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CHEGANDO À CASA ESPÍRITA

EDUCAR PARA UM MUNDO NOVO

A REFORMA ÍNTIMA COMEÇA NO NERÇO

Quando bate a CANSEIRA

O ano está no fim: o que fazer quando bate a canseira?

AMÉRICO CANHOTO

Cheguei ao final do ano muito cansado – será o excesso de trabalho? O trânsito caótico? A luta para manter o emprego? A energia humana anda escassa? Parece que sim: Veja quantas pessoas se arrastam para levar adiante um simples dia após o outro, muitos, dopam-se com remédios estimulantes para “pegar no tranco” ou tomam baldes de café ou de bebidas á base de cafeína e outros bagulhos do gênero – aceleram a mente e as células, atropelam a si mesmas a Deus e o mundo e, depois, à noite após atacarem a geladeira, na inútil e sem sentido, tentativa de dominar a ansiedade e o medo, drogam-se para pegar no sono e dar a dormida dos justos – dormir que nem um anjinho – nunca mais. Ouça, não agüento! Chega! Socorro Meu Deus! Pense, a visão de mundo que, nos foi posta coloca os fenômenos normais contra os paranormais; inutilmente; pois quantas coisas novas parecem não ter nada a ver uma com a outra; mas, misturadas com as antigas tem tudo a ver; por exemplo: “um simples olhar é capaz de fulminar um desejo, uma intenção nossa e, até de, alterar a estrutura da matéria”. “Cuidado com seus desejos e anseios; pois eles podem se transformar em realidade”. Portanto; “vigia e ora”... (Jesus) – esses paradigmas que antes pareciam coisa de mágica ou sobrenatural, no presente têm explicações bem simples e claras através da física quântica; que até pouco tempo soava a coisa de visionários, algo de compreensão muito difícil. Mesmo para nós simples pessoas bem comuns, observemos quantos tipos de energia influenciam nossa vida: Energias celestes. Calor. Vento. Frio. Secura. Umidade. Energia terrestre (telúrica). Energia Fonte. Energia Nutritiva. Energia de defesa. Energias perversas (princípios da milenar medicina chinesa). Mas, e daí? Como posso gerar energia para não me sentir tão esgotado? Não há geração de energia, apenas: transformação, dizem os modernos físicos. Mas, e até onde e como tudo isso pode nos afetar? Qual a relação entre meu cansaço e esses conceitos sobre energias? Pensou bem? Começa a entender o que Jesus quis nos colocar sobre o final dos tempos? Ainda não? Então, tente desmaterializar o raciocínio para adequar a visão de mundo e de realidade; pois como Ele bem disse, somente ela nos libertará. Até ontem, o homem encontrou na magia a maneira mais próxima de se relacionar e de se favorecer da realidade a respeito da energética vital; mas, métodos e rituais são complicados, chatos – a idéia é essa mesma, pois foram bolados por mentes que querem nos dominar explorando nossa milenar preguiça de pensar; o que, levou algumas pessoas mais libertas e de mente mais ativa, a pararem para pensar; mesmo que, de forma instintiva; não importa. Tudo caminha mais ou menos conforme o previsto por nossos Avatares. Embora, ainda hoje seja crescente o número de seitas e religiões que têm a intenção de explorar as coisas do além; e não se trata apenas de grana, mas também, de aparentar poder como curar ou harmonizar através do passe na Casa Espírita e outras atividades que se assemelham – mesmo dentre elas, poucas explicam de forma simples e clara, o que está em jogo, desmistificando. Mas, nem tudo está perdido, pois graças ás experiências de muitos cientistas que se aventuraram a desvendar o sobrenatural cresce sem parar o contato do homem comum com as verdades a respeito da energia, e sua influência na vida, sem paradoxos místicos – para iniciar recomendo o filme “Quem somos nós”.
Bem vindos os novos questionadores em todos os segmentos da religiosidade e da ciência.
Nosso assunto de hoje atende ao pedido de uma leitora para dar seqüência ao artigo onde falávamos dos vampiros da energia – partes do texto foram repetidas apenas para dar seqüência no raciocínio sem precisar da leitura do outro texto. O apagão humano pode ser traduzido na nossa linguagem como: Não agüento mais! Chega! Desisto! Para nós, pessoas simples que lutamos para sobreviver, frente às inúmeras dificuldades do dia a dia, o que fazer frente a, esses novos enigmas da vida? Qual a diferença entre a energia atômica ou elétrica que acende a luz e faz funcionar aparelhos? O que isso tem a ver com desejo, vontade, disposição? Porque e, como estamos apagando? Onde estão nossas tomadas para nos plugarmos com as, energias da vida e do Planeta?
