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Escola da VIOLÊNCIA

Aumento no índice de violência em escolas de SP

AMÉRICO CANHOTO

Manchete do Caderno Cidades do Diário da Região, jornal de São José do Rio Preto (SP): “PM foi acionada para atender cinco casos de agressões, incêndio e uso de drogas em colégios de Rio Preto em menos de vinte e quatro horas”.
Quem avisa amigo é – esse desastre está anunciado há muito tempo – devemos nos preparar para dias cada vez mais tormentosos, em se tratando da violência materializada. Numa das ocorrências, a que mais nos interessa comentar: “na escola César Pupim – o Sesi – no bairro João Paulo II, o aluno E.M.C, 13 anos, ameaçou agredir um professor quando teve sua atenção chamada para parar de falar ou falar mais baixo e não atrapalhar a aula; segundo a polícia. O aluno teria dito que pegaria uma arma com um amigo e que se vingaria do professor – a denúncia seguiu os trâmites normais e o aluno acabou recebendo férias de dois dias (a antiga e temida suspensão) – chamada a mãe, foi agredida a socos e tapas pelo filho já fora da escola, sendo necessária a presença da PM para conter o aluno. O caso foi encaminhado para a Delegacia da Defesa da Mulher e à Vara da Infância e Juventude e para coroar o fato a Assessoria da Secretaria de Estado de Educação, disse que a Diretoria vai apurar a veracidade dessas ocorrências e, só então, tomará as providências cabíveis”.
A cada um segundo suas obras, quem mais tem condições, mais terá que prestar contas a si mesmo. Não temos interesse em comentar as ocorrências segundo a visão de mundo da maior parte dos envolvidos pais, família, educadores, políticos e sociedade – para esses, que procurem dormir com o quarto fechado a sete chaves e de capacete, para que não tenham suas cabeças arrebentadas pelas próprias crias ou filhotes. Por exemplo: quais as providências cabíveis que os dirigentes da educação poderão tomar neste caso? O que a mãe agredida deve fazer? Quem se interessa pela educação, a não ser quando ela invade as páginas policiais? O desinteresse pela educação baseada nos valores simples que o Mestre Jesus ou Sananda, nos trouxe é a causa básica de todos os descalabros que estão apenas no começo; teimamos em viver num mundo infantil de faz de conta. Por exemplo na educação brasileira: os alunos fazem de conta que aprendem, os professores fazem de conta que ensinam, o Estado faz de conta que gerencia e que paga o merecido valor, a família faz de conta que fornece valores éticos e o resultado, está começando a aparecer – preparem-se, dias mais fortes de exemplos, virão.
Um amigo meu, “idiota” e tarefeiro de uma casa espírita onde tento trabalhar me disse: Isso é coisa de índigos! Já outro de outra casa: Mas, onde estão os índigos que tanto falam e que deixam isso acontecer – para mim, essa coisa de índigos, é papo de vendedor de livros...
Qual o papel das crianças índigo nessa história?
Será que está azulando, branqueando ou pretejando?
Colorações da aura à parte, explicar o que ocorre (começa a ocorrer) é bem simples: ainda somos seres muito mal educados em se tratando de evolução espiritual; agressivos, e com ímpetos para a violência – porém, no ritmo antigo de experiências dava para "levar numa boa", coisa do tipo: lá de vez em quando uma experiência, um teste – a lei de causa e efeito parecia uma "tartaruga ninja"; era um tal de por e tirar máscaras de santidade e de conveniência; porém no ritmo atual não podemos mais disfarçar nossa agressividade e impulsos para a violência com bater de portas, dar uma de louco ou fingir depressão (para os mais "pilantras" da evolução), falar palavrões, pisar duro e outros disfarces – no presente momento, quando menos esperarmos já agredimos o outro (no físico com tapas, socos, facadas, tiros), ou fomos agredidos.
Quer viver essa experiência?
Continue ignorando os ensinamentos do Mestre. Estude-os muito; sem praticá-los. Tente comprar a ajuda dos amigos espirituais, criando centros espíritas de fachada para teus interesses mais mundanos; continua assim meu amigo, e receberás em troco uma lição maravilhosa que aos olhos dos outros, com certeza não aos teus, parecerá um mar de sofrimentos, uma saraivada de provas, cada um interpreta segundo os interesses do próprio espírito.
Ainda duvidas?
Tua hora vai chegar "mané"!
Principalmente se fores dirigente de centro espírita, coordenador de tarefa, tarefeiro, palestrante, dono de editora, livreiro, divulgador da Doutrina, leitor. Ah! Ainda, adoras um romance? Então na próxima existência (com certeza não aqui na Terra; servirás de exemplo para outros, seja por via falada, provavelmente, ou por outras formas, de tudo o que u espírito não devia fazer)...
Para finalizar.
Adivinhe a que religião ou sistema de crenças a mãezinha que foi agredida pelo filhinho do coração pertence?
Juízo moçada espírita...


Relação de artigos de Américo Canhoto...

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Américo Marques Canhoto - Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito.


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