www.jornaldosespíritos.com

 
SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA

SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA - Acredite, é surpreendente: saúde não se compra na farmácia! Isso mesmo! Descubra neste livro as causas espirituais das doenças, a influência do passado nas enfermidades, a origem psicossomática das moléstias e ainda os pequenos descuidos que geram grandes problemas de saúde – explicações e sugestões práticas para prevenir o sofrimento e garantir uma vida verdadeiramente saudável! E mais: conheça os efeitos negativos dos desejos e frustrações, da busca da felicidade em outras pessoas, das fixações mentais, da alimentação compulsiva, da vida sedentária, das crises existenciais e de outros fatores causadores de doenças e perturbações. Experiente médico da família, sempre sugerindo soluções, Américo Canhoto aponta na direção da saúde do corpo e da alma. Leitura fácil, derruba mitos e preconceitos, um guia excelente para quem deseja viver mais e muito melhor. "Saúde ou doença, a escolha é sua" (São Paulo: Petit Editora). 

Lula diz que SOFRE

Lula: “Tem gente que fica horrorizado quando
o governo cuida dos mais necessitados”

AMÉRICO CANHOTO

Amigo Lula, fale menos e atue mais - com coragem  e dignidade. Afaste-se dos corruptos, deixe de precisar deles para manter-se no poder e, pelo amor de Deus, faça a deusa da justiça abrir os olhos antes de ficar falando "abobrinhas" para os coitados dos jovens. Toma logo uma atitude de macho e põe ordem na casa ou mudou de lado? Sem Justiça não há amor. Cadê a coragem meu companheiro de lutas?
Se resolver assumir a presidência não apenas de direito, mas de fato - conte com a minha vida e a de incontáveis brasileiros e admiradores -, caso contrário, melhor ir arrumando as malas para se mudar para o jardim do Hugo Chavez.
Juízo meu amigo.

Cuidar de pobres é fácil
11,1 milhões de famílias incluídas no bolsa-família, uma das ações do governo Lula. Cerca de 21% das famílias do País são atendidos pelo “programa” que paga em média R$ 62,00 e que consumiu no último ano R$ 8,3 bilhões. Que pobreza. Na redação da boca do povo: “essa mixaria não dá nem prá cumprar o pão e o leite das crianças; assim nóis tem qui fazer ora extra. Nossu guvernu tem certeza que nóis os pobres somos os que menus recramam: quarquer miséria servi prá nóis. Nós os pobres não damus trabaio, muito menos queremus trabaiá prá ganhar mixaria, caí fora meu, trabaiá prá ganhá pouco é coisa de otário da crasse média. Nois us escruídos queremu apena um pouco di pão já us ricus querem muitos bilhões prá continuá puxandu o sacu du guvernu”.
Fazer política para pobre é uma "baba", pois quem não tem nada se satisfaz com quase esse nada. Nessa política o governo federal apenas "cafeteia a mamata", quem define o que fazer com o cliente/ eleitor são os intermediários. Mas, nem tudo está perdido. Aleluia Deus é nosso. Atenção para as maravilhosas notícias: o lucro dos bancos brasileiros nos três primeiros anos do governo Lula da Silva, foi recorde superando índices registrados nos Estados Unidos. A taxa de juros no Brasil é a mais alta do mundo. Aleluia.  Nossos governantes terão que aprender a arte da caridade, assunto de nossas próximas conversas.

A arte da caridade
Outro dia destes, lendo o que o Presidente Lula disse a respeito da facilidade de servir aos pobres, num primeiro momento fiquei indignado, esbravejei, escrevi artigos que, ainda bem voltaram para serem reavaliados, pois a Net os devolveu. Depois de refletir, caindo na real, conclui que meus amigos Lula, Geraldo Alckmin e eu não somos muito diferentes: as dificuldades deles em entender e praticar as leis da vida são as minhas e a de quase todos nós. Em tempo, para que o leitor entenda convivi na minha mocidade com Geraldo por seis anos pois somos colegas de turma na faculdade de medicina, trabalhei para ele como cabo eleitoral na sua primeira disputa como vereador em Pindamonhangaba; também conheço o Lula desde seu início como líder metalúrgico em São Bernardo do Campo para onde me dirigi depois de formado, morei e, onde continuo a trabalhar como médico de família de todas as partes envolvidas nesta conversa. 
Como nossos artigos seguintes envolvem as disputas políticas baseadas no artigo que li, gostaria de iniciar pela compreensão do que o presidente imaginou ao dizer o que disse a respeito de ajudar os menos favorecidos.
Caridade: s.f. ( do lat. caritas, caritatis.) 1 - No cristianismo amor a Deus e ao próximo. 2 - Na expressão comum, amor ao próximo. 3 - Esmola, favor, benefício. 4 - Bondade, compaixão.
Caridade na vida em família.
Os problemas da educação: desrespeito, hipocrisia, controle, chantagem, paradoxos. Não valorizar o bem (exemplo: doença). O que ele quis dizer?

