www.jornaldosespíritos.com

 
SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA

SAÚDE OU DOENÇA, A ESCOLHA É SUA - Acredite, é surpreendente: saúde não se compra na farmácia! Isso mesmo! Descubra neste livro as causas espirituais das doenças, a influência do passado nas enfermidades, a origem psicossomática das moléstias e ainda os pequenos descuidos que geram grandes problemas de saúde – explicações e sugestões práticas para prevenir o sofrimento e garantir uma vida verdadeiramente saudável! E mais: conheça os efeitos negativos dos desejos e frustrações, da busca da felicidade em outras pessoas, das fixações mentais, da alimentação compulsiva, da vida sedentária, das crises existenciais e de outros fatores causadores de doenças e perturbações. Experiente médico da família, sempre sugerindo soluções, Américo Canhoto aponta na direção da saúde do corpo e da alma. Leitura fácil, derruba mitos e preconceitos, um guia excelente para quem deseja viver mais e muito melhor. "Saúde ou doença, a escolha é sua" (São Paulo: Petit Editora). 

Na terra dos MILAGRES

Leiria, região de Fátima em Portugal: das
 aparições de Nossa Senhora ao Espiritismo

AMÉRICO CANHOTO

Toda primeira vez gera expectativas – confesso que ao receber o convite para ir a Portugal a serviço da divulgação da Doutrina não consegui deixar de lado a ansiedade, a ponto dos que comigo convivem terem percebido, daí, fui obrigado a fazer uso de meus medicamentos homeopáticos e até de um produto fitoterápico. Faça o que eu digo; mas não o que faço. O que iria encontrar? O que dizer e como apresentar meu discurso? Será que, com minha fala simples que aborda as coisas do dia a dia segundo a ótica espírita, seria capaz de preencher a expectativa das pessoas que me convidaram? E a dos assistentes? Em que situação se encontra o movimento espírita em Portugal? Minha cabeça foi povoada de dúvidas, geradas e induzidas, claro, pelo meu orgulho disfarçado de perfeccionismo e timidez.
Lógico que nessa situação (na vida nada se perde tudo se transforma e progride), a viagem também tenha sido inusitada e propositadamente usada pela evolução passiva para me aprimorar: desbastando o velho orgulho disfarçado e a impaciência. Minha mente prática me dizia que, como tenho dupla nacionalidade a intenção era embarcar com o passaporte português e retornar com o brasileiro para facilitar os trâmites aduaneiros tudo simples fácil e rápido; tudo bem; tudo sairia nos conformes; não fosse a greve dos correios; pois devido a pressa e a impaciência, esqueci em São José do Rio Preto (SP) os documentos: identidade, passaporte brasileiro e as notas fiscais dos livros que levava; pois fui avisado que as editoras não enviaram, a tempo, os livros para a divulgação do nosso trabalho (sabe-se lá porque motivo; dizia minha intolerância que seria obrigado a carregar um peso que para os correios é uma brincadeira); bem, a verdade é que os documentos ainda chegariam em tempo hábil; não fosse a paralisação que me afetou de forma mais do que merecida. Ansiedade e estresse à parte, consegui embarcar com a carteira do CRM e o passaporte português; mas, para que minha paciência e tolerância fossem testadas: longe de curtir a viagem e a saída abrupta da rotina, fiquei eu atormentado pela dependência de não ser barrado na alfândega em Lisboa como contrabandista de livros.
Começou aí, nova aventura, na chegada: primeiro, o avião não atrasou, chegou dez minutos antes do previsto; e segundo, minhas malas foram as primeiras a chegar à esteira; daí, que fui o terceiro passageiro a passar pela alfândega, com o passaporte português na mão, o amigo nem olhou para minha cara – saí e logo vi meus parentes à minha espera dois tios, uma prima e sua filha, enquanto nos confraternizávamos minha anfitriã chegou e postou-se à minha espera – entre desencontros hilariantes, posso dizer que ficamos a poucos passos durante mais ou menos três horas até que nos encontrássemos (essa situação, merece um artigo), mas a culpa sempre foi da minha milenar impaciência – feitas as despedidas dos parentes e o propósito de nos encontrarmos para ficarmos juntos nos dois últimos dias de minha estada na terrinha; segui viagem de Lisboa a Leiria com a anfitriã Isabel Saraiva, confesso que foi amor à primeira vista; e que conversa após conversa foi se solidificando, indo de compreensão, admiração à reverência – explico: adoro as pessoas guerreiras que não se deixam abater pelas dificuldades criadas pelas situações geradas por nossos defeitos de caráter coletivo e que sempre que estou entrando em desânimo (defeito de caráter meu, assombrado pelas indevidas expectativas que crio a respeito das pessoas) me socorrem com seu exemplo de vida (apenas um fato me intriga: quase sempre são mulheres).