Para melhor compreender vamos brincar de misturar nossos conceitos sagrados com nossos parcos conhecimentos de ciência; misturemos o dito e conhecido ao ainda ignorado. A energia é nosso alimento espiritual; então o pão nosso de cada dia, não é feito de farinha; mas de elétrons, prótons, neutrons... Lembram da escassez de energia que ameaçou travar a vida das pessoas e a economia? O apagão da energia elétrica: nem lâmpada, tv, rádio, forno de microondas, internet, chuveiro quente, diversão eletrônica, etc. Lembram? Foi quase que a morte para sofisticados e consumistas espíritos que dependem da modernidade para que um dia voltem a ser..., simples almas, interconectadas. Deixem os mortos (eletrônicos) enterrarem os seus mortos (em corpo físico); disse Jesus.
Uma situação evolutiva de tecnologia capaz de conduzir muitas pessoas descuidadas à depressão, angústia ou pânico. Seres mortos em vida... eletrônica; apenas por verem-se tolhidos de usufruir da modernidade tecnológica, mesmo que por breves instantes. Essa falta de planejamento dos responsáveis pela política da “energia elétrica” foi “carinhosamente” chamada de “apagão” pela mídia. Uma “elétrica brincadeira administrativa”, uma gozação que, embora tenha engordado a conta bancária de muitos, deu choque no bolso e custou caro a todo mundo, seja em termos de estresse de racionamento ou o medo de um colapso: Vou ficar no escuro! Estou de volta à idade da pedra! Não vou mais poder assistir televisão! Todo mundo, cada um do seu jeito ficou muito bravo, com medo e revoltado; da mesma forma pessoal, cada um reagiu a seu modo: a maioria xingou os (ir)responsáveis pela política energética do “País”. Naquela ocasião, alguns até aventaram a possibilidade de que os  políticos corruptos tenham surrupiado as verbas destinadas ao setor elétrico, outros até, puseram a culpa no coitado do São Pedro que não mandou a chuva necessária; muitos puseram a culpa nisso ou naquilo segundo sua visão de mundo; segundo a cultura nacional muitos gatunaram a conta.
Na interativa vida humana, quando uns erram todos pagam, se de braços cruzados – É interessante colocar aos leitores que não participam diretamente das atividades espirituais um alerta, que vem sendo dado em muitos lugares diferentes e por todo planeta: bilhões de espíritos, neste final dos tempos, serão transferidos para moradas da Casa do Pai compatíveis com sua evolução, onde hibernarão por aproximadamente dez mil anos até que seu DNA seja adaptado e torne-se compatível com o dos seres que ali labutam no esforço evolutivo. Mas, voltando ao nosso exemplo, onde a coisa pegou mais forte na revolta social foi no “bolso furado” pelas sobretaxas provisórias que sempre viram impostos ou taxas definitivas (Ah! Esses vícios culturais brasileiros). Como sempre, uns aprenderam a lição e tentaram economizar; mas outros; os que se acham mais espertos ou inteligentes imaginaram dar um jeitinho de subverter as leis da realidade, buscando pistolões mentindo ou até inventando meios de manter o consumo anterior; meios legais ou não; isso parece piada, mas não se preocupavam em economizar ou racionar; o que eles queriam mesmo era continuar gastando como antes, de preferência sem pagar; passada a crise como sempre acontece na vida do homem, uns aprendem as lições, e no caso, continuam economizando e usando apenas a necessária, outros deixam para aprender de forma mais sofrida, no futuro, como os pecadores convictos que reclamam sempre até que a dor, o sofrer de qualquer tipo sinalize a eles de forma absolutamente clara que, desculpas e justificativas não mais serão aceitas. A intenção dessa brincadeira usando novamente o anterior apagão da energia elétrica (preparem-se, pois o que vem pela frente será bem mais drástico) é mostrar que energia humana não é abstrata nem subjetiva, e que tudo que ocorre em qualquer área do universo, do micro ao macro, acontece também, na intimidade do homem. É inegável que vivemos entre nós candidatos a seres humanos, um momento de escassez de energia vital; a dos seres vivos. Da mesma forma que as disponibilidades naturais de transformação das potencialidades em energia elétrica; os reservatórios de energia universal e vital continuam os mesmos e, sempre à disposição de quem os queira usar; mas, nosso problema continua sendo o livre arbítrio e, a recusa em pensar, antever, planejar a forma mais inteligente de usá-los. Nós ainda vivemos