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SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA
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Acredite, é surpreendente: saúde não se compra na farmácia!
Isso mesmo! Descubra neste livro as causas espirituais das
doenças, a influência do passado nas enfermidades, a origem
psicossomática das moléstias e ainda os pequenos descuidos
que geram grandes problemas de saúde – explicações e
sugestões práticas para prevenir o sofrimento e garantir uma
vida verdadeiramente saudável! E mais: conheça os efeitos
negativos dos desejos e frustrações, da busca da felicidade
em outras pessoas, das fixações mentais, da alimentação
compulsiva, da vida sedentária, das crises existenciais e de
outros fatores causadores de doenças e perturbações.
Experiente médico da família, sempre sugerindo soluções,
Américo Canhoto aponta na direção da saúde do corpo e da
alma. Leitura fácil, derruba mitos e preconceitos, um guia
excelente para quem deseja viver mais e muito melhor. "Saúde
ou doença, a escolha é sua" (São Paulo: Petit Editora).
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Personalidades
PSICÓTICAS |
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Quais as fronteiras entre os distúrbios psicológicos? |
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AMÉRICO CANHOTO |
Somos via de regra pessoas desajustadas cujos corpos sutis estão
desalinhados, pois pensamos uma coisa, dizemos outra e agimos
completamente diferente. Enfim: "malucos", "pirados".
Como dissemos no artigo anterior ("Pessimismo é contagioso",
http://www.jornaldosespiritos.com/2007.3/col43.64.htm), embora
as fronteiras entre os vários distúrbios psicológicos sejam mais ou
menos imaginárias e conceituais, há entre eles graduações de
gravidade que são relativamente perceptíveis. Para diagnosticar
basta ter olhos de ver e ouvidos de ouvir, nada de conhecimentos
muito técnicos nem mirabolantes...
Neste bate papo falaremos sobre algumas das características das
personalidades psicopáticas que encontramos em grande número nas
casas espíritas e em todos os outros lugares onde se concentram
pessoas problemáticas e necessitadas. Os que se encontram nessa
situação ultrapassaram as fronteiras da neurose. No neurótico, ainda
não há desajustes importantes no “eu”, ele ainda consegue interagir
com as dificuldades do outro seja ele mineral, vegetal, animal ou
hominal - apenas tem dificuldades na relação com o ambiente,
especialmente no terreno da competição. Já as pessoas portadoras de
personalidade psicopática, são “caloteiras” da sua fase de neurose
(tudo vale e é lícito para sobrepujar o outro) – são contumazes
devedoras de si mesmas. Devem, mas não reconhecem as dívidas que se
recusam à aceitar e à reparar. Dia após dia já se reflete nelas o
desajuste do “eu” por meio de comportamentos perigosos para sua
própria evolução e a das outras pessoas. Apesar de que, nas
manifestações da terceira dimensão, ainda consigam aparentar
segurança à sua própria maneira, embora tenham profundos desvios de
personalidade, podem até exercer funções com aparente normalidade.
Como exemplos: pela natural exposição pela mídia são facilmente
identificáveis na vida pública onde até ocupam cargos de relevância,
nos centros espíritas não é raro observá-los no comando, na chefia
de atividades ou como brilhantes expositores; nas lides espirituais
adoram colocar os outros na condição de assistidos ou necessitados
sejam eles encarnados ou defuntos. Porém dia menos dia, seja onde
for, as máscaras caem sob certos estímulos. Como quando seus
interesses sejam contrariados, pois logo apresentam alterações
parciais de conduta desajustando-se com facilidade com o meio,
ofendem-se, melindram-se e breve tendem a extremos de comportamento
psicótico. Como de fato não costumam avaliar os efeitos de suas
atitudes não se acham anormais e sempre põem no ambiente ou nos
outros a culpa por suas dificuldades – quando espíritas costumam
jogar toda a culpa nos obsessores desencarnados ou encarnados
(companheiros do ideal de difusão da Doutrina dos Espíritos). Essa é
a marca registrada da pessoa portadora de personalidade psicopática.
As variedades desse distúrbio são muitas, resumiremos algumas,
fazendo um auto-diagnóstico podemos nos achar em vários subgrupos e
em quantos mais estivermos maiores serão nossas dificuldades.
Tipos de personalidades psicopáticas:
Instáveis emocionais
Apresentam-se visivelmente imaturos e mesmo sob evidências não
assumem as conseqüências de seus atos e escolhas. Portadores de
humor lábil (caracteriza-se por englobar oscilações entre períodos
de euforia e ansiedade), desajustam-se com extrema facilidade e
rapidez, transitam das carícias à agressão velozmente e por motivos
fúteis. Pobres de afetividade vivem às "turras" com suas próprias
emoções e com os objetos do seu amor. A aceleração das experiências
do momento atual, tanto em volume quanto em intensidade, faz com que
muitas personalidades psicopáticas desse tipo que estavam meio que
enrustidas coloquem-se á mostra assustando os incautos que com elas
conviviam. Na casa espírita: "Nossa o que aconteceu com fulano?
