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A
paz
começa dentro de casa |
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O mundo melhor com o qual sonhamos
começa no lar |
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AMÉRICO
CANHOTO (ESPECIAL PARA O JORNAL DOS ESPÍRITOS) |
Sonhamos com um mundo
melhor onde paz e harmonia predominem na intimidade de cada um e na
vida social. Volta e meia nos deparamos na rua e nos noticiários com
campanhas, caminhadas, e passeatas contra as guerras e em prol da
paz. Slogans não faltam:Diga não à violência! Guerra não! Eu sou da
paz! Paz e amor!
Muitos já buscam a paz mesmo desconhecendo-a; outros, como algumas
crianças da Geração Nova, já a praticam automaticamente e sem
esforço.
Inúmeras são as lutas que se travam a seu favor. Nas ruas, na
imprensa escrita e falada. Paz da boca para fora. Palavras tão
estéreis quanto inúteis; enquanto não tivermos consciência clara do
que seja agressividade e violência.
Não tem sentido lógico, pessoas ainda agressivas e violentas nas
menores ações do dia-a-dia empunhando a bandeira da paz. E o que é
pior: cobrando dos outros atitudes mais pacíficas. Mais parece coisa
de gente que não tem e nem sabe o que fazer; que deseja aparecer ou
pretende vender alguma idéia ou produto.
Não desenvolvemos a sensibilidade de distinguir as atitudes
pacíficas das agressivas em nossas atitudes diárias. Não percebemos
realmente o que é violência e agressividade, exceto aquela que salta
aos olhos, escabrosa e truculenta: guerras, assassinatos, agressões,
estupros, tiros, facadas. E o que é pior, sentimos apenas a que nos
atinge ou nos choca; mas, encaramos como normal e como nosso direito
de reagir à que aplicamos nos outros, dos pensamentos às atitudes.
Somente seremos capazes de combater a violência quando aprendermos a
detectá-la em nós mesmos e, quando educarmos as crianças para que
sejam mansas e pacíficas, exemplificando, pois a educação é algo
compartilhado e não imposto. Palavreado não seguido de atitudes
coerentes não serve para nada; apenas atrapalha. Pessoas não se
educam com slogans, nem com palavras de ordem, e sim na prática, com
os exemplos de cada dia.
Antes de conseguirmos a paz nas ruas ela precisa ser conquistada no
íntimo de cada um e no ambiente familiar. A atitude pacífica deve
ser aprendida e exercitada na vida em família.
Como tudo que envolve o homem a paz não se consegue na canetada de
um decreto, com teorias mirabolantes ou num passe de mágica, é uma
conquista gradual, a partir do respeito pela própria vida e pela
vida do outro.
Alcançaremos um estado de paz relativa, quando nos lares não houver
mais: Guerra pelo poder de controlar. Competição. Mentiras.
Traições. . Violência verbal. Agressão física.
Desse ponto em diante todas as lutas sociais em prol da paz serão
vitoriosas.
Ainda é do nosso feitio usar palavras e frases sem parar para pensar
no seu significado real; uma das muitas que usamos relacionada com o
tema é: “Sou uma pessoa muito boa e pacifica, desde que não pisem no
meu calo, desde que não mexam comigo!”...
Ser manso pacífico é diferente de estar em paz; muitas vezes de
forma provisória, sob a ação anestésica das justificativas. Ser
manso e pacífico é um estágio definitivo de conquista, no qual o
indivíduo não ofende nem se sente ofendido, e vive num estado de
ausência de violência sem precisar explicar nem justificar
atitudes. Não precisa pedir perdão nem perdoar.
Na fase de não violência ou estar em paz, ainda precisamos perdoar e
sermos perdoados de forma condicional num primeiro estágio e depois
incondicional numa fase mais avançada. Nosso processo de humanização
é lento e gradual; ao tentar conter impulsos agressivos o homem
"troglodita" que ainda habita em nós, dá início ao processo de
humanização verdadeira, passo a passo. Outra coisa que tomamos como
verdade: afirmar que o homem agressivo e violento é um animal. É
preciso que fique claro que o animal não é agressivo; apenas se
defende quando é ameaçado de alguma forma; suas reações são
puramente instintivas, exceto nos que convivem há muito tempo com o
homem - os chamados animais domésticos possuem uma capacidade
de captação mais poderosa do que o das
crianças pequenas, tanto que adotam com o passar dos anos, o “ar" ou
o "jeitão" dos donos e, assimilam também algo da forma de reagir das
pessoas com as quais convivem, por isso eles podem se mostrar agressivos ou
dóceis. Quem chama uma pessoa agressiva e violenta de animal está
cometendo uma injustiça.