em descuido e, movidos por interesses de obter vantagens, sempre as mais imediatas possíveis; isso nos leva a, nos drogarmos de forma legal (medicina, por exemplo) ou ilegal, o que além de perdermos a conexão interna nos conduz à perda da sintonia com os reservatórios de energia vital. Olha ai o reflexo da incompetência política do setor energético! A falta de planejamento e de gerenciamento da nossa vida fez com que os gastos de energia vital aumentassem em progressão geométrica e os cuidados com os reservatórios e com a melhor forma de manejá-los foram dispensados (tal e qual na política dos governantes com relação à energia elétrica). A sensação de esgotamento da energia vital é coletiva. Alguns estão realmente apagando e, sendo obrigados a racionar, até na iminência de um colapso. Um sem número de pessoas está “travando”, “patinando” sem sair do lugar – drogam-se cada vez mais – tentam continuar acelerando e afundam, atolam-se nos próprios desejos ou nos dos outros. Não conseguem acabar o que já está começado nem iniciar nada novo; e, sem que tenha havido nenhuma extravagância nenhuma noitada, nada fora do “normal”; apenas continuam dentro do seu “estilo de vida” básico; tudo continua na velha rotina, e mesmo assim, há dias em que acordam com a sensação de uma ressaca daquelas. Parece que andamos na gandaia a noite toda, ou melhor, estivemos várias noites seguidas na farra. Ressaca total. Física e moral: extenuados e com uma sensação de culpa inexplicável. A sensação que predomina, é a de que não daremos mais conta do recado e de que nada mais vale a pena. O pior é não achar resposta para isso: correr feito doido. Tanta coisa para o quê? Sob o peso dessa sensação até chegamos a Imaginar que a qualquer momento vamos morrer; boa hora para questionar a tal de morte; pois os desencarnes em massa, motivados pelas conseqüências do estresse crônico vão deslanchar em 2008. O que sentimos de verdade, de realidade ou vida, é que chegamos ao limite de nossas forças, estamos no fim da picada; será que isso, é que significa vivo ou morto – como tentou nos alertar o mestre Jesus? Viver é levar a vida do jeito que está: na correria? E morrer será não dar conta? Se para você, isso, já começou: não se assuste meu amigo, essa sensação não é um privilégio seu; pois bilhões de pessoas estão se sentindo no fim da picada.
O que fazer?
O primeiro impulso é o de acreditarmos na idéia que tentam nos vender: você está precisando de vitaminas! Pode ser até aquela receitada na televisão por aquele sujeito famoso. Mas como não são bobos, os da mídia, já antevendo o resultado indicam no comercial o próximo passo: “a persistirem os sintomas consulte um médico – o que também nem sempre vai ajudar muita coisa”. Dentro dessa lógica de consumo, alguns usam o raciocínio simplório do neurótico: é melhor comprar logo a mais cara, a mais potente, a mais completa, aquela que vai liquidar com esse cansaço rapidinho, rapidinho. Pode até dar certo na primeira tentativa, às vezes, nem na primeira dá o resultado que o sujeito esperava. Daí, o próximo passo é consultar um médico. O seguinte é fazer um monte de exames para retornar em seguida, e comprar mais um monte de remédios. Depois, para muitos, a decepção, que leva a, várias possibilidades: a mais comum é a depressão ou o sentir-se vítima do destino ou disto ou daquilo e seguir tocando a vida aos trancos e barrancos até quando for possível; a outra, é buscar novas alternativas para a volta à vida criativa e construtiva. Há os que buscam tratamentos alternativos, mas que de um jeito ou de outro também se mostram provisórios. A última cartada: buscar participar de forma ativa da cura da falta de energia e de motivação (coisa para poucos), buscando reformular a personalidade, revisar valores e conceitos, trabalhar na sua própria intimidade, reciclando a visão de mundo, essa sempre dá certo, mas tem um custo muito alto para alguns: reformar o estilo de vida, a intimidade, os valores.
Estamos perdendo contato com a realidade da vida e, isso, nos assusta e aflige, adoece e mata em vida.
