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SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA
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Acredite, é surpreendente: saúde não se compra na farmácia!
Isso mesmo! Descubra neste livro as causas espirituais das
doenças, a influência do passado nas enfermidades, a origem
psicossomática das moléstias e ainda os pequenos descuidos
que geram grandes problemas de saúde – explicações e
sugestões práticas para prevenir o sofrimento e garantir uma
vida verdadeiramente saudável! E mais: conheça os efeitos
negativos dos desejos e frustrações, da busca da felicidade
em outras pessoas, das fixações mentais, da alimentação
compulsiva, da vida sedentária, das crises existenciais e de
outros fatores causadores de doenças e perturbações.
Experiente médico da família, sempre sugerindo soluções,
Américo Canhoto aponta na direção da saúde do corpo e da
alma. Leitura fácil, derruba mitos e preconceitos, um guia
excelente para quem deseja viver mais e muito melhor. "Saúde
ou doença, a escolha é sua" (São Paulo: Petit Editora).
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Pessimismo é
CONTAGIOSO |
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O pessimismo é uma “doença” contagiosa
veiculada em todos os meios de comunicação... |
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AMÉRICO CANHOTO |
Rotular alguém de neurótico é arrumar briga ou obsessão. As pessoas
comuns não imaginam que hoje a maioria, "os normais", são neuróticos
de nascença ou tornados assim pela educação que receberam. A cada
dia mais, sobrepujar o
outro firma-se como condição essencial. Na vida moderna,
a competição sem bases morais adequadas e pobre em ética, baseada em
vitórias superficiais realimentadoras do ego e do orgulho, gera e
reafirma nos imaturos a matriz da neurose, que é a ansiedade
descontrolada e sem sentido que torna as pessoas cada vez mais
prepotentes ou ao contrário, tímidas e angustiadas pela dúvida e
pela insegurança. Torna-se uma linha de montagem de medrosos e
pessimistas, além de desconfiados e inquietos.
O pessimismo é uma “doença” contagiosa veiculada em todos os meios
de comunicação e que atinge principalmente as pessoas pobres de
objetivos em ascensão espiritual. Uma das matrizes da neurose é a
ansiedade – e a do neurótico é quase uma angústia sem senso de
direção e que não obedece à razão, um tanto diferente da ansiedade
inquieta daqueles que tem vida mental/ emocional intensa, causada
pelo descontrole das afetividades como: sentimentos, emoções,
paixões. Bem que o Mestre nos avisou: “Não vos canseis pelo
ouro...”. A tarefa existencial no ansioso foi substituída por
vantagens imediatistas. No íntimo ele sabe e por isso tem dúvidas.
Quase sempre, é um irresoluto em tudo que pretende e pensa, criando
campo para as explosões neuróticas ou crises de maturação com
ativação do sistema simpático/ parassimpático. Crises que
desencadeiam suores, cólicas, diarréias, labirintoses, distúrbios
visuais, disfunções sexuais, etc. Se bloqueado esse sistema de
reequilíbrio ou somatização por auto-bloqueio ou por medicamentos
sintomáticos, surgem dores difusas que ficam mudando de lugar,
pontadas imprecisas para o lado do fígado, dos intestinos, do rim da
coluna vertebral, do coração (aí, a coisa pega! pois desencadeia o
pânico realimentador da neurose, pois o coração é simbolo de vida e
morte para os que tem problemas na esfera da afetividade).
Conceituar distúrbios psicológicos é complicado, pois a linha
divisória entre uns e outros é muito sutil. As neuroses tem aspectos
e graus de intensidade diversos, podendo ser superficiais ou
profundas. Nem sempre tem as mesmas origens. Variam com o tipo
psicológico do indivíduo e com sua visão de mundo, de acordo com
seus valores. Podem manifestar-se imediatamente após os fatores
desencadeantes ou transferirem-se para futuras existências, por isso
é que, para muitas neuroses intensas não se acham justificativas nas
vivências atuais da pessoa.
