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SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA

SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA - Acredite, é surpreendente: saúde não se compra na farmácia! Isso mesmo! Descubra neste livro as causas espirituais das doenças, a influência do passado nas enfermidades, a origem psicossomática das moléstias e ainda os pequenos descuidos que geram grandes problemas de saúde – explicações e sugestões práticas para prevenir o sofrimento e garantir uma vida verdadeiramente saudável! E mais: conheça os efeitos negativos dos desejos e frustrações, da busca da felicidade em outras pessoas, das fixações mentais, da alimentação compulsiva, da vida sedentária, das crises existenciais e de outros fatores causadores de doenças e perturbações. Experiente médico da família, sempre sugerindo soluções, Américo Canhoto aponta na direção da saúde do corpo e da alma. Leitura fácil, derruba mitos e preconceitos, um guia excelente para quem deseja viver mais e muito melhor. "Saúde ou doença, a escolha é sua" (São Paulo: Petit Editora). 

Hoje é o Dia dos PAIS

Como saber se somos bons pais? Estamos nos comportando de acordo com o papel que desempenhamos?

AMÉRICO CANHOTO

Ando muito desligado das coisas do mundo, de relance numa página de jornal fui lembrado que é o Dia dos Pais, lembrei-me do meu, com mais força do que o costume e com mais gratidão do que o habitual. Por outro lado bateu-me no peito uma certa angústia, pois também sou pai. Terei sido ou sou um bom pai? Como posso saber? Terei oferecido aos meus quatro filhos o que eles precisavam em cada momento de suas vidas? Posso usar minha qualidade de filho para avaliar a condição de pai – pensei com meus botões, mas logo desisti da idéia para não tirar a alegria e o brilho da data, pois tenho consciência de que poderia ter feito mais pelo meu do que faço, embora minhas cobranças internas tenham aumentado na mesma proporção do meu entendimento a respeito do para que e do porque existimos. Uma coisa é certa, passei a amar e a compreender muito mais meu pai a partir do momento em que a cada vez me tornava pai, um filho após o outro.
Estava absorto em meus pensamentos quando me veio a idéia de escrever algo a respeito, mas escrever o que? Olhei para a estante e lá estava ele, um dos meus preferidos: “Palavras de vida eterna”, do Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier. Fui correndo ao índice procurando algum título referente ao assunto para me servir de guia e de inspiração – comecei a ler e quase desisti pois teria que inserir todos os títulos. Mas selecionei alguns que bem podem representar as responsabilidades da paternidade.
Primeiro capítulo, "Recomecemos": quando nos sentirmos pais ou filhos mal amados não conservemos lembranças amargas, sigamos em frente lembrando que a oportunidade perdida é a única perda real.
Segundo capítulo, "Cresçamos para o bem": não racionemos gestos de afeto segundo as condições do momento, tratemos nossos filhos com a maior equidade possível. Ofereçamos aos nossos iguais oportunidades onde cada qual retira e aproveita o que deseja, recorda que Deus a ninguém dá seus dons segundo o que lhe demonstra de afeto e respeito.
Terceiro capítulo, "Evitando a tentação": não fujas aos desafios – cuidado com a tentação de manter apenas um ambiente calmo e acolhedor para a vida de teus filhos; antes porém, instiga-os a irem à luta para progredir sempre e sempre.
Quarto capítulo, "Amor e temor": para que nossa alma e a de nossos filhos se expanda sem receio por meio das realizações evitemos salários de gratidão, nem nos isolemos implorando entendimento e afeto. A felicidade não é a mesma para cada um de nós ou nossos filhos; daí, amar é procurar entender e ajudar a cada um em particular tentando conhecer suas próprias necessidades.
Quinto capítulo, "Fé e obras": na educação religiosa não criemos nossos filhos adorando a Deus vaziamente. Conhecimento nobre exige atividade nobre. Transforma tua casa num lugar de prece e de oficina, ideal e realização.