Chegamos na hora do almoço e depois de deixar minha bagagem na sua acolhedora residência que nos reuniu, hospedando todos os “brasileiros” fui brindado com uma refeição feita numa antiga propriedade vinícola que guardou todas as antigas tradições da arte portuguesa dos azulejos á comida – aí conheci de perto o médium Francisco do Espírito Santo Neto (o Quico) e o Juliano seu assistente em todos os sentidos, que fazem uma amorosa divulgação de seu trabalho com o Espírito Hamed por meio da editora e distribuidora Boa Nova, nesta sua excursão á Portugal, Itália e Suíça. À tarde chegaram de Roma o médico e orador espírita André Luiz Peixinho com sua mulher e filha, completando o trio de brasileiros que fariam o evento.
Para mim, surpresa, após surpresa, a começar pela cidade, embora espalhada, um fato logo me chamou a atenção: no trânsito, os faróis forma substituídos com incrível simplicidade pelas rotundas, o que faz o trânsito fluir com muito mais facilidade e dignidade, depois, o respeito aos pedestres é algo acima da nossa imaginação no Brasil. As construções primam pela limpeza visual do ambiente: os edifícios não podem ultrapassar quatro andares (exceto no restrito centro comercial).
A chegada á Associação Espírita de Leiria me impressionou, a começar pelo local, depois pela simplicidade, bom gosto e disciplina do ambiente – minha anfitriã me explicou que até hoje se desdobra para pagar as dívidas acumuladas para criar um espaço físico, tão agradável (como disse o espírito índigo Vinícius de Morais: “beleza é fundamental”); daí que a “rainha” Isabel se desdobra sem cessar da cozinha a dirigir todos os trabalhos desde os braçais aos espirituais da Associação Espírita de Leiria.
Lógico que tivemos um problema de ego a ser resolvido entre os palestrantes, até com mudança de tempo de fala e de ordem – cada qual se posicionou conforme seus desígnios – eu como simples desconhecido dei meu recado e todos nos sentimos confortáveis e selamos laços espirituais de eterna cooperação em prol do Cristo. Recomendo aos amigos que abram mão de todo e qualquer compromisso para assistir a fala desses dois irmãos de ideal, recomendo, vale a pena, além de tudo, nessa tarefa de divulgar a Doutrina aprendi muito, e agradeço a eles e a todos que me receberam com tanto amor.
Assumindo nossa tarefa de vida: fazer diagnósticos e tentar apontar soluções; podemos dizer aos amigos leitores que o movimento espírita português necessita de nossa ajuda amorosa e desinteressada; até para difundir a Doutrina na Europa, tão necessitada de valores espirituais; pois a sociedade portuguesa passa por uma transformação de globalização muito perigosa e a falta de referência religiosa com o declínio do poder do catolicismo pode levá-la a um beco sem saída e a transformá-la em um reduto de ação de aproveitadores da mediunidade.
O material de aprendizado que colhemos e que pretendemos dividir com os leitores é imenso; mas por hoje, resolvemos deixar o seguinte apelo de Jesus: A cada um será pedido, o que puder fazer: Façamos como amor.
Amigos de Portugal, esperamos notícias e comentários sobre o Congresso Nacional a ser realizado em outubro – aguardamos trocas de idéias para que possamos levar ao mundo as verdades da Boa Nova.
Prestem atenção leitores: fiquei de enviar notícias dia a dia do evento, mas não tive acesso a Net quando tive descobri que não sabia lidar com a máquina de fotos e não levei o cabo para transferência.
Como aprendi pouco a respeito da ida – tenho vergonha de relatar o que aconteceu na volta – e especialmente na volta de Curitiba, onde fui a seguir, mas adianto que, além de hilárias as situações sempre retornam ao trabalho da paciência, da tolerância e do orgulho...
Para não cansá-los: beijos.
Até mais.


Relação de artigos de Américo Canhoto...

Ver outros colunistas...                                             Ir para página principal...

Américo Canhoto em PORTUGAL

Américo Marques Canhoto - Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito.


Jornal dos Espíritos - o seu jornal espírita na internet
 Copyright 2005 - Todos os direitos reservados.
 redacao@jornaldosespiritos.com
Microsoft Internet Explorer - 6.0 - Resolução: 800 x 600