Na nossa pequena cabeça há uma enorme confusão entre cansaço físico, neurastenia, esgotamento mental, emocional, falta de motivação para a vida, lidar mal com a frustração, depressão, pânico, angústia existencial, estresse agudo, estresse crônico. É necessário e urgente diferenciar uma coisa da outra. Analisar uma de cada vez para depois juntar tudo, é mais prático e eficaz. É o que tentaremos fazer. Para compreender o que ocorre conosco neste momento: como anda a nossa vida e seus acontecimentos, o que pensamos sentimos e fazemos, é preciso “desmaterializar” nosso raciocínio com urgência, pois quem teimar em viver segundo idéias centradas apenas na visão da matéria ou terceira dimensão estará em sérios apuros e não conseguirá explicações lógicas, práticas e inteligentes do porque as coisas até pouco tempo funcionavam a contento, e agora, não mais funcionam. Até pouco tempo era possível levar a vida aos trancos e barrancos sem muito problema, mas quer acreditemos, gostemos ou não: essa fase acabou. Perceber a matéria como base de tudo é ilusão, ela é apenas um dos estados da energia; como a água que existe em vários estados: sólido, liquido e gasoso. Viver apenas no mundo dos sentidos físicos é limitar a própria vida e condenar-se ao sofrer e à revolta. A terceira dimensão é uma forma de disposição e de atração de elétrons; nada além de simples arranjo eletrônico que permite aos sentidos físicos identificar o mundo das formas. Vivemos ao mesmo tempo em várias dimensões da vida. Temos um corpo físico e vários outros que podemos chamar de extra/físicos ou bioeletrônicos: corpo mental, corpo emocional, corpo astral, etc. Todos formam uma unidade que não pode ser partida em pedaços, senão para metodologia de estudo. A energia que nos dá forma e nos constitui é a energia vital que todo ser vivo possui. Todos esses corpos bioelétricos estão em constante interação, o que ocorre num acontece ao mesmo tempo nos outros. Cada pensamento emitido é uma onda de bioenergia com freqüência e amplitude específica. As emoções e os sentimentos as amplificam e potencializam. Medo, coragem, ansiedade, discernimento, arrogância, avareza, inveja, paciência, desejo de vingança, mágoa, perdão, cólera, traição, etc. Cada uma dessas unidades de pensar/sentir/agir tem seu padrão vibratório específico, capaz de produzir um conjunto ação/reação em si mesmo, nas outras pessoas, e no ambiente terrestre e extraterrestre ou universo. “Vigiai e orai” não é balela religiosa, é física e matemática, uma forma voluntária capaz de regular o padrão vibratório individual e coletivo para seres que já detém a possibilidade do raciocínio contínuo. É possível ao homem controlar o seu padrão de emissão vibratória; usar ou não essa capacidade é problema de cada um; mas, que se torna problema de todos.
Humanizados, somos capacitados a controlar nosso poder criativo e regular nosso botão de sintonia mental, escolher nossas companhias energéticas. Quem aprender a dominar o pensamento já estará a um passo da humanização.
Os motivos que levam as pessoas a não se humanizarem de acordo com as capacidades que já desenvolveram são muitos e variados. Mas, a base de todas as nossas dificuldades atuais são o medo e a preguiça de pensar. Em especial, o medo de assumir responsabilidades frente a escolhas, permite o aparecimento de espertalhões a tirar proveito dos outros, e  que se localizam tanto na face religiosa da vida quanto na científica. A melhor política de vida para as pessoas comuns é crer desacreditando ou desconfiando, sem tornar isso uma paranóia ou um processo de projeção; como nos disse de forma bem poética o Mestre para sermos mansos como as pombas e prudentes como as serpentes. Fuja de toda pessoa que não acredita em nada nem em ninguém; pois ela é capaz de te prejudicar quando tiver seus interesses contrariados.
A maior parte de nós não tem consciência, ou seja: não controla nem dez por cento do que pensa, sente e age.
O comando da vida da maioria é um padrão subconsciente antigo e automatizado. Funcionava razoavelmente até pouco tempo, daqui em diante, permitir que ele comande a vida será um desastre. Como exemplo, a irritabilidade: se reajo contra uma situação com ira, significa que sou uma pessoa que se irrita com facilidade frente a um empecilho natural, um acontecimento ou contra determinada atitude de alguém. Não é a situação que me torna irritável; essa já é uma característica minha. O que ocorre é o inverso da forma como costumamos analisar as situações desse tipo; como um imã, ela é que atrai as pessoas e os acontecimentos que evidenciam como sou. Perceber isso, e o que deverei fazer para mudar esse estado de coisas é outra história; pois, pensamos, sentimos e agimos vinte e quatro horas por dia; apenas não desejamos nos conscientizar disso.
Algumas causas da falta de energia vital:

Estresse crônico
Tentar não ficar para trás ou viver sempre na frente dos outros consome uma grande quantidade de energia vital. Viver segundo os preceitos e as leis da neurose não é fácil; não é para qualquer um não. Quem não aprender a repor a energia vital que o estilo de vida neurótico consome em larga escala está se excluindo, morrendo em vida, apagando. Ter, possuir, aparentar é a meta do vencedor, preconizada pelos que ditam regras e valores para a maioria normal seguir. Para atingir as metas do desejo que, muitas vezes, nem desejamos tanto assim, damos permissão para os outros nos dizerem o que é preciso fazer. Para quem pensa pouco, o momento é muito delicado; pois, no presente, as vítimas da neurose não são apenas os adultos, com a ganância bem aguçada; já está “sobrando” até para as crianças, pois a vida voltada para o consumo exagerado de energia começa a atingir o homem desde muito cedo; com isso a neurose está reduzindo a fase da infância cada vez mais precocemente; a turma que parecia ter nascido ligada no duzentos e vinte volts; está apagando mais cedo do que o esperado e, a cada dia surgem crianças com doenças decorrentes do estresse crônico que até pouco tempo atrás apenas atingia os mais velhos.

Consumo de alimentos mortos
Apenas parte da energia vital que absorvemos vem dos alimentos. Somos animais onívoros que podem comer tudo o que conseguirem mastigar. Apenas diz o bom senso que devemos observar bem o que é bom para o corpo e o que não é. Coisa que a maior parte não faz. Não satisfeitos com a agressão que fazemos a ele ainda tomamos remédios para conseguirmos agredi-lo com mais força e por mais tempo. Embora permaneçamos a vida toda na fase oral, curtindo a sensação que o alimento proporciona e comendo muito além do necessário não conseguimos aproveitar-lhes a energia vital. Os motivos do prejuízo energético são vários; boa parte dos alimentos que, comemos, ficam no vermelho, pois gastamos mais energia para que sejam processados e absorvidos do que podem proporcionar.
Uma das mais nefastas invenções já feitas foi a geladeira; que nos permite a conservação de cadáveres; boa parte do que consumimos hoje como alimento já morreu; não tem mais energia vital - segundo experiências feitas com base, por exemplo, na foto Kirlian; após três dias tudo que é retirado da natureza ou abatido fica com zero de carga de energia vital, ela se dissipa. Para quem mora nas cidades a maioria dos legumes, e das frutas consumidas já morreu faz tempo; pois foram colhidos há vários dias. Apenas as verduras não duram tanto tempo sem estragar. As carnes, aves, vísceras e peixes só não apodreceram devido ao congelamento ou refrigeração. O prejuízo que os alimentos refinados e industrializados vai mandar um incalculável número de pessoas para o túmulo, breve, muito mais breve do que queremos imaginar.