Sexto capítulo, "No rumo do amanhã": lembremos-nos que somos espíritos eternos e cuidemos não apenas do alimento material que daremos aos nossos filhos, mas também do alimento espiritual.
Sétimo capítulo, "Melhorar para progredir": não fiquemos apenas no discurso de que é preciso melhorar – é preciso que provemos aos que conosco convivem por meio de nossas sempre renovadas atitudes.
Oitavo capítulo, "Vida e posse": não te preocupes em amontoar posses materiais. Não senhoreeis terras que não cultives, nem a envenenes com culturas lesivas ao planeta, pois é possível que algum de teus filhos leve milênios para te resgatar. Vale-te dos bens passageiros apenas para estender o bem eterno.
Nono capítulo, "Socorro e concurso": ensina teus filhos a perguntar não do que precisam, mas do que tem para ser usado da melhor forma possível. Ensina-os não a simplesmente pedir, mas também a agir.
Décimo capítulo, "Vencer o mal": não adianta apenas guerrear o mal; embora seja necessário é preciso vencer o mal com o bem. Atitudes bem simples como calar quando somos caluniados – bendizer os que nos maldizem – orar por aqueles que não gostam de nós.
Capítulo onze, "Ajudemos também": nossos filhos devem aprender a solicitar o concurso da espiritualidade, mas acima de tudo devem aprender conosco a estarem solícitos a ajudar a todos que os procuram ou estão sofrendo ao nosso redor.
Capítulo doze, "Perante Jesus": Aprendamos para ensinar a nossos filhos a assumir suas responsabilidades perante as tarefas que assumirem ao se tornarem cristãos.
Capítulo treze, "Boas obras": num mundo de terceira dimensão, teorias e palavras são inoperantes sem a materialização – a fé sem obras é letra morta.
Capítulo quatorze, "Benignidade": meditemos na tolerância divina para que não venhamos a cair nos precipícios da violência mental ou materializada.
Capítulo quinze, "No roteiro da fé": siga-me disse o mestre. Como estimular nossos filhos a seguir o mestre em dias tão turbulentos e com interesses voltados apenas para o materialismo? Quem aprender um pouco que seja da arte da renúncia colherá os frutos de filhos saudáveis em Cristo, mesmo que em vidas à frente.
Capítulo dezesseis, "Na senda do Cristo": aprende a auxiliar sem esperar nada em troca que teus filhos, um dia, seguirão teus passos...
Capítulo dezessete, "Exaltação do Reino Divino": aprendamos para ensinar nossos filhos a exaltar Deus seguindo os passos do mestre Jesus: amparando, socorrendo, consolando, instruindo, edificando.
Capítulo dezoito, "Atitudes essenciais": assumir a responsabilidade pelos efeitos de nossas escolhas e seguir os passos de Jesus é o beabá para nos tornarmos bons pais.
Capítulo dezenove, "Ação de graças": o que temos a comemorar frente ao que Jesus nos trouxe? Nosso dia de ação de graças pessoal e familiar deve ser comemorado junto com nossos filhos quando tivermos alguma vitória espiritual significativa frente aos que nos maltratam, ofendem, perseguem, caluniam – algo do tipo: a filha do chefe intolerante que nos despediu curou-se de uma doença fatal com a mísera ajuda de nossas preces.
Capítulo
vinte, "Vigiando": trabalhemos vigiando e orando para que a incompreensão não traga dissabores na vida em família.
Capítulo 21, "Compreendendo": parar para pensar nos colocando no lugar do outro segundo sua visão de mundo e momento, é a dica básica para aceitar e apaziguar.
Capítulo 22, "Na palavra e na ação": fala menos e age mais.
Capítulo 23, "Adoração e fraternidade": ensinemos nossos filhos que a atitude de adorar a Deus é feita tanto na pobreza em todos os sentidos quanto na forma simples ou erudita do falar – o que vale é o amor colocado em prática.
Capítulo 24, "Liberdade em Cristo": meditemos na forma pacífica com que Jesus nos mostrou o caminho da liberdade – em momento algum ele agrediu nem se rebelou, pois sabia quem era e qual sua missão – ensinemos a nossos filhos que somos seres eternos e que um dia estaremos plenamente livres pela simples prática do bem.