A conduta inadequada na existência - fora da causa do bem comum ou
lei de amor - gera desequilíbrios e dores no ambiente e retorna ao
indivíduo. O conjunto causa efeito será incorporado ao arquivo do
inconsciente, e mais cedo ou mais tarde retorna ao consciente para
ser harmonizado. Não aceito começa o sofrer – que não deixa de ser
uma ilusão, pois é a interpretação de um conjunto de causa e efeito
que pode ser neutralizada pela mudança de atitude.
Algumas características dos neuróticos
Ansiosos, inseguros, medrosos, ajustados ao meio, com boa elaboração
psíquica, mais sofrem do que fazem sofrer, são muito competitivos
por isso vivem em conflito consigo mesmos e com o ambiente, costumam
reconhecer suas dificuldades e quando podem buscam tratamento. As
neuroses são reações vivenciais anormais nas quais nem sempre, no
momento, podem ser percebidas as causas desencadeantes.
Crise Neurótica
Desencadeia-se pelo acúmulo de pequenos desequilíbrios da
personalidade como o esgotamento nervoso e o estresse. Todos os
casos são crises de desajuste. E, é preciso que fique claro que, o
neurótico é vítima apenas de si mesmo e de suas escolhas – não vale
a desculpa e a justificativa de fatos ou atitudes de outras pessoas,
pois o hoje, sempre é o ontem de volta.
Tipos de neurose
Neurose de angústia (ansiedade permanente). Neurose fóbica (focaliza
um objeto ou situação), neurose histérica (conduz à somatização).
Neurose obsessiva (monoideísmo no sentido psiquiátrico). Neurastenia
(cansaço crônico por desperdício de energia com objetivos espúrios à
evolução com falta de troca energética adequada). Hipocondria
(preocupação exagerada com órgãos e funções). Depressões reativas
(estado de profundo abatimento com pessimismo, desinteresse, idéias
fixas e sentimentos de culpa). Neurose de auto-obsessão (pessoas que
vivem voltadas só para si mesmas, preocupam-se em excesso com a
saúde ou com fatos corriqueiros da vida, sofrem por inúmeras coisas,
muitas vezes sem que tenha nada a ver com elas. O doente constrói
para si um mundo mental divergente, povoado de idéias mórbidas que
se sobrepõem à razão distanciando-o da realidade).
Costumamos rotular muitas pessoas com as quais convivemos de
neuróticos, doidos, malucos, frente a determinadas situações. O
difícil é admitir em nós tais desvios e quando o fazemos, é como se
fossemos vítimas de uma loteria genética ou de sorte azar ou
destino, e é comum colocar a culpa de nossas neuroses nos outros ou
em determinados acontecimentos. Por isso, buscamos sem achar, a cura
na medicina de qualquer tipo ou nos milagres, pedindo a Deus uma
cura que não conquistamos.
Tratamento das neuroses
Somente às custas do trabalho construtivo no bem comum seremos
capazes de alcançar a cura. O caminho da cura definitiva é a lei do
amor e a necessária reparação. Somente por meio do auxílio ao
próximo e à natureza, de forma inteligente é que reconquistaremos a
normalidade como seres humanos.
O sofrer não resgata a pessoa da neurose à normalidade. O ato de
estar em sofrimento é mero alerta indutor de mudanças.
Todos os outros caminhos oficiais ou alternativos, sem exceção, são
paliativos. Necessários, sem dúvida, mas de resultados temporários.
Isso, é da eterna, matemática e irrevogável lei de amor e justiça.
Dia destes flagrei dois doidinhos no maior bate papo, mas eu só
ouvia um porque o outro devia ser desencarnado.
E aí, qual é seu tipo de neurose? Ah! A neurose está ficando fora de
moda? Arroz de festa? O negócio da hora, hoje é surtar? Como é que
se consegue isso? Não dói? Dói menos que a neurose? Ah, tá! Então, o
cara que surta ou entra em psicose não sofre, apenas faz com que os
outros sofram? É parece uma boa...
Juízo moçada. 
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Américo Marques Canhoto
- Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito
de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de
1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto,
Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia
pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu
que esse médico era um espírito. |
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