Manda ele passar numa entrevista e começar já um tratamento de
desobsessão", dizem os entendidos. Mas, o que em outros hospícios,
onde se usam terapias diferentes, dizem que é mais cruel ainda; nem
vale a pena comentar (covardia?).
Personalidade passiva
A eterna vítima pode ser identificada já na infância: aquela criança
que vive com o "bocão" aberto e que nada sabe pedir nem reclamar sem
usar o expediente do choro. Os que se enquadram nessa tipologia de
presente ou de passado tendem sempre a tornarem-se dependentes,
dominados, explorados. Na casa espírita assumem uma postura com
"cara" de coitados de fazer dó para que todo mundo sinta-se na
obrigação de orar por eles.
Personalidade agressiva
Explosivos, excessivamente auto-afirmados, mandões, autoritários e
às vezes líderes, quando são relativamente inteligentes. Atuam
melhor em grupos, em bandos, em “tribos”, em quadrilhas. A cada dia
que passa terão mais dificuldade para conter a agressividade e os
ímpetos para a violência em virtude do número de estímulos
simultâneos a que estamos hoje submetidos. Enquanto conseguem
conter-se quebram objetos, chutam portas, maltratam animais, xingam,
gritam, maldizem – porém quando se descuidam: socam, esfaqueiam,
atiram... O tipo mais enrustido é o que acalenta desejos de vingança
e quando perde o controle passa à execução e mesmo na casa espírita
manda Moisés, Jesus, Buda... "às favas". Mas, embora doidos, nem
tanto, controlam-se até o limite extremo; pois temem a camisa de
força mais usado na casa espírita: a geladeira enquanto está em
tratamento de desobsessão – nada de tarefas, nada de bancar o
salvador da pátria dos assistidos como um super homem espiritual.
Personalidade compulsiva
A preguiça de pensar faz com que cedam a seus impulsos mais
primários. Costumam falar e agir para depois pensar. Excedem-se em
tudo, especialmente nas coisas negativas e nos comportamentos
inadequados: mentira, suborno, prevaricação, etc. Apresentam
pequenas manias que logo evoluem para o TOC (transtorno obsessivo
compulsivo).
Personalidade compulsiva obsessiva
Os avisos de TOC – transtorno obsessivo compulsivo - surgem um após
o outro todos os dias, mas poucos prestam atenção. Como exemplos
comuns: a turma que sempre está preocupada em andar na moda. Os
meticulosamente arrumados. Os doentios em suas preocupações de ordem
e trabalho, buscam uma limpeza doentia. Os glutões. Viciados em
qualquer coisa: sexo, games, TV, gastar... Como identificar o TOC na
casa espírita? Observe a compulsão para colocar na caixinha de
vibrações o nome da família inteira, dia após dia mesmo que tudo
esteja razoavelmente tranqüilo, o esforço para manter uma cara de
compenetrado. As palavras mais do que medidas levando quase que à
mudez, etc.
Personalidade anti-social
A turma do contra sem razão e sem bandeira. Vivem em conflitos
constantes com a sociedade e suas normas. Exemplos: os que se
comprazem em afrontar ou tatuam-se, machucam-se com "penduricalhos",
sujam com grafite bens alheios, etc. Não confundi-los com idealistas
revolucionários nem índigos – embora boa parte desses sejam também
personalidades psicopáticas. No centro? O anti-social no auge da sua
importância chega sempre atrasado, não olha para ninguém, nem
cumprimenta, executa mal e mal suas tarefas e sai apressado como se
tivesse que tirar alguém da forca.
Desvios de comportamento social
São incontáveis e variáveis o maior grupo é o dos homossexuais. E no
centro espírita como esse distúrbio pode ser considerado? A Doutrina
é bem sintética: somos espíritos que evoluímos tanto num sexo quanto
noutro pois teremos de armazenar todos os aprendizados que esta fase
de polaridades comporta – tarefas masculinas e femininas são
diferentes e complementares; ocorre que quando um espírito que
aprendia numa das polaridades “pisa na bola”; às vezes é obrigado a
reencarnar para aprender na outra. Imaginemos a confusão: um
espírito com psiquismo predominante feminino despertando na
existência como homem, quase sempre essa confusão acaba em
alterações de postura e de comportamento frente aos outros que se
acham normais. Como exercício, apenas como exercício de reflexão,
vale a pena observar esses distúrbios na interpretação de conceitos
tanto do Evangelho quanto das colocações das obras básicas no
dia-a-dia das casas espíritas, dependendo da postura de quem está no
comando. Prestem atenção, pois é muito divertido e instrutivo.
Alcoolismo, toxicomania, gula
Nestes três grupos a intensidade é variável com o grau de
intoxicação e lesão adquiridos. Os dois primeiros grupos nem merecem
comentários, mas no terreno da gula um grave exemplo cada vez mais
comum: os que são obrigados a mutilações de redução de estômago. Mas
vale um alerta: quem bebe um copinho de qualquer coisa para relaxar
chegando em casa depois de um dia estafante de trabalho é um
alcoólatra; já os que exageram (mas o que é exagerar?) são "bebuns".