Interessa-nos nesta
conversa, a revisão de alguns conceitos relacionados com a paz ou a
falta dela segundo a ótica da educação do espírito; em especial o
que acontece entre as paredes de um lar. Como nos comportamos na
vida em família? Somos da paz ou da guerra? Da concórdia ou da
discórdia?
Agressividade
Tendência a atacar
com o único motivo de sobrepujar, provocar uma reação no oponente
com objetivo de subjugá-lo ou matá-lo. Na atualidade nem sempre o
agressivo ataca de forma explícita, ela torna-se cada vez mais
subliminar e difícil de ser erradicada. Em alguns meios é quase que
considerada uma “virtude" para tornar-se um vencedor sobre os "pacatos
e cooperativos”.
A atitude de
provocar é ignorada como um sintoma de agressividade; no entanto é a
mais comum em múltiplas situações da vida moderna e uma das mais
perigosas para a paz íntima e social (como bem diz o ditado popular:
“quem procura acha.”). Na infância é fácil detectar esse tipo com
ímpetos de violência, pois vivem provocando a tudo e a todos, desde
crianças até os adultos, quase sempre de forma inconsciente, para
expressar seus dotes agressivos. O fato de serem sempre “do contra”
já é uma clara manifestação desses impulsos.
Passividade
Omitir-se quando é
possível agir é um crime contra a evolução. O passivo é um agressivo
interesseiro e sem muita coragem. As crianças da Geração Nova têm
muita dificuldade em cruzar os braços quando se trata de ajudar,
colaborar e até de lutar contra as injustiças; e se, por um motivo
qualquer são constrangidas a fazê-lo sofrem muito e podem até
adoecer.
Agressividade pura ou
reativa
A falta de valores
ético/morais e da esperança de conseguir um lugar ao sol da vitória
na sociedade de consumo, deixou a descoberto um tipo de violência
primária gratuita. Os que manifestam esse comportamento poderiam ser
diagnosticados na infância quando batem, mordem e arranham todos os
que aparecem na frente de seus desejos: pai, mãe, cachorro,
brinquedo e até o partes do próprio corpo.
Liberá-la sem
freios nem peias contra os mais fracos e desvalidos sempre foi a
tônica das almas problemáticas não importa que idade tenham. Na
atualidade essa modalidade é mais evidente e estudada na vida
escolar, recebe o nome de “bullying”.
O primata moderno
tão bem representado na atualidade pelo jargão “animal”. Fulano é um
“animal” nos esportes por exemplo, xinga, desrespeita os
adversários; porém bate recordes, é campeão. Em muitas situações do
dia a dia os com essas tendências são venerados. Heróis da massa
exibem tendência à violência e à truculência sem máscaras quando
seus interesses são ameaçados. Admirados quando considerados
vencedores; logo execrados por seus admiradores.
Permissivo
O aproveitador que
permite que a agressividade e a violência sejam aplicadas nos outros
para preservar seus interesses, costuma virar a casaca quando seus
desejos são prejudicados ou abrevia a existência de muitas formas,
quase sempre passiva como ele próprio: enfarta, cria um câncer, um
AVC, etc. Costumam reunir-se em bandos, congregações, associações ou
turmas. Gostam de ser conduzidos.
O que tende a desertar
da vida
O suicídio é o supremo ato de
falta de coragem e passividade não importa a forma nem o gênero. O
suicida é
um agressivo contido que desistiu de posicionar-se perante os
problemas e desafios que criou para si através das escolhas que fez.
O mentiroso
A mentira é uma
forma de violência que sempre foi muito usada. Pode ser instintiva
para preservar interesses imediatos como a vida ou deliberada para
atingir objetivos egoístas planejados. Tanto faz que sejam pessoais
ou coletivos. Antes era a mentira boca-a-boca, depois o rumor
popular, na atualidade a mídia de ação rápida é um cruel agente da
evolução tecnológica, espalha tudo em segundos. No entanto, dia-menos-dia, a lei de retorno mostra quem é quem. E escancara que a
verdade e a mentira não estão à serviço de nenhuma carência ou
excesso, apenas reflete quem as cria, quem lhes dá ouvidos e quem as
propaga.
