 |
|
SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA
-
Acredite, é surpreendente: saúde não se compra na farmácia!
Isso mesmo! Descubra neste livro as causas espirituais das
doenças, a influência do passado nas enfermidades, a origem
psicossomática das moléstias e ainda os pequenos descuidos
que geram grandes problemas de saúde – explicações e
sugestões práticas para prevenir o sofrimento e garantir uma
vida verdadeiramente saudável! E mais: conheça os efeitos
negativos dos desejos e frustrações, da busca da felicidade
em outras pessoas, das fixações mentais, da alimentação
compulsiva, da vida sedentária, das crises existenciais e de
outros fatores causadores de doenças e perturbações.
Experiente médico da família, sempre sugerindo soluções,
Américo Canhoto aponta na direção da saúde do corpo e da
alma. Leitura fácil, derruba mitos e preconceitos, um guia
excelente para quem deseja viver mais e muito melhor. "Saúde
ou doença, a escolha é sua" (São Paulo: Petit Editora).
 |
|
|
Efeito BUMERANGUE |
|
Cada pensamento,
sentimento e atitude que se
atira no túnel do tempo cedo ou tarde retorna |
|
AMÉRICO CANHOTO |
O destino sempre
foi cantado em verso e prosa – gostamos de acreditar que estamos
sujeitos a acontecimentos que não dependem de nós – imaginamos que
essa crença possa nos liberar da responsabilidade sobre os frutos
das nossas escolhas. Milênios se passaram e muitas perguntas, a esse
respeito, ainda continuam no ar: Quem faz o nosso destino? Será
Deus? Seremos nós mesmos? Acontecimentos fortuitos? Vontade e a ação
de outras pessoas? Será o destino uma coisa que não pode ser mudada?
Cada um de nós como Espírito vai aprender de um jeito próprio e
especial a arte de decifrar o destino. Minha iniciação nessa arte
foi singela e inesquecível, fui criado entre pessoas simples, dentre
elas o Tio Zé, um negro já passado dos oitenta que morava numa
casinha quase em frente ao campinho onde se reunia a molecada, sua
diversão era nos observar. Tinha como ninguém o dom saber quando
estávamos com problemas e um copo de água fresca - de água da mina
que a molecada se encarregava de manter na moringa –, além disso,
incontáveis os tampos de dedão arrancados e as “raladas” que suas
"mezinhas" curaram. Vezes sem conta nos acudiu e, nos livrou da
“coça” das varinhas e dos chinelos das mães que cansadas de nos
chamar perdiam as estribeiras. Ninguém sabia seu nome de verdade,
mas para nós não tinha a mínima importância de onde veio, quem era e
porque vivia só. Me intrigava como era venerado por todos, mas
ninguém o levava para morar na sua casa – porque ele curava melhor
do que o médico do hospital e ninguém pagava para ele, era só muito
obrigado daqui e dali –, nunca tive coragem de perguntar, mas um dia
minha mãe me disse que era porque ele não era médico nem estudou.
Confesso que até hoje quase entendo, embora não aceite lá muito bem.
As coisas lá pelas bandas de casa andavam meio atrapalhadas e o
destino não saia da boca das pessoas, certo dia cheguei meio sem
jeito e ele não perdeu tempo: "desembucha fio, o que qué sabê"?
- Tio Zé, o que é destino?
-"Bâo (ele coçou a cabeça), distino é uma coisa qui sempre ti
encontra. Tar e quar ocê e seu cachorro tigri – ocê não percebi, mas
eu ficu aqui prestanu atenção quando ucê brinca cum ele. Ucê pensa
qui podi enganar ele quandu taca o mais longe que consegui a bola,
sai correnu, pula a cerca, sobi nas arve, atravessa o corgo, pula a
janela – e quando acha que enganou o bichu – ta lá ele com a bola na
boca, babentu e cum a língua di fora. Ocê sabi purque ele sempre te
acha? Eli tem um apareiu cheradô qui Deus deu pra ele qui num pode
ser enganado por uma criança como ucê. O destinu dus home é cumu o
teu cão tigre – cada um de nóis tem u seu, a gente podi si lambuzá
di prefume e tentar se iscunder nus cunfins du universu di Deus que
nosso cão distinu sempre nus acha pra morde devolvê a bola das
nossas atitudis qui atiramus nu tempu piquenu ou grandi".
