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Língua FERINA

Qual a diferença entre discurso e informação crítica?

AMÉRICO CANHOTO

Alguns puxões de orelhas são interessantes, por serem amorosos, assim que um amigo leu o desabafo a respeito da parafernália montada para noticiar a descoberta do campo Tupi na plataforma de Santos mandou-me um recado a respeito da diferença entre discurso crítico e informação crítica. Gostei tanto dessa ajuda que tento dividi-la com os amigos leitores. Podemos até desabafar com pessoas muito íntimas, embora isso não seja conveniente, pois não devemos transformar ninguém em depósito de nossos sentimentos recalcados, idéias mal elaboradas nem de nossas falas sem muita clareza. Escrever é pior ainda, pois cada pessoa interpreta determinadas palavras segundo sua visão de mundo; o que uma palavra significa para alguém, pode representar uma idéia completamente diferente para outrem – durante um diálogo, quando as partes tentam cultivar a arte da discussão (para ilustrar: na nossa cultura, discussão costuma representar antagonismo, briga ou tentativa de impor ao outro as idéias) é possível esclarecer e aceitar o ponto de vista do outro e vice versa; mas, na escrita, não é tão fácil, torna-se bem mais complicado. O verdadeiro sentido de discutir deveria ser o de fortalecer laços, trabalhar junto, irmanar – mas, quando mal elaborado torna-se a arte de dividir, antagonizar – quem causa esse distúrbio nas relações humanas: o egoísmo e o orgulho, dois sentimentos ainda muito nossos.
Retornando ao assunto do puxão de orelhas: passando os olhos pelo jornal me deparei com a notícia a respeito das recentes e gravíssimas constatações a respeito dos efeitos devastadores do aquecimento global e outros desastres (dentre os quais a queima muitas vezes inútil e desnecessária de combustíveis fósseis – petróleo e carvão para produzir badulaques e miçangas tecnológicas para os modernos silvícolas hi-tec). Noutra página, a notícia do aumento do preço do álcool nas bombas de até 20,4% nos últimos dois dias, acoplada ao comentário que nossa gasolina continua a mais cara e de péssima qualidade. Outra notícia dava conta dos prejuízos  nos balanços financeiros da Petrobrás em comparação com anos anteriores. E, eis que de repente me deparo com a turma dessa empresa em rede nacional fazendo alarde a respeito da descoberta da maior reserva petrolífera já identificada – confesso que já peguei o bonde andando, mas mesmo assim muitos senões ficaram no ar – coisas sempre mal explicadas. Para piorar minha situação íntima, e cutucar com vara curta minha impaciência e intolerância ouvi que naquele dia as ações da Petrobrás aumentaram (apenas num dia) a bagatela de 18%. Como isso já ocorre com certa freqüência em outras áreas fiquei imaginando se houve vazamento de informações e, se os coleguinhas dos que detinham as informações lucraram e quanto na compra e venda das ações. Peço desculpas aos leitores por fazer ilações a respeito de pessoas que nem conheço e que provavelmente não fizeram isso. Por outro lado, deduzi que a solenidade da informação estava atrelada também ao jogo de poder pela supremacia de influência na América Latina entre os governantes do Brasil, Venezuela e Bolívia; não sei de onde tirei isso.
O que costumava ocorrer no passado nem sempre se repete no presente e quiçá no futuro. Como candidato a espírita devo medir não apenas as palavras como também as considerações íntimas que não devem vazar para o próximo sem uma boa dose do vigia e ora como nos aconselhou Jesus – mas, como ainda sou um espírito muito mala; que, eu gostaria de ver essa história melhor explicada, gostaria.
Minha gratidão ao meu amigo índigo que ao puxar minhas orelhas (ainda tenho vergonha de relatar exatamente o que ele me disse; porém tudo a seu tempo) proporcionou-me a oportunidade de rascunhar um dos itens de minha tão precária reforma íntima e acima de tudo dividi-la com os leitores.
Desculpem.
Paz.


O PETRÓLEO NÃO É NOSSO - A quem interessa de fato a divulgação de possíveis descobertas de potencial petrolífero na bacia de Campos ou de Santos? A todos os fantoches a serviço dos que vão ganhar bilhões ou dos que vão tentar dar uma de "machões" perante seus iguais na tentativa de manterem-se como chefes de governos da sofrida América Latina. Para atenuar ou resolver o problema de ego desses ladrões cósmicos, caberia aos mantenedores dos interesses do povo – promotores de justiça ou procuradores de justiça. Mas, eles estão a serviço de quem? Pois mostram a cada dia atuar mais em favor dos próprios interesses mesmo em casos escabrosos de roubos e assassinatos sem desculpas nem justificativas – se mostram prontos para fazer um interminável troca-troca de favores com seus iguais perante uma justiça que teima em ficar de olhos vendados e de braços cruzados. Neste caso, a pergunta é: quem vai ganhar? Quanto e como com essa “sacanagem”? E quem vai fazer o que ou "tirar uma casquinha" dessa "porcaria" toda anunciada via TV. Quem quiser que se atreva a responder...


Relação de artigos de Américo Canhoto...

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Américo Marques Canhoto - Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito.


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