Respiração inadequada
Uma grande parte da energia que retiramos e absorvemos da natureza nos chega através da respiração – vale a pena ler a segunda parte do livro “Evolução em dois mundos”, ditado pelo Espírito André Luiz ao médium Francisco Cândido Xavier a respeito da importância da respiração chegando ao plano espiritual. Em virtude de vários fatores (vamos analisar alguns) respiramos cada vez pior; parece engraçado, mas desaprendemos a forma de respirar natural. Para conseguir uma boa qualidade de vida temos a necessidade de respirar de forma correta. E não apenas para oxigenar de forma adequada as células e os tecidos; mas, também para manter os reservatórios de energia vital.
A respiração correta se faz inspirando pelo nariz preenchendo os pulmões com a ajuda do abdome, retendo o ar o máximo possível e expirando pela boca. Inspirou a barriga estufa, expirou a barriga murcha – hoje, fazemos ao contrário.

Causas de respiração incorreta:
Doenças de vias aéreas superiores: rinite, sinusite e aumento das adenóides. A maior parte dessas doenças decorre de problemas alérgicos cuja instalação obedece à soma de exposição continuada a vários estímulos alergênicos: inalantes ou tudo que respiramos como odores, poeiras, fungos, ácaros, fumaças, poluição. Mudanças de temperatura: gelado, ventilador, ar condicionado, mudanças climáticas. Ingestão de medicamentos. E determinados alimentos. Ingestão de aditivos químicos usados na alimentação industrializada, agrotóxicos.
Doenças pulmonares: asma, bronquite, enfisema pulmonar.
A ansiedade doentia que leva o indivíduo a automatizar uma respiração superficial e diafragmática.
Reaprender a respirar é condição básica para que as pessoas recuperem a energia vital suficiente para uma vida de boa qualidade, disposição, prazer e alegria de viver.
Isolamento da terra.
O planeta é um grande magneto do qual fazemos parte. Dele provem a, energia que forma nosso corpo físico e os corpos extra/físicos. Interagimos o tempo todo com a energia que emana da terra. O uso de materiais isolantes no revestimento das ruas e das casas de certa forma dificulta que o fluxo de energia telúrica nos abasteça e nos revitalize numa troca permanente. Para piorar as coisas, quase que o tempo todo, nos isolamos da terra, evitando o contato com ela ficando em cima de calçados de sola de borracha ou de plástico; a criança instintivamente tenta permanecer descalça o mais possível; mas, o adulto a impede usando os mais variados motivos culturais e sociais. Um deles que embora seja real e prejudicial para algumas pessoas pode ser corrigido com certa facilidade, é que o choque térmico de frio nos pés pode levá-las a ativar suas alergias respiratórias, desencadeando crises de coriza, espirros, tosse. Permanecer descalço em contato com a terra durante uma parte do dia é uma forma de nos revitalizarmos. Aprender a tomar consciência desse fato enquanto estamos descalços nos faz entrar em sintonia com essas energias e as aproveitamos com mais eficiência. Uma boa dica é usarmos em casa aquelas sandálias de junco que se encontram à venda nas feiras típicas do fim de semana no bairro da Liberdade em SP.

