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RECAÍDAS previsíveis...

Cedemos com facilidade cada vez maior às compulsões

AMÉRICO CANHOTO

Confesso que nunca tinha parado para pensar em depressão no sentido espiritual; mas era como me sentia nas últimas semanas, um zero à esquerda, um fracasso; cheguei a pensar em abandonar algumas tarefas até que conseguisse sarar das minhas recaídas. O que pegava mais pesado é que fazia errado, repetia velhas condutas com uma clareza impressionante do que estava fazendo e, o que mais me entristecia, é que nem me preocupava mais com as velhas desculpas e justificativas que cansei de usar, estava me tornando um “malandro do além” um espírito "cara de pau". O que me deixava mais atordoado é que ao mesmo tempo em que meus velhos defeitos de caráter, que se fingiam de mortos, agigantavam-se; de outro lado, minhas incipientes qualidades também cresciam como nunca. Em certos momentos quem comandava era minha parte lobo; mas em minutos o cordeiro assumia a situação, em certos momentos os dois quase coexistiam. Esse comportamento já me preocupava, e muito; seria um tipo de transtorno bipolar na minha tentativa de evolução? Até que nesta segunda-feira ao final da tarefa fraterna recebi uma luz de um de nossos mentores do espaço por meio da mensagem que nos trouxe, meio que um misto de alerta e de convocação ao mesmo tempo.
Segundo meu entendimento antes da sua fala, as dificuldades que hoje enfrentamos nos conflitos íntimos e com os outros tem como fonte principal a inegável aceleração. Há muitos fatores em jogo e muitas formas de explicar o fenômeno; mas o que nos importa neste momento é sua percepção. No velho ritmo (coisa de poucos anos ou meses atrás) com certa facilidade manejávamos as máscaras da convenção social e conseguíamos segurar algumas durante um largo tempo. Exemplo, se alguma situação apontava minha impaciência punha a máscara de paciente e cordato; se outra situação defrontava meu orgulho colocava a máscara de humilde e pacifico – e assim, sucessivamente, para cada tipo de defeito tínhamos à mão a máscara correspondente para que nos sentíssemos os "maiorais" ou amados e aceitos. Mas, no baile da vida, a música acelerou e o ritmo mudou; daí é um tal de põe uma e tira outra que, a exaustão nos impede de mantê-las; e elas estão caindo uma após outra – fato que espanta a nós mesmos e uns aos outros. Porém como sempre perdemos tudo, mas ainda não a pose... Por enquanto, somos capazes de buscar justificativas e culpados externos: "Era uma pessoa tão calma e cordata; mas devido a fulano ou isso e aquilo tornei-me agressiva e intolerante!".
Em tudo na nossa vida, vivemos a fase das recaídas cada vez mais rápidas e intensas, das doenças físicas passando pelas atitudes e comportamentos, até à reforma íntima. Cedemos com facilidade cada vez maior às compulsões: alimentares, sexuais; aos vícios de todos os tipos até os morais (maledicência, mentira, inveja, etc). Se nos descuidamos uma pequena alegria pode virar euforia e logo transformar-se em depressão ou angústia.
Retornando ao nosso assunto: o momento exige cada vez mais vigilância, meditação e o foco centrado no auxílio ao próximo e ao planeta para que nossas qualidades cresçam e tornem-se o chefe do nosso espírito a guiar nossa conduta em todos os lugares e momentos. Uma das explicações que o amigo do espaço nos ofertou foi a respeito da abertura de novos portais de energia, e que, mesmo e principalmente quem já se encontra em tentativa de assumir de uma vez sua posição de “guerreiro da luz” a serviço do Cristo, vai defrontar-se inevitavelmente com a necessidade de expurgar o mal que ainda há em si. Portanto, se soubermos desse fato, não nos sentiremos a última das criaturas nem cederemos ao impulso de abandonar nosso posto de tarefa até que nos sintamos realmente mais capazes. O confronto final já está em andamento e o processo de aprimoramento deve ser feito em combate. Outra dica foi que estejamos bem atentos até o final da primeira semana do próximo mês. Novas instruções serão dadas. Avisos e exortações desse tipo estão sendo dadas a todos os trabalhadores do bem espalhados pelo mundo todo; não apenas neste ou naquele grupo.
De verdade senti-me mais confortado; afinal não sou apenas eu que estou vivendo esse drama, a cada dia tenho notícias de uma legião de pessoas que estão vivendo a agonia que breve se transformará em êxtase, de poder encarar o Mestre nos olhos com a sensação do dever cumprido. Para finalizar foi solicitado que tiremos também alguns minutos do dia para mentalizar sobre o planeta um cone de cor violeta e prata para amenizar os impactos das mudanças que vem a seguir. Muitos grupos uniram-se e instituíram como horário mais ou menos em torno do meio dia para realizar esse ato de caridade em prol da mãe terra e de nós mesmos (mas, pode ser no que melhor atender às nossas necessidades pessoais).
Paz meu amigo. E alegre-se: não é apenas você a viver essa experiência, somos muitos.


Relação de artigos de Américo Canhoto...

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Américo Marques Canhoto - Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito.


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