Agressividade e
violência são estágios da evolução
Surge com o
desabrochar da individualidade ainda pobre em capacidade de
discernir. O instinto de sobrevivência e o egoísmo seguido do
orgulho (vontade e necessidade de sobrepujar o outro) são suas
bases. Sempre foi assim. A condição atual não é pior do que antes,
apenas mais á mostra. A decepção é porque nos iludimos com a
evolução da tecnologia e esperávamos uma condição de progresso
ético/moral compatível.
No momento, é
preciso vigiar mais, pois á medida que os perigos que rondam a vida
humana tornaram-se cada vez mais imaginários (medo de não ser mais,
de não possuir como o outro ou de não gozar o suficiente) a
violência e a agressividade assumiram uma condição cada vez mais
letal e mais difícil de ser detectada: subliminar, camuflada e até
legalizada, pois, muitas vezes encontram-se sob o manto de proteção
dos interesses dos que criam leis.
Agressividade formando
um padrão de atitudes violento
Alguns tomaram
gosto pela violência e tornaram essa reação primária um padrão de
atitudes subconscientes que levará muito tempo para ser modificado
(quase sempre às custas de um mais violento). Apenas a educação pode
reformar esse estado de coisas; porém ela deve provar que essa forma
de agir não é correta, colaborando para tornar a paz uma conquista
espontânea sem que sejam necessárias situações extremas de sofrer ou
causar sofrimento.
Quase sempre o
agressivo não o admite. A justificativa é sempre a mesma: o problema
são sempre os outros ou as coisas que não dão certo com os desejos.
Ainda temos pouca
consciência de nós mesmos e da nossa forma de reagir e, quando
agimos, não o fazemos segundo um raciocínio lógico e claro. O
agressivo pensa pouco.
Admitir e aceitar
deficiências de caráter é começar a solucioná-las.
Tradicionalistas
Permissivos/egoístas agrupam-se e usam o poder de maioria para
manter-se frente ás leis da vida defendendo com “unhas e dentes”
(poder econômico: leis e mídia) seus interesses ameaçados. Para essa
turma os fins justificam os meios.
Dogmáticos
Intelectualizados,
que sem descanso imaginam e criam peias e limitações para os outros,
violentando a expansão dos horizontes de perceber a vida dos que o
permitem, mediante a exploração de seus medos e da sua incipiente
qualidade humana. Sua arma principal é sempre o medo que procuram
despertar nos seus prováveis adversários.
Socialização
A vida corre célere
e cria a cada momento novos fatos que causam impacto em nossos
paradigmas. Para que possamos nos adaptar e tirar proveito é preciso
que as novas razões para sustentar antigos enganos, sejam
reavaliadas permanentemente, dia após dia. Especialmente na área da
educação os cuidados devem ser redobrados, pois, quando tentamos
enquadrar a criança num esquema onde aprende a não viver a própria
vida, amplificamos a agressividade e a violência que se encontram
nela camufladas, e que irão explodir em atitudes, logo á frente
quando provocadas.
O processo de
socialização da criança deve libertar-se da tentativa de acomodar os
interesses dos que mantém o poder a qualquer custo; a começar pela
vida em família onde há uma guerra permanente de interesses e de
domínio, pois isso cria todos os tipos de violência social que
choca: aprisionamentos, guerras, revoluções, etc.
Violência social
Começou quando
alguns se habituaram a essa forma de reagir e passaram a lucrar com
ela. Os mais desvalidos sofrem a violência dos mais fortes; quando
possível retaliam, etc. Todos os fracos de caráter terão seu dia de
agressividade e violência como que um grito de liberdade; que logo
os aprisiona aos próprios atos, tal e qual seus antigos algozes num
círculo vicioso; mas ás vezes até causam espanto aos passivos que a
tudo assistiam inertes.
A vida de relações
humanas sempre reflete o que vai na intimidade da maioria cujos
interesses se entrechocam dia menos dia.