Personalidades múltiplas: hipocrisia
Uma das crueldades que cometemos com a criança é ensiná-la a esconder dos outros as tendências, impulsos, compulsões, a personalidade inata. Além dos muitos outros problemas que a hipocrisia traz um dos mais importantes é o consumo absurdo e desnecessário de energia vital. Tentar esconder dos outros, quem somos nós; o que pensamos e sentimos custa muito caro quando se trata de administrar as energias da vida. Tentando parecer o que não é, o homem se desgasta cada vez mais e, perde além, de energia vital: seu precioso tempo e oportunidades de mudanças que podem demorar um pouco a retornar. Mantemos em média cinco ou seis personalidades. Na vida em família, no trabalho ou na escola, na relação com os amigos, na relação com os desconhecidos, na vida religiosa, na relação afetiva.  Para piorar mentimos de forma descarada ao teimarmos em viver de ilusões como se fossem a realidade. Nesse caso o problema é maior ainda. As mais esgotadas são aquelas que mentem mais do que as outras; pois manter-se em alerta o tempo todo para não ser descoberto pelas outras pessoas custa uma fortuna em termos de energia vital e em razão disso em qualidade de vida.
Buscar a transparência de forma ativa e planejada é uma condição essencial para sobreviver nos próximos tempos.

Conflitos emocionais
No estilo neurótico de viver os conflitos íntimos e de relacionamento são inevitáveis. Aprender a bem administrá-los é uma condição necessária a uma vida mais saudável, feliz e longa. Há dois tipos básicos de conflitos: íntimos e os com o meio em que o individuo vive (pessoas, cultura, educação, valores sociais). Os que acontecem na intimidade têm origem na desarmonia entre instintos, razão e emoção. Nossa parte mais antiga são os instintos. Alguns foram pervertidos na fase de trogloditas quando descobrimos os prazeres e as sensações. A essa perversão, alguns dão o nome de pecado. Essa conotação quando recebe valores religiosos ou sociais aumenta o conflito íntimo ou o realimenta. Ao longo do tempo criamos verdadeiros nós difíceis de desatar.
Um exemplo sempre atual é o problema da perversão do apetite que nem sempre leva á obesidade – muitos magros raquíticos e cansados que comem feito desesperados, pode ser vistos por aí, aos montes. Muitos já o trazem de forma inata como forte tendência para a perversão do apetite, que hoje é alimentada pela ansiedade doentia. Isso vai ser reforçado pela educação alimentar ou ensinado de forma forçada nas crianças normais. Os adultos fazem questão de ignorar o real significado de nutrição. Nutrir para a maioria é encher a barriga, empanturrar. Vamos ao conflito: o sujeito é treinado na infância para ser uma máquina de comer (lima nova, bom de boca, se alimenta bem, etc.). Se não engordar não tem muito problema até chegar ao diabete; como exemplo, daí em diante o bicho pega; já se tiver tendência para engordar, até a infância não tem muito problema; mas depois de algum tempo o conflito entre o desejo de ser belo, magro, cobiçado e amado como preconiza os valores da sociedade neurótica e a vontade compulsiva de comer cria um conflito dos diabos que parece não ter solução para a maioria. Esse nó entre instinto, razão e emoção é um ralo por onde se escoa grande parte da energia vital do individuo - os gordinhos parecem mais cansados do que os outros não pela gordura em si; mas também pela perda de energia vital devida a esse conflito.
Todos os vícios levam à perda da energia vital. As lutas que dia menos dia somos obrigados a fazer para eliminar tendências, impulsos e compulsões levam à perda de energia vital.
Na vida de relações, a neurose acentua o egoísmo e o orgulho. O desejo de ser mais e melhor que o outro, de buscar tudo apenas para si e para os seus acentua os conflitos neuróticos e o consumo e a perda de energia vital é enorme.
Muitos são as neuróticas formas de se jogar energia vital fora: As cobranças íntimas tão marcantes no que se imagina perfeito são um ralo por onde se escoa grande parte da energia vital. Tentar controlar a vida dos outros. Sofrer com os outros ou pelos outros. Fazer tarefas que não são nossas. Cultivar a culpa, o remorso. A vingança e a retaliação. A não aceitação e a revolta. Apego a bens ou a pessoas. Focalizar a atenção na doença, no mal, no pessimismo.
Tentar aprimorar a personalidade ou humanizar-se pode ser feito com ganho ou com perda de energia. Brigar contra os defeitos de caráter é a forma menos inteligente e leva à perda de energia além de reforçar o lado negativo. Desenvolver com alegria e prazer as, qualidades humanas que nos faltam é a atitude mais inteligente e reforça as reservas de energia vital.