Caridade moral, mental e material
Cada um dá o que tem. O pior é que alguns dão o que não lhes pertence como é o caso da esmola na política.
A maior caridade que os governantes podem fazer ao povo é a correta aplicação da justiça, pois onde ela não é eqüitativa não há respeito, consequentemente não há amor.
Mas, há muitas outras maneiras deles praticarem a caridade para com o povo: preparando-se melhor, estudando mais. Ficando de boca calada quando não tem certeza, para não falar tanta besteira que agride a inteligência dos cidadãos e até os faz adoecer de raiva. Se pensassem no povo antes de pensar em si mesmos e se cultivassem falar apenas a verdade. Seríamos um povo rico e feliz se os recursos tão duramente conquistados fossem aplicados com honestidade e inteligência. Que presente, se tivéssemos governantes que dessem às nossas crianças exemplos de dignidade e honradez sempre, em todos os momentos.
Falar dos outros é fácil, imaginamos o quanto é difícil no meio político frente a tantas tentações de poder ($) e no meio de tantos conluios manter nossa ainda incipiente integridade e honestidade; daí pensamos que, muitos fariam um enorme favor ao povo caso desistissem de se candidatar. Não se arrisquem a ficar para a história com mediocridades. Por amor a Deus vão cuidar de seus bens, suas posses, deixem-nos em paz entregues á nossa própria sorte! Nós nos viramos sem vossa ajuda. Isso, é que é caridade...

Confusão entre prática do dever e caridade
Na vida política, em ano de eleição transforma-se esmola em caridade com a maior facilidade e cara de pau. No circo da corrida eleitoral há uma incrível disputa para ver quem é mais bonzinho, quem agrada mais ao eleitor. Nas campanhas e nos comícios todos ficam com cara e postura de fiéis cristãos; no entanto, como piedosos de fachada pisoteiam uma das assertivas do Cristo para a verdadeira caridade: “Que a mão direita não saiba o que a esquerda faz...” também nem leram nem desejam entender o ensinamento do “óbulo da viúva”, fantasiam-se de cristãos mas violam "descaradamente" esse princípio, tudo que dão de esmola é só para aparecer. Confundir a prática do dever com caridade é um problema coletivo, mas na política é quase um paradigma decorrente da nossa falta de educação. Os problemas da educação dos políticos são os mesmos dos outros: desrespeito, hipocrisia, controle, chantagem, não valorizar o bem, toma lá dá cá, dar com uma mão e tirar com a outra.
Para quem assumiu a tarefa da vida política, trabalhar em favor do próximo e não de si mesmo e dos seus, é obrigação. Agradar às pessoas como meta não é fazer caridade, é covardia. Qualquer um é capaz de dizer sim, dizer não com clareza e lógica exige sabedoria e coragem. Caridade é a prática do amor. Como o amor a caridade exige: cuidados e respeito que, implica em trabalho. Tornar-se útil é a forma mais eficaz de caridade.