Há diferença – claro que há – mas qual é?
Cheguei á conclusão que estou
com problemas psiquiátricos - ou são espirituais? O que fazer? Quais
as perspectivas para a cura?
Especialmente em época de final dos tempos, a situação do indivíduo
fixado na personalidade psicopática é relativamente grave. Pois só é
capaz de evoluir passivamente, e, ao que tudo indica, a
transferência do planeta para outro mais primata é inevitável,
porque ele precisa de muitos choques de retorno da lei de causa e
efeito para voltar à condição de neurose, e então, conseguir iniciar
o processo de evolução ativa reformulando seu pensar/sentir/agir, já
que a pessoa que se encontra nessa situação é incapaz de movimentar
os recursos disponíveis no inconsciente pela reflexão, em especial,
pela falta de percepção clara de sua própria situação.
Onde buscar ajuda?
No hospício!
Tratamento
As fronteiras das doenças mentais são imprecisas, portanto podemos
ser ajudados a transpô-las por meio de recursos vários:
medicamentos químicos, terapias alternativas e em especial pelo
mecanismo da intercessão espiritual capaz de nos estimular a
aprender e a nos modificarmos. Qual o melhor e mais eficaz
tratamento? Todos são bons de acordo com a evolução e a necessidade
da pessoa no momento. Podemos nos beneficiar de qualquer tratamento
já conhecido para nos capacitarmos a reverter um quadro de
personalidade psicopática atual sem que soframos muito, caso mudemos
nosso pensar/sentir/agir ao nos voltarmos para a aplicação
sistemática das leis naturais da evolução, buscando aprender e
servir como nos ensinou o Espírito da Verdade: “Amai-vos e
instruí-vos” – treinando sem cessar dia e noite para aprender a
servir com amor e inteligência. No amor e no serviço ao próximo está
a cura definitiva de todos os males que afligem o ser humano. Um
porém a ser considerado é que, a pessoa que está numa fase da sua
evolução como personalidade psicopática não acredita nem se esforça
para fazer sua reforma íntima. Adora sim meter o "bedelho" na
reforma íntima do próximo, principalmente dos mais próximos. Claro
que essa criatura necessitará inevitavelmente de ajuda externa para
chegar à neurose, para daí então, iniciar a evolução ativa.
Todos os que já estão assumidamente em fase de franca reforma íntima
são neuróticos (Graças a Deus). Portanto, quem tem à sua volta
alguém nas condições de personalidade psicopática pode beneficiá-la
muito: oferecendo-lhe amor, atenção, enviando-lhe constantemente
pensamentos de reforma e força de vontade, motivando-a para a vida e
exemplificando o amor ao próximo, sinalizando-lhe o caminho futuro
para quando essa pessoa já estiver neurótica.
Como testemunho posso dizer que ao tomar contato com essas verdades
identifiquei-me como "doidinho" – talvez o pior de todos - e
descobri que precisava de internação. Confesso que fui ajudado por
desconhecidos amigos espirituais a encontrar o melhor hospício para
me internar e achei a Doutrina dos Espíritos. Está dando resultado,
claro que não mágico, mas estou feliz e contente, minhas recaídas
são menos dolorosas e mais facilmente superadas. Realmente não há
hospício mais efetivo e eficaz do que as casas espíritas mesmo que
conduzidas por personalidades tão necessitadas, neuróticas às vezes,
psicopáticas na maior parte do tempo quanto a minha.
Esquizofrênicas? Acho que nem tanto, mas aguardemos o próximo bate
papo...
Obs. Já passei por situações onde quase me achei curado, mas meus
colegas "doidinhos" (menos os médicos e enfermeiros encarnados que
tanto que ajudaram) acharam que piorei e quando me senti mal amado,
fugi e me internei noutro – estou amando e sendo amado – tenho fé
que um dia ficarei curado, pois esse é o melhor remédio.
A todos os meus médicos e enfermeiras de um dos Hospícios
Espirituais em que já passei – GEEDEM - em especial aos que me
socorreram na minha chegada, depois aos que confiaram em mim e que
me ofertavam os remédios: uma tarefa depois da outra. Uma lembrança
carinhosa aos que me estimularam sem descanso ao estudo sistemático
do primeiro passo na minha libertação: o estudo sistemático e a
prática da Doutrina dos Espíritos.
A todos: quais os melhores hospícios ou clínicas de refazimento?
Procure a mais perto da sua moradia – quase sempre tem o nome de
algum vulto da edificação Cristã.
Quando não se der bem com os outros malucos: procure com urgência
outro manicômio.
Beijos psicodélicos de um maluco tentando tornar-se:"maluco beleza".

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Américo Marques Canhoto
- Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito
de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de
1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto,
Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia
pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu
que esse médico era um espírito. |
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