Capítulo 25, "Ouvirás decerto": se empenhados na tarefa do bem, incomodaremos as forças do mal, decerto. Nossos filhos devem ser avisados que a prática do bem não traz frutos imediatos. Antes, o mal que fizemos anteriormente se predominar, nos convidará à prática do bem através da dor.
Capítulo 26, "Açoitando o ar": não adianta reclamar do retorno que os outros ofereçam.
Capítulo 27, "Liberdade em Jesus": cultuar o respeito e a ordem instituída até que ela se ajuste à Divina.
Capítulo 28, "Na conquista da liberdade": Jesus e outros nos provaram que a liberdade é a conquista de agirmos segundo nossa própria condição e vontade no caminho do bem: faço por que quero – atuo assim porque o desejo.
Capítulo 29, "No estudo da salvação": o que é a salvação para espíritos ainda em evolução nas lições de terceira dimensão? Deixar de reencarnar por contingência da lei de causa e efeito.
Capítulo 30, "Para vencer o mal": mesmo que não estejamos mais inclinados à vingança é preciso vigiar para não nos posicionarmos na indiferença.
Capítulo 31, "Combatendo a sombra": mesmo que nossas convicções sejam as melhores possíveis; quando saímos de espada em punho cortando orelhas e afrontando os inimigos do Cristo com violência, prepotência e arrogância apenas nos igualamos a eles. Como exemplificar a nossos filhos?
Capítulo 32, "O amor tudo sofre": quantos crimes se cometem em nome do amor? Devemos trazer os ensinamentos do dia a dia dos noticiários da mídia para ajudarmos nossos filhos a exercitarem a ponderação – colocando-se no lugar do outro antes de julgá-lo.
Capítulo 33, "Acalma-te": aprende a esperar, a respirar fundo antes de arremessar, como fazia nossa Hortência (ídolo do basquete feminino do Brasil) – ensina esse truque que faz a diferença a teus filhos – em tudo que fizerdes: pensa – respira e age com técnica e calma (perguntem a ela quantas milhares de vezes treinou isso, até que realizasse com maestria.
Capítulo 42, "No serviço mediúnico": aprende a diferenciar a mediunidade da loucura para que possas ajudar com critério e eficiência teus filhos que vieram com esse compromisso.
Capítulo 43, "Na mediunidade": ajuda teus filhos a tornarem-se um canal limpo para que espíritos mais adiantados possam manifestar-se por seu intermédio. Não os atrapalhes na tarefa mediúnica enchendo suas mentes de desejos e metas apenas materialistas.
Capítulo 47, "Estejamos em paz": ajude seus filhos a lutarem pela paz através do amor e da renúncia aos objetivos do ego.
Capítulo 71, "Olhos": quem quiser ver que veja – ensinemos nossos filhos a ver sem julgar. Que não desenvolvam olhos de: malícia, crueldade, ciúme, desconfiança, frieza...
Capítulo 72, "Ouvidos": quem tiver ouvido de ouvir que ouça e não apenas registre sons de propostas inferiores, de pessimismo, calúnias, maledicência...
Capítulo 73, "Excesso": que nossos filhos não sejam criados segundo o conceito de quanto mais melhor sem que haja perfeito equilíbrio entre desejos e necessidades.
Capítulo 180, "Deus te abençoa": devemos crer para repassar a nossos descendentes que Deus sempre nos supre de tudo o que precisamos eternamente. Nosso Pai amado nos gerou e criou para que sejamos para sempre felizes e perfeitos como auxiliares da sua eterna criatividade.

Queridos filhos e pais leitores – desculpem a providencial exigüidade do tempo e do espaço. Quem um dia já foi tocado pelas "Palavras de vida eterna" - que arranje tempo para refletir e reposicionar sua condição de pai e de filho – para os que não puderem ou não quiserem – não há problema, pois um dia em algum lugar terão possibilidades de fazê-lo – e rogamos para o bem de todos que seja numa Galáxia bem distante...
Feliz dia dos Pais – Oportunidade de reavaliação de nossa condição de filhos em todos os sentidos possíveis.
Não se empanturrem no tradicional almoço...
Boa digestão.
Paz
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Relação de artigos de Américo Canhoto...

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Américo Marques Canhoto - Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito.


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