Vampiros da vitalidade alheia
Muitas pessoas descobriram sem perceber que é mais fácil roubar energia vital dos outros do que captar da natureza e os “mamadores da energia vital alheia”, estão por toda parte: no lar, na escola, no trabalho, na rua. Identificá-los é muito fácil, basta prestar atenção na energia vital própria. Quando algum desses “folgados” interage conosco a sensação que se segue é de esvaziamento seguido de um cansaço infernal. Conforme colocamos no artigo sobre eles; escapar do ataque dessas criaturas, embora seja simples; não é fácil, pois o número de artimanhas inconscientes que usam é incontável. Tentar fugir deles não resolve, até porque muitas vezes são criaturas muito próximas de nós na afetividade: pai, mãe, irmão, namorado, marido, filho, etc. O negócio é enfrentá-los com inteligência, de forma simples, fácil e gratuita e natural: amamentá-los com pensamentos de paz, força, alegria; de pronto eles recebem o alimento nutricional do espírito chamado amor, e, mais energizados nos dão uma folga. O melhor de tudo é que a lei de retorno está cada vez mais acelerada, quando agimos assim somos os primeiros a receber de volta o que enviamos. Puro lucro. Um alerta dos mais importantes: o “caboclo mamador da energia alheia” podemos ser nós mesmos; a roubar energia dos que nos cercam. E, se formos nós que mamamos a energia dos outros? E o que acontece numa família ou num lugar de trabalho, onde se encontram muitos desses “folgados”? O que fazer? Simples, roubou basta devolver e com juros. E, ladrão que rouba ladrão? O mecanismo de resolução é o mesmo; muito cuidado com o refrão de nossos vampiros políticos: rouba, mas faz! Seguir essa política de vida é dar um tiro no pé ou comprar uma passagem só de ida para uma bem distante morada na Casa do Pai.

Entretenimentos
Os estímulos mentais, emocionais geradores de medo, ansiedade e angústia dominaram a indústria que vive de ou para entreter as pessoas. O corpo físico foi relegado a um mero expectador e sofrendo as reações de mentes infantis e primárias misturados a descontroles emocionais; o resultado não poderia ser mais catastrófico e seletivo. Sabe quanto custa no dia seguinte, em termos de cansaço e perda de energia vital, um estresse gerado por assistir um noticiário, um filme, uma novela ou jogar um game? Some isso a vários dias, meses, anos. A contabilidade pela sua importância e atualidade já está colocada em todos os nossos livros que já foram publicados.

Masturbação
Conforme colocamos no livro “Saúde ou doença: a escolha é sua”, o hábito cada vez mais arraigado do sexo solitário, leva a um desgaste energético fantástico. Na tentativa de descarregar as tensões do dia-a-dia, jogamos fora uma das mais importantes energias alimentadoras da vida na terceira dimensão: a energia liberada durante o ato sexual onde a intenção básica deve ser a de satisfazer as necessidades do outro dentro das leis do amor, nada mais nem além disso. O ato da masturbação é um dos maiores focos de obsessão à nossa disposição, pois o ato do sexo solitário exige do indivíduo uma vítima para suas fantasias.
Merecedor de amplas discussões, dia destes, voltaremos a tão grave problema evolutivo; sem nenhuma frescura religiosa; apenas baseada em aspectos de energia e assuntos afins - assim que for possível. Masturbadores compulsivos parecer-se-ão com minhocas a se arrastarem pela vida...

Consumo de água morta
Vida é movimento, estagnação é morte. Na impossibilidade de bebermos água corrente, é possível reviver a água através da agitação ou da transferência de um copo a outro como se estivéssemos resfriando um líquido. A energia liberada pela oração é capaz de transformar a água no remédio dos remédios. 
Cansei, a mim e a você. Tem dúvida sobre o que fazer? Ame. Quer a receita?
Até mais...


Relação de artigos de Américo Canhoto...

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Américo Marques Canhoto - Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de 1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto, Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu que esse médico era um espírito.


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