usá-los apenas em alguns lugares e momentos.
Confesso que passei a duvidar fortemente da validade das minhas
escolhas, principalmente nas horas dos intermináveis apertos
financeiros. Meu “retardado” espírito tem imensa dificuldade, por
exemplo, em entender porque não podemos usar o “Bem Aventurados os
aflitos” para curtir uma febre de 40 graus ou uma gastrite como fiel
amigo a ditar o que reformar no pensar e sentir e o que comer.
Minhas dúvidas: ou Jesus é um embusteiro, ou nós, seus seguidores,
somos aproveitadores e mentirosos. Deixando claro:
Como médico não abro mão do uso dos recursos terapêuticos (aí sim
seria doido varrido). Nem tampouco ouso violentar minhas crenças -
não posso; para não enlouquecer, abrir mão (como desejam meus amigos
espíritas e meus familiares) da forma curta e grossa de estimular
meus pacientes a entenderem os recados que a dor, a febre, enfim a
linguagem da doença oferece de forma gratuita. Porquê para minha
alma é tão difícil entender o que perturba os que convivem comigo ao
se colocarem no lugar dos pacientes? Sou um louco? Dizem alguns que
sim. Quase depressivo, estava quase assimilando essa idéia, até que
um dia, numa casa espírita – na tarefa de auxiliar os alunos de
desenvolvimento mediúnico (logo eu um "cara" surdo, mudo e cego em
se tratando de conversar com o Além, confesso que me sentia um
"picareta" desses que pululam nas casas espíritas), numa bela noite,
um dos alunos "incorporou" um “Preto velho” – para as diretrizes de
pureza doutrinária da nossa casa, trazer a manifestação desse tipo
de “entidade” era uma heresia, pura falta de controle do médium que
devia mandá-lo de volta para o seu devido lugar. De novo confesso
que fiquei meio sem jeito. O que fazer? Ouvi-lo? Pedir para que se
manifestasse em outra freguesia? Ainda iniciante (me considero assim
até hoje) me senti perdido. E, aí? Esse "cara" não é um sofredor,
nem um doutor mentor fulano de tal – é apenas um "Preto Velho". Uma
reles Entidade? (odeio essa colocação, pois para mim, soa como o
termo que os policiais usam para chamar qualquer de nós suspeito de
ser um meliante ou bandido). Serão na casa espírita essas
“entidades” penetras ou bandidos? Quem avalia quem é a entidade,
quem é sofredor, quem é mentor, quem é obsessor? Quais as qualidades
morais e intelectuais necessárias para separar quem é quem nas
comunicações? Confesso de novo e de novo que fiquei perdido, daí
resolvi conversar com a entidade. Antes, abri um espaço mental com
minhas dúvidas. E logo o “querido amigo” (a entidade) aproveitou a
chance e detonou como minhas reservas: "Pode preguntar fio! Pregunta,
ocê tá doidinho prá morde preguntar pru preto veio um monte di
coisa. Pregunte, si eu pudé risponder eu rispondo com muto amor".
Expliquei a situação. Ele ouviu com um carinho que meu espírito
apenas sentiu por meio dos mantras do latim na infância. Criei
coragem e perguntei: o senhor acha que estou doido como tentam me
fazer entender? - Ele disse: “Não fio, doidos estão eles...”.
Através dos anos e do trabalhos de interação com o “Além” embora
sinta sua presença e, às vezes, não entenda sua mudez (embora a
Doutrina dos Espíritos me diga que amorosamente aguardas, sofres e
torces pelas minhas escolhas) continuo em dúvida: quem continua mais
louco, meu querido Preto Velho, eu ou eles?
Se alguém que viveu ou ainda viva esses conflitos puder me ajudar,
sem teorias – com suas próprias experiências: Socorro!
Sou um médico louco? Um louco que se fez médico? Um paciente
aloprado de outros que querem me curar? Socorro! Preciso de um novo
mantra ou de uma nova visão de mundo? Ou das duas coisas, ou serão
muito mais do que imagino?
Help! Help! Sem teorias nem
preconceitos. Amém...

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Américo Marques Canhoto
- Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito
de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de
1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto,
Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia
pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu
que esse médico era um espírito. |
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