Violência tecnológica
A tecnologia
proporciona inusitadas maneiras de expressão, até mesmo para a
agressividade e a violência em todas as suas formas e dimensões: os
poderosos escolhem grupos para manter seu comando.
A tecnologia na
violência urbana tem como uma das marcas registradas a que ocorre no
trânsito. Nele os modernos expressam a agressividade através de seus
veículos, fechando, brigando, agredindo, transgredindo como se
fossem suas antigas clavas, flechas, bordunas, espadas, aríetes.
De outro lado, a
tecnologia da web proporciona que surjam as gangues na rede. O que
era antes feito a boca pequena assume proporções nunca antes
imaginadas. Crianças e adolescentes criam sites para agredir,
coagir, e denegrir a imagem de colegas da escola ou da turma a
que pertencem. A violência depois costuma sair dos computadores para
a porta das escolas, das danceterias e das esquinas.
Violência subliminar
Quando descobrimos
a lei de causa e efeito e constatamos que a cada ação corresponde
uma reação, passamos a perceber que há formas melhores de resolver
os interesses mais imediatos.
A natureza não dá
saltos, de início tentamos esconder dos outros tais impulsos.
Dependendo da forma como essa percepção seja elaborada, surge ou
não, o sentimento da culpa ou remorso pelas violências já
praticadas. Nessa fase, o primeiro impulso é a tentativa de enganar
a lei camuflando a agressividade, se possível até dando-lhe ares de
santidade. Inclusive os experts em violência subliminar conhecem
todos os porões e meandros da justiça humana. Quando passamos a
sofisticar essa atitude de camuflagem é que nossos problemas de
violência íntima e social passaram a se tornar complexos e difíceis
de serem resolvidos, pois escondem-se sob os mais diferentes ardis
de jurisprudências. Atitudes de um mundo moderno.
A indução da mídia
A mídia não é a
responsável pela situação atual de agressividade e violência. Sempre
houve. Os acontecimentos que mostra e retrata sempre existiram. É
claro que água mole em pedra dura sempre dá resultados, e sua ação
sem o devido controle estimula e ensina aos que já estavam
predispostos a praticá-la. A desculpa do livre arbítrio dos
leitores, ouvintes e espectadores usada para justificar a forma e o
conteúdo do que é veiculado é incoerente, pois ele é pessoal e
limitado, pela falta de competência plena em discernir o que é bom
ou inadequado. Boa parte dos que atuam na área fingem ignorar a lei
de retorno; mas, quem propaga a maledicência vai colher
responsabilidades no futuro, e das quais desejará livrar-se, em
vão.
Autoviolência
É a que volta-se
contra o próprio agente. Quando o impulso de reagir ainda é forte e
já o identificamos, mas tentamos contê-lo sem que o tenhamos
racionalizado; ao invés de agredir ao outro agredimos a nós mesmos,
num processo chamado de somatização que se manifesta de forma mais
clara nas doenças auto-imunes.
Como as doenças da
alma se materializam no corpo físico?
Cada conjunto de
pensar/sentir/agir emitido é uma energia liberada que se irradia tal
e qual uma estação de rádio ou televisão, e que retorna ao agente
emissor. Faz o seguinte trajeto: centros de força, meridianos de
acupuntura, sistema nervoso, sistema glandular, todos os outros
sistemas, células, etc. Na contenção da onda de agressividade e
violência o outro escapa de levar uma surra verbal ou física; mas
acaba sobrando para o fígado, o estômago, o coração, a pele..., do
agressivo e violento contido. Desarticulando, adoecendo, morrendo.
Vacinas contra a
agressividade e violência
Para toda doença da
alma humana existe um antídoto e um santo remédio dentre eles:
Humildade
Aceitar cada
momento sem derrotismo, conhecer as capacidades, e estar em paz com
a consciência de que o melhor possível foi feito. Essa atitude,
acalma, pacifica e é portadora de um tipo de alegria que poucos
conhecem.
Tolerância
Aceitar a
diversidade e a individualidade ao admitir outros modos de pensar,
sentir, entender e agir diferentes dos nossos, é uma arte necessária
á conquista da paz.
Entendimento
Entender o outro é
o passo seguinte á conquista da tolerância; porém, é preciso que
abdiquemos do orgulho e do egoísmo ao admitir que somos tão
imperfeitos quanto todos.