Fiquei com a cabeça cheia de dúvidas, dentre elas, essa coisa de
tempo pequeno e tempo grande; na época acho que entendi como coisa
de ponteiro das horas e dos minutos do relógio. Mas a semente da lei
de causa e efeito ficou poeticamente plantada em mim. Claro que mais
tarde nas aulas de ciência aprendi que os animais possuem um
apetrecho chamado faro (um aparelho “cheirador” incrível) e que
todos nós exalamos um cheiro característico (padrão vibratório) que
não se confunde com o de outras pessoas. É como se fosse uma de
nossas marcas registradas. Cheiro de gente pode ser parecido; mas
para qualquer bicho que saiba “cheirar bem” as diferenças são
percebidas com incrível facilidade.
Mas ainda vivo bancando o “Tomé” e não me dou por vencido, duvido
das informações e tento de novo enganar o tigre: atiro a bola
(pensamentos, sentimentos, ações) e saio correndo tentando esconder
a camisa na árvore (colocando a culpa nos outros), lambuzo-me de
perfume (faço cara de santo), escalo o muro das desculpas, pulo a
janela das justificativas, faço tudo o que tenho direito para tentar
enganar o cão/tigre do destino. Esbaforido por ter ido tão longe e
bem escondido, quando imagino que vou saborear a vitória, pensando
com meus botões: “sou mais esperto do que a natureza, desta vez, eu
enganei o bicho direitinho”; e já vou me considerando o grande
vencedor, eis ele ali na minha frente com aquela cara de "tonto" a
perguntar: quer perder de novo?
Dia destes, convidado a fazer uma palestra sobre a "Força do
Destino", mesmo surdo, cego e mudo das mediunidades, senti a
presença de um amigo, tenho quase certeza que era o Tio Zé, pois as
lágrimas de nostalgia teimavam em escorrer dos olhos; interessante
sempre que em algum lugar, qualquer lugar se manifesta por meio de
médiuns um "preto velho" eu choro sem querer como uma "preta velha".
Foi tiro e queda, logo a seguir essa brincadeira da minha infância e
a lição do Tio Zé que guarda uma semelhança muito grande entre nós e
o curso da vida ou destino me veio à mente num turbilhão de
recordações.
A lição que ficou: quando ainda agimos como homens/crianças,
tentamos nos esconder dele, enganá-lo a qualquer preço e a qualquer
custo. Se como um espírito privilegiado, pois convivi nesta
existência, na infância, com dois "pretos velhos" em carne e osso,
desfrutei de sua amizade, carinho e amor ainda não consigo colocar
como devia seus maravilhosos ensinamentos – o que dizer das pessoas
que não tiveram essa felicidade – com mestres tão singelos e
amorosos: é mais fácil do que imaginamos a princípio entender “as
voltas que a vida dá”.
Desculpa tio Zé: a falha não foi do Mestre foi do aluno que não é lá
essas coisas. Minha eterna gratidão, pai, mãe, irmão Zé.
Alinhavo aos amigos o que abordamos na palestra:
Destino - Cada pensamento, sentimento e atitude que se atira
no túnel do tempo e cedo ou tarde retorna.
Força do destino - Vivemos num mundo de homens/crianças e
sempre tem aquela que fala uma bobagem e outras que acreditam nela
(entre adultos é a mesma coisa). Por esse motivo, muita gente
associa o destino como punição por coisas erradas. A força do
destino não julga, nem recrimina, nem castiga: simplesmente é. A
interpretação dos fatos materializados é que cria o conceito de
castigo ou prêmio, bom ou mau. A força do destino se inicia no ato
de pensar. Ao emitirmos uma onda de pensamento criamos uma
possibilidade de ocorrência. A força do destino é uma rede. Meu
destino é problema meu? Não existe um ser humano só; vivemos numa
grande rede de possibilidades de ocorrência de destinos que se
cruzam.
Como se forma a força do destino? Temos um sofisticado aparelho que
emite as várias forças que formam o nosso destino. Ele tem vários
componentes: A capacidade de pensar, sentir e agir sob a força da
vontade.
Quem dá a direção à força do destino? Nós mesmos, através da
capacidade de discernir ou de escolher entre uma coisa e outra
direciona a vontade para atingir determinadas metas, regulada pela
intenção que não pode se ocultar.
Bom destino ou mau destino? O destino pode ser mudado? Claro:
Recomeçar sempre. Refazer o destino é uma das tarefas de vida de
cada pessoa e de todas.
Paz. 
Relação
de artigos de Américo Canhoto...
Ver outros colunistas...
Ir
para página principal...
|
|
Américo Marques Canhoto
- Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito
de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de
1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto,
Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia
pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu
que esse médico era um espírito. |
Jornal
dos Espíritos - o seu jornal
espírita na internet
Copyright 2005 - Todos os direitos reservados.
redacao@jornaldosespiritos.com
Microsoft Internet Explorer - 6.0 - Resolução: 800 x 600 |
|