Bolsa-esmola
Um dos riscos da globalização para os países pobres: o populismo que hoje assola a América Latina. A cada dia surgem em países não desenvolvidos líderes que usam a pobreza para assumir e manter o poder. Empobrecer cada vez mais o povo é conseqüência dessa forma de governar dando esmolas e o velho pão e circo; mais cruel é quando, às vezes, torna-se até meta para a perpetuação no poder.
Vale a pena sempre entender conceitos, analisemos o de esmola: s.f ( Do grego eleemosyne piedade, pelo lat. eleemosyna. ) 1 - O que se dá aos pobres por caridade; óbolo. 2 - fig. favor: a esmola de um elogio, de um olhar. 3 - Benefício, caridade. 4 - Pop. sova, surra II não precisar de esmola, não aceitar uma proposta humilhante. II “quando a esmola é demais até o santo desconfia” (prov. pop.) desconfiança de excesso de favores ou gentilezas.
Claro que os atuais governantes não são os responsáveis diretos pelo fato de milhões de brasileiros encontrarem-se na condição de miseráveis, não só de bens materiais; mas também de valores éticos. Se quisermos nos transformar num país onde todos tem direitos e oportunidades iguais é preciso investir em educação em todos os sentidos possíveis. Nossos governantes precisam aprender a arte da caridade e suas regras mais básicas; dentre elas: não se faz caridade com o que não nos pertence. 2007 promete ser um ano de sérios riscos para todos, pois dinheiro não nasce em árvores.

Locais para se praticar a caridade
O melhor local para se praticar a caridade, com certeza, não é na atividade política; pois, caridade é a própria vida que, materializa-se nas atitudes do sujeito e, não apenas a determinados momentos e a determinadas pessoas e seus interesses transparentes ou escusos. Mesmo quando se trata de valores éticos e religiosos: amar a Deus sobre toadas as coisas e amar ao próximo como a ti mesmo, são leis raramente cumpridas, muito menos em época de eleições. Pois, quantos usam a palavra de Deus do velho e do novo testamento como álibi para suas malandragens para com o próximo? Basta ler os noticiários de ontem e de hoje.
Na hora de votar, ao menos analisemos a dica do Mestre dos Cristãos: “A cada um segundo suas obras...” (Jesus)
Votantes, não é preciso vasculhar consciências nem cuecas para encontrar a $ do “pecado” físico ou moral.
A prática da verdadeira caridade está em viver de forma honesta consigo mesmo e com os outros, apenas isso. Quem pratica essa lei ao pé da letra?
Para resolvermos esse problema coletivo, dependemos da coragem dos que labutam na área da educação, seja na vida em família ou na escola para sairmos da mediocridade: os nem muito isso nem muito aquilo, seres pouco humanos ainda...
Onde ser caridoso? Primeiro conosco mesmo, depois com o próximo mais próximo: familiares, colegas de trabalho. Será preciso dinheiro para praticar a caridade?

Qualidades necessárias para a prática da caridade
Hoje, quer queiramos ou não, num país tão mal educado e pobre em todos os sentidos como o nosso, na eleição de 2006 a discussão política e seus valores esteve inevitavelmente centrada em quem dá mais esmola e caridade, coisa de país “sub-emergente”. Vamos da pobreza para a miséria?
A prática da caridade, é o pilar e a base política do presidente Lula. Mas para que produza os resultados esperados, ela, necessita de clareza e pureza de intenções. A pergunta aos políticos de carreira ou candidatos à, é: com que intenções penso, sinto, prometo e atuo? O resultado final das intenções é facilmente comprovado por quem acompanha a trajetória dos candidatos e a evolução de suas contas bancárias, de seus sinais de riqueza (gordura financeira) antes e depois das eleições após os mandatos.
Brincadeiras e gozações tão brasileiras à parte, apenas a auto educação é capaz de nos capacitar à caridade que exige de nós: conhecimento. Respeito a nós e aos outros. Cuidados. Discernimento. Moderação sem ficar em cima do muro. Trabalho. Responsabilidade voluntária. Não usar o santo nome de Deus em vão. Só fazer aos outros o que gostaríamos que nos fizessem.
Pensar com cuidado nisso, antes de votar, será pedir muito? Pelos frutos se conhece a árvore (Jesus). Será que é tão difícil avaliar o histórico de cada candidato? Que razões nos levam a não agirmos assim?


Relação de artigos de Américo Canhoto...

Ver outros colunistas...                                             Ir para página principal...

Américo Marques Canhoto - Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito.


Jornal dos Espíritos - o seu jornal espírita na internet
 Copyright 2005 - Todos os direitos reservados.
 redacao@jornaldosespiritos.com
Microsoft Internet Explorer - 6.0 - Resolução: 800 x 600