Mansuetude
Qualidade daquele
que é manso, não violento, brando de gênio, pacato, sereno
tranqüilo.
Paciência
Amigo da paz. Ser
que cultiva a paciência íntima. E que de forma ativa busca e luta
pela conquista da harmonia entre as pessoas.
Perdão
Aprender a resolver
cada pequena mágoa no momento em que ocorre, é uma forma de vitaminar a boa vontade e a fortaleza de caráter. Somente os fortes
perdoam.
Quando eliminaremos a
violência?
Seu fim virá com a
educação que é a arte de humanizar. Consiste em eliminar pela
própria vontade e esforço o impulso de reagir e, não apenas
camuflá-lo ou contê-lo. Caso a opção seja apenas reagir aos
estímulos externos, a tendência é regulada pela própria violência,
ou seja um outro violento põe o indivíduo no seu devido lugar (ação
dos semelhantes).
O aprendizado da
lei de ação e reação, é o segundo passo para que nos conscientizemos
que agir com violência e agressividade não dá lucro. Nesse ponto, é
vital para que a sociedade se pacifique, a correta ação da justiça
humana, desde a legislação á aplicação prática.
A fase seguinte, é
tentar dominar essas tendências e esses impulsos, o que não se
consegue apenas em função da descoberta da lei do retorno. É preciso
praticar continuamente para adquirir um padrão de atitudes pacíficas
e até amorosas. Esse treino consiste de erros que devem ser
transformados em acertos.
Somos educadores e educandos ao mesmo tempo, não importa a idade, sexo, raça ou
escolaridade, a responsabilidade é de todos.
Numa sociedade onde
a doença é tão valorizada, os profissionais de saúde tem um
importante papel educativo para a paz. Esclarecer ao paciente a
importância de substituir impulsos e tendências de agressividade
para que consigam a cura definitiva de muitas de suas moléstias.
Economistas devem
ensinar as pessoas a usar o crédito de forma inteligente. Advogados
podem ajudar fiscalizando o correto cumprimento das leis, etc.
Cabe aos
educadores, ou seja a cada um de nós, em que qualquer lugar que
estejamos e, em qualquer atividade, ensinar uns aos outros que, o
que sinalizamos á vida ela devolve. Os problemas que aparecem em
nossas vidas sempre se originam da nossa intimidade. Situações,
acontecimentos ou pessoas não são responsáveis pelas nossas
atitudes, e sim nós mesmos pelo exercício ou não da vontade e da
inteligência.
Pode parecer
estranho a muitas pessoas que se deixaram levar pelo rolo compressor
dos noticiários; a seguinte notícia: o planeta está melhorando,
aumenta a cada dia o número de pessoas que amam e buscam a paz;
claro que eles ainda são em menor número e tem menos visibilidade na
mídia, mas estão em franco crescimento. A eles nosso respeito. Bem
vindos sejam os anônimos que onde quer que se encontrem confortam ou
consolam com palavras, atitudes, gestos, olhares ou com a simples
presença. Abençoados os heróis desconhecidos que já venceram suas
lutas íntimas transformando ira, agressividade em doçura e
mansuetude. Nosso respeito, aos de todos os tempos que ofertaram
suas vidas em nome da paz, e aos que ainda sofrem os efeitos da
violência mundo afora e já se esforçam para perdoar seus algozes.
Saudades a todos aqueles da paz que, nas nossas lembranças, nos
momentos de reflexão, sintamos uma vontade enorme de abraçar. Em
especial, roguemos ao Criador: fortaleça os pais que se esforçam na
tentativa de criar e educar seus filhos para que a paz se instale no
mundo; anulando seus interesses mais imediatos e renunciando aos
caprichos. 
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Américo Marques Canhoto
- Casado, pai de quatro filhos. Nasceu em Castelo de Mação, distrito
de Santarém, em Portugal. Médico da família, clinica desde o ano de
1978. Hoje, atende em São Bernardo do Campo e São José do Rio Preto,
Estado de São Paulo. Conheceu o Espiritismo em 1988. Recebia
pacientes indicados pelo doutor Eduardo Monteiro. Depois descobriu
que esse médico era um espírito. |
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